Guerra Z. - História Interativa.
7 Ep 06- Nikolai. - A escola do demônio.
Notas iniciais
Obrigado e até mais.
(Aliás, eu tava relendo os hq's do TWD novamente e também vi umas matérias sobe a quarta temporada que me empolgaram porque achei a terceira temporada muito fraquinha. Se vocês curtem TWD e ainda não leram o hq, vocês tem que fazer isso. Eu acho o hq mil vezes melhor porque lá é uma caixinha de surpresas e a qualquer momento qualquer um pode morrer.)
(Imagem com spoiler do hq, isso aqui é só um pouquinho da crueldade do governador, só que ele não é nada perto do Negan, o cara mais filho da puta do TWD http://pautalivrenews.com/wp-content/uploads/2011/03/Rick-perde-a-M%C3%A3o.jpg )
Dia 20 de Dezembro.
Está muito escuro aqui nesta escola velha e fedida. Estou no pátio atrás de uma mesa de madeira empunhando o pequeno martelo que Tommy me entregou, estou à procura de uma garotinha chamada Alessa que desapareceu do acampamento e seguindo seus rastros cheguei até aqui. O caminho foi duro e tive muita dificuldade, mas aqui estou.
Olho de relance por cima da mesa e na escuridão consigo ver as sombras andantes dos mortos-vivos. Professores, zeladores e até alunos, pobres almas. Ajeito minha mochila nas costas e vou engatinhando para perto de um dos monstros. Levanto-me e o golpeio na nuca com muita força, ele cai de cara no chão e o outro avança.
Acerto-lhe três golpes no rosto o desfigurando, olho ao redor e acendo minha lanterna. Começo a perseguir o cheiro da garotinha, não é difícil distinguir o cheiro de um vivo e de um morto agora. Meus passos se tornam curtos a cada corredor que viro da escola. É bem assustador, os sons dos passos lentos, os grunhidos demoníacos e consigo até ouvir o choro das crianças que ali foram mortas.
Um zumbi vira um corredor e para bem em minha frente, seus olhos fundos, sua boca ensanguentada e cheia de vermes amarelados o devorando vivo, assim como faz conosco. Os cabelos caíram, os dentes apodreceram, as unhas cresceram e a pele ficou fedida, é insuportável. Ao abrir sua boca e soltar um grunhido uma baforada terrível me atinge e quase que vomito. Mas em vez disso o agarro pelo pescoço e o pressiono na parede onde o golpeio várias vezes virando meu rosto para não respingar sangue de morto.
Solto seu cadáver agora morto e prossigo pelos escuros corredores com uma lanterna e um martelo. Em mais um corredor que viro visualizo parte de uma parede destruída e cadáveres desmembrados pelo chão, eles ainda estão com vida.
–Céus. – digo abismado com a cena que vejo, passo por eles com cuidado para não ser pego e noto os cortes precisos nas pernas e braços. Quem fez isso ainda está por perto, mesmo morto o sangue ainda não se tornou tinta. Não sou o único aqui.
Sigo até o fim do corredor onde vejo mais um zumbi batendo sua cabeça em um dos armários da escola. Aproximo-me dele e amasso sua cabeça com o martelo, ele morre instantaneamente. Ilumino os dois corredores, esquerda e direita. O da esquerda me levará aos sanitários e a sala do diretor e o da direita as salas de aulas e escadaria.
Vou pelo corredor da esquerda, abro a porta do banheiro feminino e ilumino, meu coração acelera ao ver uma criança de aproximadamente treze anos toda deformada devorando outra perto do vaso sanitário. A garotinha abre o estomago da outra e puxa seus órgãos os mordendo como se fossem deliciosos bifes. Ela sobe seus lábios e morde o olho direito da criança e o puxa com raiva o arrancando junto a um liquido amarelado misturado com sangue. Depois estende seu pescoço ainda mastigando o olho e começa a morder a garganta e em segundos já a arranca se juntando ao olho e tripas em sua boca.
