Notas iniciais
UHU!! Terminei esse cap!! *depois de muito tempo pelejando para voltar a escrever ele* mas olhe pelo lado positivo! Só mais um cap e eu chego no que te as memorias o Mephiles ^^ °incrivel ela e acarinhou com um dos vilões° Tecnicamente ele nunca foi vilão. Logo vocês leitores verão o porque *pena que ela se acarinhou pelo personagem e mesmo assim matou ele ¬¬* O.o!! Eu não credito que você falou isso °pois acredite ela falou°

*vamos para a fic antes que essa daqui tenha um treco.*

Guerreiros das Esmeraldas.

Caminhavam pelos corredores um do lado do outro, sem falar nenhuma palavra. Mantinham um certa distancia entre si, nem mesmo se encaravam. Nunca pensaram que iam parar dessa maneira algum dia, sempre foram tão unidos e agora mal conseguiam suportar a presença um do outro, cada um por seu motivo. A ouriça tomou a frente e foi direto para uma porta que tinha logo ali perto. O ouriço negro já não suportava mais esse clima, tinha que terminar com isso agora.

— Não queria que algo acontecesse com ela, por isso fiz o que fiz. – sussurrou fazendo a garota parar a mão bem encima da maçaneta. Ouviu como ela suspirava levemente, mas não se virou para encará-lo. De certa forma preferia assim, pelo menos dessa maneira não teria que encarar aqueles olhos azuis cheios de desapontamento. – Não quero perdê-la, nenhuma das duas.

— O problema é que nós também não suportaríamos perder você. – disse a garota abaixando ligeiramente a cabeça. O ouriço fez a mesma coisa um pouco constrangido. – Não sabe o quanto me preocupa isso que faz. É sempre você que se coloca em perigo, como na vez que Mephiles me seqüestrou, você lutou sozinho e não me deixou te ajudar.

— Você era uma humana, Mephiles iria te matar mais uma vez e eu te perderia... De novo. – murmurou o garoto lembrando daquele dia. Um calafrio percorreu seu corpo ao pensar que isso poderia tornar a acontecer. – Todas as vezes me preocupo que algo chegue a passar com vocês e eu não poder fazer nada para ajudar.

— Não somos fracas Shadow! – dessa vez a garota gritou fechando os punhos com força deixando seu corpo tenso. Seus cabelos caiam no rosto tampando a expressão que tinham. – Yin mesmo tem mais força do que qualquer um poderia imaginar, não vê isso?!

— Vejo, vejo muito bem! Mas mesmo assim!! – dessa vez era ele que gritava. Raiva não era bem a palavra que descrevia o que sentia e sim frustração e culpabilidade. Não queria brigar com Maria, mas tinha que fazê-la entender que não fizera nada por mal. – Não entende que tudo o que eu quero é proteger vocês?!

— Entendo! Mas não tem como você fazer isso sem que você possa acabar morrendo?! – a garota se virou em um brusco movimento mostrando seu rosto completamente molhado pelas lágrimas que escorriam de seus olhos, fazendo o garoto recuar um passo. – Estou cansada de sempre ver você lutando, arriscando sua vida enquanto eu apenas fico parada vendo!! Não quero e perder, mas parece que você não se importa com isso!!

— Me importo, me importo muito Maria. – estava um pouco mais calmo, se aproximara de sua parceira e acariciou seu rosto com delicadeza, limpando as lagrimas que ainda escorriam. Beijou a região perto do rosto dela, limpando mais algumas lágrimas. – Mas na hora, quando vocês estão em perigo eu não consigo pensar direito. Tudo o que quero é que fiquem bem.

— E eu quero que você fique bem!! – gritou ela ainda alterada tentando empurrar o garoto para longe, mas o mesmo passou os braços por seu corpo e a abraçou com força não permitindo que ela se afastasse. Escondeu o rosto da garota em seu peito enquanto colocava o seu próprio no topo da cabeça dela. – Se te perder eu não sei o que faria!! Yin sentira sua falta, eu sentiria sua falta!! Não me importa o que Mephiles quer, só quero ter minha família segura!!

— Ele é meu irmão Maria. – sussurrou para a garota que dessa vez conseguiu empurrá-lo para longe e assim encará-lo de maneira raivosa. — Ele faz parte da família.

— Eu sei! E pode não parecer, mas quero que ele volta a se o que era igual a você!! – fechou os olhos com força enquanto seu parceiro abaixava a cabeça. – Mas não quero perder nem você e nem Yin por isso!

O ouriço negro abriu a boca para falar quando a porta atrás de Maria se abriu e atrás dela aparecia um pouco do rostinho de Yin. As pernas da garota já tinham se curado dos machucados externos, mas seus ossos ainda não tinham se curado com perfeição e por isso as pernas da garota tremiam um pouco pelo esforço de ficar em pé e andar. Os pais da garota a miraram preocupados, Maria limpou rapidamente as lagrimas dos olhos e foi até a pequena se ajoelhando perto dela.

— O que esta fazendo de pé? Deveria estar descansando suas pernas para que assim melhorem. – murmurou a ouriça loira enquanto a pequena se apoiava na porta para que as pernas não fraquejassem e caísse no chão. Os olhinhos de cores tão peculiares que ela tinha pareciam um pouco tristonhos mirando seus pais com suplica.

— Não briguem... – sussurrou a garota fazendo seus pais se surpreenderem um pouco. Ela tinha ouvido toda a discussão, pode não ter entendido o que diziam, mas deve ter ouvido os gritos. Se já não bastasse o que tinha passado antes agora presenciava seus pais brigando? – Por favor, não briguem. Não quero que briguem...

— Shhh. – sussurrou Maria em um tom doce enquanto seu parceiro se aproximava e se ajoelhava do lado da pequena, só agora percebendo que ela carregava o pequeno ouriço que tinham dado a ela quando ainda era um bebê. – Não vamos mais brigar, te prometemos. Agora é melhor que volte e deitar para que suas pernas voltem ao normal.

