Guerreiros do Olimpo: Os que largaram o lado semi

1 Mais um dia no acampamento meio-sangue


– Kadu.

Novamente sou acordado pelo barulho que vem das forjas, o seu cheiro de ferro se queimando toma todo o meu chalé... Isso já esta se tornando um saco.

Como toda a historia, eu devo me apresentar. Me chamo Carlos Eduardo, mais conhecido como Kadu. Tenho 19 anos e no momento estou vivendo no acampamento Meio-sangue. Crie a imagem de um cara com 1,90 de altura, Musculoso e careca, esse sou eu.

Me levanto da cama e me dirijo ao banheiro, onde faço minha higiene pessoal e vou para a forja, forjar mais uma arma.

Todos os dias são a mesma coisa... Já estou ficando cheio de tudo isso. Me pergunto o motivo de lutar pelos Deuses, por que defender o camp? Qual a minha razão para viver? Não tenho nada ao que me agarrar... Minha vida e tão chata...

Depois de um tempo havia forjado uma foice, gostei bastante dela. Eu a coloquei com as outras armas e subi para tomar banho. Subindo as escadas eu escuto um barulho estranho. Pensei que poderia ser um dos meus irmãos, mas eu me enganei, na verdade o que encontrei foi um invasor. Um garoto que aparentava ter entre 16 e 17 anos, ele tinha um estilo Bad boy com sua jaqueta de couro e sua blusa do AC/DC por baixo, os cabelos negros com um jeito bem revoltoso e um topete que combinava bem com sua expressão. Eu bufei ao vê-lo. Não gostava muito de companhia... Imagine de um Bad boy. Eu ia matá-lo. Quando vi seus dois alargadores 8mm tive vontade de enfiar um alicate em cada um e lhe arrancar as orelhas.

Ao me ver o garoto não pareceu espantado, ele apenas levantou suas mãos como se estivesse rendido. Ele falou comigo:

???- Finalmente um... — ele abriu um sorriso

Kadu- O que você quer aqui? Não teve educação em casa não? Não sabe que Invasão é crime? — Eu disse um pouco nervoso.

???- Ei... Calma cara, estou atrás de um filho de Hefesto. E aqui seria o lugar mais apropriado, não é? – Ele disse.

Kadu- Sim, mas invasão continua sendo crime...- Eu respondi.

???- Tá, vamos tentar de novo... Me chamo Jon Armstrong e fui reclamado a duas semanas atrás por um Deus muito ferrado que me deu um presente ferrado... Como se chama?

Kadu- E veio achando que vou te ajudar? — Franzi minhas sobrancelhas.

Jon- Sim... Eu pago! — Ele abriu os braços.

Kadu- Agora estamos falando de negócios. — Mudei totalmente de ideia quando ouvi a palavrinha mágica. — Me chame de Kadu. E o que esta com defeito? De qual Deus você é filho? — Me aproximei um pouco mais dele.

Jon- Sou filho de um Deus que tem um chalé em construção... o Deus da morte, mais conhecido como Thanatos. – Jon arrebenta o cordão que tinha em sua mão, tal torna uma foice proporcional ao corpo do mesmo, a foice tinha várias imagens de caveiras por ela, ela era toda cinza e seu cabo parecia ser feito de ossos. – Não consigo segurá-la. Ela é pesada demais. O que pode fazer?

Kadu- Recomendo que faça uma outra... foi um presente de um Deus, ela terá algum valor um dia. — Conclui após analisar a foice, de braços cruzados.

Jon- Então uma que não enferruje e que mate monstros. Que não quebre. — O garoto foi direto, estava olhando para a própria foice com dificuldade se manter-se em pé.

Kadu- Okay... – Passei para ele o material necessário que iria sair a 500 mil dólares.

Jon- Feito.

Nós apertamos as mãos, eu estava pensando em como era fácil sair ganhando tanto dinheiro em cima de otários como o Jon. O mundo necessitava de mais pessoas como ele.

Jon- Ah, kaju! — Ele me chamou a atenção.

Kadu- Kaju? Ein? — Ele era surdo por acaso?

Jon- Vou te chamar assim agora, sabe... Tem uma coisa me enchendo um saco. Eu nunca te vi pelo camp, tenta dar uma volta. — Não gostei de ser olhado como um coitadinho. Eu saio se eu quiser. além disso..

