Gótica de Cidade Pequena
3 Capítulo III
Notas iniciais
Escreveu e rescreveu algumas vezes o trabalho, uma pequena pesquisa sobre vida e obra da autora, passado pelo professor, enquanto mantinha firme o propósito de usar o smartphone só depois do almoço.
Durante todo esse tempo, não se levantou da mesa de estudo. Exceto para fechar a parte de cima da janela, mantendo o quarto iluminado e ventilado. Essa hora, como de costume, a cidadela está despertando.
—Pode falar. — respondeu Melissa, ao ouvir a mãe batendo à porta do quarto.
—Cheguei, minha filha!
Ouvindo isso, Melissa começa a se preparar pro ir à cozinha, pois está quase na hora do almoço, quase na hora do sino da Igreja tocar — alegrando alguns pela hora de descanso e chateando outros ...
Assim, digitou rápido e editou razoavelmente o trabalho de pesquisa no computador. Em seguida, colocou o PC em espera, a caixinha de música pra carregar na entrada USB do computador e saiu.
Lá fora da casa, o sino da Igreja anuncia o meio-dia, um outro momento da liturgia judaico-cristã. Dentro de casa, o barulho das panelas, pratos e talheres anunciam a hora do almoço, a hora da ceia.
—Ficou tudo bem aqui, enquanto estive fora? — perguntou, assim que ela sentou se a mesa.
—Sim! — respondeu a prontamente e, com certa ironia, balbucia: — E o que poderia acontecer...
—Um dia, — alertou ela, enquanto esquenta a comida no fogão — você vai conhecer mais este lugar!
Depois destas últimas palavras, sem a presença do pai, a trabalho perto da capital, a mãe explicou onde esteve durante o dia. Já a filha detalhou a pequena rotina sem uso excessivo do smarth Phone.
O almoço, nesse sábado, durou mais ou menos 30 minutos, no entanto, foi tempo o suficiente. Assim, depois de ajudar na arrumação da mesa e lavagem dos pratos e talheres, Melissa informa:
—Já deixei meu uniforme da escola em cima da máquina! Qualquer coisa, tô no meu quarto.
—Tudo bem! Se eu precisar da sua ajuda, — disse, enquanto sai pra área de serviço — te chamo, minha filha.
Assim que entrou no quarto, Melissa rapidamente, desconectar a caixinha de som do computador e deixa tocando uma playlist de metal. E, sem perder tempo, pega o smarth na cabeceira e se deita na cama.
Leu e releu algumas notificações da Rede Social — o Facebook, enquanto tentava, durante alguns minutos, entrar em contato com a amiga por meio do whats Up. A única resposta belamente recebida foi:
—Só um minutinho!
Lendo isso, faltando pouco pra se transformar em vampira e voar no pescoço dela, porque conhecia bem o tempo desse minutinho. Ao ver a página dum evento, marcado pra domingo, anunciado na comunidade gótica da cidadela, se acalmou e decidiu esperar.
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