Gunslinger

2 Unholy Confessions


Notas iniciais
Mais um capitulo pra vocês *-*
Esse capitulo é meio enrrolação, mas espero que gostem.


“Mas as dificuldades nunca foram barreiras pra mim”, pensou Kylie nostálgica, enquanto adentrava no grande anfiteatro, onde todos já a esperavam.

Chapter 2 — Unholy Confessions

— Steele! Mais uma vez atrasada! – gritou o maestro Thomas Diespoer, irado.

— Consulte seu relógio, Diespoer. Se o fizer, vai descobrir que eu cheguei no horário certo, não adiantado como a maioria.

Sim, eu estava xingando o maestro da Orquestra Sinfônica de Nova York, ou Big Five, como era conhecida. Encaminhei até o meu local habitual, tirei meu violino do case e me posicionei, como se nada tivesse acontecido. Diespoer simplesmente me encarou até perceber que eu não iria fazer nada, e depois balançou a cabeça negativamente, antes de nos indicar qual das sinfonias que iriamos tocar. Começamos com a Sinfonia n º 9, de Beethoven, e fomos para a nº 5. Ensaiamos inúmeras sinfonias até às 6 da tarde, quando Tom Diespoer barrou toda a orquestra para dar a notícia que iria mudar minha vida. Eu só não sabia disso ainda.

— Senhoras e senhores, tenho que informar que uma banda de Rock ira tocar no anfiteatro na semana que vem, e que os senhores estarão dispensados nessa ocasião.

“Alguns de vocês certamente já devem saber, mas alguns músicos serão selecionados para tocar com essa banda de rock, e que o julgamento de quem será escolhido ou não vai ser feito amanhã, pelos próprios integrantes desta banda.”

— E que banda é essa, senhor? – perguntou Camile Feizza, uma italianinha que já tinha dado para mais da metade dos homens da orquestra.

— Uma tal banda chamada – Thomas disse, consultando uma folha — Avenged Sevenfold. Eu não conheço, já que nenhum tipo de rock me agrada. Algum de vocês conhece?

Menos de meia dúzia de pessoas levantaram a mão, mas eu estava chocada demais para fazê-lo. Avenged Sevenfold? Tocando aqui, no anfiteatro? Com este bando de nerds riquinhos que nem saber o que é rock sabem? Ah, que tristeza.

— Bom, mais alguma dúvida? – perguntou Diespoer. Ninguém se manifestou – Excelente. Estão todos dispensados, exceto você Steele.

Já vi que eu vou tomar. Camile olhou para mim com um olhar “vai se ferrar, Steele” enquanto saia do salão. Assim que todos sairão do salão em que estávamos, me aproximei do maestro e sentei no chão mesmo. Estava com um pouco de dor de cabeça, com uma puta vontade de fumar. Mas me controlei e não peguei um cigarro na frente do Tom.

— Kylie, eu estou preocupado com você – disse Tom, com o olhar amigável, sentado ao meu lado. Tom era um rapaz bem novinho para os padrões de maestros. Cabelos castanhos, olhos verdes profundos, 32 anos de idade. Era meio baixinho, mas tinha uma aura que emanava poder.

— Porque Tom? Eu estou bem.

— Não tá não, Kay. Eu sei que não. Você não esta mais se esforçando como a solista, e eu sei que a Avenged Sevenfold é sua banda favorita, e você nem ao menos levantou a mão quando eu perguntei se alguém conhecia a banda. Qual é, Kylie? Eu sei da sua história, sei o quanto você se esforçou para estar aqui. E agora você esta desistindo de brilhar.

Suspirei pesadamente. Tom era um cara muito legal, e estava tentando me ajudar. Eu deveria abrir o jogo para ele, e ir embora.

— Tom, – suspirei, pegando suas mãos com as minhas – você sabe por que eu não me esforço como a solista ? – ele negou com a cabeça – Simplesmente porque este lugar perdeu o tesão para mim! Antes, quando eu era uma simples violinista, eu me esforçava para ser algo mais. Quando eu era reconhecida, me esforcei para ser solista. E agora que eu sou solista, vou me esforçar para o que? Perdeu o brilho, Tom. Eu não sei se quero chegar aqui com este animo. Não sei se fiz as escolhas certas para mim.

— Kay, se esforce então para nunca perder o brilho. Cada pessoa que entra vê você como uma delinquente, doida e estranha. Mas depois de ouvir você tocar, a pessoa se apaixona perdidamente por você. Você sabe disso, eu já te contei o quanto eu te odiava antes de ver tocar. Vamos, vou te dar uma carona para casa. E pense que tocar com a Avenged pode ser diferente, a chance da sua vida.

Sorri para Tom fracamente, mas ele me conhecia o suficiente para identificar a rendição naquele sorriso.

Fui para casa, tomei um banho longo e sequei meu cabelo no secador. Não era um costume meu, mas dormir de cabelo molhado estava me deixando gripada. Fui para a cozinha fazer algo para comer, mas constatei que meus armários estavam precariamente vazios. Troquei de roupa e coloquei uma toca roxa, e fui para um mercado perto da minha casa. Fiz compras e fui para casa. Fiz um jantar simples, macarrão com queijo, comi e fui dormir. Sem uísque nem violino até tarde da noite.

Acordei no horário certo hoje. Tomei um banho rápido e fui tomar café da manhã sem pressa, hoje eu tenho bastante tempo. Comi e coloquei calça jeans skinny, um All Star vermelho caninho, uma t-shirt e uma jaqueta preta. Peguei minha mochila e fui para o teatro com tempo de folga. Sentei-me em uma das cadeiras do publico e tirei um mangá da mochila.

