Guia Gejimayu: como viver em tempos de paz!
33 Verde da cor do... Rock Lee!
Notas iniciais
Sentindo-se como um patinho feio no meio dos outros patos, Tenten caminhava pelas ruas encarando o chão. Rock Lee havia a transformado em um quadro realista de arte moderna e ele teria que fazer algo para resolver! Mesmo sem saber o que o amigo faria, ela se deixou ser guiada por ele sabe-se lá para onde dessa vez...
— Já estamos quase chegando! — o rapaz disse animado, andando um pouco mais rápido.
— Chegando onde?
— Onde estamos indo...
— E onde estamos indo?
— Onde estamos chegan... — notando a densa nuvem de ira que emanava de Tenten, o sobrancelhudo encerrou a brincadeira — Loja de roupas.
A aura maligna dissipou imediatamente. Fazer compras iria ser como uma terapia relaxante, principalmente porque a carteira de Rock Lee que seria assassinada no fim de tudo isso: ele quem tinha a metido nisso, ele que tirasse.
Mas...
Por que a loja de roupas se parecia tanto com uma academia de ginástica?
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— Aqui está! Toda a coleção de verão! — o sobrancelhudo, muito animado, mostrava uma arara cheia de collants parecidos com o seu, mas com várias cores diferentes.
— Não, obrigada.
— Mas Tenten, você não pode sair por aí com essas roupas...
— O que tem de errado nas minhas roupas? — a garota começou a se olhar.
— Elas são tão antigas... — o rapaz começou.
— Rosa está fora de moda! — Neji avisou do balcão com alguns shakes e coisas do tipo.
— Essas estampas... — Lee continuou.
— As meias e as botas de cano longo! — o Hyuuga chegou a apoiar o rosto no balcão para ver melhor.
— Melhor algo novo, diferente, que não te deixe tão...
— Tão? — a Mitsashi perguntou, a essa altura já estava quase se enterrando no meio daquelas roupas e tentando não morrer de vergonha mais ainda.
— Gor... — a fala saiu arrastada, talvez o tempo é que estivesse demorando um pouco mais para passar, em câmera lenta.
— NÃO, NÃO! — Neji tentou impedir o amigo, balançando os braços.
— Gor o que? — a garota já estava de braços cruzados, com a mesma aura ameaçadora de antes.
— Gor... C-Cor-de-rosa. Você precisa de uma cor mais bonita, como o verde! — o ninja com cabelinhos tigela sorriu.
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Ainda desconfiada, Tenten começou a vasculhar pelas araras em busca de algo que a agradasse. Dentre as cores vivas e carnavalescas com o tema “verão”, não havia realmente nada rosa – excerto por uma roupa rosa como um marca-texto -, mas também não havia nada verde...
— Não tem nada bom aqui, podemos ir em outra lo — antes de completar, Tenten foi interrompida por Lee que, praticamente, havia cuspido metade do shake que estava tomando.
— COMO NÃO TEM NADA BOM!? — ele pareceu ter sido ofendido o mais profundo possível — Eu e o Gai-sensei compramos nossas roupas aqui e...
Bem, dava para entender o conceito de moda “alternativa” daquela loja de roupas, academia, cantina ou seja lá o que todas aquelas coisas misturadas eram. O sobrancelhudo, ainda ressentido, começou a vascular até constatar que realmente não havia nada da cor verde.
— Não pode ser... — Dramático, Lee já estava com os olhos marejados e ajoelhado no chão, de frente para os cabides de mostruário.
— Eu avisei, vamos? Deve ter algo melhor em qualquer lugar...
— E se você tingir a roupa? — Neji comentou enquanto limpava a sujeira com um esfregão.
— ISSO! — os olhos ligeiramente esbugalhados se encheram de brilho.
— Isso o que? — a morena arqueou uma das sobrancelhas.
— Escolhe qualquer um e vamos! — o rapaz estava animado, com toda a sua Chama da Juventude reestabelecida.
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Andando novamente pelas ruas de Konoha, Tenten não se sentia mais um patinho feio. Ela se sentia um monstro prestes a atacar qualquer um pela cidade! O cabelo ainda mais bagunçado, o collant com um cor-de-rosa tão intenso que chegava a ofuscar a visão, o rosto pintado em cada lugar de um jeito.
No fundo, ela julgou que o que mais causava espanto nas pessoas era que Lee corria cheio de disposição enquanto ela tentava alcança-lo e ao mesmo tempo se esconder de todos.
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Lar doce lar, ou melhor, lar e visita incomoda: por que os dois haviam corrido até a casa dela? Por que Lee estava tão animado enquanto fuçava os armários da cozinha? POR QUE ELA CONTINUAVA VESTINDO AQUELA COISA RIDÍCULA!?
— ACHEI! — o rapaz gritou, animado.
— O quê!? — tirada de seus questionamentos mentais, a garota estranhou ao ver um pequeno frasco com corantes na mão do amigo.
— A solução para os seus problemas! — ele sorriu.
— Você me deixar em paz? — apesar de ser uma possibilidade ótima, ela se desanimou ao ver o outro acenar negativamente.
— Vou preparar a banheira!
— Certo... — a garota começou a ajeitar novamente as coisas do armário, até que finalmente deu-se conta do que o companheiro de time havia dito — LEE!? O QUE VAI FAZER NA MINHA BANHEIRA!?
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Manipulada, era assim que Tenten sentia-se.
Deixou-se ser levada até um salão de beleza onde teve seu rosto transformado em uma tela (do Romero Britto). Depois, foram até aquela loja de roupas e academia, de onde saiu vestida com a roupa mais ridícula que já usou na vida. Agora, de molho em uma banheira de água verde, ela se perguntava onde mais deixaria isso tudo ser levado.
— Por que comigo? — a morena já estava começando a achar que o universo estava em conspiração contra ela e mandou Lee apenas como um mensageiro.
— Porque se tingir a roupa sem estar bem esticada, a cor não vai pegar bem — Lee explicou o processo de tingimento — Só precisa ficar ai por uns trinta minutos, tá?
— TRINTA MINUTOS!? — a garota sentou-se rapidamente no fundo da banheira — Trinta minutos nessa água verde!?
— Passa rápido! — ele sorriu — Qualquer coisa só chamar, eu vou estar bem aqui do lado fazendo...
— Nem pense em usar o MEU BANHEIRO! — a Mitsashi o interrompeu.
— Só vou fazer exercícios, calma... — o rapaz abaixou-se no chão e começou com suas flexões de sempre.
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Longe de lá, um certo ninja estava verdadeiramente feliz com a chegada de sua encomenda: cento e três collants verde-musgo da coleção verão de uma academia em que ele costumava ir. O melhor: quatro parcelas sem juros e frete grátis.
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Lição número trinta e três: verde da cor do Gai-sensei!
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