A garota assentiu levemente e cambaleou para dentro, andando com passos lentos e inseguros enquanto suas pernas ainda tremiam fortemente. Logo, Shadow pegou a pequena pela cintura e a ergueu do chão a abraçando contra seu peito de uma maneira protetora e paternal. A pequena se aninhou e fechou os olhos se permitindo relaxar. Os dois ouriços adultos se sentaram na cama abraçando com força a pequena que tinha os olhos fechados e o corpo bem apertado contra o peito do pai.

— Não me soltem... – sussurrou a garota segurando com firmeza a blusa que seu pai usava. Em sua mente a imagem do que tinha acontecido naquele apartamento voltavam em sua mente fazendo o medo percorrer seu corpo. – Não me soltem nunca...

Os dois adultos se entreolharam e logo abraçaram com mais força a pequena entendendo exatamente a que aquilo se referia. Pena que o destino nem sempre faz o que queremos.

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Caminhava furiosamente por aqueles escuros corredores. Já estava farto, já não agüentava mais e logo explodiria. Seus olhos faiscavam em chamas, seu corpo estava rodeado por correntes de ar extremamente fortes, o chão tremia debaixo de seus pés junto com o barulho de água sendo violentamente remexida. Descontrolado? Não, estava se controlando muito bem, o problema era que sua raiva tinha passado dos limites que poderia suportar.

Entrou na enorme sala de reunião sendo notado apenas por Aquaros que o mirou um tanto surpreso. Quando abrira a porta um enorme estrondo fora emitido, mas ao parecer os outros dois estavam muito ocupados para notar sua presença. Cassandra estava sentada em uma das mesas que tinha bem no final de todas as arquibancadas sendo que Dairos tinha o corpo entre suas pernas e parecia estar beijando seu pescoço, aquilo só serviu para aumentar ainda mais sua fúria.

Ergueu a mão e água pareceu sair dela, segurando a Dairos que se encontrava de costas para si e logo o tacou longe. Cassandra se surpreendeu e o mirou um tanto assustada, mas nem a mirou, não queria fazer isso, seu coração doía de mais para que fizesse. Se aproximou do Lobisomem com passos pesados e potentes enquanto o mesmo tentava se levantar do chão. Então fez uma corrente de ar passar por ele, tão potente e perigosa que fez vários cortes no corpo dele, como se fosse navalha. Logo depois fez o chão debaixo dele estremecer e tacá-lo para o lado o fazendo arrastar pelo chão até a parte central do lugar. Em poucos instantes já se encontrava de pé na frente dele o segurando pelo pescoço e o colocando contra a parede do lugar.

— Desgraçado, maldito, como ousa fazer isso?! – gritou apertando com mais força o pescoço do lincantropo fazendo com que engasgasse levemente pela perda repentina de ar. – Sorte sua que não estou afim de sujar minhas mãos com algo tão fútil e deprimente como você! Seu verme miserável, desgraçado!

— Manic o que houve? – perguntou Cassandra se aproximando assustada pela reação do garoto. Aquaros estava do mesmo jeito mirando a tudo com estrema admiração. Sempre ouvira boatos de que o rei dos vampiros era o mais forte de todos, que seu poder era incrivelmente elevado e agora respeitava isso. Ele dominara o mais forte dos lobisomens sem nenhum problema!

— O que houve?! Você me pergunta o que houve?! – gritou Manic de maneira agressiva enquanto seus caninos sobressaiam a boca e se mostravam com fortes sibilos ameaçadores. Dairos se contorcia um pouco pela força que faziam contra seu pescoço, ameaçando quebrá-lo. Cassandra recuou alguns passos temendo o que o ouriço podia fazer naquele estado. – Ele atacou minha família!! Ele quase matou meus irmãos e meus amigos!!

— Dairos isso é verdade? – perguntou Aquaros surpreso mirando o lobisomem com um olhar acusador. O lobisomem não respondeu nada, apenas mirou os olhos raivosos de Manic que sustentava do lobisomem com muita facilidade.

— Diga Dairos, diga a eles o que você fez conosco!! – gritou Manic desconcertado pelo silêncio do outro. – Ameaçou Scrooge a falar sobre Yin, colocando a vida de Fiona em risco para convencê-lo!! Foi até a minha casa e tentou atacar minha sobrinha!! Depois mandou seus capangas até o lugar que eles estavam e quase matou meus irmãos, meus sobrinhos e meus amigos!!! Tem alguma explicação para isso?!

— Além do fato de você estar protegendo uma garota que pode ser aliada de Gaia. – falou acusadoramente Dairos com a voz quebrada pela falta de ar. Manic rugiu com ódio e apertou mais o pescoço de Dairos.

— Yin é apenas uma criança!! Suas responsabilidades já são muitas como controladora do caos, ela ainda tem que sofrer com sua existência como Dark Chaos ela não precisa de você a fazendo ter ainda mais medo do que esta acontecendo!! – gritou Manic de volta. A pequena chegara em casa tão mal, tão aterrorizada que mal conseguia se separar do pai. – Ela nunca vira sangue a não ser o que bebia! E você chega lá e quase tira os pais dela?! Bem na frente dos olhos dela?! O que tem de errado com você?!

- só não quero depositar minha vida em alguém que provavelmente vai matar a todos. – respondeu o lobisomem sorrindo sarcasticamente o que apenas fez Manic perdesse a paciência. Afastou um pouco a mão livre e fez com que a mesma ficasse rodeada de chamas, preparadas para perfurar o lobisomem e matá-lo, mas antes que pudesse mexer o braço Cassandra o segurou.

— Manic pára!! Por favor, não faça isso!!! – nem mesmo ela sabia porque estava impedindo que ele fizesse isso com o lobisomem, talvez pelo fato que não queria que ele se metesse em confusão por ter feito isso por impulso e raiva. Com um movimento brusco Manic soltou seu braço a mirando diretamente nos olhos fazendo a garota se estremecer.

