Gypsy Pumpkin

1 Capitulo Único


Notas iniciais
Espero que nao tenham ficado tão ruim.
Boa leitura!

Eu era uma maluca aspirante a rock star. Tive sorte em toda minha vida, principalmente quando minha prima virou rodie do Slipknot. Bom, no começo eu não via nada de positivo nisso. No começo eu nem sabia quem era Slipknot. Um tempo depois eu tive uma visão preconceituosa sobre eles serem um bando de malucos endemoniados que gritavam no palco. Típico de não fãs.

Mas esta informação não tinha mudado minha vida. Eu continuava presa no Texas, trabalhando de dia em uma oficina e a noite eu bancava a cantora. Eu tinha uma banda Gypsy’ Pumpkin, soava algo como abóbora boemia. A historia do nome era longa, mas tudo se resumia a uma noite de Haloween e um porre num barzinho qualquer. Éramos eu e os caras. Você não precisa saber quem são os caras, eles influenciados pelo Slipknot usavam abóboras na cabeça e de diziam personificações de espíritos de Haloween. Eles tinham medo da fama, eu não. Eu almejava aquilo. Então estava fora de cogitação tampar minha beleza impar com mascara de abóbora idiota.

...

Foi na turnê de 2008 do Slipknot que eu vi minha chance de promoção. Eles iriam passar pelo Texas. Eu com 20 anos, não tinha muito juízo (continuo não tendo) contatei o mais rápido possível com minha prima na esperança deles não terem uma banda de abertura aqui no Texas. Eu pensei em ir ate em uma bruxa para ver se eu estragava com a banda de abertura deles. Havia vários boatos que a banda não poderia cobrir o Slipknot.

Foram semanas agonizantes. Valeram apena. A banda não poderia ir tocar naquelas quatro datas no estado. Isso era bom. Mas tinha o lado ruim estaríamos em teste com outras bandas para poder ver quem iria abrir. Bom a merda maior já tinha passado. E eu como boa parenta fiz minha prima entregar uma de nossos demos para seleção.

Atravessamos o estado inteiro para poder fazer o teste. Tinha mais umas quatro bandas. Minha prima havia me dito que vieram umas vinte para seleção, mas os rapazes preferiram escutar os demos enviados primeiro. Uma fase nós tínhamos vencido. Não íamos voltar para casa como completos perdedores. Durante a apresentação eu proibi os rapazes de se apresentares com aquelas mascaram ridículas. Eles podiam achar que estávamos puxando o saco deles.

Fomos a penúltima banda a apresentar. Nós fizemos um cover de I Hate Myself For Loving You. Eu sei nada convencional tocar rock clássico para uma banda de Metal num sei que lá. Estavam todos os oito integrantes lá com suas mascaras avaliando nosso desempenho. Eu não estava nervosa, eu estava surtando, eu odiava aquelas máscaras. Eu nem era fã daqueles malucos, mas eu meio que me sentia intimidada pela aura louca deles. Foi um pouco reconfortante tocar Joan Jett.

Ficamos na sala do lado de fora esperando o resultado. Era angustiante estar competindo com outras bandas com punks malucos e todos eles eram homens. Eu era o bendito fruto. Claro que quando o resultado foi divulgado os punks disseram que eu só tinha ganhado por ser ‘bonitinha’.

Pura mentira a deles. Eu tinha um cabelão ate a cintura loiro platinado, um piercing no meio do lábio e olhos muito verdes. Meu corpo era anormal, uma cintura muito fina, grandes seios e grande bunda, mas tudo ocultado por uma camisa extra grande do Oasis, pop rock comercial eu sei, e uma calça jeans Levis detonada, que cabia duas de mim dentro, segurada por um cinto super cafona. Nos pés meu inseparável all star. Eu nem tava com maquiagem. Imagina minha cara de seis horas de viajem. Eu era muito bonitinha realmente. Chegava a ser tão linda que os meninos da banda tinham me apelidado de Noiva do Chuck O boneco assassino.

Os meninos ficaram muito alegres. Eu não sabia que reação esboçar. Depois do teste tínhamos sido convidados a aproveitar after party do show. Isso os explicava ainda estarem vestido com as roupas do show e as máscaras horrorosas. Os três panacas da minha banda imediatamente foram atrás deles para poder ficarem babando ovo, eu fiquei na minha com uma garrafa de cerveja na minha mão. Ate a vaca da minha prima, que tinha me abandonado para correr atrás do baterista da minha banda, ela definitivamente era uma Maria baqueta. Não sei como ela ainda não tinha agarrado o baterista do Slipknot. Mas se bem que ele era um baixinho esquisito. Ah! Foda — se ela também era baixinha e esquisita.

