Guerreiros do Olimpo: Os que largaram o lado semi
3 A Mudança Começa!
Notas iniciais
–Kadu.
“O que foi isso?”, essa pergunta ecoava na minha mente tanto quanto o próprio grito. Eu olhei Dean e Sam, suas expressões estavam tão confusas quanto a minha.
Kadu- O que será que... – Não tive tempo de fazer minha perguta, a ruiva simplesmente saiu correndo na direção do grito o que me deixou mais sem reação ainda, mas até mesmo o garoto deixou seu Notebook ao lado e estava se levantando. Eu apenas corri.
Nós subimos a colina e eu vi que Sam estava parada, com as mãos na cintura observando uma garota desmaiada no chão. Ela era linda, quase tanto quato o casal que havia visto mais cedo. Cabelos médios e negros, um rosto inocente e cansado... Bem, ela aparentemente havia acabado de desmaiar. Ela usava brincos com pérolas negras, um colar que tinha uma pérola prateada como pingente, uma blusa regata branca, uma calça jeans preta e sandálias. Eu me pus ao lado da ruiva e fiquei na mesma posição que ela notando que a tal menina havia acabado de rolar toda a colina, precisava de tratamento.
Sam- Conhece? – Ela apontava para a desconhecida no chão com uma expressão preocupada.
Kadu- Não conheço nem os novatos, imagine essa daí... – Sam me olhou de cima a baixo, era tão estranho assim não conhecer ninguém?
Sam- De qualquer forma ela precisa de tratamento, eu vou buscar ajuda. – Ela se dirigiu à arena novamente enquanto eu colocava aquela desconhecida em minhas costas e a levava para a enfermaria. Caminhei pensando no que poderia ter acontecido à aquela garota. O rugido... E sua aparição daquela forma, para começar, monstros não entram no acampamento. Pelo menos eles não deveriam. Estava me aproximando da enfermaria e vi o pequeno detentor dos óculos de garrafão, ofegante, vindo em minha direção.
Dean- Q-quem... Você... Onde... – Ele não conseguia falar. A propósito...
Kadu- Onde você estava até agora? Foi treinar na arena enquanto nós tivemos esse problema aqui? – Eu apontei para a desacordada.
Dean- Espera... Um pouco... – Ele estava quase morrendo, parecia que correu mais do que qualquer homem. – Eu... Tentei alcançar vocês...
Kadu- Ah... Veja, está tudo bem agora. – Ele não merecia ser subjulgado só porque não conseguia correr um pouco.
Dean- Então me explique sobre quem é essa garota, foi ela a autora do grito? Como ela se machucou assim? E o rugido? Onde está Samantha? – Muitas perguntas... Onde estava o cançasso dele nessas horas? Ele ajeitou seu óculos que estava quase caindo enquanto entrávamos na enfermaria. Eu coloquei a garota em uma maca e alguns outros semideuses se juntaram em volta, claro que não era normal alguém chegar machucado daquele jeito. Eles se ofereceram para ajudar e perguntaram o que havia ocorrido.
Kadu- Eu também não sei. Nós a encontramos desmaiada e a única coisa que sabemos é que ela rolou a colina.
Sam- SAIAM DA FRENTE! – Sam estava empurrando todos os que estavam em volta, ela vinha na direção da maca. – OLHA! – Ela apontou para a desconhecida enquanto olhava para a arqueira que eu havia visto treinando antes. A ruiva estava frenética.
Dean- Samantha, por favor se acalme. – Dean estava sentado ao lado da maca da desconhecida, parecia morto, ele realmente não saía de casa? Espere... eu realmente tinha moral pra falar dele?
Sam- MAS ELA ESTÁ MAL! – A morena se aproximou e observou o estado da desconhecida. Quantas vezes eu pronunciei “Desconhecida” nessa narra? Vamos... Outra forma pra chamar... – Hey, rápido!
??? – É... Ela está. – A morena era boa no que fazia, Limpou e tratou dos ferimentos mais graves, logo depois de... Usar magia? Depois de um tempo eu entrei em dúvida sobre quem era melhor em tratar, a aqueira curandeira ou o baixinho que estava cuidando para que a ruiva não explodisse em tensão.
