Guerreiros das Esmeraldas

2 Controladores do Caos.


Notas iniciais
Maldito niver ¬¬. Não esta me dando tempo para escrever quase nada!!! Talvez nas ferias eu consiga escrever alguma coisa -.-'. Bom... o cap ficou mais animado que o prologo, e acho que merecia já que depois do drama total que fiz no outro tinha que ter um pouco de animação. Acho que vocês vão gostar, mas não se acostumem não, ainda tem muita coisa sinistra pela frente *não jura? ¬¬*

Aproveitem a fic!!!

Guerreiros das Esmeraldas.

Vultos rápidos passavam por um belo jardim, saltando de arvore em arvore e de arbusto em arbusto com uma velocidade simplesmente impressionante. O jardim que esses estranhos vultos estavam era, em poucas palavras, imenso. Sua grama era de um verde viscoso bom de se ver, as arvores que ali cresciam tinham vários tons em suas copas, os troncos de um marrom forte e escuro sendo tanto contorcidos como perfeitamente erguidos para cima. Algumas arvores ali tinham milhares de anos enquanto outras eram recentes, como as pessoas que moravam na residência ali perto. Não era uma residência comum, alem de seus moradores serem o oposto de normais ela era um enorme castelo de mais de seis mil anos de idade e mesmo assim tinha as pedras que o compunham em perfeitas condições igual a tudo o que estava dentro dela. Outra coisa que a tornava única era a magia que a rodeava. Sim, vocês leram bem. Magia. Ela não podia ser vista por humanos normais apenas por seres que se ocultavam na escuridão da noite.

Pode ser difícil de acreditar, mas as tão famosas lentas que rodeiam nosso mundo tem uma pitada de verdade. Acredita em fantasmas? Lobisomens? Monstros? Bruxas? Vampiros? Pois se eu fosse você passava a acreditar, porque nossa historia se passa no mundo deles. Ah! Mas não é aquela historia que vocês estão pensando não. Não é o mesmo Blábláblá que fala sobre um vampiro se apaixonando por uma humana, não, para você ver isso teríamos que voltar bastante a historia e não podemos fazer isso no momento. Essa historia tem algo bem maior que apenas romance. Uma historia que pode ser mais aterrorizante do que vocês imaginam. Como? Imagine seu mundo sendo ameaçado por um ser que a muito tempo já tentou dominar a tudo e a todos. Imaginou? Agora pense que o destino de todos os que você mais ama, sua única família, esta em uma escolha sua e se você escolher errado pode acabar matando a todos. Foi? Pois vocês acabaram de imaginar a situação que uma pequena ouriça teve que passar.

Passos lentos e firmes eram ouvidos passando pela grama, pisando em algumas folhas secas que mostravam a presença do outono e a chegada do inverno. Quase todas as árvores já tinham perdido suas folhas, apenas algumas permaneciam com elas isso porque eram pinheiros que não precisavam perder as folhas para agüentar o rigoroso inverno europeu. Os vultos voltavam a passar pelas árvores e arbustos, praticamente desaparecendo na escuridão que banhava naquela noite. As nuvens grossas tampavam o céu estrelado impedindo que o brilho das estrelas e da lua iluminasse qualquer coisa que estivesse no lugar, mas mesmo assim aquelas presenças que perambulavam por aquele jardim não precisavam da luz para ver o que se passava, muito pelo contrario, eles a evitavam a todo custo.

Os passos firmes pararam e os vultos também cessaram, se escondendo em partes diferentes daquele imenso jardim. Suas silhuetas negras eram as únicas coisas que revelavam seu paradeiro, mas mesmo assim era muito difícil de enxergá-las. Mesmo você prestando bastante atenção naquele ponto duvido que consiga ver algum deles. Seus sentidos estavam ao máximo e podiam ouvir até mesmo o leve barulho do vento de movendo, dos grilos fazendo seu costumeiro barulho e o leve chacoalhar das folhas das arvores e dos arbustos. E mesmo assim nenhum deles percebia como sombras mais escuras se esgueiravam pelo chão se aproximando de cada um com velocidade.

O primeiro vulto, encolhido atrás de um arbusto parecia ser o melhor escondido, se camuflando nas sombras com perfeição e esperando que a presença que havia parado de andar a poucos instantes desaparecesse para ter certeza de que podia se mover novamente. Sentia uma ligeira dor nos músculos, mas nada que a preocupasse muito, podia ficar assim por horas se quisesse, mas estava preocupada em ser pega. Quando percebeu o movimento da sombra já era tarde de mais e foi puxada pelo tornozelo para fora de seu esconderijo.

Outro vulto tinha se escondido entre as copas de uma árvore e mal se podia ver seu contorno. Não fazia movimento, estava parado como se fosse uma estatua, mas mesmo assim uma das sombras se enroscou pelo tronco da arvore subindo lentamente, deslizando rapidamente pela mesma até chegar ao esconderijo do vulto, o puxando para baixo no mesmo instante, arrastando-o pelo pulso.

