Guerras de Vermécia
2 Act 1: A queda do Muro de Serdin
Notas iniciais
Parte 01
Canaban,15 de Fevereiro, Ronan
População: 45.000.000 KIA: 0
Um jovem de cabelos longos, e de tom azul andava a longos passos em direção ao quarto da rainha, já era de noite e poucos tinham a autoridade de entrar esse horário, no palácio, realmente era alguém de extrema importância e esse jovem era Ronan Erudon, líder da guarda real.
"Senhor Erudon, a rainha pediu que não fosse incomodada" dizia o chanceler, ele era alguém que era da elite assim como Ronan, porém era um dos responsáveis pela declaração de guerra a Serdin.
“Quem me impedirá Você? se afaste, vou impedir essa loucura, declarar guerra a Serdin?, recomeçar o horror e a destruição que foi causada da ultima vez?” o jovem parecia irritado, estava prestes a sacar sua espada, o chanceler se afastou da porta por um momento, não por medo mas sim, pela própria rainha que se encontrava na frente do rapaz.
Ela havia, aberto a porta por ouvir a discussão de ambos e resolveu dar um basta, achava que era uma intriga entre dois guardas, porém se surpreende ao ver Ronan do lado de fora, e o chanceler, ela nunca escondeu sua antipatia pelo seu braço direito, não havia sido uma escolha dela ele ocupar tal cargo.
“Por que os senhores estão brigando em frente ao meu aposento?” Disse ela, em um tom autoritário e sério, o cavaleiro se ajoelha perante a rainha, enquanto o chanceler o observava, em Canaban ele tinha a mesma autoridade que a própria rainha se não maior, era eleito pela pequena elite, da capital.
“Eu vim aqui na esperança de salvar milhares de vidas, minha rainha, eu imploro, podemos usar de outros métodos diplomáticos, para conseguir os terrenos que nosso povo tanto anseia, não acredito que recorrer à morte de milhões de pessoas seja a resposta” disse ele permanecendo de cabeça baixa, quando ela iria responder, o chanceler se manifestou.
“Todos os métodos diplomáticos já foram tentados, Serdin se recusa a entregar as terras que eles não utilizam, tentamos comprá-las, mas também não aceitaram, nosso povo está crescendo de maneira desordenada não podemos nos dar o luxo de paparicar Serdin, usaremos da força para tomar os territórios de que eles não precisam” Ele diz de maneira rápida e bastante séria, parecia que ele tinha toda a razão.
O cenário atual de Canaban era critico, não havia fazendas o suficiente, não havia empregos o suficiente, a população crescia de forma desordenada, faltava alimentos e cerca de 20% (mais ou menos 8.500.000) da população vivia abaixo da linha da miséria, é faltava de tudo na cidade, infra-estrutura, escolas, casas e alimentos é a população sofria bastante.
O Exército de Canaban era extremamente profissional, havia ganhado experiência nos conflitos anteriores, havia triplicado de tamanho, com o ex-integrante da Grand Chase o exército foi ganhando batalha por batalha nos conflitos civis da cidade.
Havia varias unidades diferentes e treinadas para propósitos diferentes, das quais se destacavam quatro delas, os Arcanos, eram selecionados a partir de um sistema no exército onde eram treinados em artes básicas de magia e de combate corpo a corpo, a especialidade deles era combates rápidos e de curto alcance.
Os cavaleiros eram unidades de interceptação, eram compostos por soldados armados com lanças e cavalos, tinham suporte de artilharia de longo alcance, eram conhecidos por serem especialista em degolarem cabeças, tiveram papel importante nas guerras civis, dizem que decapitaram mais de 100 mil pessoas em confrontos, para entrar devia ser da unidade dos Arcanos no mínimo há seis meses e ter participado de pelo menos 3 batalhas.