Kadu- Filha de Apolo? – Eu estava com as costas parede, de braços cruzados e observando o desenrolar da confusão enquanto os outros semideuses ficavam mais calmos.
???- Adivinhou. – Ela sorriu e terminou seu trabalho. – E você? Eu nunca te vi pelo acampamento.
Kadu- Hefesto.
???- Entendi. – Ela continuou sorrindo, que agradável.
Sam- A Camila é incrível!. – Sam disse enquanto brincava com o cabelo de Dean.
Dean- Samantha, por favor... Eu vou ficar doente... – Algo me dizia que aquele garoto iria morrer sem ninguém. A morena riu e a situação havia finalmente se normalizado.
Camila- Eu sou Camila, prazer! – Ela me ofereceu um aperto de mão.
Kadu- Carlos Eduardo, mas pode me chamar de Kadu. – Eu a correspondi.
Camila- E então, o que aconteceu? A explicação da Sam não foi lá uma coisa muito detalhada. – Sim... Eu também havia imaginado algo como: “Teve um rugido, um grito, aí nós corremos, aí vimos a garota no chão, aí ela está machucada, aí vc tem que ajudar, vem!”. Eu segurei uma risada.
Sam- HEY! – A ruvia se revoltou.
Dean- De acordo com os dois, eles simplesmente viram a garota caída e desmaiada após o início do transtorno. Ela e mais ninguém... Isso deixa muitas dúvidas. – Dean se dirigiu a Camila. Apesar de que ele realmente parecia ser alguém muito curioso, as dúvidas não estavam apenas na mente dele.
Camila- Entendo... – A morena suspirou e nossa conversa foi interrompida por... Jon arrombando a porta e gritando desesperado.
Jon- O QUÊ QUE TÁ ACONTECENDO? – Ele vinha em nossa direção, eu precisei ignorar, pois faria mais do pior que Camila, ela apenas deu uns cascudos nele.
Jon- AI, PARA! – Estava doendo? eu estava a ponto de fazer doer mais. Além do susto, eu estava concentrado aqui.
Camila- Algo horrível aconteceu e você faz isso? Toma! – Ela bateu nele uma última vez.
Jon- Misericórdia... – Ele a olhou com uma cara de cachorro coitado, eu já estava quase me manifestando mas Sam nos interrompeu.
Sam- Gente... – Ela olhava para a maca. Já não desacordada, a menina que resgatamos estava sentada na maca observando tudo, ela parecisa assustada. Eu não era a melhor das pessoas pra me relacionar, Dean muito menos. A ruiva e a morena se entreolharam tentando achar uma solução. Depois de um tempo que serviu apenas para deixar a Garota que estava confusa em mais dúvidas, uma luz anêmica nos atingiu.
Jon- Hey, tudo bem? Opa, desculpa... Eu sei que não, mais vai ficar! – Ele se atrapalhou enquanto falava, era burro?
???- Bem... Eu não estou. – Ela abraçou as próprias pernas.
Jon- Meu nome é Jon, e o seu? – Ele sorriu? Foi muito mais simpático do que quando tentou roubar minha foice.
???- Bella... O que tá acontecendo? – Ela incrivelmente não quebrou o pescoço dele por ele ser retardado, bem que eu queria...
Jon- Pelo que eu vi? Parece que você rolou a colina e desmaiou, mas relaxa, está tudo bem! – Bella o olhou e suspirou.
Bella- Er... Eu... – Ela realmente não estava se sentindo confortável.
Sam- SEU IDIOTA! – A ruiva bateu nas costas de Jon. Eu agradeci a ela na minha mente, aquilo me fez sentir bem melhor. – Assustou ela!
Jon- PARA! QUEM TÁ ASSUSTANDO ELA É VOCÊ, SAINDO BATENDO NAS PESSOAS, EU EIN!
Sam- O QUÊ? AGORA QUE VOCÊ MORRE!