— Me dê um só motivo para não fazer isso agora!! – gritou se afrouxar nem um minuto sua mão que estava no pescoço do lobisomem. Cassandra recuou, sem saber o que diria.

- Porque... – começou, mas sua voz morreu, queria dizer que era porque ele não era assim, que o Manic que conhecia nunca faria uma estupidez dessa, mas o olhar de Dairos sobre si a fez calar. “Acabe com o coração dele” havia dito o lobisomem. Engoliu em seco e abaixou a cabeça. Só esperava ser perdoada depois. – Porque estamos juntos. E não quero perder meu parceiro.

Os olhos de Manic se arregalaram e seu corpo perdeu completamente as forças. Seu coração agora se partira, estava pisoteado e esmagado no chão como se nunca tivesse valido nada. Seu mundo desabara enquanto uma enorme dor se apossava da região em seu peito. Então foi isso que Shadow sentiu quando perdeu Maria pela primeira vez? Ou talvez o dele fosse pior por ter sido rejeitado tão na cara.

Conseguiu ouvir o barulho do corpo de Dairos quando caiu no chão, mas sua concentração estava toda na bruxa a sua frente que tinha a cabeça ligeiramente abaixada. Não suportava mais, tudo o que tinha recebido daquele conselho era dor e mesmo quando pensara que tinha encontrado alguém lá que pudesse fazer isso passar essa pessoa lhe mostra que nunca teve nada a mais entre os dois alem de companheirismo, nada como ele queria.

— Ótimo. – sussurrou ele com a voz cortante e fria fazendo a garota se encolher ligeiramente. Manic deu as costas para todos e começou a caminha de volta com passos pesados que faziam a terra se estremecer, mas ao mesmo tempo cheios de dor e desamparo. O garoto estava simplesmente destroçado. De repente o mesmo parou e deu uma olhada para trás. – Dairos, se você ousar chegar perto de minha casa ou de minha família juro que te mato, e isso vale para você também Cassandra. – a garota se surpreendeu ao ouvir aquilo dando um pequeno salto. Seu nome tinha saído com tanta força que parecia até mesmo ter travado na garganta do garoto, e o apelido tão carinhoso que todos da família daquele vampiro haviam lhe dado parecia ter simplesmente deixado de existir. Manic voltou a andar. – A partir de hoje os vampiros não fazem mais parte do conselho da noite. Tomamos nossas próprias decisões sem consultar a ninguém, estou cansado de ser feito de capacho pelas outras raças.

— Não pode fazer isso!! – gritou Cassandra desesperada. Manic se afastaria ainda mais dela se fizesse isso, ficaria sozinha ali sem ninguém, sem nenhum amigo. Nas reuniões só conseguia manter a calma porque sabia que ele estava ali a apoiando. Quando ele fosse embora ficaria desorientada. Mas Manic interpretara mal sua reação.

— Posso e vou. – respondeu ele subindo as escadas para ir até as portas que tinham bem no topo. – Meu pai é um demônio, tudo o que preciso fazer é falar para ele e assim o comunicado será levado para o resto dos demônios. Acho que meus motivos são bem razoáveis para que seja aceito pelos criadores.

— Correndo para trás do papai Manic? – disse Dairos divertido se levantando do chão com dificuldade. Cassandra o mirou desconcertada, aquele lobisomem não sabia a hora de parar? – Pensei que fosse mais corajoso.

— Saiba de uma coisa Dairos. – falou Manic parando de andar, mas não se virou para encarar nenhum dos membros do conselho que estava na parte de baixo. – Quando essa confusão com Gaia terminar e meus sobrinhos o tiverem derrotado eu lutarei contra você, uma guerra entre vampiros e lobisomens será travada pela primeira vez depois de milênios. E como não faço mais parte do conselho vou poder te matar sem arrependimentos. E isso vale para qualquer um que se meta comigo mais uma vez...

Manic saiu do lugar deixando a todos em um silencio atormentador. Dairos não parecia nada arrependido do que tinha feito e não estava nem um pouco amedrontado pela ameaça de Manic, Cassandra estava acabada querida derramar as lágrimas que se acumulavam em seus olhos, mas aquele não era o momento. Aquaros era o que mais parecia ponderar sobre o assunto.

— Abusamos de mais de sua paciência. – disse em um sussurro chamando a atenção dos dois que estavam ali. – Talvez vocês dois não devessem brincar com os sentimentos dele. Isso pode ser bem arriscado. E quando o que ele disse acontecer eu quero estar do lado dos vampiros.

Aquaros saiu do lugar deixando tudo aquilo no ar. Cassandra também queria ficar do lado de Manic, também queria ter apoiá-lo, mas como tudo estava andando era meio improvável que conseguisse fazer isso. Ouviu um ligeiro “tsck” proferido da boca do lobisomem e sentiu uma enorme vontade de acabar com ele, terminar o trabelho que não deixara que Manic fizesse.

— Manic é um fraco. – murmurou para logo se levantar totalmente e cambalear em sua direção. Cassandra fechou os punhos com força enquanto via o lobisomem ficar a seu lado, com o corpo bem próximo do seu. – Bom trabalho falando nisso. Sua prima vai ficar muito feliz sabendo que ela vai viver por mais um dia.

Uma lágrima escapou de seus olhos enquanto Dairos desaparecia a deixando sozinha naquele lugar completamente rodeado de tensão. Por isso não podia ficar com Manic no momento, Dairos sabia que se o vampiro tivesse sempre as bruxas a seu lado ele nunca conseguiria ter uma luta contra ele. Por isso ele seqüestrou sua prima e agora a ameaçava, se caso não fizesse o que ele mandava sua prima morreria e a primeira coisa que tinha que fazer era enganar a Manic dizendo que estavam juntos para assim o garoto ficar arrasado.

Ergueu a mão e estalou os dedos para usar a magia e sair dali. Só esperava que um dia ainda pudesse ser perdoada por ele.

