Guia Angelical de Sedução
4 4-Sempre tenha um bom plano.
Notas iniciais
Roy e Riza apareceram numa sala muito iluminada e toda branca, parecia muito com a sala que ela estava lá no quartel, se ignorar a luminosidade e o excesso de branco e, é claro, só os dois estarem lá.
-Por que me trouxe aqui? – ela perguntou impaciente – eu estava criando um clima favorável para o meu plano, não sei se você reparou.
-Eu sei que você odeia ser interrompida, mas aqui poderemos conversar sem que os humanos nos ouçam.
-Certo -ela suspirou derrotada – o que você estava fazendo no mundo dos humanos? Achei que anjos não poderiam descer.
-Fui promovido a anjo-superior – ele respondeu mostrando a roupa bege – você já tinha começado sua missão por isso não sabia.
-Oh... Desculpe-me — ela murmurou de cabeça baixa
-Por quê?
-Foi um momento importante para você e eu não estava aqui para conferir, sou uma péssima chefe, não é?
-Hey um arcanjo não deve ficar se preocupando com isso – ele a repreendeu e colocou o indicador em baixo do queixo dela erguendo o rosto da loira.
-Certo! Ah! Você ficou bem de bege, combina mais que aquele amarelo chamativo – ela se recuperou e sorriu quando ele arregalou os olhos por um segundo -mas o que você queria conversar afinal de contas?
-Primeiro quero saber qual o seu plano e missão.
Ela bufou e ficou um tempinho pensando se contaria ou não ao moreno – só vou te contar porque você é meu assistente favorito.
-Eu sou seu único assistente – ele a cortou com um olhar sério.
-Você me entendeu, minha missão é ser cupido da minha protegida, e meu plano envolve juntar o seu protegido com ela, usando indiretas e criando várias situações que role um clima.
-Você sabe que os dois são mais cabeças dura e orgulhosos que o normal não é? Esse plano vai demorar muito para surtir algum resultado – ele reprovou.
-Você tem algo melhor em mente? – ela cruzou os braços e indagou desafiadoramente.
-A minha missão é ser cupido do meu protegido, estava pensando que nós poderíamos nos ajudar – ele começou – e por acaso eu tenho um bom plano.
-Poderia me contar?
Ele se aproximou dela e abaixou a cabeça até sua boca ficar bem próxima da orelha dela, então sussurrou o plano num tom tão baixo que apenas a arcanjo escutou – alguma pergunta? – ele perguntou com a voz já normal assim que se afastou.
-Este plano é insano, Roy, mas pode dar certo... – ela começara a ponderar enquanto analisava tudo que ele a falara – mas como faremos a parte mais complexa?
-É simples, Arcanjo Hawkeye, você age como eu agiria e eu como você, não tem como dar errado – Roy explicou calmamente.
-Com esses planos você pode me superar – ela comentou com uma risada depois que saíram da sala e começaram a andar por um corredor do mesmo branco cintilante.
-Não posso te superar, afinal eu prometi que te empurraria até o topo – ele respondeu sério – mas cá entre nós empurrar é bem mais fácil que puxar – completou sorrindo de lado.
-Concordo plenamente.
Chegaram numa sala toda insanamente branca em que só se conseguia ver um grande portão de ferro que os esperava aberto no centro da sala.
-Vamos? – ela questionou e ele respondeu com um aceno afirmativo.
Ambos deram alguns passos á frente e quando chegaram ao portão desapareceram.
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