Guilty Pleasure
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Notas iniciais
Abriu a porta de entrada e jogou a mochila surrada em cima do sofá e pulou no outro, deitando e contando as notas novas que tirou do bolso. Tinha recebido um bom dinheiro pelo trabalho que a “Barbie” havia lhe arranjado, daria para guardar um pouco, comprar algumas coisas e “pagar” Shannon por deixá-la morar ali. Ascendeu o último cigarro dentro do maço, já tinha fumado um inteiro, estava nervosa. Retirou o coturno e, logo em seguida, soltou a fumaça do cigarro. Jogou o cigarro fora e deitou, pegando no sono logo em seguida.
A campainha toda e, sem muito interesse e vontade, ela foi atender. Estava meio amassada e amarrotada devido a posição que dormira, mas não ligava.
– Oi?! – disse para a pessoa a frente dele que vestia capuz e estava de costas para a mesma.
– Olá, Nina! – sorriu.
– Martin! – abriu os braços abraçando-o e se pendurando no mesmo – Vamos, entre! – disse soltando-se dele e o empurrando pra dentro. – E então, o que me conta?!
– Que falta de assunto não? – ele riu e a encantou com suas covinhas.
– Para, é que eu não sei o que conversar com você...
– Tudo bem, mas eu tenho um presente pra você.
– O que é?! – estava um tanto curiosa.
– Isso! – tirou de dentro do bolso da blusa dois pacotinhos contendo um conteúdo branco e balançou na frente dele.
– Hum...isso sim! – ria e tentava pular para pegar, o que fora em vão, devido a sua altura.
– Hey, aqui não...
– Tudo bem, vem cá então! – o pegou pelo braço e levou-o até a área da piscina, deitado ele em uma espreguiçadeira. – Coloca ai! – apontava para a mesa enquanto desenrolava uma das notas em seu bolso.
– Mas o seu “amiguinho” não está ai hoje?!
– Não, eu estou sozinha, ele deve ter saído com a anoréxica!
– É que eu não quero problemas e...
– Deixa de ser frouxo Martin! – arrancou os pacotes da mão dele e o distribuindo em cima da mesinha.
– Nossa, que isso... – ria a vendo tirar o colar.
– Você disse que não quer encrenca não é mesmo?1 Se continuar com lerdeza o Shannon chega e fode pra todo mundo! – tirava a plaquinha de exercito do seu pai, que carregava como pingente, e separou o pó em 4 carreiras. – Faça as honras! – lhe entregou uma nota.
– Obrigado! – sorriu e inalou uma carreira.
– Minha vez! – pegou com violência a nota da mão dele e o imitou, só que ao invés de uma, inalou duas carreiras.
– Você é loca?!
– Não! – ria um pouco enquanto colocava um dedo na narina esquerda e terminava de inalar o pó que sobrara no seu nariz – Apenas gosto de diversão! – subiu em cima da espreguiçadeira e começou a dançar já sentindo os efeitos da droga.
– Ei, ei, vá com calma! – disse ascendendo um cigarro, tragando um pouco, e dando para ela em seguida.
– Obrigada! – sorriu tragando – E agora... – piscou pra ele – ...seu pagamento! – tirou a blusa fina que trajava, ficando com seu tronco nu, e desceu, atacando o garoto alto com um beijo cheio de desejo.
Ele correspondeu a mesma altura, beijando-a com certa volúpia e, deixando-se levar por ela, retirou a camisa também. Trocou de posição com ela e ficou por cima, fitando seus olhos verdes.
– Gosta de diversão não?! – sussurrou em seu ouvido e ela, mordendo os lábios de olhos fechados apenas fez sinal que sim com a cabeça – Ótimo! – ele pegou o cigarro que ainda estava em sua mão, tragou e, conforme soltava o ar no rosto dela passava a ponta do cigarro em sua barriga nua.
Nina sentiu uma leve dor, mas deixou pra lá e o apertou com suas unhas ruídas. As carícias começaram a ficar um pouco mais fortes e eles nem notaram que atrás da janela da varanda alguém espiava os dois enciumado e quando Martin abriu o zíper do jeans da garota ameaçando colocar a mão ali dentro, o momento dos dois foi interrompido com alguém entrando no local.
– Mas que putaria é essa aqui, tão achando que minha casa é Motel?! – Shannon gritava enquanto Nina, escondida atrás de Martin, colocava de volta a blusa.
– Privacidade seria bom sabia Shannon?! – aparecia de trás de Martin, que estava calado, e ficava encarando Shannon.
– Eu até te daria se você não ficasse trazendo qualquer um aqui como se fosse uma vagabunda. – recebeu um tapa na cara.
– Cala a boca que eu não te dei o direito de falar assim comigo! Eu fico com quem eu quero, você não tem nada a ver comigo!
– Enquanto você estiver aqui eu tenho todo o direito!
– Ótimo, já que você faz tanta questão de jogar na minha cara que eu estou na SUA casa a todo momento, aqui está seu dinheiro – jogou algumas notas na cara dele – E não se preocupe que estou saindo da SUA casa...mando alguém vir buscar minhas coisas. – pegou Martin pela mão e saiu andando.
– Nina, volta aqui que eu não te dei ordem pra sair! – andava atrás dela que o ignorava, então ele agarrou com força o braço dela – Eu estou falando com você!
– Me larga! – ameaçou dar-lhe outro tapa mas ele foi mais rápido e segurou sua mão.
– Você vai ficar aqui!
– Não vai! – Martin se meteu no meio e deu um soco em Shannon, fazendo-o cair e seu lábio começar a sangrar – E quando uma garota diz pra você largar ela você obedece entendeu?! — colocou uma das mãos na cintura dela a colocando pra fora – Vamos embora, Nina, você fica lá em casa por enquanto...
–-
– Shannon, o que aconteceu?! – Alena, preocupada, colocava algumas sacolas em cima da mesa, e corria para ajudá-lo que estava sentado no sofá.
– A Nina e aquele cara de ontem, estavam transando, ou quase, na piscina, ai eu impedi e ela se revoltou e foi embora pra casa dele.
– Ma o que foi isso no seu rosto.
– O cara me bateu porque eu tentei impedi-la.
– Bem feito! Deixa a menina em paz poxa...
– Não começa você também que ela já tem defensores demais tá?!
– Não a estou defendendo, eu só não entendo porque você fica assim, por acaso tem ciúmes dela?
– E se eu tiver algum problema nisso?!
– Como é que é?!
– E se eu estiver com ciúmes, o que é que tem nisso?!
– Peraí, deixa eu ver se entendi, esse tempo todo, essas mudanças repentinas de humor, a briga com seu irmão foi tudo por ciúmes daquela fedelha?! Me diz, já dormiu com ela não foi?! – estava visivelmente abalada, porém ele permanecia quieto e a única coisa que fez foi abaixar a cabeça – Degraçado! – começou a bater nele e chorar -e eu feito uma idiota ajudando ela, como posso ter sido tão tonta, meu Deus!!!
– Alena, calma...
– Não, Shannon, acabou e dessa fez não tem volta! – pegou a bolsa e saiu batendo a porta, e ele, por sua vez, não fez nenhum esforço para impedir!
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