Kadu- Não ha nada de interessante nesse camp, nada a que me agarrar...

Jon- Estamos na mesma situação, eu não tenho nada na minha vida, mas quando eu voltar nos conversamos... – Ele se virou e foi embora. Na mesma situação? Como assim? Ele tinha cara de rico, ao que não poderia se apegar? Ele tinha tudo.

Vivi outro dia normal, estava pensando sobre como foi chato novamente, fui para o meu chalé e estava me preparando para dormir. Jon voltou, Ele entrou em meu chalé coberto de arranhões e com a respiração acelerada.

Jon- KAJU!? – Ele entrou gritando. Meu primeiro pensamento foi "Eu queria dormir, seu moleque insuportável".

Kadu- o que você quer? – Digo ao sair do meu quarto e ir até o mesmo.

Jon- Consegui os materiais... Acho que vou ficar procurando materiais pra sempre pra você... — Ele tinha arranhões por todo o corpo, onde ele havia ido pegar os materiais? Que seja, dinheiro é dinheiro.

Kadu- Por quê? — Cruzei os braços e comecei a o olhar.

Jon- Simples, eu não tenho objetivos ou sentidos em minha vida... Vou ter o que me preocupar, o que fazer... — Sua forma de falar foi ficando lenta, parecia sincera.

Kadu- Eu te entendo... Ás vezes possuo uma certa inveja dos Deuses... Deve ser legal ser um. – Automaticamente me interrompi, só consegui pensar em uma coisa. – Por que eu disse isso? É bobagem...

Jon- Pera... você me deu uma ideia! — Ele ressaltou.

Kadu- Ideia...? – o olhei meio confuso, ele não poderia estar pensando mesmo em...

Jon- E se pudéssemos ser Deuses? – É, ele estava pensando o mesmo. Naquele momento, soltei uma leve risada sarcástica.

Kadu- o quanto você fumou, Moleque? Zeus vai descer um raio na sua cabeça se te ouvir falando assim! – Ele continuava sério, era hilário...

Jon- Ei, eu estou falando sério!!! – Ele bateu em uma das mesas do chalé, por um momento pensei que aquele garoto estava realmente doido, mas... E se eu pudesse mesmo?

Kadu- Ok, Ok senhor "Gênio", como pretende fazer isso? – Acho que nunca fui tão sarcástico na minha vida.

Jon- Isso... Bem... Eu não sei... – Ele se confundiu, no momento que levou suas mãos a cabeça para coçá-la foi onde eu comecei a gargalhar, ele era retardado? Não... O retardado era eu a pensar que teria diversão tão facilmente... Não há como ser fácil assim.

Jon- Já disse que estou-

Kadu- Falando serio? – O interrompi. – Você não sabe nem se defender garoto, não é esperto ou tem aparenta ter alguém pra lhe apoiar... É um playboy. Como pretende se tornar um Deus? – Minhas palavras fizeram ele travar, era tão patético... Mas incrivelmente ele revidou.

Jon- Mesmo assim... Eu não suporto isso. Se for pra sair dessa vida chata, eu posso virar até um Deus!!! – As palavras dele me atingiram. Eu realmente o considerava um idiota, mas... Ele não poderia estar certo? Eu mesmo estava farto disso tudo. Me tornar um Deus...

Kadu- Me tornar um Deus... Nos tornar Deuses, você acha que pode? – Ele apenas balançou a cabeça em um sentido positivo sem pensar duas vezes, parecia uma criança atrás de um doce.

Jon- O meu pai... Ele é um egocêntrico. Olhando bem pra ele, tem uma personalidade bem humana. O que te garante que ele não foi fraco como nós um dia? O que te garante que não podemos derrubá-los? – Ele aos poucos ia me persuadindo.

Kadu- Derrubar, esta sugerindo que encontremos algo que derrubaria os olimpianos? Um poder que nos daria o lugar deles? – Perguntei de forma séria, por algum motivo não parecia totalmente impossível.

Jon- É!!! Isso ai, Kaju! – Eu ri... Nos debatemos mais um pouco, contei pra ele sobre os poderes que conhecia e a força que tinha, ele fez o mesmo... apesar de que não era muita coisa. No fim nós saímos, decidimos que poderia se tornar realidade. E a partir dali, Nós definimos a queda dos olimpianos como um objetivo.