Gunslinger
9 Victim [pt.2]
Notas iniciais
Quero pedir MILHÕES de DESCULPAS pela demora em postar.
Eu tive um bloqueio mental ENORME!
Mas ta aí um novo capitulo,
Sentei na cama e senti meu corpo suado. Eu sabia quem ela era, a garotinha dos meus sonhos. E sabia o quão mal eu havia tratado essa mesma garotinha. Levantei e em silêncio fui tomar um banho gelado, ainda sentindo aquele sentimento tão caloroso que eu sabia muito bem o que era. Foi o mesmo sentimento que eu tive quando Amanda me disse que estava grávida dos meus filhos. O mesmo, mas mais forte, mais humano. E durante o banho eu resolvi o que deveria fazer.
Eu lutaria quantas guerras fossem precisas para saber da verdade. E venceria todas elas se soubesse que como premio eu receberia aquele sorriso outra vez.
Chapter 9 — Victim [pt.2]
1 month later...
– Eu ainda não acredito que você transou com a minha irmã, Gates — Kylie resmungou, recebendo uma gostosa gargalhada do amigo pelo telefone.
– "Ela quis Kay, eu jamais forçaria nada. Mas você sabe que eu não resisto. A carne é fraca" — Synyster respondeu, ainda rindo. A ruiva bufou com irritação.
– Volta o telefone pro Matt, Brian. Senão é bem capaz de eu te matar pela força do pensamento — ela disse, esperando ouvir a voz do namorado.
– "Hey Redhead" — Shadows cumprimentou, atendendo o telefonema da namorada — "Como você está?"
– Hey Bat, eu estou bem, com saudades — ela disse, sorrindo tristemente — E você? Está bem?
– "Estou sim. Sentindo a sua falta" — Shadows disse.
– E também estou sentindo a sua. Sabe quem me ligou hoje? — Kylie perguntou, ficando séria.
– "Quem?" — Sanders perguntou em resposta.
– Steve Walker — a ruiva respondeu, ouvindo uma exclamação do outro lado da linha — Marcou um jantar pra nós podermos conversar "melhor".
– "E você...?" — Matthew questionou.
– Aceitei. Realmente acho que eu e o Steve precisamos conversar, não é? — a Steele perguntou.
– "É verdade, vocês precisam se acertar. Que horas vai ser o jantar?" — Matt questionou, escutando o pessoal chama-lo para subir no palco. Faltavam menos de 10 minutos pro show começar.
– Daqui a pouco. Estou terminando de me arrumar — Kylie disse, passando rímel nos cílios — Seu show também esta para começar né? Acho melhor desligar, senão ambos vamos nos atrasar.
– "É verdade. Então, até mais. Eu realmente estou sentindo muito a sua falta" — Matt disse, suspirando e fazendo Kylie suspirar — "Mas hoje é quinta, e sábado nós vamos para Londres e segunda estamos aí".
– É, só faltam poucos dias — Kylie disse, pegando a bolsa e as chaves de casa, entrando no elevador logo em seguida. — Beijos então.
– "Até."
Kylie desceu até a garagem do prédio e entrou na linda e reluzente BMW preta que Matt deixou com ela. Além de namorar um cara lindo e fofo como ele, a ruiva ainda tinha essas regalias. Não que ela não tivesse grana para comprar uma BMW. Ela tinha sim, só não via necessidade em comprar um carro para dirigir no trânsito caótico de New York. Depois de jogar a bolsa no banco do passageiro e sair para as ruas, Kylie ligou o som, escutando a voz mais do que conhecida encher seus ouvidos.
– Mas que merda hein? Só porque você tá longe — ela resmungou, ouvindo a voz do namorado cantando
"It's empty and cold without you here, too many people to ache over" — Kylie cantarolou junto — A única sofrendo aqui sou eu.
Em menos de 10 minutos, a ruiva estacionou o carro na frente de um restaurante chique, mas acolhedor. Pegou a bolsa e jogou as chaves pro manobrista, deixando claro que se o carro ganhasse um arranhão, ele perderia as bolas. Equilibrando-se elegantemente sobre os saltos, Kylie seguiu para o local indicado, onde percebeu que Steve Walker a esperava.
– Espero que não tenha me atrasado tanto — a ruiva começou com a voz amena, tirando o ruivo dos devaneios pessoais.
– Kylie! — Steve levantou-se, dando um abraço na garota, que estranhou a atitude dele. De primeira, ele a ignorou e foi frio. E agora isso — Você esta linda.
– Muito obrigada, Steve — a violinista respondeu, sentando-se de frente a Steve, constrangida.
– Tudo bem com você? Conhece esse restaurante? Por que o Shadows não veio? — Steve disse de uma vez, nervoso.