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Fechou a porta de seu quarto com força escorando suas costas no mesmo e deixando seu corpo deslizar até sentar no chão. A dor se espalhava por todo seu corpo e nunca sentira algo tão ruim, tão desesperador quanto o que sentia agora. As imagens do passado apareciam em sua mente apenas para torturá-lo ainda mais. Olhou para sua mesa se encontrando com aquela tão preciosa foto, uma foto tirada a tempos atrás, na época que ainda tinha a esperança de ser feliz como seus irmãos eram.

Levou as mãos a cabeça e letamente começou a abaixá-la chegando ao ponto de ficar quase completamente encurvado em si mesmo. Doía, seu peito não conseguia suportar toda essa dor que o comprimia e o fazia ter vontade de grita, mas ao mesmo tempo formava um nó em sua garganta o impedindo de deixar tudo escapar. Então as lágrimas escorreram por seus olhos, passando por seu rosto e pingando no chão entre suas pernas.

Aquele liquido, aquela coisa que saia de seus olhos era algo que sentira tão poucas vezes, apenas na morte de sua mãe e mesmo assim lá estavam elas expressando toda sua dor e sofrimento com tanta facilidade que até pareciam insignificantes. Voltou seu corpo para trás com tanta velocidade que sua cabeça se chocara com força na porta, mas não si importou, apenas olhou para o teto deixando as lagrimas escorrerem livremente.

Sua boca se abria e fechava varias e varias vezes, mas nada parecia sair dela, por mais que forçasse. Aos poucos sons abafados começavam a aparecer e logo o grito de dor finalmente escapou, saindo com mais força do que pretendia, mas mesmo assim lhe aliviando um pouco. Pena que não fora capaz de tirar tudo aquilo que lhe incomodava.

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Fechou as portas com cuidado, deixando para trás as perguntas de suas subordinadas que estavam preocupadas com seu rosto completamente dolorido. Escorou seu corpo na porta negra atrás de si e se deixou escorrer até o chão, seu corpo mole não tinha mais forças, seu coração se apertava pela culpa e pela dor enquanto sua mente lhe torturava com aquele rosto tão surpreso e dolorido que Manic tinha ficado.

Não o merecia, com certeza não o merecia. Só o que fez hoje provava isso. Manic tinha que ter uma garota que pudesse ficar com ele sem feri-lo, sem que se preocupasse com as diferenças, que pudesse fazer ele ter a família que ele tanto queria.Mas era tão egoísta que só de imaginá-lo com outra garota a fazia ranger os dentes em estado de fúria. Será que ele se importara quando vira Dairos a beijando no pescoço? Será que ele tinha ficado com ciúmes?

E no que isso importava? Nunca conseguiria que ele a perdoasse, nunca conseguiria tê-lo de volta. Abraçou a se mesma e se encolheu mais na porta deixando as lagrimas escaparem de seus olhos mostrando tudo o que sentia. Olhou para a pequena foto que tinha em sua mesa, representando os momentos tão felizes que tinham passado juntos. No momento aquilo era apenas tortura.

— Sinto muito. – sussurrou mirando a foto enquanto as lagrimas desciam com mais velocidade. – Eu realmente sinto muito.

Levou rapidamente as pernas até o peito e as abraçou com força, escondendo seu rosto entre os joelhos e deixando chorar com desespero, esperneando e gritando com todas as forças que tinha, como se fazendo aquilo tudo poderia passar e voltasse ao normal.

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Sentiu um ligeiro tremor quando passou perto do portão de entrada do castelo. Parou de rir e andar e olhou para o lado de fora, vendo as enormes árvores que tinha se estendendo em uma floresta, uma das poucas que restavam na Europa. O tremor voltou a aparecer, como se uma forte onde de energia fosse trazida com o leve vento que agora soprava balançando as copas das arvores. Não percebeu quando os outros pararam perto de si, tinha sua concentração completamente voltada para a parte de fora da floresta.

— Algum problema Racer? – perguntou Ramon ficando do lado do amigo e mirando o mesmo lugar que ele olhava. As outras duas garotas se aproximaram e também prestaram atenção do lado de fora do castelo. Não podiam sair, por serem controladores do caos era muito arriscado serem atacados pelos Dark Chaos que espreitavam do lado de fora daqueles portões. Mas todos ali eram tentados em conhecer o mundo do lado de fora.

— Sinto uma energia estranha. Não conseguem sentir? – mencionou o ouriço azul enquanto os outros prestavam atenção para entender o que o garoto falava. Uma leve brisa soprou parecendo trazer novamente aquela energia, que dessa vez todos sentiram, só que de uma maneira tão intensa que era até mesmo possível falar do que era. – Uma esmeralda caos.

— Devemos avisar nossos pais? – perguntou Mitsuki olhando um pouco hesitante para a parte de fora do castelo. Era o mais obvio avisar aos adultos sobre essas coisas, eles pelo menos podiam enfrentar os Dark Chaos sem correrem o risco de morrer e condenar a todos a uma vida de trevas.

— Esqueceu que todos eles saíram para missões? Tio Manic se trancou no quarto e parece que não vai sair de lá tão cedo e tia Sonia ainda esta tentando fazer o primo Scrooge sair da depressão que entrou. – falou Racer impedindo qualquer tentativa de falar com os adultos. Não havia ninguém no castelo que pudesse ajudá-los.

— Então o que faremos? – perguntou Yin mirando o mesmo lugar que seu primo. – Não podemos deixar a esmeralda caos lá. Os Dark Chaos vão localizá-la e logo estarão lá para pegá-la.

— Mas não podemos sair. – comentou Ramon complicando ainda mais a situação que estavam. Racer pensou um pouco tentando achar uma maneira de resolver o problema até que finalmente encontrou.

— Yin poderia mandar suas sombras para lá e pegar a esmeralda! – exclamou como se fosse a melhor idéia que já tivera. Virou para seus amigos e sorriu. – Assim não sairemos do castelo e teremos mais uma esmeralda caos!

