Notas iniciais
Ficou curto, mas estou com uma explosão de criatividade para essa fic, então fiquem ligados!

Após abater a maioria dos guardas que vigiavam o local, eles corriam procurando a saída de Cocytos. Algo quase impossível de se encontrar com a escuridão do local:

– Não enxergo nada! Como vamos sair daqui?!- Beatriz de Medusa gritou confusa com os vários caminhos que a rodeavam.

– Esperem.- Ana Laura parou no local fazendo todos cessarem a corrida.

– O quê está fazendo?! Temos que continuar!

– Estou sentindo uma presença nada agradável...- Ela falou encarando o nada.

– Como vocês são idiotas, a ponto de pensar que aqui em Cocytos não haveria nenhum Tenma de Cristal vigiando?- Uma voz de deboche penetrou nos ouvidos dos guerreiros.

– Lucas! Mostre-se!

– Conhece esse Tenma, Ana Laura?- Bruno indagou.

– Ele é Lucas de Eridanos, o famoso rio de sangue que corre por Cocytos...é o único Tenma de Cristal à serviço oficial para Hades. Gaia gastou todos seus esforços tentando encontrar Cocytos para pegá-lo, mas nunca teve sucesso...- Ana Laura explicou aos desentendidos.

– Você é uma das enviadas nas missões de me encontrar, por isso sabe quem eu sou!

– Exato seu traidor de uma figa!

– Nossa, que língua afiada...- Lucas zombou.- Eu quero lutar com você!

– Se ela luta, nós lutamos também!- Beatriz Momesso vociferou.

– Desculpe, mas esse combate é entre mim e a senhorita boca-suja aqui!- Lucas prendeu os outros numa espécie de parede de terra, mantendo-os separados dos dois combatentes.

– Sabia que nunca na história dos Tenmas, um guerreiro de quartzo derrotou um de Cristal?

– Pra sua sorte Lucas, estamos nas mesmas condições!

– Você é uma Ninroh de Cristal? Parece-me que gosta de esconder isso...já que eles não sabem!

– Cale-se!- Ana Laura bradou, elevando seu cosmo de uma maneira agressiva, pra que Lucas interpretasse como uma ameaça. Correndo para atacá-lo, ela preparou o punho pra arrebentar a cara dele. Porém, algo parou seu soco:

– Mas o quê é isso? Você parou meu golpe com uma única mão??

– Surpresa por quê? Com esse cosmo de criança, qualquer um te venceria!

– Eu vou calar sua boca! REDEMOINHO DE TORMENTA!

Atrás da Ninroh, seu cosmo azul-claro que estava em seu auge iluminava completamente o local escuro, o qual inundou-se com o grande redemoinho formado por um giro forte, e ao mesmo tempo gracioso que Ana Laura fez com as mãos erguidas.

Direcionando aquele imenso fenômeno para Lucas, que sentiu os pés arrastarem no chão, ela mandou com toda força pra cima de seu oponente.

Usando seu golpe defensivo primário, ele esbravejou:

– ESCUDO REVERSO!- Ana Laura arregalou os olhos, não era possível, seu próprio golpe havia voltado pra ela!

Lançada no grande paredão áspero pela própria técnica, ela caiu no chão, pensando:

"Então é isso que o torna tão invencível. Ele sequer precisa atacar. Seu golpe, dependendo da própria força do oponente, vence de primeira!"

– Se isto é tudo que sabe fazer, sinto lhe dizer que crianças fazem melhor!

Levantando-se e encarando o brilho perverso no olhar do Tenma, Ana Laura teve uma ideia inimaginável...

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Enquanto em Cocytos, a luta era pela escapatória, na entrada do Santuário de Gaia, a luta era pela sobrevivência. Abatidos pelo frio da noite, e pelo ronco do estômago, os sete guerreiros praticamente se arrastavam por entre as saliências nos grandes cânions que rodeavam a casa da Deusa.

Flávia entretanto, andava à mais de quinze passos na frente do grupo, numa postura rígida, em semblante determinado, com passos firmes, e sombras no brilho dos olhos. Estava assim desde a morte de sua discípula, da qual ainda tentava se conformar.

– Andem! Temos que chegar ao Santuário!- Proferia estas palavras a cada cinco passos em que o grupo ficava para trás:

– Sei que ela e Manuela eram bem próximas, mas isso não é motivo para esquecer-se de que há pessoas cansadas aqui!- Rafael resmungou.

– Manuela e ela eram mais do que próximas- Nicole interrompeu.- Eram praticamente irmãs, inseparáveis companheiras de batalha! Você não sabe nem da metade, então fique na sua! E não entendo por quê está cansado! Nem foi você que lutou!- Vociferou a Ninroh, despejando cada palavra como se fosse um golpe.

– Pessoal, encontrei algo! Parece...uma entrada!- Emílio desfez o clima de briga.

– Mas essa, é a porta para Cocytos!- André informou incrédulo de que a prisão do submundo ficava tão próxima ao Santuário.

Continua...

Notas finais
Aquela é como uma idealização de Cocytos!