Notas iniciais
Eu sei... Me desculpem, estamos tentando trazer 2 vezes por semana ;-;

–Bella.

A pergunta deixou um silêncio incômodo no ar. Jon apenas suspirou, abaixando a cabeça por um segundo e depois se voltando para mim.
Jon – Bella... O que tem a Sam? – Havia acabado de notar, ele não fazia ideia que eu a usei como refém. Eu não conseguia ficar mais calma, mas também, segurava ao máximo meu desconforto.
Bella- Eu a trouxe como refem para poder falar com você. – Eu fiquei sem graça, me retraí e desviei os olhos pros lados.
Jon – Pera... a Sam, como refém... – O cara estava em um tom pensativo, batendo o dedo contra o queixo, aquilo me deixava doida. Ele estava fazendo de propósito? Definitivamente estava sim. — ela deve ter sido pega pelo Gokas, mas quem se importa? Ele já deve tê-la matado. – Jon mudou a sua posição na poltrona de uma forma largada mostrando não se importar.
Bella – Eu me importo. – Eu o encarei nos olhos. O mesmo sorriu debochadamente
Jon – se importa... e a trouxe de refém. Vejo como se importa...
Bella – Fiz tudo isso... – Um frio na barriga me consumindo interrompeu minha fala. O que seria aquilo? A próxima frase parecia o fim do mundo.
Jon – fez tudo isso? – Jon se levantou, cruzou os braços e caminhou até mim de forma autoritária, encarando-me. – Continue... Quero saber o porquê de voce ter ferrado a sam e vindo até aqui. – Ele parou de frente para mim, me encarando nos olhos. Desviei o olhar para baixo por alguns segundos e me perdi nos meus pensamentos sobre o “jon”. Estava indo muito longe por ele... Deixei minha amiga nas mãos de um louco... Por quê? É a resposta era clara, como filha de afrodite. Entendi o porque de tudo. Eu estava apaixonada por ele, e ao levantar o meu rosto para encará-lo, senti o mesmo queimar por inteiro. Tomei fôlego com o pouco de calma que me restava, mordi o lábio inferior para buscar forças.
Bella — ... Porque você é meu amigo, eu sempre irei ir atrás de você! – Uma mentira descarada assim? É sério que eu consegui? Meu coração acelerado dizia algo como “ Você é muito boba mesmo “. Me odiei por não conseguir expressar o que sentia, mas apenas para ser surpreendida completamente. Jon abriu um sorriso no canto da boca, sua malícia era evidente, eu não sabia mais o que pensar.
Jon – amigo? Tem certeza? – Devagar... Ele se aproximou cada vez mais enquanto eu me retraía novamente, entrelaçou os braços pela minha cintura e forçou-me a ficar em pé. O olhei de baixo a cima com timidez, ele era alto, eu chegava apenas até a base de seu pescoço. Com o calor do momento, Jon olhou nos meus olhos, desceu o olhar suavemente para a minha boca. Era possivel sentir sua respiração quente, diferente do gelo que era a sua pele. Acabei sendo beijada por Jon. Eu poderia explodir em felicidade, por dentro explodi sim, em um único momento toda a falta que senti dele foi preenchida com um beijo apaixonante, poderia viver aquele momento por eras. Talvez faria aquilo mesmo, mas a frase de Kadu tomou seu espaço como um eco... “Ache uma brecha, conecte-se sentimentalmente com ele e quando conseguir, absorva todo o ódio que puder. Isso deve...” Fazê-lo te escutar, claro que eu deveria tentar. Lembrando disso, deixei levar e levei meus braços em torno do pescoço dele.
O beijo não parava, assim como sua intensidade, até chegar ao ponto de Jon começar a beijar meu pescoço de leve. A sua pegada era magestosa. O fato de ter que tomar conta da situação me fez interromper o beijo e suspirar, mas ele não pareceu ligar nem um pouco depois de ser jogado de volta na poltrona, a jaqueta e a camisa do Bad Boy já estavam do outro lado da sala.
Aos poucos, fui me permitindo ser mais ousada e com muita calma, deixei o beijo continuar enquanto sentei no colo de Jon. Realmente com toda a leveza que podia juntar, ou o assunto definitivamente passaria de ódio para amor. A medida que o momento continuava, eu podia sentir mais do que minhas unhas arranhando seu peito ou suas mãos subindo pela minha barriga até os botões de minha blusa. Podia sentir... O ódio. Não é como se eu estivesse querendo causar a terceira guerra mundial, mas tinha certeza que estava dando certo.
