Gêmeas
38 Pra ver se você pega a indireta
Notas iniciais
Nico parou o carro e logo o da Thalia estacionou em frente à casa e a morena saiu saltitando com os dois cachorros no colo.
— Cadê meus bebes? – Ela abriu a porta, conseguindo deixar Nivaldo equilibrado em seu peito enquanto realizava o ato.
Cérbero e Cérbera pularam do carro, assim que viram o mínimo de fresta sendo aberta.
— Senhor – Nico arregalou os olhos minimamente – Não matem sua mãe, ela me ajuda muito.
— Por mim podem matar seu pai – Thalia deu de ombros e sorriu travessa para Nico, que a olhou em reprovação e abriu o porta-malas, começando a pegar algumas caixas e malas – Vamos arrumar as coisas para meus filhos, eles são prioridade.
Nico a observou saltitar, com a roupa dele até a porta.
Ela entrou na casa e se sentou no chão, junto com os cachorros, que se aquietaram depois de alguns segundos, acompanhando com a cabeça Nico entrar e sair da casa, com caixas e mala.
— Porque você é tão fofo? – Thalia colocou a mão sobre a barriga do cachorro, o sacudindo levemente para o lado e para o outro.
— Eu me pergunto isso sobre você sempre – Nico terminou de carregar as malas e fechou a porta.
— Eu não sou fofa – Thalia fez um bico.
— Ai meu Deus que coisa mais fofa – Nico agachou na frente dela, apertando a bochecha dela.
— Ai, para – Thalia bateu na mão dele, fazendo ele rir e soltar ela.
Os quatro cachorros deitaram e provavelmente dormiram, fazendo Thalia fazer um bico enorme.
— Poxa.
Nico riu, negando com a cabeça.
— Ei, me ajuda com as coisas? – Ele pediu e Thalia revirou os olhos, mas assentiu e se levantou, puxando a blusa para baixo.
Ela parou e olhou em volta. A sala tinha o piso de madeira e grande parte de suas paredes eram de vidro, que davam para a frente da casa, que se destacava por uma entrada de piso de mármore e uma grande piscina cercada por árvores, que faziam como muro, isolando a casa de tonalidade preta. Thalia caminhou um pouquinho mais à frente e parando em pé entre os dois sofás cinzas e brincando com os pés no carpete marfim, que era um tom mais escuro que as paredes da sala, a morena colocou o celular em cima de uma das duas mesas pretas com a tampa de vidro que tinha um vaso de enfeite e olhou a grande televisão a frente, sentindo uma vontade imensa de deitar e assistir um filme.
— Vamos, Thalia – Nico a chamou de novo, fazendo a garota revirar os olhos.
Ela pegou uma caixa e começou a subir as escadas de vidro com detalhes em preto que tinha ali, levando para o segundo andar; tinha uma pequena cerquinha de vidro da qual a garota se apoiou levemente olhando para a enorme mesa de jantar e pensando em descer, para ir na cozinha ver se tinha comida…e foi exatamente isso que ela fez.
Nico deixou a mala que tinha levado no meio do corredor e desceu atrás da menina.
A cozinha tinha parede marfim, na mesma tonalidade da sala, assim como o piso dava continuidade do tom de madeira escura. Os móveis eram pretos e marfim com branco acinzentado, Nico olhou a menina se pendurando na bancada para pegar comida no alto do armário com a porta de vidro, ele riu e sentou na cadeira branca esperando a menina pedir ajuda.
O garoto girou na cadeira observando o resto da cozinha, a sua frente tinha uma bancada na qual pertencia a cadeira, que revezava entre preto, marfim e vidro, como o resto da casa como ele viu até agora, mais ao lado tinha uma grande mesa redonda de vidro com cadeiras brancas que combinavam como a que ele estava sentado e tinha um grande lustre de cristal. O menino foi desviado de seus pensamentos com um grito e Thalia caindo de bunda no chão com a comida.
— Consegui – ela murmurou meio feliz e com dor na bunda.
— Agora a gente pode ir para cima? – Nico arqueou a sobrancelha para a garota, que assentiu e se levantou.