– Se acalme, Steve. Comigo não tem dessa de ser chique — Kylie disse, tentando acalmar o ruivo a sua frente — Eu estou bem. Não, não conhecia esse restaurante. E o Matt não veio porque a A7X foi fazer alguns shows pelo país.
– Por que você não foi junto? — Steve perguntou, encarando as orbes azuis.
– Eu trabalho, tenho minha vida. — Kylie respondeu, sorrindo tristemente.
– E o que você faz da vida?
– Eu sou formada em arquitetura, mas não exerço a profissão. Na verdade, sou violista solo da Sinfônica de New York.
– Violinista? Sempre quis ser musico, mas especificadamente, violinista.
– Pelo que parece eu sou a realização dos seus sonhos — Kylie comentou distraída, fazendo Steve rir.
Os ruivos conversaram banalidades por alguns minutos, até serem interrompidos pelo garçom, que anotou os pedidos e foi embora.
– Bom Steve, posso saber o real motivo desse jantar? — Kylie perguntou, ficando séria.
– Kylie... Eu quero te pedir desculpas pelos meus modos grosseiros do dia do jantar — o ruivo respondeu, encarando o fundo dos olhos azuis da Steele.
– Tudo bem Steve, você ficou nervoso e surpreso, eu te entendo — Kylie respondeu, sorrindo verdadeiramente para o homem a sua frente — Mas não foi só para se desculpar, foi?
– Não. Eu quero o DNA, e espero que você também o queira — Steve disse, seriamente.
– Quero. Essa história tem me matado esses dias, preciso saber a verdade.
– Amanhã pela manhã então? — o ruivo perguntou. A violinista apenas assentiu.
O jantar transcorreu tranquilamente. Os londrinos acabavam por se conhecer melhor. Combinaram que, caso o exame de DNA desse positivo, iriam até Londres conversar com Joanne Steele, a fim de tirar satisfações com a mesma. No fim, Kylie ficou com o pensamento de que tudo daria certo. Pelo ao menos era isso que ela e Steve desejavam, do fundo da alma.
– Foi um prazer enorme jantar com você, Kay — Steve disse em despedida.
– Igualmente Steve. Posso te garantir isso — a ruiva respondeu, sorrindo. Estava realmente feliz por estarem se dando bem.
– Um ultimo pedido? — o ruivo pediu, os olhos pidões, fazendo Kylie se lembrar do namorado.
– Manda a bomba — a ruiva disse, tapando o rosto com a bolsa, como se algo fosse a atingir. Steve riu.
– Se o resultado do exame der positivo eu me sentiria muito feliz se você adotasse o meu sobrenome — Walker disse, sério. O sorriso feliz de Kylie deu lugar a um discreto, do canto.
– Kylie Marie Walker. Se o exame der positivo, será um enorme prazer deixar de ser uma Steele.
– Não é só por deixar de ser uma Steele. É por querer ser uma Walker — Steve protestou, olhando-a de forma acusatória.
– Olha só isso! — Kylie disse, gargalhando — Nem sabe se é meu pai e já esta me dando broncas!
– Não é bronca! — Steve disse, rindo com o comentário — Só um pouquinho.
– Tchau Steve — Kylie despediu-se, entrando na BMW — Boa noite para você, Redhead.
– Boa noite, Sweet — Steve disse, seguindo para uma Mercedes.
KYLIE POV
Depois de toda a tensão sobre como seria o jantar, eu me sentia muito mais leve do que antes. Eu havia me enganado sobre Steven Walker, apesar de ter me acostumado em chamá-lo só de Steve. O cara além de muito legal, era um gênio! Bonito, jovem e inteligente. E meu pai. Não precisava de nenhum exame, nem para mim, nem para ele. Era só olhar as semelhanças. Além das físicas, como os olhos, cabelos e cor da pele, eu e Steve temos também manias, gostos e hábitos em comum. Acho que nem se eu tivesse sido criada por ele seriamos tão parecidos.
Eu supostamente ganharia mais dois irmãos caso Steve fosse comprovado como meu pai: Blake e Alphonse. Blake com apenas 7 anos, ruiva como o pai, os olhos castanhos da mãe; Alphonse com 16, tudo da mãe. Apenas crianças. A nossa diferença de idade era gritante. E eu era a única com os olhos azuis de Steven Walker. Eu era a única idêntica a ele.
Estacionei a BMW numa vaga da minha garagem e peguei minha bolsa, descendo do carro e pegando o elevador. Me sentia cansada. E era mais tarde do que eu imaginava, o jantar havia sido tão agradável...
Entrei na cobertura na ponta dos pés, os saltos na mão. Amber já deveria estar dormindo, as luzes da casa estavam completamente apagadas. Fui até minha suíte, me troquei, limpei a maquiagem e dormi profundamente. Nos meus sonhos, imagens de como eu seria feliz se minha mãe não fosse tão egoísta povoaram minha mente.