Fecho a porta bem devagar para não sinalizar minha presença e me afasto do banheiro. Aquilo foi aterrorizador, traumatizante, mas mesmo assim tenho que manter o foco. Sorte que nenhuma das garotas era Alessa, e azar para elas... Balanço minha cabeça tentando esquecer o que vi e sigo por meu caminho. Chego à sala do diretor e me deparo com um zumbi de terno, alto, a perna direita está toda mordida e exposta, a parte superior de seu blazer está rasgada e o ombro todo mordido e cheio de vermes. Ele se vira e seu óculo cai no chão, seu maxilar quebrado solta um som arrepiante e ele estende a mão.
Puxo-o pelo braço e o derrubo no chão, levanto o martelo e acerto seu crânio várias vezes. É terrível fazer isso... Vejo na parede da sala do diretor uma pequena passagem escura da qual ilumino. Ao lado fica uma prateleira de livros sem livros e um botão. É uma passagem secreta, mas porque ter uma na escola? Olho ao redor e vejo mais dois corpos estirados ao chão e pegadas levando ao túnel secreto. É obvio que ali será meu destino.
Sem pressa alguma eu entrei naquele túnel escuro e contaminado pelo cheiro da morte. Iluminando a cada metro que avançava comecei a notar o número de pegadas no solo, não sei se foi uma boa ideia ali eu me adentrar. Mas agora já não tinha mais volta, meu coração palpitava e no fundo eu suspeitei que Alessa tivesse fugido por este túnel por já estudar antes nesta escola. Mas o que aperta meu peito é o porquê de ter tal construção secreta em uma escola para crianças?
Não caminhei muito e mesmo assim me senti vitorioso ao chegar no fim do túnel escuro. Minha lanterna ainda funcionando iluminou toda a área que agora havia chegado. Era uma espécie de porão, vi em um canto uma maca usada por profissionais da área ginecológica, ferramentas médicas e do outro uma estante com livros, revistas e filmes. Aproximei-me escutando alguns sons suspeitos, mas os ignorei achando que eram coisas de minha cabeça. Vi ao lado da estante um pequeno cofre semiaberto do qual me abaixei e estendi minha mão o abrindo e iluminando. Dentro do cofre encontrei peças de roupas das estudantes daqui, além de peças femininas também encontrei masculinas, todas manchadas com sangue e sujas. Assustado me levantei e fui até a estante, peguei uma revista e comecei a folear. Eram todas revistas infantis, com crianças, brinquedos e roupas. Joguei a revista no chão e peguei um dos filmes, olhei o título.
“Festa no parque de diversões.”
Depois peguei outro.
“A pequena Louise.”
E outro...
“A primeira vez de Nancy.”
E mais outro.
“O chorão Larry.”
“Dayane”
“Jane”
“Scott”
“Lilian”
“Paul”
“Hill”
“Jimmy”
E as fitas não paravam, eram muitos e muitos nomes. Aquilo era assustador, eu estava em uma sala frequentada por um psicopata, um diretor psicopata! O que ele fazia com tantas crianças? Céus!
–Cê acha estranho isso? Eu pratico sempre que posso. Homem, mulher, criança... – olho para trás e vejo dois homens. Um é baixo, usa um boné, barba comprida e segurando uma ripa de madeira. O outro é um pouco maior, rosto todo cicatrizado, vestido com um colete xadrez de caipira e também usando boné, ele segura uma faca de caçador.
–Quem são vocês? Vocês que fizeram isso? – indago já me preparando para atacar, eles se entreolham.
–Não, esses dai é os bagulhos do diretor louco da escola. Nós somos loucos, mas somos outros! – diz o mais baixo com a ripa batendo em sua mão e me encarando.
–O que vocês querem?
–Não sei, a gente tava atrás da garotinha mas ela sumiu aqui nessa salinha. Ai eu te vi e pensei que podia comer seu cuzinho de homem, não ligo de ter o pau sujo na merda sabe? Haha! – ele ri histericamente acompanhado do outro. Eles devem ter seguido Alessa, então ela está aqui escondida em algum lugar!