Eles voltaram para a sala, logo subindo a escada, a menina curiosa começou a abrir todas as portas para ver o que tinha dentro, a primeira que ela abriu foi uma biblioteca onde tinha uma grande estante feita sob medida que ocupava toda a parede a sua frente, aquela preta. Esse cômodo era meio diferente, seu teto era roxo escuro, assim como os dois sofás, a parede tinha tonalidade cinza e uma grande janela de vidro, que era coberta por uma cortina vinho, que combinava com as flores em cima da mesa preta com tampa de vidro, que ficava em cima de um tapete preto e branco.
— Meu pai com certeza esqueceu daquilo – Nico olhava para estante de vidro repleta de bebidas alcóolicas.
— Com certeza ele esqueceu.
Nico soltou uma risada rouca, que arrepiou a menina, mas ela disfarçou perfeitamente olhando para o lustre de cristal meio diferente, já que o mesmo era completo de bolas.
— Próximo – Thalia saiu, fechando a porta e abrindo outra que estava um pouco mais adentro no corredor, soltando um gritinho.
Simplesmente era um cinema, o que diferenciava um pouco era que tinha menos cadeiras e o clima era mais caseiro, tendo dois andares de pequena diferença de altura, poltronas reclináveis ocupavam o andar da entrada, todas em tom de marfim, dourado e marrom. O segundo andar tinha um enorme sofá e era mais perto da televisão, que ocupava toda a parede e várias almofadas eram espalhadas por esse mesmo andar.
— Vou roubar essa casa pra mim – Thalia murmurou, acariciando uma poltrona.
— Não me importo em dividir, tenho certeza que é cama de casal – Nico sorriu e olhou pro corpo da garota, que revirou os olhos e saiu do cômodo, abrindo outra porta sempre indo mais afundo no corredor.
— POR QUE CARALHAS SEU PAI TEM UMA SALA, COM UM PISCINA…DENTRO DE CASA? TENDO DUAS LÁ FORA? – Thalia gritou analisando o cômodo.
O teto era preto com purpurinas que acendiam imitando estrelas, a piscina se estendia reto a sua frente, dando para uma porta de vidro e mesmo não entrando, ela conseguia ver a jacuzzi, nas laterais haviam portas de vidro que davam para minis SPA'S. O piso de mármore contrastava com a água da piscina clara que parecia ter vários cristais por efeito da luz das purpurinas.
— Porque ele não tem essas coisas na minha antiga casa? – Nico disse incrédulo, observando o cômodo.
— Nem vou comentar – Thalia deu de ombros e saiu dali, abrindo outra porta.
As paredes eram todas em tonalidade branca com enormes janelas de vidro, o piso era de madeira escura e a morena não teve como não pensar que era um ótimo lugar para dançar, mas o que chamou sua atenção era o piano de calda preto envernizado, que dava de frente para a janela.
Ela se locomoveu até a próxima porta, a abrindo.
Era claramente um quarto de hospedes, por ser o cômodo mais simples da casa. Consistindo apenas de uma cama de casal com edredom preto e almofadas cinzas. Uma mesa no canto que dava para a janela, tendo vistas para árvores, para a lateral da casa. Uma porta branca, ficava mais escondida que ela supôs ser o banheiro.
— Já sei onde os cachorros vão dormir – Nico comentou.
— Ou eu, né? – Thalia perguntou afirmando e Nico deu risada.
— Vai nessa, se você for dormir aqui vai dormir na minha cama – Nico foi direto e Thalia comprimiu os lábios, evitando dar risada, que sairia um pouco constrangida.
Ela deu as costas pra ele e caminhou até a última porta do corredor, que não ficava na lateral assim como todas as outras, ela abriu a grande porta se deparando com um quarto perfeito.
O carpete era cinza aveludado, uma parede inteira era feita de janelas que davam para a parte de trás da casa, um pouquinho ao lado da mesma, uma cama king size, que era coberta por edredons e almofadas de tonalidades cinzas, uma mesinha redonda ficava logo ao lado da cama e estava com livros e um despertador em cima, uma luminária ficava do outro lado da cama. A parede atrás da mesma era de um estilo interessante de pintura, em tonalidades de cinza e branco, um quadro gigante em tonalidades de cinza tinha uma árvore seca em campo aberto, uma lareira próxima da cama é preta. Do lado oposto ao da janela e lareira, uma cadeira de couro preta ficava de frente para a bela vista, aonde tinha uma almofada e um edredonzinho solto, nem preciso dizer que cor que eram ambos né? Se sim, cinza.
