Notas iniciais
Mais um capítulo saindo gostosinho, fresquinho e açucarado. Tudo bem, confesso que açucarado nem tanto. Aqui ainda estou eu, Monique, postando em nome da Musa, minha parabatai. Sinceramente espero que gostem do capítulo, embora seja meio... frustrante. MAS, não se iludam tão facilmente. Muita coisa está por vir.

Sr. Wonder explicava sobre a influência do psicológico no corpo e tudo o que eu pensava era a influência do corpo de Jared sobre mim. Flashes da noite passada faziam com que eu sentisse mais calor do que já estava sentindo naquela sala com péssima ventilação. Fechava os olhos e via seu corpo esculpido à minha frente, à mercê de minhas unhas. Seu sorriso canalha de fazer qualquer garota querer tirar a calcinha. Mas que droga eu estava pensando? Olhei para a janela e acabei esbarrando no olhar de Raymond Benner, era novo na escola assim como eu. Meu parceiro na aula de literatura, mas às vezes ele dava a entender que queria mais do que isso, mas simplesmente não rolaria. Não que ele não me atraísse com seu belo físico bronzeado, cabelos escuros, olhos mel e dentes brilhantes, mas eu tinha um fraco por meninos pálidos com cabelos naturalmente descoloridos. Dei um meio sorriso de volta e assoprei meu decote mais uma vez.

O sinal havia tocado, guardei meu material e levantei-me para sair de sala, mas pegaram-me gentilmente pelo cotovelo. Ray.

"Hey." Sorriu.

"Oi."

"Escuta temos aquele roteiro para fazer, a data de entrega esta se aproximando então..."

"Vamos marcar uma tarde aqui na escola..."

"Por que não lá em casa? Ou se preferir na sua..."

"Ah, é que..."

"Ele veio de novo!" falou Tiff entrando na sala igual a uma retardada cochichando com sua melhor, e mais retardada ainda, amiga, Ellen.

Quando virei-me para falar com Ray ele estava entretido num papo com Stuart, do mesmo físico que ele, também novo, porém loiro. Saí da sala e logo estava na saída da escola. No final dos ladrilhos que guiavam a entrada do colégio lá estava ele, escorado em seu carro. Vestia jeans e uma blusa preta que grudava em seu braço. Era ele que estava atiçando as meninas da minha escola. Sua expressão estava despreocupada à medida com que eu me aproximava tentando esconder o sorriso de orgulho que era beijá-lo na frente de todas. Logo estávamos frente a frente, respirei fundo mantendo a postura.

"Oi." Falei.

"Adoro essa escola. Acho que vou me matricular."

"Isso, se inscreva na aula de carpintaria. Todas as meninas irão se inscrever. Sr.Keprin agradece."

O canto de sua boca se ergueu. Ouvi um pigarreio atrás de mim, Jared ajeitou a postura e pareceu encarar por cima do meu ombro. Ray de novo.

"Hey." Sorriu

"Oi."

"Fomos interrompidos naquela hora, temos que continuar, então me diz agora, na sua casa ou na minha?"

"O que vocês estavam fazendo para precisar terminar em casa?" perguntou Jared.

"Ah..."

"Seu namorado?" perguntou Ray.

"Oh, nã..."

"Sim" disse Jared me interrompendo. Virei-me para encará-lo.

"Não é não."

"Mas você bem que gostaria." Falou. Revirei os olhos e o ignorei virando-me para Ray.

"Não sei, acho que melhor na sua." Porque eu estou hospedando um demônio na minha. "Sabe, minha casa está em... obras." Falei.

"OK, amanhã então, depois da aula?" perguntou.

"Sim."

"Então..." ele se aproximou dando-me um beijo na bochecha. "Adeus Kate" falou em meu ouvido.

Jared puxou-me pela cintura ao encontro de seu corpo e beijou-me a boca vorazmente. Ele estava fazendo cena. Ciúmes? Meu coração havia acabado de ter sido picado pela praga da expectativa. Aprofundei nosso beijo e pude ouvir murmúrios por toda a escola. Parou de me beijar avaliando-me, dei um breve sorriso, mas ele se manteve sério e me soltou.

"Vamos embora." falou abrindo a porta do carro entrando. Fiz o mesmo.