— É uma boa idéia. – concordou Yin pensando na idéia de seu primo. Não estariam quebrando nenhuma regra e ainda por cima estariam mais próximos de conseguir todas as esmeraldas para assim derrotar definitivamente a Gaia. Mitsuki assentiu também concordando com a idéia, mas Ramon não parecia muito convencido.

— Mas e se algo der errado? – perguntou um pouco preocupado, tendo um mal pressentimento. Odiava quando tinha esse tipo de coisa, sempre acontecia exatamente o que sentia, mesmo que fosse de maneira fraca.

— Não vai acontecer nada. Ficaremos segurando Yin para que não seja puxada para fora dos limites do castelo. – disse Racer animado com sua própria idéia carregando Yin e a segurando com um pouco de força. Ramon demorou um pouco, mas logo descobriu que não tinha outra escolha a não ser ceder. Os três não iriam abrir mão daquilo.

Se posicionaram um pouco perto da porta dos altos muros do castelo se posicionando. Racer segurou Yin com força a carregando com facilidade, Mitsuki segurou Racer e logo Ramon a segurou para assim um apoiar o outro caso alguma coisa acontecesse. Yin logo deslizou uma de suas sombras para dentro da floresta, indo na direção daquela energia tão familiar.

Pareceu se passar uma eternidade até que a sombra da garota tocara a esmeralda e a segurara com força, mas antes que pudesse trazer a esmeralda até onde estavam alguma coisa segurou sua sombra e puxara com tanta força que todos os quatro foram arremessados na direção da floresta, sendo arrastados pelo chão e separados um a um.

Yin foi a ultima a se separar, chegando até o ponto onde se encontrava a esmeralda. Seu corpo tremia por causa da forte dor que sentia por ter sido arrastada até onde estava, mas mesmo assim se arrastou para perto da esmeralda e a segurou. Sua cor era verde e parecia brilhar só de encostar nela. Sentiu o poder do caos fluir por seu corpo fazendo suas feridas sararem bem mais rápido. Se levantou e olhou para os lados.

Devia estar em uma parte bem funda da floresta e o pior se encontrava sozinha. Respirou fundo tentando manter a calma, mas ao fazer isso seus sentidos se aguçaram e pode ouvir uma pequena respiração ofegante logo atrás de si. O corpo todo ficou tenso e um calafrio o percorreu. De certo modo sabia que criatura estava trás de si, e tinha medo de virar para ver.

Bem trás de si estavam dois Dark Chaos com sua aparência encurvada se preparando para atacar, e atrás delas com um sorriso um tanto sinistro estava seu tio junto com outro ouriço. Esse era branco, com um sorriso mil vezes pior que o de seu tio.Recuou alguns passos abraçando com força a esmeralda que tinha em suas mãos enquanto os Dark Chaos grunhiam em sua direção se preparando para atacar.

— Me entregue a esmeralda Yin. – pediu seu tio, mas sabia que não era ele que falava. Os olhos dele estavam completamente opacos com a força escura dominando. Se perguntava onde fora parar aquela luz que tinha visto tão abundante quando ele a salvara junto de seus pais. Ele devia ter ficado muito fraco para poder manter o controle. – Me dê essa esmeralda, Yin!

A garota negou com a cabeça e se afastou um pouco mais fazendo o ouriço branco soltar uma gargalhada divertida. Franziu o cenho indignada pelo insulto, a esmeralda brilhou em sua mão enquanto as sombras a sua volta pareciam aumentar. As criaturas Dark Chaos recuaram passos guinchando de dor enquanto balançavam a cabeça em movimentos bruscos, Mephiles levou uma mão a cabeça e grunhiu ligeiramente. Apenas aquele ouriço branco parecia não estar sendo afetado por sabe se lá o que, que atacava a mente das outras criaturas.

O mesmo grunhiu um pouco e tacou uma onda de energia na direção da garota, mas as sombras dela entraram na frente agüentando o golpe com precisão e logo depois uma forte luz saiu do corpo da garota se espalhando por uma pequena área da floresta. Quando tudo voltou ao normal a garota se sentia fraca, cambaleando um pouco para se manter de pé, a esmeralda em sua mão perdera completamente o brilho. Pelo menos, não havia mais nenhum Dark Chaos por perto para que estivesse em perigo.

Pena que pensara isso sedo de mais. Ouviu um alto grunhido ressoando no ar que logo pareceu se multiplicar, se aproximando rapidamente de onde estava. Sem perder tempo começou a correr. Cambaleava de vez em quando, mas procurava não cair no chão. Não sabia para onde estava indo, não sabia em que parte da floresta estava, só queria encontrar os outros e poder sair dessa floresta.

Em um momento, logo depois de fechar os olhos acabou se chocando com alguma coisa. Nem deu tempo para gritar, dois braços passaram por seu corpo e a puxaram para o que parecia ser atrás de uma arvore e a apertou com força contra o corpo que tinha a sua frente. Não via nada, seus olhos estavam bem fechados enquanto seu rosto estava sendo pressionado contra aquele corpo tão macio. Pouco tempo depois pode ouvir como varias criaturas passavam ao seu redor, mas pareciam não notá-la, supôs que eram Dark Chaos pelos grasnados que ecoavam de leve pelo ar.

Quando tudo pareceu se aquietar foi delicadamente separada daquele corpo que antes a abraçava podendo assim abrir os olhos e ver quem era. Não soube falar o quão feliz ficou ao ver o rosto de sua mãe bem a sua frente a mirando de maneira preocupada. A abraçou com força sorrindo pensando que finalmente estava salva.

— O que aconteceu Yin? Por que esta fora do castelo? Sabe que não pode sair. – disse sua mão a separando levemente enquanto lhe acariciava o rosto com carinho. Yin mostrou a esmeralda caos que tinha na mão e logo respondeu.

— Sentimos a energia dessa esmeralda caos. Vocês não estavam em casa então decidimos pegá-la por nós mesmos, não saímos do castelo, eu apenas usei minha sombra para ir pegar a esmeralda caos, mas alguma coisa usou isso para nos puxar para fora. Perdi os outros no caminho.