O ultimo vulto tinha se escondido atrás de uma arvore. Era outro que se escondia muito bem, mas mesmo assim não conseguiu impedir a chegada da sombra que se esgueirava pelo chão. Porem, quando a mesma estava a poucos centímetros de segurá-lo ele saltou para frente desviando do ataque com agilidade. Ele ia voltar a correr, mas a sombra se enroscou em seu estomago e o puxou para trás o erguendo do chão e o deixando junto com os outros dois que foram capturados por aquela presença que se mantinha parada no mesmo lugar.

Por alguns instantes a lua foi destampada por uma pequena brecha entre as nuvens possibilitando ver a aparência dos quatro que estavam ali. O primeiro vulto, o primeiro a ser capturado era uma ouriça prateada, olhos dourados com um brilho esverdeado ao seu redor ao igual seu corpo, principalmente nos cabelos prateados e lisos sempre presos em um rabo de cavalo. O corpo não tinha muitas curvas, mas mesmo assim era belo e atlético. Usava uma calça jeans que parecia ser um pouco larga, pegando bem abaixo do ventre, uma blusa lilás justa e de mangas curtas e botas brancas com detalhes lilases, com um pequeno salto no mesmo. Ela aparentava ter seus doze anos apesar de não ter chegado, em idade real, aos seus cinco. O segundo vulto era um equidna alto, diferente dos outros ele tinha a pelagem branca, os espinhos curtos e arrepiados, duas estranhas azas negras de morcego nas costas e olhos azuis escuros. Ele usava uma calça jeans um pouco larga, escorregando quase sempre por seu quadril, mas não chegando a cair, uma jaqueta negra sem mangas e que ficava aberta e botas negras.Ele também aparentava ter seus doze anos apesar de na verdade ele ter apenas seis. O outro vulto era um ouriço azul com uma mecha rosa tampando o olho esquerdo, os olhos eram de um verde intenso um pouco escuro. Ele usava uma blusa azul escura de mangas compridas, uma calça de moletom negra e tênis azuis e brancos. Ele também aparentava seus doze nos e mesmo assim tinha apenas cinco. A presença que controlava as sombras e estava parada um pouco a frente era um ouriça negra, com mechas loiras no cabelo curto que mal chegava em seus ombros, os olhos de uma estranha mistura de vermelho e azul. Ela usava apenas um pequeno vestido negro de mangas compridas com detalhes azuis e botas também negras com detalhes azuis, ela carregava em seus braços um pequeno boneco de pelúcia que era um ouriço negro com faixas vermelhas nos espinhos e os olhos vermelhos. Ela aparentava ter seus oito anos, era a menorzinha deles e mesmo assim tinha a mesma idade que todos.

— Isso não vale Yin!! – gritou o ouriço azul tentando se soltar das sombras que o seguravam. Aquelas sombras tinham seu inicio debaixo dos pés da garota que se encontrava inocente olhando para cada um dos que tinha pego com elas. A ouriça prata estava sendo segurada pelo tornozelo, ficando de cabeça para baixo com os cabelos conseqüentemente quase encostando no chão. O equidna estava sendo segurado pelo pulso estando suspenso no ar de uma maneira um pouco desconfortável. E o ouriço azul se encontrava preso pela cintura estando na posição mais confortável, sendo erguido sem problemas.

— Por que? – perguntou a ouriça negra abraçando com mais força seu ouriço de pelúcia enquanto mirava os outros com um rostinho sério e sem emoção, mas por causa de sua idade, ou sua aparência, era impossível ser intimidado por aquilo, tudo o que conseguia era se encantarem pela doce imagem daquele tão miúda garota que segurava seu ouriço que era um pouco grande para os pequenos bracinhos dela. – Você também usou seus poderes para nos encontrar Racer, por que eu não posso usar os meus para pegar vocês então?

— Ela está certa Racer. – confirmou a ouriça prateada sendo colocada no chão pelas sombras da ouriça negra que continuava no mesmo lugar nem um pouco preocupada. Todos foram colocados no chão com cuidado e o ouriço azul cruzou os braços em desgosto, mas logo que levantou o olhar se encontrando com a pequena ouriça um pequeno sorriso apareceu em seu rosto.

— Tudo bem, tudo bem! A Yin ganhou dessa vez. – falou ele para logo depois ir até a pequena e a carregar com cuidado, a colocando em seu ombro. Seu tamanho comparado ao dela era muito, Ramon era o mais alto, mas Racer quase o alcançava e a pequena Yin era apenas do tamanho da perna do garoto, ou talvez um pouco menor. – Mas só porque você é minha priminha e é impossível negar alguma coisa para você, principalmente quando esta errada.

— O que quase nunca acontece. – respondeu ela colocando um braço na cabeça do ouriço azul e com o outro segurando seu boneco. O mesmo resmungou algumas coisas em um estado depressivo enquanto andava para dentro da enorme construção que tinha logo a frente. A pequena ouriça riu ligeiramente enquanto era carregada pelo ouriço, era apenas um pequeno sorriso que normalmente se delineava em seus lábios quando estava com sua família.

