HAlphas
6 Capítulo 6 - Pense...
Notas iniciais
Faz três dias e Nina ainda não acreditava tanto no que eu era capaz de fazer, mas não ignorava. Comecei a entender o meu poder e utilizava qualquer momento entendiante, menos com Nina, ela não aceitava muito bem quando fazia isso, mas minhas dores pararam e os pensamentos das outras pessoas ficavam mais claros, sem mais tumultos na minha cabeça.
Fui até minha ex, precisava falar com ela, tentar impedir isso a tempo. Bati na porta umas 10 vezes e a chamei, muito. Ela finalmente atendeu a porta depois de tanto incomodar.
– O que você quer Jack?!
– Você sabe muito bem Carmen! Eu não quero levar meu filho a um tribunal! Ele só tem 6 anos!
Ela não me ouviu, fechou a porta na minha cara. Mesmo com a porta fechada pode ouvir seus pensamentos, eu ouvi claramente que ela não queria levar Daniel ao tribunal, mas alguma coisa estava acontecendo. Eu não podia ficar ali e fui no bar de Warren, um amigo meu, depois de umas doses de uísque contei a ele sobre meu poder, ele não acreditou até eu provar para ele.
– Desde quando?
– Faz um tempo. Mas eu não controlava, era uma loucura na minha cabeça. Parecia que ela iria... sabe... explodir.
– Cara que doideira. Depois dessa toma mais uma dose.
– Não, valeu, mas tenho que ir.
–- Nossa! isso é demais, que maluco. Será que ele ouviu isso, melhor me desculpar, só por precaução!-- — Se você ouviu isso... bem... desculpar por isso.
– Sim ouvi. Mas tá tranquilo. Haha!
– Haha!
Quando cheguei, achei que Nina estaria me esperando na poltrona segurando uma arma perguntando as horas, mas por sorte ela estava dormindo, estava linda.
Duas quadras daqui tem uns caras ruins, do tipo Pulp Fiction ou Os Selvagens da Noite, ninguém gosta deles. Esses caras já foram pegos pela policia várias vezes, mas sempre são soltos no dia seguintes. Por que falo deles? Deve ser pelo simples motivo de que eles vão acabar me encurralando no dia seguinte.
– Olha só o que temos por aqui?! – Um dos caras da gangue já vem se aproximando com uma das mãos no bolso da calça como fosse tirar alguma coisa dali.
– Não é aquele cara lá da tv. Como é que se chama mesmo? Deixa eu ver... É John, Jay, James...
– Jack... Jack Hudson! O que estar fazendo aqui
– Nada. Estou apenas de passagem. - Não vou mentir, estava completamente apavorado.
Para minha sorte, a viatura de Ben, o novo namorado da minha ex, passou e conseguiu espantar os caras.
– Ben, você...
– Olha só, se não é o Jack Hudson de Conversa com Hudson. Quem diria que veria você em problemas logo com a gangue Skorp.
Eu não conseguia olhar para aquele cara, ele de alguma forma trazia uma coisa ruim, não consegui ler seus pensamentos por causa desse sentimento.
– Toma cuidado com esses caras. Há, antes que eu esqueça, se eu fosse você não apareceria, afinal, sabe que não vai ganhar essa. Certo?! Vou nessa!
Essas ultimas palavras seguidas por esse sorriso enjoativo me deu vontade de quebrar aqueles dentes brancos, mas ele era encrenca, sabe, policia.
Fui dormir e durante a noite comecei a ter uns sonhos muito estranhas, e complexos. Minha ex mulher na porta da casa dela segurando meu filho que ficava me chamando, e então os caras da Skorp, os mesmos que me pararam na rua, aparecem atrás e arrastarão os dois, a porta se fecha eu tento me mover, mas uma escuridão segura minhas pernas, totalmente imobilizado, não podia fazer nada, foi então que ouvi vários tiros e as janelas com um líquido vermelho, era sangue e disso tinha certeza, foi então que vi a porta se abrindo, era Ben coberto de sangue, ele anda dois metros depois da porta com a cabeça baixa e então levanta com seu rosto coberto de sangue e ele sorrir para mim. Não aguentei, eu despertei as 6 horas.
– Droga. O que foi isso? Há não, são 6 horas.
– Algum problema?
– Na verdade sim. É hoje que vão decidir a guarda de Daniel. E eu quero muito ganhar, mas não quero afasta-lo da mãe.
– Vai fazer o que?
– Não sei. Bom, vou nessa.
Fui me trocar. Terno, gravata e calça, bem formal, para ir ao Tribunal. Depois de ter que esperar mais algumas horas finalmente começou. O debate rolava, eu não entendia como funcionava, mas fazia tudo o que meu advogado falava para mim.
– Meritíssimo, por quê o senhor Hudson não pode ficar com o filho? Ele é um ótimo pai, nunca deixou faltar nada, e a relação de seu filho com ele é ótimo. Mas se ele não pode ficar com o filho ele deve pelo menos ter o direito de visitá-lo.
Rolou muito bate-papo, mas como eu disse não entendi nada. Mas com o tempo ali dentro não consegui aguentar e acabei usando meu poder.
–- Ele é um bom rapaz, e provavelmente um bom pai, mas não tem como separar o filho da mãe.–- Esse é o pensamento confuso do juiz.
–- Eu não sei como ganhar, á mãe sempre vence. Não posso desistir. -- Que motivação!
–- Nossa, então ele é Jack Hudson. Que gato! Pena que tenho que ganhar pela minha cliente. -- Bem... essa é a advogada da minha ex. Não sei o que dizer.
Mas quando li o pensamento da minha mulher, foi inacreditável o que eu ouvi.
–- Se eu não conseguir ganhar é capaz de Ben fazer alguma coisa comigo e Daniel. Não posso dizer nada para ninguém, como ele foi capaz de se tornar esse homem violento. -- Não pude ficar em quieto com isso e tentei ouvir mais dos pensamentos dela, mas foi quando meu poder começou a intensificar.
Comecei a ouvir o fundo de sua mente, mas quanto mais eu me aprofundava mais minha cabeça a doer como tivesse uma turbina de um jato bem no meu lado que aumentava o barulho sem parar e no meio do debate meu nariz começou a sangrar, mesmo não percebendo eu notei que ela tinha percebido.
– Jack está tudo bem?. - Carmen me perguntou e nisso todos na sala olharam para mim.
Era só meu nariz sangrando até que meus olhos também sangraram, no lugar das lagrimas, a dor na minha cabeça era maior do que eu posso descrever, e dali mesmo fui direto para o hospital.
– Algum problema com ele? — Eu ainda estava meio tonto, mas essa era a voz de Carmen.
– Na verdade eu não achei nada. Mas eu diria que ele deve ter uma Isquemia Cerebral. – Esse era o medico.
– Mas ele nunca sofreu nada na cabeça. - Na verdade, já sofri um acidente, mas tive apenas um pequeno galo na cabeça.
– Bem é tudo o que eu posso dizer. Vou fazer mais exames e se não for nada, ele será liberado em 24 horas.
Nunca esqueci o que ela disse, ou quase, e iria tentar tirar meu filho de perto do Ben, e mesmo separado eu afastaria ele de Carmen. Eu posso ter ido parar em um hospital, mas meu poder ajudou a ver o que precisava, e eu precisava tirar eles dois para longe dele... Não posso deixar que um membro da Skorp fique na mesma casa que meu filho!
Fale com o autor