Jon- Eu sou um filho da morte. – Ele dizia enquanto se curvava, como se fosse o fim de uma apresentação. Aquilo foi o cúmulo... Camila riu e o quarto olhos se sentiu mais tranquilo. Até mesmo Bella riu, quem diria? Bater nele poderia trazer milagres.
Kadu- Seu anêmico! – Eu bati de leve nas costas dele e me supreendi com o quão fraco ele podia ser. Eu acabei jogando pra perto da garota que antes estava assustada. Ficamos preocupados, aquilo poderia acabar assustando ela de novo.
Bella- Obrigado. – Ela sorriu para ele, voltamos a ficar tranquilos.
Lily- JON! NÃO DIGA QUE VÁ ACOMPANHAR AS PESSOAS E SAIA DESSE JEITO, EU VOU TE MATAR! – Lily entrou na enfermaria segurando uma garrafa de Wisky, gritando quase tão alto quanto Jon.
Jon- Espera, Lily! Isso tem explicação! – Ele não teve tempo de explicar nada, foi arrastado pela jaqueta enquanto todos na enfermaria riam da situação.
Depois daquilo, Dean, Camila, Sam e Bella tiveram uma boa conversa. Sim, eles, eu não era do tipo que me relacionava muito. Me despedi e voltei para a minha rotina, mas com algo diferente... Eu tinha pessoas para conversar. A ideia era irritante bem no começo, mas conversar com eles sobre comics, comer com eles, compartilhar sobre os treinos.. Eu comecei a gostar. Se passaram dois dias desde ocorrido com Bella na colina.
Sam- Tchau, Kadu! – Sam foi a última a se despedir de mim entre ela, Dean e Camila. Eu estava voltando para o meu chalé já reservando os argumentos do outro dia. Como assim? Uma discussão sobre comics não acaba tão facilmente, não existe apenas um universo para se considerar. Enfim... Eu cheguei ao chalé e tive uma ligeira surpresa.
Jon- Eaí, Kaju! – Ah...
Kadu- O que o emo quer? – Observei que ele não estava tão emo hoje, não vestia sua jaqueta de couro, apenas uma blusa do Ramones.
Jon- Eaí... Pensou sobre aquele assunto? – Ele abriu os braços para gesticular e então eu vi... Uma tatuagem que cobria quase todo o antebraço dele, era um ceifador. Mas do que isso, ele estava diferente.
Kadu- Sim... Na verdade, acho que preciso pensar ainda mais. – Eu tentei responder com naturalidade, mas minha mente não estava processando aquilo, ele não era o mesmo anêmico inútil de sempre.
Jon- E por quê? Já nos demos motivos suficientes para querer derrubar os deuses.
Kadu- Porque talvez eu tenha arranjado outra coisa para me apegar. Eu não sei se realmente quero fazer isso. – Demonstrar aquele lado meu a ele estava me causando raiva, mas não tive escolha, era a verdade.
Jon- Entendo... – Ele se levantou. – Então, me avise quando tiver pensando bastante. – Caminhou para fora e... Acenou para Bella. Eu entendi, os dois haviam ficado amigos. Mas isso não tirava o fato de que havia algo errado. Ela era alegre e doce com ela e ele demonstrava a mesma coisa, mas... Parecia falso. Era como uma máscara. Tentei me convencer de que não era da minha conta entrei no chalé.
–Autor.
No fim da noite um homem surge sentado no alto da colina. Ele usava uma blusa roxa, uma calça verde e sapatos simples. Na sua cintura existe uma máscara de palhaço toda deformada, cortada e contendo um sorriso. Ele sorria, sorria enquanto observava o acampamento e comia seu sorvete, mas seu sorriso atinge o real ápice quando Jon aparece atrás dele e dá um toque em seu obro.
Jon- Vamos.
???- Estava a sua espera. – Tal homem se levanta e conduz Jon a uma porta. Jon entra na porta com um sorriso, sendo seguido pelo homem. A porta some e tal momento não é notado por nenhuma criatura ou campista.
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