— Bom dia, senhores – disse Thomas, chegando ao salão – Vamos, se agrupem. O pessoal do Avenged já chegou.

Levantei-me da cadeira e fui para o palco, me inclinando deliberadamente para trás, a fim de me ocultar.

Foi quando eu os vi pela primeira vez.

James Sullivan, Johnny Christ, Matthew Shadows, Synyster Gates, Zacky Vengeance. Meus ídolos desde que a banda começou. Eles subiram no palco e cumprimentaram Tom como se ele fosse um velho amigo, depois se voltarão para nós e disseram um alô.

— Bom, — começou a dizer Matt Shadows, com sua voz que me vez arrepiar — alguns de vocês, ou todos, devem estar se perguntando o que uma banda de rock esta fazendo num teatro com musicistas clássicos. É simples, nós queremos fazer um show diferente dos que nós já fizemos até agora. E por isso precisamos da ajuda de alguns de vocês.

“Não nos levem a mal, mas queremos músicos que tenham a ver com a banda. Que tenham a ver com a banda e que sejam realmente bons, que toquem com emoção, como a A7X toca.” – concluiu Shadows.

— Maestro Diespoer, queremos que você nos ajude para escolher os músicos certos. – disse The REV, com aquele jeito nerd porra louca dele.

Tom automaticamente olhou para mim, e eu me encolhi um pouco mais. Eu simplesmente travaria se tivesse que tocar na frente deles. Tom começou a citar nomes, e as pessoas escolhidas iam para frente do palco, de modo que todos da A7X pudessem vê-los.

-... Roger Travis e Kylie Steele. – disse Tom, concluindo a lista. Respirei fundo e caminhei para frente do palco. – O restante esta dispensado.

Vi que o The REV olhava para mim, enquanto todos os outros músicos saiam. É Kylie não é um nome legal, e eu tenho cabelo laranja e 1,58 de altura. Claro que eu chamo atenção.

— Qual deles é violinista? – perguntou The REV, tirando os olhos de mim e dirigindo-se ao Tom.

— A Kylie. – Jimmy olhou confuso para Tom – a ruiva baixinha do final.

Não me controlei e mandei um dedo do meio para o Tom. É um gesto que eu faço tão comumente que eu nem reparei. Depois que o fiz os garotos da A7X começaram a rir, e eu percebi que eles não ligaram.

— Eu gostei dela — comentou Zacky – Bom Kylie, você sabe tocar alguma musica da Avenged? — Sorri marota antes de responder.

— É só pedir. Sei tocar qualquer uma.

— Então toca a versão alternativa de Afterlife, que tem violino no inicio. – disse M. Shadows. Ouvir a voz dele me fez arrepiar de novo.

Coloquei meu violino na posição correta e comecei a tocar. Toquei só até a parte onde originalmente entra a guitarra. Matt e os outros aplaudiram, e eu fiquei ligeiramente metida.

— Cara, pelo visto você é uma fã – comentou Synyster. Assenti com a cabeça.

— Fã desde sempre.

— Ótimo Kylie. Você esta dentro. – disse Johnny – Agora vamos aos outros.

Todos os músicos que Tom havia indicado foram aprovados pela banda. Eu estava mais do que feliz por ter sido escolhida e aplaudida pela minha banda predileta. No final da triagem, quando fomos dispensados, acendi meu cigarro, apesar de ser proibido fumar naquela área, e fui dar um abraço no Tom.

— Eu não gosto de te ver fumando, Kay. – ele comentou.

— Eu estou feliz hoje, Tom. E eu te disse que ia reduzir o numero de cigarros que eu fumo, não parar. Agora deixa me ir, tenho que dar uma geral no meu apartamento.

— Ligue pros seus pais, Kay – enrijeci na mesma hora. Falar com meus pais não era meu passatempo predileto. Com meu pai ainda era tudo bem. O problema é minha mãe.

— É, acho que vou ligar sim. Tchau Tom, até semana que vem.

Fui para casa e fiz tudo o que eu detestava fazer normalmente com um sorriso no rosto.

MATT POV

— Caaaaara, você ficou gamado naquela violinista! – comentei para o The REV.

— Cala a boca, Shadows. Eu achei ela muito bonitinha, mas não é pra mim. Acho que esqueceu que o único solteiro aqui é você. – Jimmy retrucou, rindo.

— O Gates também é – disse Zacky

— Não mais. Pedi a Hayles em namoro ontem. – disse Synyster, como se fosse obvio.

— VOCÊ NAMORANDO? HÁ-HÁ-HÁ! – gritou Johnny, rindo horrores – Não sei quem é mais putão, se é você Syn, ou se é o idiota do Matt.

— Por falar em putaria, Matt, acho que tá na hora de você quietar a periquita também – disse Syn, contra mim.

— Porra Gates! Já não bastava o Jimmy me amolando e agora vem você também? Esse povo começa a namorar e acha que virou gente. Depois dos 30 eu fico quieto, sério.

— Você bem que podia arrumar uma mulher que te botasse na linha, Shadows. – disse The REV, rindo – Porque não tenta a Kylie, aquela violinista pra lá de gostosa?

Bem que eu deveria tentar mesmo. Mas havia alguma coisa nos olhos daquela mulher que me atraiam pra algo mais fundo. Mas não era possível gostar de alguém pelo olhar, se apaixonar por sorrisos.

Ou era?

Notas finais
Gostaram ? Foi uma p**** ? Reviews, please *-*