...

- Meus parabéns Punk’ d! – Minha prima finalmente tinha notado minha existência. E ainda tinha que me ridicularizar em frente a banda toda com aquele apelido ridículo dado pelo meu pai.

- Obrigada Zye. – Sim eu também tinha um apelidinho ridículo para ela.

- Zoey não vai nos apresentar a vocalista da Gypsy’ Pumpkin? – Eu não tinha olhado direito o careca, com uma camisa enorme de futebol americanos e um boné new wave.

- Roxanne estes aqui são os Slipknot e com o tempo você aprende o nome de cada um. – Ela deu uma piscadela para mim e eu fingi compreender.

- Como assim ela não nos conhece? – Um loiro de olhos azuis com cara de ursinho perguntou indignado. Eu tinha a ligeira impressão de que aquele era o vocalista. Corey Taylor, eu acho. Isso por que eu tinha visto na MTV outra banda dele Stone Sour.

- Eu não sou muito ligada na cena do metal nos últimos dez anos. – O que de fato era verdade, eu concentrava todas minha energias na minha banda. Meu forte eram os clássicos.

- Percebi. – O semi careca irritante era sarcástico. Depois dessa minha gafe eu entrei num papo animado com rapazes, menos com o baterista, esse aí insistia em ficar quieto.

O rapaz da camisa de futebol era Sid Wilson, o DJ. Ele era bem irritante quando queria. Insistia em me alfinetar nas minhas bandas de rock. Mas que merda ele era? Um DJ em uma banda de rock? Uma merda ele, isso sim.

- Ainda não acredito que você gosta dos Peppers? – Ele estava tão alto quanto metade daquele povo. E eu ainda na minha primeira garrafa de cerveja que aquela altura já estava quente.

- Qual é o problema? Eu posso gostar de Ozzy e dos Peppers tranquilamente. – Eu ia dar na cara dele. Pensando bem eu não, eu não ia bater porque ele foi um dos que ajudou a escolher minha banda.

- Mas os Peppers são uma banda rock funk! – Ele estava indignado com meu vasto gosto musical.

- Cale a boca, você ouve os Beastie Boys e eles não têm nada a ver com o nosso rock. – James Root para sempre o meu herói. É eu aprendi o nome dele também.

- O alvo é loira aqui. – Ele estava tão bêbado que apontou pra garrafa de cerveja. Imediatamente eu e baterista, que eu não lembrava o nome, começamos a rir.

Eu não vi mais o DJ depois daquele evento acho que um grandão, o nome dele devia ser Chris Fehn, arrastou ele para dentro do ônibus de turnê.

...

A banda e eu estávamos empolgados com nossa grande sorte, a minha banda. Ensaiávamos todos os dias. Claro que tudo na medida do possível. Eu tinha planejado tudo durante aquelas datas. Eu havia pedido minhas férias acumuladas e resolvi grande parte dos meus problemas.

Bom eu tinha 20 e faculdade não fazia. Eu tinha um curso técnico em mecânica industrial, mas tinha resolvido trabalhar na área não industrial. Nada de peças, óleo ou graxa. Não, eu não pegava no duro realmente, só em ultimo caso.

Antes da nossa participação na turnê, eu torrei o meu salário e com uma ajuda da minha mãe em roupas para show. Como minha mãe era uma aprendiz de groupie ela me fez comprar altas calças de couro, tops, minissaias (ela delirou se pensou que eu cantava com aquele pedaço de pano) e uma blusas muito despidas. Posso ate dizer que ela comprou lingeries novos.

O Slipknot tinha gostado bastante do nosso som. Rock progressivo, agressivo, novinho quase cheirando a leite. Palavras de Joey Jordison, o baterista, futuro alvo de Zoey.

Eles formavam um casal um tanto estranho. Ela parecia uma boneca. Com seus 1,58, sim ela era ainda menor que ele, seus cabelos azuis piscina e seu físico tipo Barbie. Mas algo que eles tinham em comum era o fato de serem dois malucos.

...

Eu não era muito sociável durante, antes ou após os shows. Normalmente eu me concentrava sozinha. Entrava depois dos meninos no palco. E curtia um after party comigo mesmo.

Mas os meninos do Slipknot tinham uma energia incrível. Um tremendo de um magnetismo que fazia com todos ficassem perto deles. Eu ate gostava dessa companhia e desta interação. Me tornavam uma pessoa melhor.

