Há Um Deus Chamado Enel

4 Capítulo 4 - Há um Deus que também trás destruição


Notas iniciais
Último capítulo da no-long-but-no-one-shot, espero que tenham gostado.

"Acho difícil que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um criador."

Abraham Lincoln

Eu estava espantada com a cena que presenciei, Enel estava usando suas calças azuis como sempre, nenhuma peça cobria a parte de cima do seu corpo como sempre e um lenço escondia seus cabelos lisos, o eu já era comum, mas, ele carregava um olhar de fúria no rosto, e correntes elétricas dançavam ao seu redor. Ele carregava um cajado de outro e atacava Purana-kami com fúria, parecia não estar ciente das suas ações totalmente descontrolado. Purana desviava com dificuldade usando seu Mantra, mas Enel parecia saber o que Purana faria em seguia, como se ele também tivesse o mantra.

Decidi correr na direção dele, tinha que o parar, se era a mim que ele procurava talvez nos pudéssemos simplesmente fugir agora. Senti as mãos pesadas de Cariot me puxarem para dentro da construção rapidamente e a ultima coisa que pude ver do confronto foi vários membros do exercito de Deus aparecendo para enfrenta Enel.

- Desculpe garotinha, mas, acho que Purana está em uma enrascada e não vamos ficar aqui pra ver! – Ele disse ao me puxa, nesse momento Enel olhou na minha direção, ele correu na minha direção, mas os soldados entraram no meio do caminho. – vamos sair daqui logo! – dizendo isso Cariot saiu correndo comigo nos braços.

Cariot se movimentou rapidamente pelos corredores até chegar a uma sala no meio do templo que eu ainda não tinha notado nesse meu pouco tempo aqui, a sala tinha um chão de madeira onde Cariot rapidamente localizou um fundo falso: um túnel para a espessa nuvem abaixo do templo que provavelmente iria chegar à cidade de Bilka.

- Pra onde você tá me levando? Seu... Seu... Seu idiota! – Perguntei me debatendo quando de repente ele parou.

- Agente vai sair de Bilka. – Ele disse com um sorriso no rosto.

- O que? Você não pode fazer isso, Purana vai te matar e se ele não fizer isso meu namorado fará.

- E é por isso que agente vai fugir. Purana já era, entendeu? Aquele cara vai acabar com ele! Aquilo não é um poder comum, não é um dial, não é uma habilidade natural. Aquilo é o poder de uma akuma no mi. Não há guerreiro em Bilka que possa para-lo.

- Akuma no mi? – Eu já tinha ouvido falar disso antes, mas não imaginei que Enel tivesse uma, então era isso, isso que fazia estar tão confiante.

Naquele momento um barulho alto de raio quase me ensurdeceu, a luz entrou pelo corredor em que estávamos e tudo tremeu, Cariot se apressou em continuar o caminho e depois de alguns segundos chegamos ao centro de Bilka. Muita gente estava na rua olhando para o alto, olhei pelo canto do olho enquanto Cariot ainda corria para fora da cidade e pasmei.

A nuvem do templo de Deus acima da cidade estava totalmente destruída, não havia nada alem de destroços vagando no ar e caindo sobre a cidade, os raios dançavam no céu e pouco depois começaram a colidir com todo lugar. As pessoas começaram a correr desesperadas, os raios destruíam tudo que tocava instantaneamente, a cidade começou a ser destruída e o caos foi instalado.

As casas estavam em chamas e destruídas, a nuvem na qual a cidade fora construída estava cheia de buracos, as pessoas corriam pelas ruas desesperadas, algumas pessoas estavam ajoelhadas orando a Deus, alguns oficiais do templo tentavam por ordem na bagunça que estava se criando porem suas tentativas foram falhas.

Cariot parou repentinamente e sacou a espada da bainha com a mão direita enquanto me segurava com o outro braço, a inicio eu não entendi porque, mas depois eu vi Enel, parado a alguns metros da gente olhando diretamente para Cariot.

- Me devolva ela agora. Devolva-me ela agora. Me devolva ela agora. – Enel repetia psicoticamente enquanto rajadas elétricas destruía tudo ao redor.

- Até eu poderia matar Purana se quisesse, não pense que por ter matado Deus você vai... – Cariot foi interrompido.

- DEUS!?!? AQUELE DESGRAÇADO QUE VOCÊS CHAMAVAM DE DEUS!!! – Enel deu uma gargalhada que ecoou pela minha cabeça me fazendo ter arrepios, ele estava diferente do normal, ele estava louco. – Olhe para mim, eu sou Deus agora, agora me devolva ela.

Eu podia sentir o braço de Cariot tremer levemente, ele partiu em um impulso contra Enel com tudo. A espada dele foi interceptada pelo cajado de Enel que o rodou jogando-o para o alto, Cariot deu um giro no ar para acertar a cabeça de Enel com um chute, mas logo percebeu a burrada que fez, uma corrente elétrica acertou Cariot e por lógica a mim também que estava nos seus braços. Eu não resisti e dei um grito. Cariot pulou para longe.

