Gus & Hazel - Além da morte
4 Capítulo 4 - Um sinal.
Notas iniciais
Eram 11:30 da manhã e eu ainda estava deitada em minha cama, era um dia nublado, parecia que ia chover logo. Estava conversando com o Isaac por telefone quando ele me chamou para ir jogar vídeo game de cego na casa dele.
I – O que você está fazendo, Hazel ?
H- Tendo câncer, e você ?
I – Se for assim, sendo cego... Hahaha
*silêncio constrangedor*
I – Vem aqui em casa jogar vídeo game comigo ?
H – Isaac, você sabe que eu sou uma desgraça para essas coisas.
I – Ta, mais o meu companheiro de vídeo game, bom, não está podendo jogar mais, e você como namorada dele tem que ocupar essa função até nos encontrarmos novamente.
H- Tecnicamente não somos mais namorados, ele morreu.
I – Tanto faz. Te espero em meia hora, tchau.
Mesmo não estando com a mínima vontade de sair da cama, fui tomar um banho, me arrumei, peguei o Felipe insisti para ir dirigindo, mas meu pai quis me levar. Cheguei na casa do Isaac em exatos 40 minutos desde que desligamos o celular. Toquei a campainha e a mãe do Isaac me atendeu e disse que ele estava em seu quarto e eu fui até lá.
I — Olha só quem veio... achei que iria me deixar na mão.
H – Pois é... eu também achei, rs.
O Isaac então ligou a vídeo game falando os comandos ‘’ Ligue, três jogadores ‘’
H- Três ?!
I – Sim, tem o Dylan.
De repente saiu do banheiro ( o quarto do Isaac é uma suíte ) um garoto, parecia ser mais velho, e eu o conhecia de algum lugar.
D – Olá Hazel, prazer falar com você... Lembra de mim ?
H – Oi, é, sinceramente não... Desculpa, kkkk.
D – Eu era da sua escola, na 7° série...
H – Nossa, nunca iria lembrar !
D- Pois eu lembro de cada passo seu...
*Outro silêncio constrangedor, sou mestre nisso.*
I – Bom, vamos jogar.
Ficamos umas 2 horas jogando aquele jogo, quando eu me cansei e disse que iria embora. Estava chovendo muito forte e então os pais do Isaac aconselharam que eu esperasse a chuva passar, mas pelo jeito iria demorar muito então disse que não tinha problema e iria mesmo assim. Perguntaram se eu estava de carro, disse que não, mas que iria chamar um taxi.
D – Magina, gastar seu dinheiro com isso ?! Deixe que eu te leve em casa.
H – Não precisa, eu chamo um taxi.
D – Não eu insisto em te levar, vamos. Isaac eu já volto para mais uma partida.
Despedi-me do Isaac e seus pais e entrei no carro do Dylan, era um carro prata bonito e confortável, mas nem assim conseguia relaxar com um garoto que tecnicamente nunca vi na vida e sabia cada passo meu na escola, isso me deu um pouco de medo.
Ficamos vários minutos em silêncio, mais ele resolveu puxar assunto.
D – Me fala sobre você...
H – Bem, fui diagnosticada aos 13 anos com câncer na tireoide, que depois espalhou pelo meu corpo...
Lembrei-me de quando o Gus tinha me feito a mesma pergunta, mas ele me interrompeu de forma fofa dizendo que gostaria de ouvir a minha verdadeira história e não a história do meu câncer. Sinto falta dele. Quando percebi estava chorando, e nem tinha ouvido o que o Dylan tinha falado. Já estávamos estacionados em frente a minha casa.
D- Hazel ?! O que foi ? Eu fiz alguma coisa ?
H- Não não, é só que... Nada não.
Dylan travou as portas de forma que eu não pudesse sair.
D- Não sai até me contar o que foi que aconteceu para que eu possa te ajudar de alguma forma.
H – Está maluco garoto ? Me deixa sair !
D- Só quero te ajudar, desculpa.
Naquele momento só queria ir embora, mas algo dentro de mim queria desabafar com alguém e acabei me aproveitando da situação.
H – É o Gus, meu namorado. Nós nos conhecemos a alguns anos em um grupo de apoio, nos apaixonamos, enfim, ele foi e é o grande amor da minha vida.
D – E ele te dispensou ou algo assim ?
H – Não... ele morreu.
D – Nossa, sinto muito Hazel, de verdade.
H – Tudo bem... É que de alguma forma você me lembrou a ele, e então senti saudades.
D – Entendo. Mas você tem que esquecer ele, para o seu bem.
H – Não obrigada, isso nunca irá acontecer.
D – Eu posso dar uma ajudinha...
Ele veio me beijar de forma violenta, mas eu dei um tapa na cara dele.
D – Ouo... gata, você é chapa quente !
H – Desculpa, não queria fazer isso, mas você me obrigou, agora me deixa sair !
Ele abriu a porta e eu sai ‘’ correndo ‘’ o mais rápido que pude, entrei em casa e me joguei no sofá sem um pingo de fôlego. Me recuperei, fui para o meu quarto e fiquei deitada pensando se o Augustus tinha visto aquilo tudo, se ele me observava, se ele está em algum lugar, mas acabei adormecendo. Em meu sonho Estava em um parque bonito, mas vazio, só tinha eu e mas uma pessoa, fui ver quem era, e adivinha, era ele o Gus. Ele estava mais lindo do que nunca, dando aquele sorriso que eu tinha tanta saudade, sai correndo para abraça-lo quando mais alguém chegou. Era o Dylan, mas o que ele faria ali ? Não o permiti entrar em meus sonhos ! De repente o Dylan veio e chutou a imagem do Gus da minha frente e veio me abraçar, eu sai correndo ( e tinha fôlego no sonho ! ) e com custo acordei assustada em minha cama.
Será que isso era um sinal ou algo do tipo ?! tenho que descobrir e evitar que isso aconteça.
Continua.
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