Todos entraram no que parecia ser uma cozinha. O chão era de um azulejo branco com detalhes azuis ao igual que as paredes, havia uma mesa enorme no centro onde caberia todas as pessoas da enorme família que morava ali. Ao redor tinha os típicos moveis de cozinha, mas na verdade eles não utilizavam nenhum outro alem da geladeira e do frigorifico que ficava um pouco mais ao fundo. O ouriço azul colocou a pequena que segurava em uma das cadeiras da mesa e logo se dirigiu até a geladeira, pegando quatro copos que já estavam preparados dentro da geladeira para eles. Rapidamente, e sem derramar nenhuma gota do liquido vermelho e viscoso que tinha nos copos, o garoto colocou cada um na frente de uma pessoa que já pegaram os mesmos com ansiedade e já começaram a beber.

O ouriço azul era o mais empolgado, bebia tudo com quase desespero, terminando o copo em alguns segundos e logo depois indo para o outro. Enquanto isso os outros bebiam com calma dando leves bebericadas e mirando de vez em quando o ouriço que a quase todo instante estava voltando a geladeira para pegar um pouco mais.

— Calma Racer, sabe que sua mãe não gosta que você faça isso. – disse uma ouriça rosa arroxeada acabando de chegar no local. Ela aparentava ter seus vinte e poucos anos, talvez até mesmo dezenove, mas na verdade sua idade ia alem dos mil. Ela tinha os olhos verdes, e o corpo bem emoldurado. Ela usava um vestido negro de mangas compridas com uma bota da mesma cor. Podia estar frio, mas mesmo assim nenhum deles sentia frio.

— O que os olhos não vêem o coração não sente. – disse o garoto bebendo talvez seu quinto copo. Ele parecia não se satisfazer, talvez pelo fato de beber rápido de mais ou talvez por que não conseguia ficar parado e acabava bebendo mais do que qualquer outro.

— Eu ouvi. – disse uma voz feminina que fez o garoto parar de beber no mesmo instante e até mesmo ficar um pouco engasgado. Ele olhou para a porta onde uma ouriça rosa havia acabado de aparecer, ela parecia ter seus dezenove anos, com os olhos verdes e o corpo bem esculpido. Usava uma blusa branca com uma jaqueta cinza por cima, uma calça negra e finalmente uma bota branca.

— Ah! Oi mãe, chegou sedo. – falou o garoto um pouco nervoso, escondendo o copo debaixo da mesa enquanto sorria sem graça. A ouriça o mirou de maneira reprovativa, mas mesmo assim com um sorriso no rosto. De repente um vulto azul passou rapidamente por trás da garota e apareceu atrás de Yin a carregando levemente e fazendo a garota rir divertida.

— Deixa ele Amy. – falou o ouriço azul de aparentemente vinte anos, mas como a ouriça roxa ele era bem mais velho. Ele voltou a brincar com a pequena que estava carregando a girando no ar e a fazendo rir sem parar. – E como vai minha sobrinhazinha? Espero que esteja preparada para seu aniversario.

— E o que você vai me dar tio Sonic? – perguntou a pequena divertida sendo colocada novamente na cadeira, enquanto Sonic cumprimentava os outros, bagunçando os cabelos de Ramon e dando pequenos tapinhas na cabeça de Mitsuki. Agora ele estava atrás do filho, dando uma leve chave de pescoço do mesmo que sorria e segurava o braço do pai.

— Você vai descobrir isso amanhã. – falou o ouriço se afastando de seu filho que acabou caindo de costas da cadeira ao tentar revidar o ataque. A pequena então se levantou da cadeira, levando consigo o pequeno ouriço de pelúcia. Foi até seu primo e deu um ligeiro beijo na bochecha do mesmo, coisa que era exigida por ele cada vez que ela deixava a mesa ou ia dormir. Ela foi até a ouriça rosa e lhe deu um abraço de boas vindas, para logo desaparecer corredor a dentro. Era normal a garota ser a mais querida do lugar, e ninguém se importava com toda a atenção que ela ganhava. Por seu tamanho todos ali tinha a impressão de fragilidade com relação a ela querendo assim protegê-la de tudo e todos.

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Foi até a biblioteca com toda a velocidade que podia, sua animação era visível e como ainda estavam no meio da noite tinha tempo suficiente para apreciar uma boa leitura. Entrou na enorme biblioteca que tinha no local, deixando seu pequeno boneco em uma cadeira que parecia ser a borda da janela e logo foi na direção das enormes estantes que rodeavam todas as partes daquele enorme salão. Sua convivência naquele lugar era tanta que sabia de cor onde cada livro ficava, tanto por seu desejo de leitura ser tão grande e estar ali quase todo o momento do dia quanto pelo fato de gostava de acompanhar seu tio Manic quando ele queria pesquisar alguma coisa.