– Bom dia, Kay — Amber disse assim que entrei na cozinha logo pela manhã — Fiz panquecas.
– Droga, só porque eu vou fazer um exame de sangue e não posso comer — resmunguei. Sempre amei panquecas.
– Tudo bem, eu guardo pra você — ela disse, terminando uma xícara de café — Me dá uma carona pra faculdade? Estou um pouquinho atrasada.
– Claro — respondi pegando minha bolsa, meu violino e as chaves do carro.
Entramos no carro e Amber me olhava com os olhos interrogativos, como se esperasse alguma confissão.
– O que quer saber, Amm? — perguntei quebrando o silêncio, a 4 minutos da faculdade dela.
– Steve Walker ontem a noite? O que vocês tem em comum? — ela perguntou. Parecia estar se coçando para saber disso.
– Eu ainda não sei. Vou saber hoje — comentei distraída.
– O que quer dizer com isso, Kylie Marie Steele? — minha irmãzinha perguntou confusa.
– Eu não sei Amm. Bom dia — disse, parando o carro na porta da faculdade. Amber ainda me encarou por mais alguns minutos, mas desistiu ao perceber que eu não iria soltar mais nada.
– Tchau, chatona.
O laboratório que Steve havia escolhido era relativamente perto da orquestra, então eu praticamente não me atrasaria para o trabalho.
Quando estacionei o carro na frente da clinica vi a Mercedes reluzente parada a minha frente. Steve estava escorado no carro, me esperando.
– Desculpe o atraso — pedi, indo cumprimenta-lo. Assim que havia me visto, Steve havia aberto um enorme e sincero sorriso — Tive que dar uma carona para minha irmã.
– Tudo bem, você não está atrasada. Mesmo morando em NY você se mantém pontual como uma ótima inglesa — ele respondeu, me abraçando apertado. Eu me sentia estranhamente protegida estando ali.
Entramos no laboratório juntos, tiramos nosso sangue e agora era só esperar. Steve havia pago para o exame ficar pronto no mesmo dia, logo pela tarde. Steve buscaria os resultados e me encontraria. Tiramos nosso sangue e seguimos nossos caminhos.
– Kylie, você está atrasada — Tom Diespoer reclamou.
– Me desculpe, maestro. Mas eu estava fazendo exames — disse mostrando o pequeno curativo no meu braço. Tom me olhou com o uma indagação estampada nos olhos, e eu apenas movi os ombros, num gesto de impaciência.
A tarde seguiu lenta e dolorosa. Cada segundo que passava me fazia ficar mais impaciente com o resultado, apesar de saber qual seria. Só o pensamento de que a vida que eu vinha levando até hoje dependia de algumas gotas de sangue e um papel me fazia estremecer. Era como ter a vida inteira dependendo disso.
E como todas as vezes que esperamos por algo ansiosamente, o tempo não passou. Depois do que me pareceu anos, Tom dispensou a orquestra.
Corri até meu armário e busquei minhas coisas, indo a passos apressados até meu carro. Mas ao lado dele a Mercedes já conhecida por mim estava estacionada, e um ruivo esperava por mim sentado no capô dela com pastas na mão. Corri até Steve com o coração na boca, ansiosa e tremendo.
– Fica calma, sweet — Steve disse, tentando me acalmar. Ele entregou uma das pastas e se levantou, ficando na minha frente.
Com as mãos completamente tremulas, abri a pasta ao mesmo tempo que ele.
E meu mundo ruiu.
– Deu positivo, Kay! — Steve cantarolou feliz, sorrindo para mim. Minha única reação a isso foi encostar no carro e escorrer até o chão, deixando minha cabeça pender entre minhas pernas. Percebi que Steve estava agachado ao meu lado, procurando saber se eu estava bem. Mas eu não estava ouvindo direito. Não tinha forças para falar.
Então toda a minha vida, minhas esperanças, meus sonhos, se esvairam ao mesmo tempo.
Levantei-me do chão com alguma dificuldade. Sentia minha cabeça girar e todo o meu corpo tremer.
– Você está bem, Kay? — Steve perguntou, assustado com a minha reação.
Eu não estava bem.
– Estou sim, Steve. Só assustada. — respondi, mentindo. Acho que pela primeira vez na minha vida contei uma mentira que foi realmente convincente – Eu tenho que ir embora.
– O que? – Steve perguntou, incrédulo – Não Kay, nós temos que ir jantar, comemorar essa noticia!
– Me desculpe, mas eu vou pra Londres agora.
Notas finais
Enfim, eu vou fazer algumas pequenas modificações em Guns, depois explico melhor.
Beijos e até a próxima.
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