Mas ao mesmo tempo em que eu me aproximava eu sentia que alguém se afastava. Sid Wilson. O DJ. O numero zero. O homem que tocava rock e hip hop. O cara das camisas de futebol e dos olhos mais expressivos e lindos que eu já tinha visto.

- Cadê o Sid? – Eu surpreendi James com minha pergunta, mas passado o espanto dele. Ele apenas tinha sorrido. Não era usual minhas demonstrações de afeto. Nem com minha prima, apesar de ter ajudado ela a se desenrolar com o baixinho.

- Tá no ônibus. – Um homem de poucas palavras, era o Root. Me deixou olhando a janela que mostrava o estacionamento. Faríamos um show em poucas horas na arena. Todos estavam em clima de descontração e o mais fanfarrão de todos estava no recanto de solidão e isolamento.

Eu fui sem um pingo de pensamento na cabeça ate o ônibus, mas o que eu iria fazer lá? Dizer oi Sid vim te ver por que sei lá? Era nítido o interesse de Sid em mim.

As nossas discussões sobre musica. As bebidas oferecidas. Nossos flertes. As piadinhas mal intencionada dos amigos dele e dos meus. Então o que faltava para algo realmente grande acontecer?

Uma atitude.

Eu bati na porta do ônibus. Escutei um já vai porra muito distante.

- Eu vi que estava meio isolado hoje. Não é do seu costume. – Eu sorri marota e não pedi passagem para entrar. Apenas dei passos a frente e Sid recuou. Ele permitiu minha entrada.

- É o ultimo show da banda de vocês conosco. – Ele estava curtindo a liberdade lá. Estava sem camisa bebendo uma cerveja e escutando um rap identificável.

- É por isso que vim aqui te chamar para ficarmos todos juntos antes do show, para curtir o momento. – Ele olhava pelo vidro do ônibus sorrindo.

- Eles não precisam de nós para curtir o momento. Pelo que conheço dos caras eles devem estar tão bêbado que nem lembram seus próprios nomes. – Eu me senti tola por ir lá sem um argumento muito forte. Ele havia acabado de destruir os meus. – Mas já que esta você me poupa muito tempo. – Eu não tinham entendido ate Sid partir para cima de mim e me beijar.

Um beijo que oscilava entre o calmo e agressivo, casto e sensual. Um balanço de línguas sem saliva ao som de um hip hop nada romântico. Não precisávamos de clima, nós fazíamos o nosso.

- Eu não posso negar que quando bati o olho em você na audição eu fiquei louco. – Ele intercalava palavras entre os beijos. – Passei as quatro semanas tentando chegar em você ou pular fora, mas não dava cada vez que tomava uma decisão o universo conspirava para mim. – Nós já tínhamos parado a sessão amasso.

- Você teve todo tempo do mundo. – Eu passava a mão nos meus longos fios loiros e tentava arrumar minha minúscula e justa camiseta.

- Não podia sequer imaginar sua reação. – Ele mexia em pequeninos fios do meu cabelo. — Você é um mistério eu gosto disso. – Posso dizer que desfrutamos do contato físico em nível elevado após aquelas palavras.

Aquilo havia me deixado cheia de gás no show. Não foi a toa que eu tive ir fazer uma visitinha ao homem da mascara de gás após o show.

...

A despedida da minha banda naquela turnê havia sido muito triste. As minhas aboboras não queriam ir embora e os malucos não queriam nos deixar. A situação entre Sid e eu era segredo de estado.

Nos despedimos com a promessa de manter contato. Eu não me tornei a revelação rock star e muito menos fiquei famosa, mas satisfeita eu tinha ficado. Mantive meu romance de verão a distancia por longos meses ate Sid me assumir oficialmente. Minha visão preconceituosa sobre a banda tinha saído e cada vez que escutava determinadas musicas da banda eu pensava que nenhum demônio poderia ter escrito palavras tão doces e bonitas.

Não me tornei amiguinha de todos, mas era bem querida. No auge de loucura e maturidade Sid me propôs em casamento. Eu topei a loucura. Eu tinha somente 22 anos e Sid era dez anos mais velho.

Não houve escândalos na mídia. Nós éramos discretos e nutríamos um sentimento puro e real. Amadurecíamos juntos e descobríamos muitas coisas juntos.

Mas nossa historia não era tão interessante quanto a dos outros Slipknot. Para muitos Sid era apenas um ator secundário, mas para mim ele era o ator principal do meu coração.

Notas finais
Ah! Bom foi mais para estravasar minha frustaçao em nao encontrar uma fic com Sid de principal, eu gosto tanto dele.
Comentem aí o que tem que melhorar quem sabe eu nao me frusto mais e escrevo mais.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!