Pegou um livro de capa de couro com detalhes vermelhos no mesmo, formando símbolos estranhos que pareciam ser a antiga escrita dos demônios, mas por mais que procurasse livros para decifrar o que estava escrito ali nunca encontrava. Pelo menos se contentava com o fato de o resto do livro ser escrito em uma linguagem que pudesse compreender. Voltou ao lugar onde tinha deixado o boneco e com um pouco de dificuldade por causa de seu tamanho sentou naquele banco tão peculiar.

Se acomodou colocando suas costas na parede que tinha atrás de si, como a janela era um pouco mais funda ficava um bom espaço entre ela e o fim da parede permitindo que um banco fosse colocado lá e que a garota tivesse um escoro para poder ficar mais confortável. Ela olhou para a janela observando a entrada do castelo que dava direto para onde estava, esperava que seus pais aparecessem a qualquer minuto, mas como não queria ficar ali observando até o sol nascer, fechou a cortina que tinha bem perto do vidro da janela e olhou para o livro que estava em seu colo. Um pequeno sorriso apareceu em seus lábios quando passou o dedo pela capa sentindo a textura do couro sob sua pele.

Abriu o livro e começou a ler, desde o inicio.

A Terra ainda estava em seu período de nascimento, as criaturas vivas que nela existiam tinham um processo lento de evolução que poderia demorar bilhões de anos para existir uma com a capacidade de pensar. Com o nascimento dessa planeta outras criaturas surgiram. Tudo graças aos sentimentos que cresciam no coração de cada ser vivo, seja ele bom ou ruim. Dois seres foram criados a partir disso os que agora são denominados anjos e demônios.

Ao verem a vida crescendo eles fizeram um pacto, mesmo sendo completamente opostos. Eles se sentiam responsáveis por aquelas vidas e por isso criaram regras para que o equilíbrio do mundo permanecesse daquele jeito por eras e mais eras. Os demônios ficariam a cargo de que a discórdia e o mal permanecesse no planeta de uma maneira equilibrada que permitisse que as coisas andassem sem muita confusão, os anjos ficaram responsáveis de semear a vida e o amor para que o trabalho dos demônios não ocasionasse uma quebra no equilíbrio.

E assim foi, por anos e mais anos esses dois seres cumpriam suas funções como deveriam, sem nenhum conflito realmente serio entre os dois grupos. Normalmente eles não se encontravam, por serem opostos costumavam manter distancia um do outro. Em um certo momento, onde os humanos já começavam a causar suas devastações no planeta os anjos culparam os demônios pelo desequilíbrio que ocasionava a chegada dos humanos. Os demônios, orgulhosos como eram, negaram a acusação falando que não tinham nada haver com aquilo e que o único divertimento que tinham era ver como eles se torturavam mentalmente. Foi então que a guerra começou.

Os poderes de ambas as partes eram bastante fortes, chegando a ser quase inacreditáveis. Algumas dessas demonstrações de poderes fizeram com que surgissem os seres do dia, mas também teve suas conseqüências. Os Humanos, que ficaram no meio da guerra, foram quase completamente aniquilados, tenho suas cidades arruinadas e se povo obrigado a usar esconderijos como cavernas entre outras coisas. Nessa mesma época um demônio quebrou as regras e se aproximou de mais de uma humana, foi quando os vampiros nasceram.

Como primeiros seres da noite eles tinham uma capacidade incrível, uma mistura perfeita entre os humanos e os demônios. Possuíam a aparência de um humano, só que mais bela. Tinha a agilidade, a força, a velocidade e a imortalidade de um demônio. Mas eles não eram perfeitos. Eram incapacitados de ficar expostos a luz, seja ela do tipo que for, caso contrario ficavam fracos e famintos, chegando a beirar a insanidade.Além disso também tinha o problema de só poder se alimentar de sangue. Na época nasceram cinco vampiros da humana, cada um deles teve seu crescimento acelerado e quase foram usados durante a guerra.

No final de milênios de guerra foi criada as esmeraldas caos, ninguém sabe quem as criou apesar de haver fortes suspeitas de ter sido um demônio. Elas foram criadas da energia do próprio planeta se alimentando das emoções dos corações dos seres vivos, principalmente as emoções ruins. Seu poder era tão forte que quando foram usadas pelos demônios quase todos eles, anjos, demônios, humanos, animais ou seres do dia foram eliminados por tal poder. Apesar de que esse mesmo poder fizera surgir outras criaturas, se acumulando dentro de seres humanos criando bruxas e lobisomens, ou se concentrando na pouca fauna e flora que tinha no lugar criando os monstros.

Ao verem a devastação que tinham causado os anjos e demônios renunciaram seus deveres como controladores do equilíbrio as passando para as criaturas que tinham criado. As esmeraldas caos foram esquecidas, escondidas pelo mundo para que seu poder não fosse usado para mais uma guerra. Os humanos perderam a memória do que tinha acontecido sendo obrigados a começar tudo novamente. Assim a vida começava novamente com controladores do equilíbrio diferentes. Os seres do dia mantinham uma comunicação amigável entre si já que eram feitos quase completamente de energia pura. Enquanto os seres da noite viviam quase que separados, cada um em seu canto tentando não ter o menor contato com o outro, até que um inimigo comum os uniu.

