Guerreiros do apocalipse - A guerra
4 Trevas e Nevoa
Notas iniciais
POV’s Dylan
Quando chegamos na casa abandonada pudemos observar que tudo ali tinha névoa, não se podia ver nada além da casa, olhei para baixo e o reino doce havia desaparecido por causa da nevoa, então só continuei a subir, não posso negar que senti um pouco de medo.
– Precisamos mesmo entrar? – Perguntou Myah, se afastando um pouco, pelo menos não sou só eu que estou com medo aqui.
– Vamos, deixem de ser medrosos.
Luna tomou a frente e abriu a porta, que rangeu quando foi aberta, o som ecoou pela casa só deixando tudo mais assustador. As meninas foram explorar a casa enquanto eu olhava os quartos, para conferir se a cama não estava velha demais para dormirmos. Fui na primeira porta e hesitei ao abrir, quando tive coragem finalmente abri e não pude deixar de perceber as 5 velas que estavam no quarto, todas acessas. Tinha uma cama que não parecia tão velha, estava em condições para se dormir, tinha um criado mudo de madeira com uns dois livros em cima do mesmo. Saí do quarto e fechei a porta com o mesmo cuidado com que abri.
Por sorte a casa tinha três quartos exatamente iguais ao primeiro, o número certo para nosso grupo, ficamos um tempo parados só observando o andar de cima da casa, por um momento pensei que algo assustador sairia de lá e mataria todos nós em questão de segundos, mas para minha felicidade isso não aconteceu. Depois de alguns minutos nenhum de nós estava realmente cansado para dormir, por isso, pedimos umas pizzas, ficamos conversando na varanda da casa antes de a pizza chegar. Myah brincava com sua coruja, eu e Luna conversávamos atentos a qualquer som de moto lá fora.
– E ai, o que vamos fazer depois que tudo isso acabar? – Perguntei, vendo Luna se ajeitar no chão da varanda ainda olhando para frente, vendo o reino doce, que já estava livre da nevoa.
– Bom, não sei, normalmente só ando por ai sem olhar para trás, escolho meu caminho e vou.
– Ah, sempre fiz isso também, nunca tive um...lar.
Ela pareceu ficar triste junto comigo, até porque depois de eu ser expulso da minha matilha por uma suposta “traição”, eu já não tive lugar nenhum para ir.
– Você vão ficar conversando sobre coisas tristes ou vão se alegrar um pouco? Finalmente estamos em paz. – Disse Myah, de certa forma ela tinha razão, dessa vez, mas só dessa vez, eu concordo com ela.
– Então, sobre o que poderíamos falar? – Perguntou Luna, olhando para nós dois.
– Sei lá, sobre a pizza já ter chegado?
Quando Luna falou ouvimos o som de uma buzina de moto lá embaixo, enquanto Luna corria para a abrir a porta, eu e Myah ajeitávamos a mesa a acendíamos as velas para um jantar digamos, digno de um dia de paz. Depois do jantar Myah foi dormir e eu e Luna ficamos um tempo ainda acordados. Lá para a meia noite ouvimos um estrondo lá em baixo, e em uníssono dissemos o nome de Myah, ela poderia ter se machucado.
Corremos até lá em baixo, ficando aliviados ao ver Myah no sofá ainda dormindo mas uma pessoa diferente estava na sala, era um garoto de aparentemente 17 anos, tinha cabelos pretos com mechas vermelhas, usava roupas de um garoto normal, calça jeans, tênis e camisa regata por baixo de uma camiseta preta. Ela nos olhou friamente com os olhos preto e vermelho, e novamente tive calafrios e senti medo, acho que dessa vez Luna sentiu realmente o mesmo que eu.
– Então são vocês que querem acabar comigo? Sou Ronaldo Crox e ninguém pode me deter. – Perguntou ele rindo, acho que ele é o tal novo vilão, mas ele parecia mais um moleque qualquer, como poderia ser um vilão?
