Guia Gejimayu: como viver em tempos de paz!
24 Reconciliação
O dia começou com uma manhã preguiçosa depois de uma noite com chuva e frio.
Em todos os lugares ainda tinham poças de água, o que não impedia de Rock Lee continuar seu treinamento matutino como sempre. Ele estava caminhando com as mãos, controlando o máximo possível de equilíbrio do corpo para não escorregar, enquanto conversava com Neji... ou melhor, tentava se reconciliar com o amigo. Talvez não fosse para tanto, afinal, foi tudo uma grande encenação enquanto Lee tentava ajudar Shino com os insetos, mas o Hyuuga parecia ter ficado chateado de verdade.
— Ainda está muito bravo comigo?
— Hun.
Isso era o máximo que Neji falava, ou melhor, resmungava com a boca fechada enquanto olhava para o nada.
— Você me ajudou, não de um jeito muito normal, mas ajudou... — o sobrancelhudo deu um sorriso brilhoso — Sem você eu não seria um detetive!
— H-Hun. — apesar de tentar permanecer indiferente, aquele elogio fez os olhos pálidos brilharem.
— Ei, Neji... — notando que os esforços finalmente tinham retorno, ele chamou a atenção do amigo — Dois, três, cinco, sete, onze, treze...
— Hun? — o rapaz de cabelo cumprido chegou a inclinar um pouco a cabeça, sem entender.
— Dezessete, dezenove, vinte e três, vinte e nove...
— Trinta e um, trinta e sete...
Finalmente o Hyuuga falou alguma coisa! Aquilo fez com que os olhos de Lee brilhassem com as Chamas da Juventude enquanto ele ganhava uma carga extra de animação
— Quarenta e um, quarenta e três, quarenta e sete!
— Cinquenta e três! — não era apenas Rock Lee quem estava animado.
— Cinquenta e nove, sessenta e...
Antes de continuar a contagem dos tão conhecidos números primos – dessa vez não tinha problema em falar sobre números, já que Lee estava apenas fazendo sua caminhada – o sobrancelhudo foi interrompido por uma voz familiar e um tanto infantil.
— Sobrancelhudo-nii-chan! — Konohamaru sorriu, virando a esquina e se deparando com ele.
— Konohamaru-kun!
Aquilo foi o suficiente para que Lee se esquecesse dos números primos, de Neji, que aproveitou a brecha para “sumir”, e também se esquecesse das poças de água no chão, acabando por escorregar a mão em uma delas e cair.
— Você está bem!? — o garoto correu até ele, o ajudando a se levantar.
— Acidentes acontecem... — Lee respondeu um tanto sem graça, passando uma mão na nuca enquanto sorria sem jeito.
— Mas você precisa tomar cuidado para não se machucar, estamos perto do teste.
— Que teste?
— O teste físico, lembra? Uma vez ao ano...
Não, Lee não se lembrava que o Teste Físico estava perto.
— C-Claro!
— Mesmo? — o Sarutobi sorriu de canto, desconfiado.
— Mesmo, agora eu preciso ir! Obrigado, por me lembrar, Konohamaru-kun! — sem nem dar chance de mais conversa, o ninja vestido de verde voltou a se apoiar sobre as mãos e saiu em disparada.
Antes de qualquer coisa, havia algo muito importante para o ninja de cabelos tigelinha fazer, algo quase tão importante quanto treinar para o teste físico: pedir ajuda no treinamento para Tenten. Afinal, os dois sempre treinaram juntos para este tipo de coisa.
.
Lição número vinte e quatro: faça as pazes com seus amigos.
Fale com o autor