— Yin? – falou alguém a tirando de sua leitura. Por causa do susto quase deixara o livro cair no chão. Olhos para o lado e se encontrou com os olhos azuis de seu tio Manic a mirando de maneira interrogativa. Ele era um ouriço verde, de olhos azuis, o corpo atlético e aparentava seus vinte e poucos anos apesar de ser bem mais velho. Ele usava uma calça jeans um pouco folgada, uma blusa branca e sapatos negros. Parecia ainda estar trabalhando já que Yin vira algumas folhas na mão dele, o que supôs ser documentos importantes do mundo da noite. – O que esta fazendo acordada a essas horas? Já devia estar em seu quarto descansando.

Curiosa Yin olhou uma brecha na janela vendo que o lado de fora estava claro, ou pelo menos começando a clarear revelando se o inicio da manha. Nem podia acreditar que ficara lendo esse tempo todo, ficara tão entretida na leitura que o tempo havia passado como uma flecha. Voltou a ver seu tio.

— Desculpa tio Manic, é que acabei me distraindo com a leitura. – confessou um pouco constrangida. Manic, o rei dos vampiros, nomeado assim entre seus irmãos por causa de sua capacidade de controlar os quatro elementos, suspirou e logo depois sorriu para a pequena indicando que não havia problema dessa vez.

— Tudo bem, mas vá descansar e não fique mais acordada até mais tarde, sabe que isso pode fazer mal principalmente para você. – disse ele acariciando levemente a cabeça da pequena. Já ia se afastar para procurar um livro quando ouviu ela o chamando.

— Pergunta. – disse a garota. Era uma leve mania que ela tinha, sempre que queria fazer alguma pergunta ela anunciava com essa palavra e logo depois perguntava. Manic até brincava com ela fazendo a mesma coisa e isso virara um costume tão grande que acabava fazendo isso inconscientemente. – Por que precisamos descansar se não dormimos? Afinal mesmo se fecharmos os olhos ainda estaremos conscientes.

— Porque assim seu corpo relaxa das tensões que você teve no dia e não vai precisar se alimentar tão freqüentemente. É uma forma de conservar energia e assim sobrevivermos mesmo em condições extremas. – respondeu Manic com um ligeiro sorriso no rosto. Essa curiosidade da garota lhe encantava. Ela era sua companheira de pesquisas por isso e não reclamava, adorava a presença da garota, ela não fazia barulho como Racer, não era impaciente como Ramon e muito menos inquieta como Mitsuki. Apesar de ainda ser seria na maior parte das vezes igual ao pai, ela era carinhosa e amigável igual a mãe.

— E tio Manic. – chamou novamente a garota fazendo o vampiro sair de seus pensamentos e mirá-la de maneira interrogativa. – Se esta procurando a cessão de venenos ela fica para o outro lado, terceira prateleira da quinta estante. – falou a pequena fazendo o ouriço ficar impressionado.

- Como... – ia continuar a pergunta quando a garota apontou ligeiramente para o folheto que tinha na mão que falava exatamente sobre venenos de lobisomens. A garota supôs que devia ser algo relacionado ao seu “primo” Scrooge o qual a tia Sonia não parava de falar nem um minuto se quer. Nunca o vira, mas de tanto que ela falava era capas de conhecer ele melhor que ninguém. – Ah! Muito obrigado Yin. Agora vá descansar.

O ouriço começou a se afastar e quando viu que ele já estava longe, a garota voltou a abrir o livro no lugar que tinha parado e voltou a ler.

Depois de cem anos de paz e tranqüilidade alguma coisa aconteceu. Os vampiros tinha poucos números no mundo já que não era costume morder alguém sem o matar antes. Um desses vampiros acabou perdendo o controle, acumulando em seu interior uma energia superior a energia das trevas. Ele passou a se alimentar das maldades dos seres da noite, devorando cada pensamento ruim, cada desejo de vingança ou cada sentimento de ódio ou raiva. Ele drenava todas as coisas ruins que seus parceiros tinham ficando ainda mais forte.

Chegou a um ponto tão critico que precisou do rei dos vampiros interferir em suas ações o avisando que se não parasse com aquilo ele seria eliminado. Não parecendo nem um pouco intimidado o vampiro declarou guerra contra todos os seres da noite, e como era apenas um não parecia ser uma grande ameaça para eles. Até que um dia ele conseguira criar a partir de todos os sentimentos ruins que tinha coletado ele criou seu próprio exercito. Criaturas demoníacas, sem nenhum sentimento no corpo alem do forte desejo de sangue e carne.