Uma mesinha de madeira ficava ao lado da cadeira, dando um ar confortável que fez até a menina querer ler, o que era estranho. Na parede da porta uma grande televisão ficava presa a parede e um pouquinho abaixo, uma pequena mesa de madeira e vidro, tinha um notebook e um Xbox.
Thalia viu uma porta aonde imaginou ser o banheiro e resolveram ir ver.
A porta dava para duas outras, uma um closet que estava vazio, outra para o banheiro que adivinha? Tinha uma piscina.
— Isso é uma piscina? – Thalia murmurou.
— Eu acho que é uma banheira muito grande – Nico franziu o cenho, dando um riso nasal.
As paredes eram pretas e azul, um pouco mais a frente da onde os dois estavam uma piscina se estendia, a lateral era de mármore e tinham umas velas, na ponta a frente era de vidro, dando a impressão que a água caia em cascata, um pouco mais atrás o box de vidro parecia dar continuidade a piscina. Um pouco mais ao canto, uma enorme bancada de mármore preto aonde tinha a pia e um vaso um pouco mais ao canto.
— Cara, se eu vir morar aqui algum dia, eu só vou andar de biquíni – Thalia se pronunciou.
— Eu que não vou reclamar – Nico sorriu de lado para a garota.
Thalia deu a volta e entrou no quarto novamente, indo em direção as janelas.
A menina ficou boquiaberta com a vista, uma grande piscina era iluminada por velas, alguns coqueiros e palmeiras estavam espalhados pela área de descanso, aonde ela conseguiu visualizar um sofá em círculo branco com almofadas pretas, uma churrasqueira e várias espreguiçadeiras brancas. A casa tinha a perfeita mistura entre natural e moderno, trazendo um ar reconfortante para o centro de Nova Iorque.
— Caralho, que lindo – Thalia comentou – Mais uma…sério, eu desisto.
Nico riu, caminhando até a menina e envolvendo a cintura da mesma, a abraçando por trás.
— Hades adora piscinas – Nico franziu o cenho – Eu acho.
— Você acha? – Thalia disse incrédula – Daqui a pouco vai ter piscina no teto.
— Quem sabe, né? – Nico riu e ela revirou os olhos. Ele apoiou a cabeça no ombro da menina, observando as velas irem lentamente pela piscina, que mostrava a água clara e azulzinha graças as luzes brancas de dentro dela.
Ela relaxou e apoiou o corpo no dele, respirando calmamente.
— Só imagina – Nico sussurrou no ouvido da garota, que arqueou a sobrancelha – Eu e você, naquela cama, com essa vista maravilhosa…
Thalia pensou um pouco.
— Hum…não.
Nico riu e se desvencilhou da garota, caminhando até a lareira e a ligando, voltando até ela, ficando de frente para a garota, a empurrando para a cama, subindo em cima dela com um sorriso de lado no rosto.
— Se você não quer imaginar, a gente pode tornar realidade – ele sussurrou e ela bateu a mão contra a testa.
— Eu mereço – ela murmurou, negando.
Nico pendeu a cabeça para o lado, confuso.
— Que?
— Nada não – Thalia fez pouco caso – Sai de cima de mim, você está gordo.
— Não – Nico sorriu.
Thalia revirou os olhos, mas fez uma cara fofa.
— Por favor – ela afinou a voz, falando igual a um bebe.
Nico apertou as bochechas dela, se inclinando para ficar mais perto da garota.
— Ai meu Deus, que coisa mais fofa.
Ele começou a dar selinhos nela, que deu risada.
— Para…- Thalia começou, mas foi cortada por outro beijo – Com…- e de novo – Isso.
Nico riu.
— Não dá, eu quero te beijar – ele deu de ombros.
— Nico! – Thalia resmungou e deu risada, vendo que ele não iria parar de beijar ela tão cedo.
— Tá, parei – ele se rendeu, ficando a centímetros do seu rosto – O que acha de uma maratona de séries de terror?
— Eu topo – Thalia sorriu e se virou de costas, ficando de quatro e engatinhando até a coberta, se enrolando ali.
— Você acabou de colocar a bunda na minha cara – Nico comentou, indo até o lado da garota, pegando o controle e ligando a TV.
— Não é nada que você não esteja acostumado, Nico – Thalia deu de ombros.
— É, realmente – Nico colocou no primeiro episódio de Penny Dreadful e começou a assistir.
— Nossa, que belo jeito de começar uma série – Thalia comentou, vendo o cara comendo a mulher na cara dura.