Jared havia me levado em uma lanchonete, fizemos nossos pedidos e aguardamos. Ele parecia um tanto impaciente.

"Mas então..." comecei tentando puxar assunto.

"Kate, precisamos conversar."

"Ok. Sobre o que?" Ele olhou pra janela e brevemente de canto para mim.

"Sobre nós."

"Ah...então fala." Enfim olhou-me nos olhos.

"Katherine..."

"Está nervoso Jared?" perguntei segurando o sorriso. Olhou-me como se eu fosse maluca.

"Olha, eu gosto de ficar com você, sinto-me atraído por sua boca e seu corpo, realmente te desejo, mas é só isso o que você é para mim. Mas ultimamente percebi que não é o mesmo com você."

"O que está querendo dizer?"

"Quero dizer que anda me olhando com brilho nos olhos, segurando sorrisinhos bobos, como estava fazendo agora. Quero dizer que está colocando emoção numa relação física." Abri minha boca para argumentar, mas não saiu nada. "Você não é tão burra quanto eu acho que é né? Não vê que da minha parte não vai sair nada além do meu mini Jared de dentro das calças?"

Bufei na esperança de secar meus olhos que ardiam.

"Eu só quero pegar você Katherine. Não quero seus sentimentos, muito menos seu coração. Então fica por sua decisão se continuamos ficando ou não. É só desejo. Quero seu corpo, nada mais."

A garçonete colocou nossos pedidos na mesa. Só conseguia encarar Jared que se servia Olhou-me.

"Não vai comer?" perguntou com irritante naturalidade.

Levantei-me da mesa e procurei sair logo da lanchonete. Sim, eu tinha esperança de que ele viria atrás de mim, mas não veio. Fiquei quase meia hora esperando a porcaria de um táxi passar, mas nada. Um Range Rover preto parou em minha frente. O vidro desceu revelando Jared na outra janela.

"Uma carona?" O ignorei.

"Para de ser criança. Entra logo no carro, o destino é o mesmo, e... pedi que colocassem seu lanche pra viagem." Mostrou-me o saco.

"Não estou com fome."

"Problema é seu, não desperdiço comida nem dinheiro. Entra logo, Kate ou eu vou te colocar para dentro."

O encarei desafiando-o. Ele abriu sua porta então abri a minha entrando. Paramos em frente à casa da Jenna, tentei abrir a porta, mas estava trancada.

"Abre a porta Jared." falei com raiva.

"Então, se decidiu?" perguntou calmo. Virei-me para encará-lo.

"O que acha?!"

"Sabe, ontem à noite, quando quase transamos, cheguei a pensar que você era madura e o tipo de transa certa pra mim, agora vejo que não." Minha palma estalou em seu rosto, deixando meus cinco dedos bravamente marcados em sua pele branca.

Deve ter ardido, mas não mais que meus olhos naquele momento. Queria tanto socá-lo. Respirei fundo olhando para frente, contei até cinco tentando me acalmar. Não deu certo. Virei-me para estapeá-lo, socá-lo com toda minha força. Pegou-me pelos braços e sacudiu-me.

"Espero ainda ter a oportunidade de te ver louca assim, só que na cama."

"Cretino." rosnei dando-lhe um soco no nariz, uma gota de sangue, um sorriso canalha e nada mais.

Ouvi o 'click' das portas destravando e corri para dentro de casa. Fui para o banheiro o mais rápido possível, liguei o chuveiro e entrei de baixo d'água. Como ele podia ser tão... frio? Ah, e eu tola achando que ele estava com ciúmes mais cedo. Eu era um idiota! Por achar que ele estava mudando, que nossos beijos eram mais do que simples beijos. Fiquei ali, deixando a água cair em meu rosto, na esperança de que polisse o resto da minha dignidade.

Notas finais
E ENTÃO, GENTE? O que acharam? Tadinha da Kate, né? Não se esqueçam dos reviews, porque a Nicole merece, e eu sei o sufoco que ela passa tentando escrever esses capítulos lindos. Acreditem, é a mim que ela enche o saco quando está em crise criativa. Mas vale a pena. Sabe o que ela ama também? RECOMENDS, vambora, galera! Cadê as recomendações? ;* Beijared.