Eles foram denominados de Dark Chaos, seres muito parecidos com os seres da noite só que com habilidades incrivelmente maiores. Era um potente exercito e tinha ainda a vantagem de poder trazer para seu lado qualquer ser da noite. Por causa de seu veneno potente qualquer um que fosse mordido tinha sua mente dominado por Dark Gaia, o vampiro que se rebelara contra todos. O veneno não tinha cura e se espalhava pelo sangue como um acido até atingir seu cérebro e assim te fazer voltar para o estado mais selvagem de sua mente.

Dias de trevas se passaram, os Dark Chaos pareciam apenas se multiplicar enquanto os números dos seres da noite caiam rapidamente. Chegou a um ponto que todos tiveram que se esconder no castelo do rei vampiro, que enfeitiçara o mesmo para que nenhuma daquelas criaturas pudessem entrar e assim manter a todos seguros. Mas eles não poderiam ficar ali para sempre. Foi então bolado um plano, ter novamente as esmeraldas caos e assim usá-las contra Gaia, mandando-o para outra dimensão.

Tudo estava perfeitamente planejado, todos já tinham prontos e se dividiram em grupos para procurar as esmeraldas caos que estavam espalhadas pelo mundo. Só que alguma coisa deu errada e um dos vampiros primários foi mordido por um Dark Chaos. Por seu estagio ainda ser muito recente ele conseguiu adentrar no castelo e assim atacar alguns dos que estavam lá. Os irmãos dele foram obrigados a fazer alguma coisa e no meio da luta o antídoto para o veneno daquelas coisas foi criado. O vampiro primário, graças a sua irmã, foi trazido de volta ao normal e pudera lutar junto com eles contra Gaia.

No dia do Eclipse solar, o dia em que Gaia planejava tornar a noite eterna os seres da noite atacaram, permitindo que os cinco vampiros primários passassem as defesas e assim enfrentaram a Gaia. A luta fora difícil, mas os vampiros conseguiram ganhar e mandar Gaia para outra dimensão.

Parou de ler por um instante e mirou seu tio se acomodando do seu lado com alguns livros na mão. Puxou seu boneco e se sentou no colo dele. Normalmente fazia isso com seus pais, mas como eles não estavam no momento fazia isso com seu tio sem problema. Ouviu como ele ria divertido e logo abria o livro para ler, colocando na frente de ambos para que assim os dois pudessem ler.

— Pergunta. – disse a garota depois de alguns minutos de leitura e logo ela ergueu a cabeça para mirá-lo. – A tia Cassandra vai vir hoje a noite para o meu aniversario?

— Pergunta. – rebateu Manic com um ligeiro sorriso no rosto ao ver a cara amarrada que a garota tinha ficado por não ser respondida. – Por que você fica chamando ela de tia?

— Porque eu seu que um dia ela via ser minha tia. – disse ela sorrindo calorosamente para Manic que corou levemente. É tinha que admitir que Yin tinha razão e gostava um pouco de Cassandra, mas não era nada desse tipo de coisa, eram apenas bons amigos. Tá talvez gostasse muito dela, mas duvidava que ela o visse como algo mais que um amigo. Sem falar que agora ela parecia estar se dando bem com Dairos, bem até de mais para o seu gosto.

— Claro que ela vai vir para seu aniversario. Tenho certeza que ela não o perderia por nada. – falou Manic com um sorriso no rosto, respondendo a pergunta da garota que também sorriu. De repente ela perdeu o sorriso só para dar espaço para um ainda maior e ela saltar de seu colo e desaparecer porta a fora. Isso só podia significar uma coisa. – Shadow e Maria estão de volta.

Yin corria pelos corredores com tanta pressa que em menos de segundos já estava no hall de entrada praticamente se jogando na direção de seu pai que conseguiu ser mais rápido e a segurar de uma maneira que nenhum dos dois caíssem. O pai da garota era um ouriço negro, com mechas vermelhas em seus espinhos e os olhos também vermelhos, aparentava ter seus vinte e poucos anos e como os outros era bem mais velho que isso. Ele usava uma calça jeans negra, uma blusa da mesma cor com uma jaqueta negra por cima e botas também negra que pareciam estar um pouco úmidas. A mãe da garota era um ouriça loira com os cabelos chegando até o quadril, os olhos azuis céu sempre alegres. Ela aparentava ter seus dezessete ou dezoito anos. Usava uma calça azul de malha, uma jaqueta branca bem fechada e botas azuis e brancas também um pouco molhadas.

O ouriço negro sorriu enquanto carregava sua pequena que o abraçava levemente pelo pescoço. Não era costume dele sorrir, mas perto de sua filha isso era praticamente costumeiro. Desde que ela nascera passara ser super protetor e completamente dedicado a ela enquanto a mãe era apaixonada com a pequena, brincava com ela a todo momento que a pequena pedia, lia para ela e fazia de tudo para passar a maior parte do tempo possível com a pequena.

— O que esta fazendo a essa hora acordada, sua danadinha? – perguntou a ouriça loira fazendo pequenas cócegas na barriga da pequena que riu divertida se contorcendo um pouco nos braços do pai, que apenas mirava tudo com um grande sorriso.

