Notas iniciais
Oi cupcakes. Espero que gostem desse cap. Lista: Katie - filha de Perséfone Kitty - legado de Lissa e de Perséfone Natasha - filha de Hipnos Marvel - filho de Quione Alec - filho de Tânato Erick - filho de Melinoe Sophie - filha de Phobos Scott - filho de Hécate

Aquela casa não mudou nada, continuava a mesma de alguns dias atrás, mas parecia que a ultima vez que eu estive aqui foi a éons. Kitty e eu estávamos meio em que um debate mental com nós mesma, para ver se íamos ou não ter coragem de entrar.

Decidimos que era melhor entrar. Tocamos a campainha e esperamos um tempo, eu estava pensando se eles já não tinham saído para trabalhar, mas Hannah abre a porta e Kitty pula em seus braços.

– Senti tanta sua falta mamãe.

– Minha filha – ela estava meio assustada – o que vocês estão fazendo aqui? Não deveriam estar no Acampamento meio-sangue? E para que são essas malas?

– Longa história – digo – podemos entrar? Temos assuntos muito importantes.

– A casa é de vocês.

– Cadê papai? – pergunto.

– Está dormindo.

– Acorde ele, por favor.

– O que é de tão importante que não pode esperar seu pai acordar?

– Acorde-o primeiro, depois digo.

Ela sobe as escadas e eu e Kitty vamos para a sala de jantar. Esperamos um tempinho até ver nosso pai entrando na sala só de pijama. Dou um longo e apertado abraço e depois é a vez de Kitty.

– O que é garotas? Vocês deveriam estar no acampamento uma hora dessas – ele nos diz.

– Sente-se papai – Kitty pede – E mamãe também – ela me encara – você pode contar?

– Sim – eu me sento também – Pai, Hannah... Eu e Kitty não voltaremos a passar os verões no acampamento meio-sangue e não moraremos mais aqui.

– Por que? – meu pai pergunta.

– Por favor, vai ser mais fácil se o senhor não me atrapalhar – eu não sabia como falar aqui, eu nem mesmo queria falar aquilo – quando eu e Kitty chegamos ao acampamento, uma presença interrompeu a cerimônia da fogueira. Essa presença era a deusa Noite ou Nyx. Ela nos avisou que faria um teste com todos os meio-sangues do acampamento.

“E de todos os testados, 8 seriam escolhidos para servi-la, esse 8 escolhidos virariam vampiros e teriam que abandonar toda sua vida antiga.”

– Espera – meu pai se levanta – você não ta me dizendo isso...

– Sim papai – Kitty não conseguia olhar nos olhos dele.

– Nós fomos escolhidas – digo – já nos transformamos e...

– Vocês só vieram pegar as coisas e se despedirem de nós?

– Sim – continuo – nós amamos vocês muito, não escolhemos fazer isso. Eu nunca quis matar nenhum mortal – começo a chorar – eu só queria levar a vida mais normal que um semideus pode levar. Mas ela nos escolheu e não pudemos fazer nada.

Meu pai me abraça, coloca sua cabeça em meu ombro e eu sinto meu obro ficar molhado, meu pai estava chorando. Uma coisa que eu nunca tinha visto.

– Você é forte minha filha – meu pai me encarava, com aqueles olhos cheios de lagrimas – eu te amo. Você sempre será minha princesa, não importa o que aconteça – ele me abraça novamente e depois vai falar com a Kitty.

– Eu sei que não sou sua mãe – Hannah vem falar comigo – mas te tratei como uma filha.

– Você foi minha mãe mais do que a Perséfone foi – digo a abraçando.

– Me parte o coração de saber que não vou mais ver minhas duas garotinhas, que não as terei me enchendo o saco para fazer festas do pijama ou para ir em festas.

– Eu também vou sentir muita a sua falta. De você reclamando de ter que levar a gente em todos os lugares e insistindo pro papai me ensinar a dirigir – eu abro um pequeno sorriso ao relembrar desses momentos que antigamente eu odiava.

“Vamos Kitty, temos q arrumar nossas coisas.”

– Vocês nos ajudam? – ela pergunta a eles.

– Claro.

Hannah vai comigo até meu quarto e meu pai vai com Kitty até o dela. Ela me ajuda a por todas minhas roupas dentro da mala, por mais improvável que parecesse.