Os defensores, são unidades de elite são responsáveis pela proteção da capital, são compostos por soldados de elite entre os cavaleiros, era preciso ter bastante experiência para entrar nessa unidade, eram supridos de armaduras e Edíges*, dotados de conhecimentos avançados de magias defensivas, na sua única batalha desde que foram fundados, 45.000 defensores, conseguiram o feito de impedir que uma força rebelde de mais de 900.000 mil homens invadissem o castelo.
E a ultima força eram os inquisidores, treinados pelo próprio Ronan eram em numero apenas 3.000, mas seus feitos foram consideráveis, era por meio dessa força, que participou de praticamente todas as batalhas da guerra civil, que o governo monarca conseguiu impedir a morte da então Rainha Lucia IV.
A paz trouxe para Canaban, uma série de mudanças como o cargo de Chanceler que era eleito pela elite que representava o povo, o poder autoritário total da rainha foi diminuído drasticamente.
Porém as conseqüências da guerra foram enormes, a Capital estava destruída 80% de todo seu terreno foi reduzido a escombros, o entorno e as fazendas no geral estavam devastadas e havia poucas terras disponíveis, o conflito ainda tinha ceifado a vida de doze milhões de civis e um milhão e meio de militares.
A cidade estava se recuperando vagarosamente da guerra, e para se recuperar totalmente precisaria dos recursos de terras de Serdin, que se recusava a ceder o terreno, que tinha o como regente a ex-comandante da Grand Chase, Lothus que dirigia uma cidade pacifica e com um exercito pouco experiente.
Depois do fim da Grand Chase os heróis decidiram quem apoiariam Ronan, Elesis e Sieghart voltaram para Canaban, apenas Edel e Arme continuaram em Serdin os outros foram para outros lugares ou desapareceram.
Logo, Ronan não tinha o que responder, tinha a ciência da situação atual e sabia que nada que dissesse poderia mudar a decisão tomada pelo Chanceler e o conselho, se levantou pediu desculpas aos dois e se retirou do palácio.
Do lado de fora uma ruiva o aguardava, dentro de uma carruagem azul que havia o símbolo da família dos Erudons, ele se surpreende ao vê-la, e vai ao seu encontro, e percebe Sieghart dentro da carruagem.
“Então, Ronan o que ouve?” Disse a Ruiva enquanto o azulado entrava na carruagem, ele se sentou e tomou um pouco de ar, e finalmente disse.
“É inevitável, vai ter guerra, marcaram uma reunião amanhã para decidir a melhor estratégia, para invadir Serdin, nada do que dissermos vai impedi-los” Disse ele a ruiva baixou a cabeça, Sieghart apertou os punhos, e Ronan parecia não demonstrar mais nenhuma expressão.
O silencio tomou conta do lugar, apenas as gotas de chuvas faziam algum barulho os três estavam, paralisados esperando que fosse um sonho ou talvez a ficha de que provavelmente haveria uma segunda guerra em Vermecia ainda não tivesse caído finalmente alguém se manifesta.
“Depois de tantas vidas que foram perdidas nas guerras civis achei que ninguém mais teria coragem de dizer a palavra guerra novamente em Canaban, quantos mais terão que morrer para que finalmente a paz seja estabelecida?” Dizia a ruiva, lagrimas haviam tomado o seu rosto.
“Acalme-se Elesis, perder o controle agora não vai adiantar nada...” Dizia Ronan na tentativa de consolar que fosse pelo menos um pouco a ruiva, se aproximou dela e a abraçou, ela esfregava seu rosto em seu peito e choro da ex-líder da Grand Chase era uma a única coisa que era ouvida de fora da carruagem.
Parte 02
Canaban 16 de fevereiro 17hs 28min
Havia uma agitação na cidade de Canaban, naquele dia em essencial, uma grande tropa marchava para fora da cidade, havia muita euforia por parte dos cidadãos, foi dito que isso era a melhor maneira de ser resolver os problemas, não há como culpá-los eles sofriam falta de tudo, a classe média e a baixa principalmente.