— Fiquei distraída lendo. – falou ela inocente sorrindo carinhosamente para os dois. – Tio Manic estava comigo para provar.

— Ela fala a verdade. – disse Manic que acabara de chegar na sala e mirava tudo com um sorriso no rosto. Ele estava ligeiramente escorada na parede e apenas esperava o momento para poder falar. – Alguma novidade.

— Sete Dark Chaos na Inglaterra, e com a chegada da neve provavelmente terão mais lá. Não sei por que estão saindo com tanta freqüência. – falou o ouriço negro colocando sua pequena no chão e segurando levemente a mãozinha dela que sorria mesmo com o assunto que era tratado. – Ah! E encontramos uma esmeralda caos. Pode colocá-la junto com as outras, enquanto você mocinha vai direto para a cama.

O ouriço negro entregou uma esmeralda vermelha para o ouriço verde que logo desapareceu indo direto para o lugar onde as esmeraldas eram guardadas, enquanto isso os três que tinham ficado para trás andavam lentamente até o quarto que compartilhavam andando de mãos dadas como uma verdadeira família. A pequena contava tudo o que tinha acontecido naquele dia, afirmando calorosamente que tinha ganhado na brincadeira de esconde-esconde, usando muito bem seus poderes.

Quando chegaram no quarto a pequena se acomodou na cama entre seus pais que a abraçaram de maneira protetora, praticamente a fazendo desaparecer no meio daquele abraço. Ela se aconchegou entre eles e fechou os olhos para descansar. Vampiros não dormiam, mas se fechassem os olhos e deixassem o corpo completamente relaxado, com a apenas a mente funcionando era a mesma coisa de dormir para eles. Era apenas um cochilo, só valia para manter as forças, mas mesmo assim necessário.

O problema é que a pequena não só cochilava como também sonhava. Ai é que vocês se perguntam, vampiros sonham? A pequena até hoje não sabia a resposta, para todos os que perguntava eles diziam a mesma coisa: “eu não me lembro de ter sonhado alguma vez” e essa resposta sempre a deixava intrigada e preocupada. Seria um tipo de vampiro diferente? Por que apenas ela sonhava? Havia algo de errado consigo? O mais estranho é que eram sempre os mesmos sonhos, mudando apenas em longos períodos de tempo, mas o tema era sempre o mesmo.

Dessa vez voltara a ter o antigo sonho que tinha quando fizera seu aniversario de três anos. Se encontrava em uma vasta campina, onde ao horizonte podia ver vastas montanhas que pareciam ter uma cor um pouco azulada, do seu lado esquerdo tinha mais um pouco da campina e o inicio de uma vasta floresta, desse lado podia ver um sol forte iluminando completamente a bela vegetação, do lado direito tinha mais um pouco daquela campina junto com o inicio de outra floresta só que dessa vez, por mais estranho que fosse esse lado era banhado pela escuridão da noite. Ela não estava no sol, muito menos na noite, ela se encontrava em uma pequena faixa onde ficava o meio a meio. Nem dia e nem noite, era como o entardecer e o amanhecer, um pouco claro e um pouco escuro.

Não sabia porque aquilo acontecia, mas tinha quase certeza que era para escolher um lado. Sua mente estava confusa na hora, sentia uma forte vontade de ir para o lado da noite, o que era mais sombrio, mas outra parte de sua mente, um pouco mais lúcida, lhe dizia que se fosse para lá ia acabar se arrependendo e que era melhor seguir o caminho da luz do sol, apesar de sua natureza ser totalmente contra aquilo. Olhou para cima e viu os dois astros, o sol e a lua. Ficar no meio deles queria dizer que era diferente? Talvez fosse eles que a estivessem disputando, quem a atraia primeiro para seu lado.

Só despertava depois que ouvia um forte grito vindo do lado do dia enquanto o da noite aparecia olhos vermelhos reluzentes enquanto grasnados eram ouvidos deles. Abria os olhos quase com desespero e olhava tudo a seu redor percebendo que não tinha passado de mais um de seus sonhos. Com cuidado saiu de debaixo dos braços de seus pais, de uma maneira tão suave que eles nem se deram conta que tinha escorregado para longe.

Andou pelos corredores carregando seu pequeno ouriço de pelúcia. Não ia para lugar nenhum sem ele já que o mesmo a fazia se lembrar de seus pais e como normalmente eles tinham que trabalhar muito sentia grande falta deles boa parte das vezes. Foi até a cozinha e abriu a geladeira pegando um pequeno copo para que pudesse beber um pouco do conteúdo que tinha. Por alguma razão seu pai deixava uma garrafa separada para ela, como se não quisesse que ela bebesse do mesmo sangue que seus amigos bebiam. Nunca entendera por que e mesmo quando perguntava ele apenas lhe respondia: “espero que nunca tenha que saber a resposta”.

Bebeu um pouco e logo depois fechou a porta da geladeira se deparando logo depois com Racer parado a poucos passos de onde estava. Ele a mirava com um pequeno sorriso no rosto e fez um sinal com a mão pedindo que ela o seguisse. Sem hesitar a garota assim o fez, segurando a mão do primo e andando novamente pelos corredores do enorme castelo de seu tio.