— Pra ver se você pega a indireta – Nico respondeu e Thalia se afastou um pouco com os olhos arregalados levemente – Por que você se afastou?
— Tá calor – Thalia murmurou, mesmo sendo mentira.
— Acendeu o fogo ai? – Nico riu debochado – Fique tranquila, Grace. Não vou te foder, você não quer.
— É, não quero – Thalia repetiu o que ele disse e se sentiu aliviada.
— Vou tomar banho, fique assistindo – Nico desceu da cama e tirou a camisa, jogando-a em qualquer canto, fazendo Thalia fechar os olhos e abri-los novamente, focando apenas na série, tentando ignorar o gostoso que estava sem camisa ali do lado.
Thalia ficou alguns minutos assistindo a série e as coisas começaram as ficar tensas, fazendo a garota olhar para a porta, pensando se deveria entrar no banheiro ou não. De repente um vampiro apareceu do nada, fazendo a menina levantar correndo e invadir o banheiro.
— Eita – Nico cobriu o peitoral, já que estava de costas pra ela, zoando – Minhas tetas.
Thalia riu.
— Sério? Tanta coisa pra cobrir e você cobre as tetas?…bundinha – a menina deu um sorrisinho de lado, olhando a bunda do garoto.
— Eta – Nico arregalou os olhos minimamente, cobrindo a bunda – Esqueci da sua tara pela minha bunda.
Thalia sorriu e caminhou até a lateral de mármore da piscina, se sentando ali.
— Você não vai sair? – Nico perguntou, a olhando por cima do ombro.
— Não – ela respondeu simplesmente, dando de ombros.
— Ah…tá – Nico deu de ombros e continuou seu banho normalmente, cagando pra ela.
Thalia pegou as pontas do cabelo, começando a olhar elas. De vez em quando desviava o olhar discretamente para o menino. Qual é? Ele estava pelado!
Nico a observou e a pegou no flagra, fazendo-a ruborizar um pouco.
— RÁ! – Nico gritou dando risada.
Thalia abaixou a cabeça constrangida.
— O que? Não tenho culpa, você tá pelado!
— É claro que estou, não tomo banho de roupa – ele respondeu, desligando o chuveiro e pegando a toalha, enrolando ela na cintura e saindo do box.
— Qual o problema de vocês homens de se secarem? – Thalia comentou, levantando novamente a cabeça.
— Qual o problema de vocês mulheres de acharem ruim os homens não se secarem? – Nico retrucou e passou pela menina, procurando seu desodorante.
— Porque dá fungo, micose e molha a roupa, pega uma pneumonia e já era – Thalia contrapôs, não se contendo e dando um tapa forte na bunda do Nico, que comprimiu os lábios para não xingar a menina.
Ele se virou lentamente, com um sorrisinho ameaçador, que fez a garota tentar fugir dele, chegando para trás, caindo de costas na piscina.
A morena levantou em um pulo, já que a blusa tinha subido por causa da água e gritando.
— QUEM COLOCA UMA PISCINA NO BANHEIRO? E AINDA POR CIMA AQUECIDA!
Nico começou a rir histericamente, olhando a menina sair da piscina revoltada.
— Vou até tomar banho agora – ela resmungou, deixando um rastro de água pelo banheiro e entrando no box, tirando a blusa de costas pra ele e a jogando no chão.
— Essa cueca era ótima de usar, confortável – Nico murmurou, olhando o batman que era estampado na bunda.
— Eu sei – Thalia deu de ombros – E eu vou precisar de outra, porque não trouxe roupa.
— Pode ficar sem roupa, não ligo não – Nico sorriu, passando o desodorante e saindo do banheiro, levando a toalha com ele de propósito.
— Eu também não ligo, é que se eu ficar assim você vai me estuprar – Thalia deu de ombros, se lavando.
— Você ia gostar – Nico respondeu normalmente.
— Eu não, ia ficar sem andar – Thalia respondeu e cobriu os seios a tempo de ver ele parar no arco da porta, a olhando.
— Quem disse? – Nico franziu o cenho.
— Você – Thalia olhou pra ele com uma cara óbvia e ele deu risada, saindo dali.
— Se esse for o caso, eu vou devagar – ele deu de ombros.
— Devagar é chato – Thalia revirou os olhos.
— Por trás não deve doer – Nico respondeu, sentando na ponta da cama.