De longe apenas observando, Ronan se apoiava na varanda de sua residência, observando o tumulto, passava mil coisas na cabeça dele, como o horror que estaria próximo a presenciar, rezava para que não durasse muito tempo, porém sua expressão não deixava passar nada.
“Então é assim que acaba?” disse ele sozinho lembrando-se da audiência no conselho sobre a guerra dias antes.
Centro de Canaban,10 de fevereiro
9hs30min
“Acredito que todos aqui já sabem da situação de risco vivida por todos os cidadãos, enquanto Serdin se recusa a nos vender as terras que tanto almejamos para a nossa sobrevivência, o povo padece como gado num matadouro, devemos ir a guerra não por riquezas, mas sim por sobrevivência” Dizia o chanceler, todos os que o ouviam naquela câmara pareciam concordar com a sua opinião, ele sorri de canto e se afasta da tribuna.
Os membros da elite que participavam da reunião conversavam entre si, era possível prever o resultado, porém o jovem azulado se levanta, pedindo a atenção de todos, ele começa a falar.
“Senhores e senhoras, a decisão da guerra é loucura sabemos muito bem como a guerra devastou não somente a nossa cidade mais também nossos bens, nossa felicidade, nossas crianças e principalmente nossas mulheres, não acredito que recorrer à guerra seja nossa única opção, não nos recuperamos nem da guerra civil ainda, incitar uma nova guerra é loucura” Dizia ele, porém ele ganhou pouco apoio os idosos, que já estavam mais do que convencidos que somente pela força iriam conseguir a tão desejada sobrevivência.
“Quem você pensa que é garoto? Nossas famílias padecem na fome, as crianças também, se sofrer essas coisas duvido que continue com essas conversas idiotas, a situação é critica somos obrigados a isso” Dizia um homem que se levantou revoltado pelo que Ronan havia dito.
“Isso mesmo! Alguém que é sustentado pela rainha não tem o direito de se opor a uma causa do povo” Outros se levantavam e acusavam o azulado.
E aquela câmara em azul turquesa estava em total desordem, os mais velhos massacravam o garoto por causa de suas palavras, ele apenas espera quieto até que eles se acalmem o que demorou bastante tempo.
Finalmente com todos sentados o garoto continuou a falar.
“É verdade que não vivo as dificuldades do povo, mas também é verdade que vocês que tanto almejam a guerra, não iram lutar nela... quem irá lutar e sofrer ainda mais com as suas conseqüências é o povo, não os senhores, eu como ex-membro da Grand Chase, atualmente general das forças de defesa da Rainha Lucia IV, irei lutar por Canaban e seus interesses, sacrificando tudo o que estiver em meu alcance, agora eu pergunto e vocês? O que sacrificariam por nossa cidade?” Pela primeira vez ele consegue deixar a câmara em silencio absoluto, o chanceler fica quieto o jovem se retira, enquanto ele saia só dava para ouvir seus passos ecoando.
“Então membro dos Erudons, o que sugere para acabarmos com esse problema? Outra guerra civil?” Disse o chanceler, o jovem nem deu ao trabalho de se virar, ele o ignorou.
“Vejam ele também não sabe, por isso vos digo devemos ir à guerra, não pelas nossas posses, mas sim pelo povo, a guerra deve ser pelo povo” Finalmente o chanceler consegue reacender a euforia dos idosos da câmara.
Nesse momento o jovem Ronan saiu daquele lugar que tanto o incomodava, indiferente ele se sentou no banco que havia logo a frente do edifício e o observou, o lugar era no centro da cidade em frente à praça principal de Canaban, ele olhou ao redor e viu o pouco da felicidade de seus habitantes, crianças brincavam, casais faziam piquenique, famílias almoçavam, ele acabou se perdendo em seus pensamentos.
“E pensar que logo, tudo isso será apenas um sonho distante, achei que depois de tanta gente morrer em nossa cidade, precisaria de mais tempo até sentir aquele horror novamente...” pensou ele.