— O que esta fazendo acordada a essas horas? – perguntou o garoto depois de alguns minutos de silencio. A garota suspeitava que não tinha conseguido cochilar nem mesmo por três horas, mas ao olhar o leve brilho que passava pelas cortinas percebera que tinha “dormido” praticamente o dia inteiro.

— Tive aquele sonho de novo. – respondeu sem muitas reviravoltas. Racer já sabia sobre seus sonhos, contou alguns para ele para ver se ele conseguia entender o que significavam, mas o garoto apenas deu de ombros sem compreender muito o porque daquilo tudo.

— O que você me contou no seu outro aniversario? – perguntou o garoto vendo como sua peque a priminha assentia levemente com a cabeça. Logo depois não disse mais nada, sabia como ela era cismada com esses sonhos e se preocupava com isso. O pouco que sabia sobre eles já lhe assustava um pouco. Perguntara uma vez a Ramon se sonhos podiam dizer alguma coisa sobre o futuro, já que o mesmo era craque para saber essas coisa, e a única coisa que ele lhe respondeu foi que dependendo dos sonhos eles sim podem mostrar alguma coisa sobre o passado ou o futuro de uma pessoa, mas eles nunca vem de maneira reveladora, sempre em enigmas que precisam ser desvendados pelas pessoas que os tem. E isso não tinha ajudando muito. – Feliz aniversario prima.

Racer colocou a ouriça negra sentada em uma janela que havia aberto e logo depois se sentara do lado dela só para ver o espetáculo que acontecia do lado de fora. A neve começara a cair, o sol já tinha ido embora e agora os pontinhos brancos que caiam do céu eram a única coisa que pareciam dar brilho a noite sem estrelas e sem luar. Eram pequenos flocos que desciam tão lentamente que pareciam bailar no ar até atingir o chão ou algum outro solo para se acumularem e formarem aqueles pequenos montes brancos que era costume de ver no inverno.

Yin levou uma mão para frente permitindo que um daqueles flocos caísse na mesma, mas como sua pele não era muito quente, ele demorara um pouco para se derreter, alguns de vez em quando nem isso faziam. Era um cena bonita de se ver e era realmente um grande presente de aniversario.

— Racer. – chamou ainda um pouco distraída. O garoto a mirou curioso vendo como o rostinho dela estava serio. – Você acha que sou estranha?

— E por que acharia isso? – rebateu o garoto estranhado com a pergunta.

— Porque sonho. – falou a garota dando de ombros. – Porque meu crescimento é muito devagar. Porque controlo tanto a luz como as trevas.

— Isso não é motivo para te achar estranha. – respondeu o garoto se aproximando da prima e passando um braço por seu ombro. – Isso só quer dizer que você é diferente, que você é especial. É esse seu jeito que faz todos aqui te quererem mais do que a qualquer outro.

— Você acha mesmo? – perguntou a garota novamente virando o rosto para mirá-lo com mais atenção. Racer sorriu para ela e piscou um dos olhos.

— Mas é claro! Acha que eu minto com relação a essas coisas? – perguntou ele divertido e a garota negou com um sorriso no rosto. Logo os dois, ainda abraçados, voltaram a ver o belo espetáculo que acontecia do lado de fora. Por um momento Yin virou o rosto na direção do portão de entrada do castelo vendo uma imagem um pouco estranha.

Ali parado, estava um ouriço muito parecido com seu pai, só que os olhos dele eram verdes e faiscavam com um toque meio negro, enquanto as raias que tinha nos espinhos eram de um verde acinzentado. O sorriso que tomava o rosto daquele ouriço era de passar calafrios em qualquer um e parecia que ele a estava mirando diretamente nos olhos. Em um certo momento ele pareceu rir e deu as costas para ela desaparecendo no ar.

A garota sacudiu a cabeça sem entender, achando que tinha acabado de ter uma ilusão. Respirou fundo e voltou a ver como a neve fazia seu show para começar o inverno. Talvez esses sonhos estivessem a deixando paranóica. Tinha que deixar isso de lado e aproveitar seu aniversario.

Notas finais
Quem ai se apaixonou pela Yin? *para de levantar a mão* ela é a primeira personagem que me apego desse jeito então para de reclamar u.u *¬¬* Quem caiu na pegadinha do inicio? Acharam mesmo que eles estavam correndo perigo? hehehe. E olha que nem queria fazer aquilo. Ai, ainda to encantada pelo carinho do Racer com a Yin *-*. Os dois ficam tão kawais juntos *-*. *pena que a Yin vai...* calada!! Bom, terminamos o cap por hoje e espero que tenham gostado porque eu amei fazer esse primeiro cap. Aviso aos navegantes ou internaltas, a fic OPM tem tendencia a voltar se alguém aqui acompanha lá também fiquem preparados para o proximo cap.

Bjsss