Jon arfou e eu me aproximei da sua orelha e a mordi lentamente... Ainda me apoiando em seu peito para alcançar. – adoro meninos maus, porem eles caem rápido demais. – Jon se sentiu tonto em seguida uma forte dor. Ele levou as mãos á cabeça.
Jon – o que... foi... O que você fez comigo? – Completamente abalado, o momento quente foi esquecido pelo filho de Tânatos. Com um sorrisinho sacana, eu segurei seu rosto demonstrando superioridade.
Bella- Eu retirei todo o ódio que havia em você.
Jon- Como é?
Bella- Isso mesmo.
Jon- Claro que não, eu digo e repito. Eu vou...
Bella- Você vai...? – lembrei-me novamente do que Kadu havia dito sobre Jon. Que ele iria derrubar os olimpianos. Ou melhor, os deuses. Quando ele exitou, uma onda de alegria me tomou por completo.
Jon- Você não devia ter feito isso, Bella... – Aos poucos a razão voltou á Jon, ele esfregava os olhos como quem havia acabado de acordar.
Bella- Mas você está melhor, não está?
Jon- ...
Bella- Vamos lá! Você não quer mais fazer nenhuma dessas coisas, não é? Você não precisa mais ficar aqui com essas pessoas, pode voltar comigo. – Segurei a mão direita dele contra o centro de meu peito. – Eu estou aqui, vai ficar tudo bem.
Jon suspirou. Estava certa de que ele estava pensando sobre a minha oferta. Mas também sabia que ele voltaria... Sim, ele mostrou um sorriso, mas não um sombrio, daqueles de gelar a espinha. Foi um daqueles... Quentes e tranquilos, de acalmar o coração, eu entendi que tinha o Jon dos meus sonhos de volta.
Jon- Sua idiota, e se tivesse morrido?
Bella- Eu tô aqui, não tô?
Jon- É... Está, obrigado. – Com a mesma calma, Jon passou novamente suas mãos entre minha cintura e me puxou contra seu corpo. O beijo foi sereno, mas mais apaixonante que qualquer um dos anteriores. Eu me afastei sorrindo como nunca.
Bella- Vamos, temos muito o que fazer.
Ele me escutou. Após nos arrumarmos, atravessamos o corredor enquanto eu o contava sobre a trilha que usamos para chegar até a mansão, Jon apenas ia concordando com a cabeça.
Jon- Esperto, meio maquiavélico, mas esperto.
Bella- Hey!!! Eu não quero ouvir isso de você! – Chegamos perto da mesma porta de antes, a gigante de entrada. Jon apenas ria de mim.
Jon- Ah, eaí Meme. – Me virei para onde Jon estava olhando e vi... Um velho. Ele tinha um cigarro na boca e duas cruzes, uma como brinco e outra como colar, as duas de prata. Cabelos grisalhos e bem revoltados, uma camisa havaiana que parecia ter sido comprada para vestir sempre em casa de tão desajeitada a vista da mesma. Calças sociais e... Chinelos. Era um mendigo? Se somar que as duas cruzes eram invertidas, o sorriso sarcástico e o meu último encontro com um desses caras fumantes, eu não iria gostar nem um pouco daquele cara.
Meme- Se não é o nosso chefe! Vai dar uma volta com sua amiga? – Ele tirou o cigarro da boca e soltou fumaça para o lado, calmamente. Foi o primeiro hóspede da mansão que me tratou como um... Ser humano, eu me tranquilizei.
Jon- É, não quebrem nada enquanto eu estiver fora. – Jon agiu como se fossem bons amigos, isso me fez sentir ainda mais segura. – Ouviu, Kagami?
Kagami- Vê se não me enche o saco. – Oriental – Discenindo pelos olhos — Camisa regata branca, jaqueta de couro marrom, calças jeans e sapatos pretos. Se tirar que ele tinha metade do cabelo ruivo – A parte de cima – e a outra metade preta – o resto que ficava por baixo. – Eu diria que era uma cópia do outro mal educado de antes. A calma sumiu do ambiente apenas por ele estar lá.
Jon- É esse o jeito de tratar seu chefe? – O tal Kagami fuzilou Jon com os olhos e apenas continuou andando com as mãos nos bolsos.
Meme- Ele é sempre assim... Não ligue, senhorita. – O velho pediu desculpas pelo meio-ruivo e saiu caminhando atrás dele.
Bella- Seus companheiros?
Jon- Eles são legais. Apenas não faça mal a eles, pois eles vão achar você.
Bella- Ãhn?
Jon- Esqueça. – Jon sacudiu as mãos em um sinal negativo. – Vamos?
Bella- Sim.
Saímos normalmente pela porta da frente, eu consegui ver Jon ascenando e sorrindo para aquele... Leon, isso mesmo, que estava encostado numa árvore e fumando.