Sua mãe a abraçou ligeiramente e já iam se levantar para ir embora quando um grito foi ouvido ecoando pela floresta. Maria olhou para todos os lados séria e depois deixou Yin no chão se ajoelhando para ficar do tamanho dela e acariciar seu rosto com delicadeza enquanto em seu rosto aparecia um sorriso triste.

— Fique aqui, logo seu pai vai aparecer. – disse apara logo depois se levantar e tentar ir até onde tinha originado o grito, mas Yin segurou sua mão e negou com a cabeça. Os olhinhos da garota estavam cheios de medo, não queria deixar sua mãe ir. – Calma, eu vou voltar. Prometo.

Ainda um pouco hesitante Yin soltou a mão de sua mãe e a deixou ir enquanto se encolhia mais atrás daquela enorme arvore esperando seu pai aparecer.

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Andava sem saber para onde naquela enorme floresta. Não conseguia nem encontrar ninguém ainda, e pelos barulhos que ouvia por ai tinha certeza que logo seria encontrada pelos Dark Chaos. Tentava manter o completo silencio que conseguia para não chamar a atenção de nada, quase não tocando no chão para que a neve que tinha acumulada no chão da floresta, ainda úmida e recente.

Seus sentidos estavam a mil procurando qualquer ruído próximo de si, tentando identificá-lo e definir se era um Dark Chaos ou não. Teve que se esconder umas três vezes para não ser vista por um. Se seu coração batesse provavelmente estaria batendo igual a um louco, mas era bom que isso não estivesse acontecendo, se não já teria sido descoberta a muito tempo. Talvez por ter sido arrastada pelo chão seu cheiro tinha sido camuflado pelo cheiro da floresta, mas isso não vinha ao caso nesse momento. Tinha que encontrar o caminho de volta para casa.

Deu um impulso para passar por cima de um arbusto, mas quando caiu do outro lado acabou trombando com alguém e caindo encima dele. No inicio ficou um pouco atordoada, porem quando voltou a abrir os olhos sentiu seu rosto corar ao ver o rosto de Ramon tão perto do seu. O mesmo parecia atordoado e balançava ligeiramente a cabeça tentando recuperar o foco.

— Desculpa. – disse se levantando rapidamente e permitindo ao garoto também se sentar na neve fofa. O mesmo sacudiu a cabeça mais algumas vezes se recuperando totalmente e logo mirou a amiga com um olhar um pouco confuso, mas logo sorriu.

— É bom ver que esta bem. – murmurou e logo se levantou limpando a neve da calça, logo pode se ouvir um uivo ecoando pelo ar deixando os dois alertas. – Temos que sair logo daqui. É muito arriscado com todos esses Dark Chaos perambulando pela floresta. Parecem até estar mais agitados.

— Deve ter sido por causa daquela luz que apareceu a pouco tempo. – comentou Mitsuki só parando agora para pensar no que aquilo poderia significar. Seus olhos se arregalaram e mirou Ramon um pouco temerosa. – Acha que foi a...

— Não sei. – murmurou o garoto também preocupado. Seus punhos estavam fechados com força, mas não tinham muito tempo para pensar naquilo, tinham que sair de lá. Pegou o pulso da ouriça prateada e a puxou para começarem a andar. – Não poderemos fazer nada se formos pegos pelos Dark Chaos. A melhor coisa que temos a fazer é voltar para o castelo.

Os dois andaram rapidamente pela floresta, procurando saber para onde deveriam ir, mas sempre eram as mesmas arvores, os mesmos caminhos... Só sabiam que não estavam andando em círculos por não verem suas próprias pegadas na neve. Talvez minutos já tinham se passado desde o momento que começaram a andar, mas mesmo assim não haviam encontrado o caminho que deveriam ir. Até que finalmente Ramon deslumbrou mais a frente duas silhuetas que reconheceu sendo a de sua mãe e a da mãe de Mitsuki.

Ia fazer um sinal com a mão para chamar a atenção das duas quando Mitsuki o empurrou fazendo a ambos caírem no chão. Pouco tempo depois uma sombra passou cortante pelo ar e atingiu uma arvore que tinha a poucos metros do lado, quebrando-a com força. Não entendia o porque daquilo, os únicos que conhecia que controlavam as sombras era Yin e o pai dela, mas nenhum dos dois podiam...

— Não são eles! – exclamou sua mãe já perto de onde estavam ajudando a se levantar. Ela parecia preocupa e um pouco afobada, coisa que estranhava já que normalmente ela estava tranqüila e alegre. Mais uma sombra saiu dos arbustos e foi na direção deles, obrigando sua mãe a empurrá-lo para tirar a ambos do caminho. Só que mal tiveram tempo de recuperaram desse ataque quando mais vieram obrigando-os a saltar de um lado para o outro para escaparem. – Não deixem elas encostarem em vocês.

Era algo complicado. As sombras viam a uma velocidade assustadora e quebravam tudo o que viam no caminho para conseguir alcançá-los. Em um momento Rouge foi pega por uma dessas sombras e puxadas na direção que se originavam soltando um grito de dor no caminho. Blaze rapidamente pegou Mitsuki e a puxou na direção de Ramon, segurando o braço do garoto para que não fosse atrás da mãe. Rapidamente se concentrou nas outras sombras, usando suas chamas para espantar a cada uma.

— Saiam daqui!! – gritou virando ligeiramente para trás. Mitsuki negou com a cabeça enquanto segurava Ramon para que não corresse de lá na direção daquelas coisas. Blaze sorriu ligeiramente para a filha e logo continuou. – Não se preocupem. O importante são vocês, tem que sair daqui antes que essas coisas os peguem. – Mitsuki ia dizer mais alguma coisa quando uma das sombras se enroscou no braço de sua mãe, mas fora logo repelida pelo fogo que a mesma criou. Mas a dor que invadiu o corpo de Blaze foi forte o bastante para deixá-la um pouco debilidade e logo não conseguiria reter o resto das sombras. – Vão!!