–Vai, tira logo as calças, meu pau já ta duro. – diz o menor com seu sotaque caipira. Parto para cima dos dois e acerto o peito do que empunha a ripa. O outro levanta sua faca e tenta me golpear, seguro seu braço e o jogo de costas no chão.
–Pega o cabra porra! – grita o que derrubei. Sinto uma forte ripada nas costas, me vira e recebo outra no rosto.
Sinto alguém me agarrar pelo pescoço, é o caipira maior, ele tenta me apunhalar, mas desvio meu rosto e acerto um soco em seu queixo. O chuto com força o afastando e arremesso o martelo no menor acertando seu ombro direito, ele cambaleia e neste momento salto com os dois pés em seu peito o derrubando de costas no chão. Me levanto e já desvio de uma facada, seguro o braço do caipira maior e o faço largar a arma, começo a enforca-lo com toda minha força enquanto o outro se recupera.
–Cê vai morre! – grita o outro colocando a mão por dentro de sua calça, vejo o cabo do revolver e arremesso o caipira que estou enforcando na reta do menor desviando sal atenção. Neste meio tempo puxo minha pistola e atiro três vezes no peito do homem, ele larga o revolver e cai de joelhos cuspindo sangue. – filho... da... – seu cadáver colidiu com o chão, o outro caipira começa a girar e escapa de dois tiros meus. Ele se esconde atrás da maca a virando.
–Matou o Dom cara! Tu vai morrer porra! Nós somos um número maior, cê não sabe quem somos nós cara! Cê não sabe! – desligo a lanterna e me posiciono no canto da sala abaixado. – Vai morre! – ele liga a lanterna e se levanta iluminando todos os cantos com uma pistola em mãos. Miro na direção da luz e atiro quatro vezes, escuto novamente o som do corpo batendo na madeira. – caralho! Cê me acertou! Vai morre! Caralho! Porra! Filho da puta! Caralho!
–Cadê a garotinha? – digo ao surgir na frente do caipira pisando em seu braço que empunha a pistola o prensando no chão.
–Não sei porra! – ele cospe sangue, acendo a lanterna o iluminando. Os tiros pegaram na região do peito, perfurei um dos pulmões do homem e quase atingi seu pescoço. – Tu vai morre! Já mandei uma mensagem pros cara! Nós não tamo só! Tu vai morre!
–Me diga onde a garota foi e se não disser eu vou te manter vivo por mais um tempinho.
–Então não vou contar porra nenhuma seu filho da puta!
–Se eu te manter vivo, você vai desejar ter morrido. – ele arregala seus olhos me olhando.
–Ela... Ela... Ela escapou e... E correu pro leste! – aponto a arma na direção da cabeça do homem, ele fecha os olhos cheios de lágrimas. Me abaixo pegando sua arma, munição e vou até o corpo de seu amigo onde faço o mesmo. Uma calibre 38 sem balas e uma nove milímetros com sete. – Cê não ia me mata porra? Me mata! Não aguento mais porra! Mas cê vai morre caralho!
–Não vou te matar, eu menti. – estendo o martelo e arrebento os dois joelhos do homem, ele grita muito alto.
–Caralho! Filho da puta! – ouço seus xingamentos seguidos de choro enquanto me afasto.
Eu vou te encontrar Alessa.
Notas finais
E muito obrigado pela recomendação Artur!
Escolhas:
O que Nikolai fará em sua próxima ação? O dono do personagem decide.
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Enquanto isso nos condominios a emboscada é preparada para pegar as armas.
No próximo capítulo:
"Sexo e carnificina." Será narrado por Thomas, esperem altas putarias no próximo capítulo. Vai ser bem explicito.
Imagens de gostosas bonus:
http://danfinnen.com/galleries/images/gwotzw_part2/zombies2-1.jpg (imagino Lucy quase desse jeito ae.)
http://pipocaenanquim.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Apocalypse-Now-Redux-PB-Playmates-002.png
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