– Se lembra quando a Kitty derramou café nessa sua blusa – era uma blusa que tinha o desenho de uma girafa e escrito “Eu Amo Girafas” – ela era novinha, e você tava indo para um encontro com um garoto, você quase matou ela – eu me lembrava sim daquela blusa, de como eu havia corrido atrás da Kitty pela casa, dela se escondendo atrás do papai.

– Isso foi no começo do ano – digo ao lembrar de como eu era fútil. Eu vivia chamando a Natasha de fútil, mas eu era mais que ela.

– Eu fiquei sabendo o que aconteceu com a mãe da Natasha – ela me encarava – como ela está?

–Bem na medida do possível – digo olhando para baixo – ela só me contou ontem.

–Tinham muitos policiais na frente da casa dos Roberts. Os policiais me contaram que tentaram convencer a Natasha de ficar pela cidade, mas ela preferiu ir para o acampamento. Eu acho que foi o melhor que ela fez, porque a imagem lá dentro era horrível.

– Verdade.

Termino de colocar tudo dentro da mala (ursos de pelúcia, suvenires de infância, fotos, retratos, uns quadros que eu havia pintado). Desço as escadas e fico esperando Kitty descer também. Quando ela desce eu me levanto.

– Tchau pai, tchau Hannah – eu não queria, mas tínhamos que dizer o adeus e quando estamos pra sair da casa eu digo – Vamos sair juntas – seguro a mão dela e saímos da casa. Faço um portal e entramos por ele.

Vou para o meu quarto guardar as coisas. Natasha já esta lá quando chego, o guarda-roupa do nosso quarto cobria quase uma parede toda. A pintura que eu tinha feito da Natasha estava pendurada em cima de sua cama.

– Ola Nat – digo.

– Ola Katie – sua mala estava em cima da cama e ela estava colocando todas as roupas dentro do guarda-roupa. Tinha alguns retratos dela junto com a mãe em cima da cabeceira.

Coloco minha mala em cima da cama e começo a desfazê-la. Coloco um porta retratos aonde esta toda a minha família e outra aonde tem eu e Natasha crianças em cima da cabeceira. Tiro de dentro da mala meus ursos de pelúcia, meu caderno de desenhos, minhas tintas e pinceis, e as telas para a pintura.

Guardo todas as minhas roupas e fico esperando Natasha sair do banheiro.

– Quer dar um volta pela cidade? – ela pergunta.

– Não, eu vou desenhar.

– Quer uma modelo?

– Não, eu já sei qual desenho vou fazer, pode sair com o Marvel sem se preocupar, você que tem que melhorar.

Ela sai. Eu começo a montar as coisas. A molhar os pinceis para ficarem moles, abrir as tintas e a posicionar a tela.

A pintura que eu faço é meio enigmática. Desenhei uma garota de cabelo castanho longo, com o cabelo cobrindo todo o rosto, essa garota estava sentada sobre os joelhos com um vestido branco e segurava uma rosa murcha no meio do deserto, o vento do deserto batia sobre o corpo dela, o que bagunçava mais seu cabelo. Mesmo por trás dos cabelos, quem via a imagem percebia que a garota chorava.

Coloco aquela pintura sobre minha cama.

Depois que eu terminei de pintar fui almoçar. Natasha e Marvel não tinham chegado ainda, então só nos 6 almoçamos, o almoço era um risoto de arroz com estrogonofe de frango e uma salada de tomates, almocei sem falar uma palavra sequer. Dormi durante a tarde toda e só acordei quando o sinal bateu. Nyx havia chegado e queria explicar a primeira fase da missão, a primeira fase para acharmos sua filha.

Encontro com Natasha no corredor que liga a casa com a torre.

– A primeira missão é nossa Katie? – Natasha segura minha mão – está pronta?

– Estou muito nervosa, mas que venha essa primeira missão, vamos realiza-la com sucesso.

– Você está otimista hoje – ela sorri – o que mudou? Foi aquela pintura da garota?

– Quase, eu expressei naquela pintura todo o meu medo, desespero, angustia e tudo, agora só sobrou as coisas boas.

– Pintura é uma boa forma de relaxamento?

– Sim.

Entramos no escritório e ficamos esperando Nyx nos dar as informações para realizarmos a primeira missão. E tudo vai começar.

Notas finais
E ai? Gostaram? O que vocês acham que vai ser essa primeira missão? Vão descobrir isso só semana que vem ;) Eu imagino muitos desenhos, mas nn sei faze-los, pq queria q vcs vissem com os próprios olhos como é essa pintura, mas só consigo vê-la em pensamentos