Com lágrimas nos olhos Mitsuki puxou Ramon pelo braço e deu as costas para sua mãe que logo foi puxada pelo tornozelo por aquelas sombras. Os dois garotos correram o máximo que conseguiam tentando escapar daquelas sombras enquanto em suas mentes o pesar da culpa por ter deixado suas mães para trás era apenas um peso extra para carregar. Em um momento uma das sombras segurou o tornozelo da ouriça prateada a fazendo cair de cara na neve fofa que tinha no chão.

Ramon conseguiu ser rápido para segurar com força a mão da amiga impedindo que fosse arrastada, mas não agüentaria aquela força por muito tempo. Se ajoelhou no chão fazendo a garota que gritava sem parar com a dor que subia em sua mente o abraçasse pelo pescoço podendo assim levar uma mão até o tornozelo da garota e segurar aquela sombra que a prendia. A dor subiu em seu corpo, mas mesmo assim foi capas de fazer aquela coisa a soltar deixando a ambos exaustos no chão.

Os dois mal conseguiam se levantar. Mitsuki tinha seu corpo completamente tremulo, enquanto ainda abraçava o garoto pelo pescoço, o mesmo estava em melhores condições, mas mesmo assim não conseguia mover as pernas. Mais sombras saíram dos arbustos a frente fazendo o garoto apenas fechar os olhos e abraçar com mais força a ouriça prateada que tinha a frente. Não conseguiriam escapar. Mas ao invés de sentir aquela dor novamente junto com a sensação de ser puxado não sentiu nada.

Abriu os olhos só para encontrar a mãe de Yin parada logo a frente, projetando um escudo na frente dos dois impedindo que as sombras passassem. Os pés da ouriça loira escorregavam ligeiramente enquanto tentava manter o escudo erguido, mesmo com as fortes pancadas que as sombras davam.

— Corram!! – gritou ela um pouco ofegante. A força de seja quem for que estivesse fazendo aquilo era bem mais forte que Maria. – Vão, antes que ele consiga passar!!

Ramon respirou fundo e se levantou, com muito custo, e carregou Mitsuki virando de costas antes que pudesse pensar em outra coisa e correu para longe de lá, podendo ouvir o grito de Maria logo depois. Fechou os olhos com força lembrando da outra vez que ela tinha lhe salvado daquele lobisomem possuído. Era a segunda vez que ela se sacrificava por ele, só que dessa vez Shadow não estava ali para salvá-la. Se sentia um inútil...

Talvez se tivesse seguido seu instinto...

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Ouvia vários gritos ecoando pela floresta e a cada um seu corpo se encolhia mais atrás daquela arvore. Não sabia por quanto tempo sua mãe tinha ido, mas cada vez mais se convencia de que fora uma péssima idéia deixá-la ir. Mais um grito e tampara os ouvidos para não escutar. Não queria ouvir mais nada, não queria que mais ninguém sofresse como aqueles gritos se referiam. Queria que tudo acabasse, queria que logo tudo isso terminasse.

— Yin! – abriu os olhos que antes estavam fechados com força e tirou as mãos dos ouvidos olhando para o lado só para se encontrar com seu pai, que a mirava de maneira preocupada. Seus olhos se encheram de lágrimas e logo levantou os braços passando os mesmos pelo pescoço de seu pai que a carregou com cuidado e desespero. Sentiu o abraço forte dele e não mais precisava se preocupar com o mundo, sabia que tudo ia ficar bem. – Onde estão os outros?

— N-não sei. – gaguejou o abraçando com mais força. Podia sentir como mais pessoas se aproximavam, e pelos cheiros que produziam sabia que eram Sonic, Silver e Knuckles.

— Ela esta segurando uma esmeralda caos? – perguntou Sonic para logo depois sentir como seu pai tocava ligeiramente a esmeralda caos que tinha em sua mão. A culpa era daquela jóia e se não fosse tão importante para um futuro seguro jurava que a tacaria para longe nessa maldita floresta. – Então é por isso que tem tantos Dark Chaos aqui.

— Isso só quer dizer que Gaia esta se fortalecendo. – murmurou Silver pensativo. Mas logo um barulho nos arbustos ali perto fizeram a todos se silenciar e olhar na direção que os mesmos eram proferidos. Poucos instantes depois um Ramon muito cansado e uma Mitsuki tremula nos braços dele. Knuckles e Silver foram direto até eles, Silver carregando sua filha enquanto Knuckles ajudava seu filho a permanecer de pé. – Onde estão as mães de vocês?

— U-umas s-s-sombras e-estranhas a-a-as p-p-pegaram. – falou Ramon cansado respirando agitadamente. Os adultos se entreolharam um pouco doidos.

— Melhor agirmos rápido. – falou Shadow indo até Knuckles. – Eu e Sonic iremos atrás das garotas e de Racer. Knuckles e Silver levam os garotos de volta para o castelo. Precisam descansar e rápido. – Shadow começou a entregar Yin para Knuckles, mas a mesma havia segurado com força em sua blusa e não queria soltar. – Yin, eu preciso encontrar sua mãe. Eu prometo que volto.

— Mamãe disse a mesma coisa e não voltou. – falou ela levantando ligeiramente a cabeça e mirando seu pai com os olhos marejados. O mesmo sorriu de maneira triste e deu um ligeiro beijo em sua testa a entregando para Knuckles que logo desapareceu junto com Silver, Mitsuki e Ramon.

Yin se encolheu nos braços do equidna pedindo mentalmente que seus pais ficassem bem.

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Estava encrencado. Atrás daquela arvore corria um risco enorme de ser descoberto por aqueles dois ouriços que conversavam seriamente enquanto sua tia e as mães de seus amigos estavam presas fortemente por cordas especiais feitas pelos caçadores. Não respirava, não se movia, não fazia nada que pudesse denunciar sua presença e assim ouvir o que eles falavam.