–Autor.

Após Bella pedir mais uma vez para Jon se mexer com um “anda logo”, os dois sumiram entre as árvores. Leon, então, trasmutou-se rapidamente em um corvo com olhos totalmente negros. Talvez fosse sábio dizer que Bella deveria ter prestado mais atenção, ou talvez fosse certo ser dito que ela estava sendo vítima, mas ao se envolver completamente no seu prórpio prazer, soberbidade e paixão por conseguir resgatar tal amado revoltado, ela não notou o corvo, estava preocupada demais discutindo sobre onde poderia estar Sam. A criatura pousou no ombro de Jon sem ser notada, após alguns segundos, o sorriso mais sombrio visto até então tomou o rosto do Bad Boy, era como se ele acabara de ganhar na loteria e fosse usar o dinheiro para um desastre total.
Mas onde estávamos mesmo? Ah é, Samatha.

–Sam.

Foi porque eu não fiz a escolha? Não, acho que o desgraçado era simplesmente louco mesmo. Após minutos de sofrimento, onde meus punhos tentavam romper a barreir que estava entre mim e o ruivo com a faca no pescoço de meu pai, pude ver de uma vez por todas a pior das cenas. Sem piedade nenhuma, Gokas cortou a garganta de meu pai, rindo como se aquilo fosse um reality show para mentes doentias. Eu apenas puder chorar e bater contra aquela barreira invisível violentamente, quanto mais tempo se passava, mais o ódio misturado ao desespero me subia a cabeça. Por quê ele me queria tanto? Por quê justamente o meu pai? Por que não apareceu nenhum maldito enfermeiro, médico, ninguém para ajudar? Eu não aguentava mais. Mesmo de um lugar diferente, o som era nítido como se tudo estivesse na minha frente. Podia ouvir as máquinas anunciando que meu pai não tinha mais vida, Gokas saltitando atrás de mim e vindo na minha direção, sentia até mesmo o sangue... O líquido conseguia vir do outro plano e chegar aos meus pés. O sádico desfez seu clone que ainda ria ao lado da maca, se sentou com vioência na minha frente espalhando todo o sangue pelo meu corpo. Eu estava paralisada demais para dizer algo, mas... Durou pouco tempo.
Gokas- Querida... – Gokas colocou suas duas mãos sobre meu rosto e me olho nos olhos – Você me odeia?

Notas finais
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