— Na verdade dizem que doí mais – Thalia desligou o chuveiro, olhando para o banheiro e não achando a toalha.
— Quer testar? – Ele sorriu e ela saiu do box, deixando outro rastro de água e se apoiando na parede escondendo seu corpo nu, olhando pra ele.
— Não obrigada e eu esqueci a toalha – Thalia fez um bico.
— A toalha tá ali – Nico apontou para a toalha, na outra ponta, com um sorrisinho.
— Pega pra mim? – Thalia pediu e ele deu um sorriso malicioso, negando lentamente.
— huhum – ele negou.
— Fecha os olhos – Thalia tentou.
— Nop – Nico continuou sorrindo.
— Tá – ela deu de ombros e cobriu os seios com um braço e cobriu a intimidade com a mão, saindo do banheiro numa boa.
Assim que passou pela frente do menino, sentiu seu olhar queimar em sua bunda, logo depois sentindo um tapa forte nela, que ficou vermelho com certeza.
— Ai minha bunda – Thalia choramingou e olhou para a bunda, vendo a marca da mão dele – Puto.
— Vai logo pegar a toalha, é horrível se segurar quando se é homem e tem uma mulher nua na sua frente – Nico a olhou com os olhos mais escuros do que o normal, mordendo o lábio inferior.
— Eu não to nua, estou coberta com minhas mãos – Thalia resmungou e ele se levantou, fazendo a menina gelar até o último fio de cabelo.
Mas ele apenas deu meia volta e subiu na cama, colocando o travesseiro em seu colo para esconder o que tinha acontecido ali embaixo.
— Não está tampando nada – ele pronunciou, fazendo Thalia se apressar em pegar a toalha e se enrolar nela.
— Agora eu preciso de uma roupa – ela se agachou na frente da mala dele, a abrindo e pegando uma cueca que tinha mãos esqueléticas atrás, como se tivesse apertando a bunda. Thalia começou a rir sem parar – Sério que você tem essa cueca? Puta que pariu, onde você compra? Vou passar lá.
Nico revirou os olhos, mas disse a ela a loja, duvidando muito que ela não fosse lá.
Ela abriu mais a mala, pegando uma blusa do AC/DC e se levantando, indo para o banheiro, vestindo a cueca e a blusa por cima.
Ela saiu do banheiro e caminhou até a cama, se virando pra ele e levantando a blusa.
— Olha isso! – ela exclamou rindo.
— Thalia, não faz isso agora, depois você zoa – o menino resmungou e ela se virou pra ele.
— Se eu não fosse eu, poderia te ajudar com isso…mas como sou eu, vai no banheiro menino! – Thalia conteu o riso dentro de si, incentivando o garoto.
— Você tá falando mesmo o que eu to pensando? – Nico arqueou a sobrancelha, olhando para a garota com uma careta.
— Se você está pensando que eu to falando pra você ir se masturbar no banheiro pensando em mim, sim, estou falando isso – Thalia sorriu travessa.
— Vai se fuder – ele revirou os olhos.
— Vamos…não vamos não, vai – Thalia se apoiou na cama, puxando ele pela mão – Vai ser feliz menino – ela empurrou ele para o banheiro, fechando a porta e voltando a sentar na cama, pensando em descer para pegar o celular.
Ela olhou para o chão e o pacote de biscoito que tinha levado lá pra cima e o pegou, começando a comer enquanto Nico estava ocupado no banheiro.
Alguns minutos depois, o menino saiu do banheiro e pegou o pacote de biscoito da mão dela, que fez uma careta.
— Você lavou a mão pelo menos, né? Não quero…é, você sabe o que não quero – Thalia passou as mãos no edredom.
— Você vai ter bastante tempo para sentir o gosto do meu pau quando a gente estiver namorando, fica tranquila – Nico respondeu e Thalia ficou muito vermelha, encarando o chão sem saber o que falar.
A garota sem saber o que falar, apenas pegou o biscoito da mão dele novamente e continuou comendo, quieta.
— Ficou sem falas, Grace? – Nico provocou e pegou o biscoito da mão dela, se sentando na cama.
Ela fez um bico, querendo rir para ocultar seu constrangimento, mas não conseguiu abrir a boca pra nada.
— Que foi, Thalia? Você estava bem mais ativa quando tinha menos roupa envolvida, acho que a gente pode mudar essa situação – Nico perguntou com um sorrisinho e engatinhou até a menina que estava sentada na ponta da cama.