Por estar totalmente perdido nem sentiu a aproximação de Elesis, a ruiva estava com um vestido vermelho de verão, segurava em uma de suas mãos uma cesta de piquenique, ela já estava o esperando.
“Hum... pelo jeito aqueles velhos idiotas não escutaram, não é?” ele apenas olha para o lado e vê a ruiva se sentando ao seu lado no banco, ele não a respondeu, estava a encarando ele parecia estar encantado em ver ela daquele jeito, seu rosto corou.
“Você realmente esta muito bonita hoje, nem parece você...” a ruiva fechou a cara e o encarou...
“Enfim...” Ele se apavora com a cara da ruiva e começa a falar desesperadamente.
“Não que você, não seja bonita nem nada... é quero dizer... esta diferente hoje... um diferente bom” ela finalmente começa a rir do desespero dele, logo ambos começam a rir um do outro, parecia que aquele clima duraria para sempre.
“Então vão aumentar os impostos? Ou te mandar falar com a Lothus de novo sobre a venda dos terrenos? O que foi decidido Ronan? fala...” Disse ela se recuperando ainda.
“Decidiram optar pela força iremos à guerra...”
Parte 03
Serdin, 16 de fevereiro
População: 3.000.000 KIA: 0
07hs30min
Era um dia comum em Serdin, outro dia pacifico era esperado pelos seus moradores, uma cidade extremamente democrática regida pela ex-comandante da lendária Grand Chase, era de se esperar uma ótima organização.
Realmente era bem organizada, uma cidade muito bem planejada, não havia moradores de rua, todos tinham as oportunidades, tanto os camponeses e os de classe média quanto os mais ricos, protegida pelos quase intransponíveis muros de Serdin,que acabavam por esconder a falta de experiência e profissionalismo do seu exército desacostumado ao campo de batalha.
Na maioria das vezes esses soldados passavam o dia bebendo, as cargas horárias começavam apenas as 8h, talvez por isso ninguém havia percebido a grande quantidade de soldados se aproximando da cidade...
No quadro do exercito se destacava o Capitão Derick Westbrook ou apelidado pelos seus subordinados como “Frost”, pelo seu interesse amoroso para com a sua superior uma ex-membro da Grand Chase, Edel Frost, “sendo um homem de extrema inteligência” assim elogiado pela própria, foi lhe confiado o controle do exército.
Ele era extremamente profissional não admitia erros, era um perfeccionista, que prezava muito pela vida de todos os soldados optando sempre por estar na linha de frente, hoje ele chegaria cedo ao quartel para mais um dia de trabalho.
Sua sala extremamente arrumada exalava o cheiro de seu vamos dizer assim “Amor correspondido”, uma surpresa de sua superior antes da viagem, ele ainda estava bastante pensativo abriu a porta, acendeu as luzes e se sentou na cadeira, tentando entender o que havia ocorrido entre eles...
Distraído notou que havia desligado o radio ontem a noite, o liga imediatamente só para tentar ouvir um pouco de musica, porém o que ele escutou não era nenhum tipo de musica, sim o desesperado grito de vários soldados diferentes, pareciam ser de diferentes áreas porém todos diziam a mesma coisa.
“Aqui 6-3 requisito apoio imediato, forças de Canaban estão se aproximando do muro a Leste!!!”.
“Aqui 1-2 milhares de forças de Canaban se aproximando a Oeste”.
“Aqui 5-9 todos os civis na área norte da cidade foram mortos, inimigo tem apoio de artilharias de longa distancia”.
“Aqui 2-1 nossas forças de defesa foram aniquiladas ao Sul inimigo se aproxima do centro”.
“Mais que merda está acontecendo...” Disse ele, o mesmo corre para janela e vê com os próprios olhos aquela cidade pacifica se transformar em um verdadeiro campo de batalha.
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