De repente ele joga uma magia de fogo em nós, que não pegou em mim por pouco, agora vejo porque ele é vilão, é mais forte do que eu pensava. Myah acordou com o segundo estrondo e rapidamente se levantou vindo na direção minha e de Luna. Fiquei em frente as meninas e aquele maníaco ria da forma mais louca possível.
– Pensaram mesmo que eu era um garoto qualquer, que eu era fraco? – Perguntou ele, já vindo para cima de nós.
Quando ele parou em nossa frente e estava prestes a nos atacar de novo um raio caiu bem no meio de nós, jogando o garoto longe. Um outro garoto apareceu, um de aparência de 21 anos. Usava um terno estilo rebelde e tinhas os cabelos castanho claros, tinhas os olhos castanhos escuros e usava um martelo gigante, que parecia ter o poder de trovão.
– Estão bem? – Ele perguntou, assentimos com a cabeça e ele se virou para frente, vendo o Ronaldo já de pé preparado para atacar.
– Fujam daqui...agora! – Ele gritou auto e eu e as meninas saímos correndo da casa, depois de estarmos fora da casa ouvimos uma explosão e instantaneamente fomos ao chão, vendo aquela bola de fogo consumir a casa que agora iria ficar em chamas, o mesmo garoto que nos salvou saiu da casa ainda correndo.
– Obrigado senhor. – Disse Luna, se referindo ao nosso “herói”.
– Não foi nada, estão bem mesmo? – Perguntou o homem pela segunda vez.
– Sim, quem é você? – Perguntou Myah, semicerrando os olhos em direção ao homem que nos salvou.
– Sou Charles Ganon. Prazer. – Ele apertou as mãos de todos nós, logo depois saindo rapidamente, antes de Luna ter a “brilhante” ideia de chamar ele para o nosso grupo. – Seria um prazer.
– Ótimo, quanto mais gente melhor, só que precisamos de um lugar para descansar. – Disse Myah, fazendo olhos de cachorrinho sem dono para Charles.
– Tem uma caverna aqui perto, se quiserem, podem ficar lá até amanhã. E depois, partimos cedo.
– Ok.
Fomos andando por um caminho de mais nevoa, a cada som estranho Myah se encolhia mais e quando sua águia deu um grito agudo todos se assustaram, menos Charles, que ia sempre na frente Chegando na caverna eu e Charles ficamos conversando, enquanto as meninas dormiam, afinal, estava quase amanhecendo.
– Então, você é o que exatamente? – Perguntei, vendo ele tirar uma maça de uma macieira e morde-la.
– Sou um Guardião, guardião dos céus e do trovão.
– Legal, e esse seu cachorro? – Pode ser estranho, mas com toda aquela confusão, só notei o cachorro dele agora.
– É o Zero Dog, uma experiência que eu fiz. Eu era um professor sabe, mas estava em viagem de pesquisa, até achar vocês aqui quase implorando por socorro.
– Não implorei, elas imploraram. – Disse, claro que eu não imploraria por socorro, não sou tão doido assim, me viraria sozinho, como bom caçador que sou.
– Sei, mas estavam em perigo.
Tive que deixar meu orgulho de lado e dizer o que eu já devia ter dito a 30 minutos atrás.
– Obrigado. – Disse, vendo ele sorrir divertidamente e se levantar logo depois.
– Não precisa pedir obrigado, só o fato de estarem vivos já é agradecimento o suficiente, vamos dormir rapaz, temos um dia longo amanhã. – Diz ele, dando um leve tapa nas minhas costas e adentrando na caverna, já que estávamos sentados em um tronco caído do lado de fora.
Entrei na caverna também, vendo Luna e Myah dormirem tranquilamente. Vou aproveitar essas quatro horas de sono que restam e dormir um pouco, e por mais difícil que seja de acreditar, faz uns 3 dias que não durmo.
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