Thalia tentou pegar o biscoito da mão do Nico, mas o menino foi mais rápido, colocando o biscoito de lado e segurando a mão da garota, a deitando na cama e subindo em cima dela e passou a mão no corpo da garota, descendo até a sua intimidade, notando o pano meio úmido.
— Parece que foi sua vez de ficar excitada – ele disse acariciando ela com um sorriso de lado.
— Eu só quero biscoito – Thalia murmurou e tentou esticar a mão para pegar o pacote.
Nico não deixou, a puxando de volta.
— Você não provocou, Grace? Agora sofra as consequências – Nico continuou com o sorriso de lado.
— Mas eu não fiz nada – Thalia choramingou com um bico.
— Eu sei, to zoando – Nico riu e ela se aliviou.
— Mas então o que você tá fazendo com a mão ai? – Thalia engoliu em seco, o observando sorrir maliciosamente.
— Eu disse que estava zoando, não que eu não iria fazer nada com você – Nico soltou e Thalia arregalou os olhos levemente.
Ela em um movimento rápido, tirou a mão do Nico dali e girou um pouco pro lado, caindo no chão e engatinhando o mais rápido possível até estar longe o suficiente, ficando em pé e saindo correndo.
Nico começou a rir e depois se levantou, indo atrás da garota, que quando ele saiu na porta do quarto, enxergou ela no último degrau da escada.
Thalia pegou o celular e saiu correndo para a cozinha, ligando para Connor e entrando dentro do armário.
— Thalia? – Ele atendeu.
— Socorro – ela sussurrou baixinho.
— Que que foi? – Connor assumiu o tom meio preocupado.
— O Nico – Thalia sussurrou novamente.
— Que que tem o Nico? – Connor perguntou e Thalia ouviu a risada do menino, perto dali.
— Ele me achou, ai meu Deus – ela disse, assumindo o tom de desespero – Connor cuida das minhas coisas, do Cérbero, Cérbera, Nivaldo e Pipoca, não deixa com essa coisa.
— O que tá acontecendo? – Connor perguntou.
— Fala pra ele que não é pra fazer isso – Thalia fez um bico e colocou no viva voz.
— PEGA MESMO NICO – Connor berrou e ele abriu o armário, segurando o riso e com um sorriso nos lábios.
— FILHO DA PUTA, TE ODEIO, MORRE – Thalia berrou para o telefone, desligando e pegando uma panela que estava ali do lado, colocando na frente do rosto – Olha ele não tem que deixar nada, quem tem que deixar sou eu, permissão não concedida.
Nico riu e a puxou para fora do armário, tirando a panela dela facilmente e a colocando sobre a bancada, ficando entre as pernas dela e começando a beijar o pescoço da garota e apertar a coxa dela. Thalia se debateu um pouco, tentando chutar o garoto.
— Você vai acabar se machucando – Nico murmurou com os lábios roçando em seu pescoço, fazendo a garota se arrepiar e xingar o menino.
— Me solta – ela tentou novamente e ele se afastou um pouco o quadril dela, voltando a colidir com ela, fazendo ela segurar um gemido no fundo da sua garganta, sabendo que ele estava fazendo aquilo para provocar ela.
— Quer que eu te solte, Grace? – Nico sussurrou pra ela, passando os lábios em seu pescoço, dando um chupão ali.
— Quero – ela se manteve forte, mesmo que sua respiração estivesse entrecortada.
Ele repetiu o movimento, de se afastar dela e voltar a colidir suas regiões intimas.
— Quer mesmo?
— Eu te odeio – ela murmurou.
— Que coincidência estarmos caminhando para a mesma situação que você disse essa frase da última vez – Nico mordeu o lábio inferior da garota, o puxando levemente.
Ela pensou em mostrar o dedo do meio pra ele, mas achou melhor não fazer isso, assim que se lembrou da última vez.
Nico colocou a mão dentro da blusa que ela usava, pousando-a em sua bunda, apertando fortemente, fazendo ela dar um pulinho e aproveitando para a puxar para o seu colo, forçando a garota a rodear seu quadril com as pernas para não cair. Ele a segurou nas coxas, dando um selinho nela e começando a caminhar até a sala, subindo até o segundo andar, a levando para o quarto e a deitando na cama, ficando entre suas pernas.