— Aquela garota te afetou em amigo. – comentou um dos ouriços que supôs ser o branco, ouviu um grunhido logo depois, devia ser do ouriço muito parecido com seu tio. – Seja lá o que for que ela fez, ta quase te matando.

— Cala a boca Nazo! Se concentre apenas em deixar essas garotas quietas! – gritou o ouriço negro fazendo o corpo de Racer se estremecer. A voz dele era autoritária e dava até medo se pensar bem. Por favor, que não fosse descoberto. – Me pergunto porque Gaia quer essas garotas...

— E quem se importa? – perguntou o ouriço branco com um tom despreocupado. Não tinha a mesma seriedade do outro, mas mesmo assim parecia ser bem ameaçador. – O que importa é que tenhamos nossa vingança e pronto. Mataremos aquelas duas garotas, veremos o sofrimento de Silver e Shadow e depois os matamos. Simples!

— Você é tão idiota Nazo. – comentou o ouriço negro em um suspiro. – Essas coisas não são tão simples. Precisam de um planejamento certo e alem do mais, se tiver algum fio solto, como a questão dessas garotas, alguma coisa pode dar totalmente errada e nosso planos vão por água a baixo.

— Como for. – falou o ouriço branco sem muito interesse. Racer já não prestava atenção, em sua mente dava voltas e mais volta pelo o que o ouriço branco tinha dito antes. Yin e Mitsuki corriam perigo e por mais que sua tia e as mães de seus amigos precisassem de ajuda, sabia que sua prioridade e verdadeira capacidade de ajudar estavam nas duas garotas. Mas como sair de lá?

Olhou para baixo, mirando a neve foca que escondia debaixo de si vários galhos e filhas secas que podiam fazer um barulho estrondoso a qualquer instante. Olhou para cima mirando os galhos das arvores, mas eles apenas trariam mais problemas se caso balançassem e derrubassem a neve que tinham neles. Engoliu em seco e se amaldiçoou por não ser tão silencioso quanto seus amigos. Era rápido, sim, mas quando se tratava de silencio... Ai era uma negação.

Com cuidado levantou o pé e deu o primeiro passo, ótimo nada tinha acontecido, Deu mais um e para seu azar acabou pisando em um galho que soltou um estralo surdo que para seu ouvido foi igual a uma bomba explodindo. Seu corpo gelou e logo começou a correr, sem se preocupar com o barulho que fazia, mas antes que pudesse sair o suficiente de perto daquele lugar uma mão segurou a gola de sua camisa. Estava perdido.

— Olha o que temos aqui. – comentou o ouriço branco que lhe segurava. Se debateu com força tentando escapar, mas nada dava certo, o ouriço lhe segurava com força. – Um espiãozinho. O que faremos com ele Mephiles?

— Faça o que quiser. – comentou o ouriço negro dando de ombros e ficando de costas para eles enquanto levava levemente uma mão a cabeça. O ouriço branco sorriu de maneira maquiavélica o que fez Racer gelar e se debater com mais força.

Poucos segundos depois sentiu uma respiração em seu pescoço e para seu desespero percebeu o que o ouriço queria fazer. Iria matá-lo, da única maneira que se matava um vampiro puro. Se debateu com mais força, mas não podia se soltar, era o fim... Um vulto passou rapidamente a sua frente e afastou aquele ouriço branco de si, salvando seu pescoço, literalmente.

Acabou caindo de joelhos no chão e olhou para trás vendo como sua mãe lutava contra aquele ouriço branco com dificuldade. A diferença de poder era nítida e Racer sabia que sua mãe não tinha chances de ganhar. Se levantou para ajudar, esquecendo que também não adiantaria muito, mas logo sua mãe se virou para vê-lo.

— Racer, sai daqui e avise aos outros!! – gritou sua mãe empurrando o ouriço branco enquanto sua tia Maria colocava o pé atrás dele fazendo-o cair. Viu aquele ouriço negro se aproximando de onde ela estava, mas Blaze lhe deu uma rasteira o fazendo cair, mas logo ele lhe segurou pelo tornozelo e a jogou em um arvore. – Vai logo Racer!!

Sem mais opções Racer saiu correndo, sem poder olhar para trás nem um instante se quer. Não via a velocidade que estava indo, mas quando trombou bruscamente com alguém percebeu que era muita já que quase derrubara a pessoa com força no chão. Se debateu tentando escapar, sem abrir os olhos para ver quem era até ouvir aquela voz tão conhecida.

— Racer pára! – no mesmo instante seu corpo parou de lutar e olhou para cima se encontrando com os olhos verdes de seu pai. Como se fosse automático o abraçou com força se sentindo feliz por ter encontrado alguém que pudesse ajudar. – O que aconteceu?

— Eu vi dois ouriços na floresta. Eles estavam com a tia Maria e as outras, tentei sair de lá para falar com vocês, mas acabei fazendo barulho e eles me capturaram. – disse com a respiração agitada. – Eles iam me matar, mas ai a mamãe chegou e me ajudou. Ela disse para eu correr, eu não queria, queria ajudá-la, mas não tinha como, aqueles ouriços eram muito fortes então sai correndo.

— Onde elas estavam? – perguntou Sonic preocupado. Racer apontou para trás bem na direção que tinha vindo e logo Shadow saiu correndo naquela direção que o garoto tinha apontado.

Quando chegou apenas encontrou um espaço vazio, com marcas na neve indicando sinais de luta. Mas fora isso não havia mais nada, havia chegado tarde de mais e as garotas tinham sido levadas. Como explicaria para todos agora?

Notas finais
Não me matem!!! *hehe, agora alem dos fãs de Manic e cassandra te matarem o resto também te mata* mas eu tenho uma carta na manga para que não me matem. °e qual seria essa carta?° se eles me matarem não vão saber o que acontece ;P °boa jogada O.o° sou dez *só se for para a malandragem* sere. *¬¬* °¬¬°

Bjsss e até o proximo cap!