- Parece que você machucou sua namoradinha Srº Novo Deus! – Cariot disse aos risos fazendo Enel ficar ainda mais furioso.

Eu vi o cajado na mão de Enel mudar de forma, uma das pontas virou uma espécie de lança. Ele partiu como um louco contra Cariot que desviava, ele podia prever o que Enel iria fazer usando o Mantra, mas Enel fazia o mesmo.

- Então você também tem o mantra, isso pode ser interessante, mas eu ainda tenho a vantagem. – Enel foi atacar Cariot enquanto ele falava, senti o braço dele me jogar para frente e Enel parar o ataque ao perceber que Cariot iria me usar como escudo. – Viu eu falei que tinha a vantagem.

Depois disso eu não consegui acompanhar mais a batalha, os dois ficaram em uma competição de quem atacava mais rápido, Enel tentava acertar Cariot que me usava como escudo e forçava Enel a recuar seus ataques, em certo momento eles ficaram a uma distancia de apenas dois ou três metros se encarando.

- Então, que tal fazermos um trato hein? – Cariot falou me colocando em sua frente e colocando a espada no meu pescoço.

- O que você quer dizer? – Enel pareceu se distrair ao ver a espada no meu pescoço.

- Eu lhe entrego sua garotinha e vocês saem daqui, saem de Bilka, e eu cuido do posto de Deus, sem jogar sujo, assim todos saem ganhando, você fica com seu amor e eu com o trono. – Cariot falava com um grande sorriso no rosto.

- Porque agente sairia de Bilka?

- Olhe ao seu redor você destruiu toda a cidade, se todos já te consideravam um monstro antes, imagine agora hein? Você é um monstro! Um monstro!

- NÃO É NÃO! – Eu não resisti, ele não podia falar assim com ele. – ENEL VOCÊ NÃO É UM MONSTRO, VOCÊ É UM DEUS, CERTO? Você é um cara legal que eu amo, as pessoas te temem por ser diferente, mas um dia elas vão te amar como eu amo.

- Shanti... Eu... Eu... – Ele deu um sorriso. – Eu aceito o trato, me entregue ela.

Eles se aproximaram lentamente, Cariot tirou a espada do meu pescoço e a abaixou, Enel se aproximou com os braços estendidos, em algum momento ele largou o bastão, ele sabia que já era perigoso o suficiente sem ele. A alguns centímetros de distancia Cariot me jogou nos braços de Enel que me abraçou.

Enterrei meu rosto nos peitos malhados dele, senti o seu cheiro, um cheiro forte e ao mesmo tempo agradável, seus braços pouco a pouco me cobriam, senti seus lábios se aproximarem da minha testa e sua respiração tocar meus cabelos, ouvi sua voz falar de leve “te amo” quase inaudível. Levantei meu rosto para olhar dentro dos olhos dele e dei um sorriso ele me olhos quase chorando quando eu senti algo nas minhas costas, algo perfurava minhas costas.

Cariot havia enfiado a espada pelas minhas costas e perfurado meu peito até o peito de Enel, uma única lança atravessava a nos dois, eu senti uma dor agonizante o sangue começou a escorrer quando ele puxou a espada. Eu caí no chão já não conseguia resistir, tudo parecia girar, minha visão ficou turva, senti o sangue quente escorrer pelo meu corpo.

Enel me olhava em estados de choque. O peito dele estava normal, sem nenhum arranhão, não havia buraco.

- Shanti? Shanti não morre, Shanti calma, vai ficar tudo bem. – Enel me olhava assustado sem poder fazer nada, eu senti que não ia aguentar muito, levantei minha mão até o rosto dele e falei baixinho “te amo”. – Shanti não morre, agente ainda vai conhecer Fairy Vearth lembra? Agente vai junto.

Já não havia nada a fazer, Enel fechou meus olhos, me arrumou, passou a mão no meu rosto de leve e se levantou. Ele estava de cabeça baixa e quando a mostrou um olhar demoníaco estava tomando conta daquele rosto, Cariot estava a alguns metros de distancia ainda olhando para ele abismado e quando viu aquele olhar começou a correr o mais rápido que podia.

- Não adianta correr, não a pra onde correr, eu sou Enel, eu sou Deus. – Enel pegou seu cajado, apontou na direção de Cariot e em um único grito lançou toda a fúria que estava sentindo em uma única descarga elétrica. – EL THOR!

Uma longa descarga elétrica destruiu tudo no caminho até chegar a Cariot.

“O céu já foi azul, mas agora é cinza e o que era verde aqui já não existe mais”.

Renato Russo

Notas finais
É isso ai gente. Deixe um comentário falando o que achou. espero que tenham gostado. Beijos.