— Nico…- Thalia começou mas não conseguiu terminar, já que o menino desceu a mão por sua barriga, afastando a cueca e infiltrando sua mão ali, sentindo a garota começar a ficar excitada.
— Mais já, Grace? – Ele sussurrou roucamente, mordendo a carne do pescoço dela a puxando pra si.
— Vai se fuder – ela murmurou de volta, travando o maxilar para conter o gemido que seria mais de dor.
— Vou fuder você – Nico retrucou e ela ofegou, sentindo seus hormônios gritarem clamando por contato e suas pupilas dilatarem de desejo.
— Não vai – ela respondeu firme, por mais que o garoto já tenha percebido o que causa nela.
Nico sorriu contra seu pescoço, começando a movimentar sua mão na intimidade da garota, que trincou os dentes.
— De novo não – ela murmurou, pendendo a cabeça para trás, a jogando contra a cama.
Nico sorriu e deu mais um chupão na pele pálida da garota, começando a fazer movimentos circulares em seu clitóris, fazendo a garota não conseguir segurar um gemido. Thalia se xingou, mas viu que Nico ficou mais tenso e sua respiração ofegante…então era esse o efeito que ela causava nele?
Ele fez uma leve pressão sobre a entrada da garota, que não prendeu o gemido, apreciando Nico ficar mais ofegante e parar por um segundo, tentando se controlar.
Ela puxou seu rosto levemente, fazendo o abrir os olhos. Thalia ofegou, vendo seus olhos totalmente negros de desejo, ela engoliu em seco e deu um selinho no menino, que colou seus lábios novamente, ficando assim por um tempo indeterminável, apenas com os lábios grudados aos dela, sem iniciar um beijo nem nada, apenas apreciando.
— Você me deixa louco, Grace – ele sussurrou sob os lábios dela.
— Eu sei, Di Ângelo – ela sussurrou da mesma forma, fazendo Nico se arrepiar por inteiro.
Nico a penetrou com um dedo, começando a fazer movimentos de vai e vem ficando enlouquecido com os gemidos — que ela não se esforçava em prender — no ouvido dele.
— Nico…- Thalia tentou o chamar, mas Nico colocou outro dedo dentro dela, fazendo ela gemer o nome dele sem querer.
Nico parou tudo e a encarou. Seu peitoral descia e subia, graças a sua respiração ofegante e seus olhos…ah seus olhos.
— Por favor, fala que você não fez isso – Nico disse roucamente, fazendo a garota morder o lábio inferior levemente.
— A culpa foi sua – ela sussurrou, já que sua voz estava se esvaindo.
— Você…- Nico começou com uma voz rouca.
— Sim – Thalia o cortou.
Nico sentiu seu membro começar a doer, já que aquela calça estava lhe incomodando e ele não poder agarrar ela ali mesmo.
Ele resolveu agir, já que estava parado.
Voltou a fazer movimentos de vai e vem, só que com um dedo, tirando o outro, o colocando em seu ponto G, o apertando enquanto fazia os movimentos, fazendo Thalia gemer um pouco alto demais, o deixando pior ainda.
Thalia sentiu espasmos por seu corpo e tentou fechar as pernas, mas Nico não deixou de jeito nenhum, apreciando o último gemido alto que ela soltará.
Ele sorriu levemente, dando outro selinho na garota e saindo do meio das pernas dela, arrumando a cueca em seu corpo. Ela se sentou na cama lentamente e o olhou, ela via o desejo queimar em seus olhos, mas respirou fundo e se controlou para não dar pra ele naquele momento.
Ele se deitou de lado, vendo ela se deitar de frente pra ele e olhar para sua calça, onde tinha um bom volume.
Thalia olhou pra ele por alguns segundos, dando um selinho no garoto e descendo sua mão pelo corpo dele, parando em cima do volume em sua calça, começando a acaricia-lo levemente por cima da calça. Ela descolou seus lábios e continuou perto do rosto dele.
— Eu não vou deixar você fazer isso – ele murmurou, colocando a mão em cima da dela, a puxando para cima e as entrelaçando.
— Desculpe – Thalia murmurou e se virou, puxando ele junto, fazendo-o abraçar ela por trás, sem desentrelaçar suas mãos.
— Boa noite, Thals – Nico sussurrou no ouvido dela.
— Boa noite, Niquito – ela respondeu, dando um risinho e caindo no sono.
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