Dois meses haviam se passado, Shannon quase não interagia com Nina, porém Jared cada vez mais se aproximava dela, queria algo a mais, e ela notou isso, mas não cedeu e nada além daquele beijo aconteceu. Mas naquele sábado a tarde as coisas mudariam um pouco, pelo menos para Nina que sentiria despertar em si algo que nunca sentiu.

- E então, não estão com fome?! – Jared aparecia na sala com cara de cansado, enquanto o resto estava sentado no sofá assistindo qualquer coisa, menos Tomo, que cochilava, mas acordou ao ouvir a palavra fome.

- Eu estou morrendo! – Shannon, que tinha os braços cruzados, se manifestava sem mover-se.

- Ótimo, vamos pedir uma pizza! – Tim sugeriu.

- Não, vamos busca-la, é mais rápido pelo menos! – Shannon falava.

- Isso, assim podemos comprar sorvetes, estou morrendo de calor! – Nina se manifestava.

- Quem vai então?! – Jared arrumava a blusa.

- Se alguém me deixasse dirigir eu até iria de bom grado! – Nina emburrava.

- Já que quer tanto ir, meu amor, vão você e o Shannon, quem sabe ele deixa você pilotar o novo brinquedinho dele?! – Shannon fechou a cara com o comentário do irmão.

- Como assim?!

- Vai com ele que você vai ver.

- Shan...vamos então?! – ela levantou, deixando as pernas a mostra devido ao shorts curto e lhe estendia a mão.

- Sobrou né?! – sussurrou e levantou passando a frente dela e fingindo que não viu a mão.

- Shiii, alguém acordou de mão humor hein?! – ela sussurrou para os outros e saiu, seguindo o homem a sua frente. – E então, cadê seu brinquedinho novo, porque o velho eu sei bem onde está! – ela mordeu o lábio maliciosa recebendo um silencio como resposta.

- É isso aí! – ele apontou para o Mustang 1965 conversível parado na porta.

- Puta que pariu, Shannon, que coisa mais foda!

- Entra logo vai... – disse ele já sentando no veículo.

- Me deixa dirigir?! – pediu como uma criança.

- Não!

- Por favor!

- Já disse que não, agora entra e... – ela pulou com tudo dentro do veículo batendo os pés sujos no couro intacto do estofado — ...caralho garota, olha o que você fez! – estressou-se e pegou um pano tentando limpar o local.

- Idiota! – cruzou os braços emburrada e virou de costas para ele enquanto esse deu partida e saiu com o carro.

Permaneceram calados durante uns 15 minutos e, de vez em quanto, ela dava uma olhada para ele, disfarçadamente, e ele, por sua vez, não tirava os olhos da pista.

- Ei, Shannon...

- O que foi?

- Pare ali.

- Aonde?!

- Ali, naquelas arvores, está vendo?!

- Pra que?!

- Dá pra parar a porra do carro ?!

- Tá! – a obedeceu e parou, ficando calado. – Porque mandou parar?!

- Eu não sei...

- Você é loca? Tem algum problema?!

- Sim, eu tenho, você! Porra, Shannon, o que eu te fiz pra você estar assim comigo?!

- Nada, estou apenas tenso! – queria sair daquela conversa.

- Ah é?! – ela foi para próximo dele, e sentou em seu coloco de frente para ele com uma perna de cada lado do seu corpo. – Me conte por que!

- Dá pra você sair de cima de mim?! – tentava manter o mais longe possível suas mãos das pernas dela.

- Não! – sorriu como uma criança, tirou um cigarro do bolso, o acendeu e deu uma forte tragada.

- Por favor...

- Não! – balançava a cabeça – Ouça! – ela aumentou o volume do rádio, passava Born To Die da Lana del Ray — Take a walk on the wild side, let me kiss you hard in the pouring rain, you like your girls insane, so – cantava e, de certa forma, dançava no colo dele, o que o estava “animando” — Choose your last words, this is the last time, cause you and I…We were born to die – sussurrou essas últimas palavras no ouvido dele, sorrindo.

- Para...- balançava a cabeça e ela sorriu, tirou a camiseta ficando apenas com a parte de cima de um biquíni laranja e pegou os óculos RayBan clubmaster dele e os vestiu.

- E então, como estou?! – sorria marota e o sol que estava baixando contrastava com a imagem dela, Shannon sorriu.

- Perfeição seria pouco para descrever você agora! – não resistiu e colocou as mãos nas pernas dela, apertando suas coxas desnudas.

- Shannon... – disse com a voz um tanto rouca e sexy, sussurrando eu seu ouvido – Eu quero você dentro de mim, agora!

Ele não resistiu aquelas últimas palavras e a obedeceu, deitou-a no banco, ficando por cima dela. Com certa violência ele puxou as pernas dela para que se encaixassem ao redor de sua cintura e começou a beijar o pescoço dela com certa volúpia. Soltou um pequeno gemido ao sentir arrepiar-se e, com as unhas roídas, arranhou as costas dele e em seguida começou a tirar a blusa do mesmo que rapidamente fora jogada ao chão com a ajuda dele. Ela tentou mudar de posição, mas o maior não permitiu, pressionando-a com seu peso.

- Nada disso, hoje sou eu que fico no comando! – voltou a beijá-la e arrancou-lhe o biquíni, ele desceu até seus seis e, alternadamente, chupava-os enquanto com as mãos desabotoava o shorts dela.

A roupa dela, inclusive a intima, já estava toda no chão. Ele tocou seu sexo com os dedos e, devagar, foi massageando o local, a fazendo arfar e gemer seu novo baixinho.

- Anda logo, Shann...

- Você é muito apressada! – ele dizia desabotoando a calça e tirando-a.

- Não! Eu só quero você!

Atendeu ao pedido dela e, assim que terminou de tirar a roupa penetrou-a, começou com movimentos fracos, mas ela o apertava pedindo mais. Aumentou as estocadas, fazendo-as com certa violência enquanto mordia-lhe o pescoço.

- Shannon... – gemia o nome dele ao mesmo tempo em que puxava os seus cabelos. — ...mais forte. — Atendeu enquanto a apertava e gemia um pouco baixo — ...estou quase lá! – o arranhava e não demorou muito mais para que ela gritasse e ele se desmanchasse dentro dela, haviam chego ao ápice juntos. Ele lhe deu um selinho e fez menção de sair de dentro dela, mas Nina o impediu.

- Não, espera, quero ter você por mais um tempo! – ele apenas sorriu e deitou sobre ela, acariciando seu rosto e ambos pegaram no sono.