Guerra Z. - História Interativa.
11 Ep 10- Mary. - Duelo de pistoleiros.
Notas iniciais
Este é o capítulo mais forte até agora, eu acho pelo menos.
Aviso: Se o personagem morrer pode me mandar outro.
Espero que gostem c:
Dia 10 de Janeiro.
O inverno estava acabando, há pouco tempo eu havia me mudado para o apartamento onde vivem Charlie e Brad. Confesso que é muito divertido conviver com os dois, Charlie é como se fosse meu irmão mais velho, sempre cuidando de mim e me alertando sobe o que fazer e o que não fazer.
Em uma manhã do dia dez de janeiro notei que Sven estava na porta conversando com Charlie, bem baixo pensando que eu não acordaria, mas como tenho o sono leve...
-Os tiros ouvidos ontem, nós vamos investigar. Você quer vir? É rápido.
-Mas alguém tem que ficar para manter guarda... Pode deixar que eu vou e você fica. – diz Charlie bem baixo, ele olha para trás e nota que estou acordada.
-Também quero ir.
-Você não pode garotinha. – diz Sven.
-Posso? – Charlie me encara e suspira acenando que sim.
-Ela é sua responsabilidade, não demorem muito. Quaisquer coisas entrem em contato pelo rádio.
Sven deixa nosso apartamento e sobe ordens de Charlie começo a me aprontar. Pego uma jaqueta de couro bem resistente, calças, botas e um boné. Prendo meus cabelos e coloco na cintura a faca embainhada que ganhei de natal. Ele se arruma com suas vestes tradicionais, penteia seus cabelos longos e pega o rifle e munição.
Descemos as escadas e no pátio vejo Connor e Will ajeitando a caminhonete para viagem.
-Vai levar mesmo a garota? – indagou Connor me olhando torto.
-Sim, vai ser rápido.
-Ela vai ser tipo um saco de batatas, só vai atrapalhar! – diz Will, odeio esse cara. Sinto algo tocando meu ombro, me viro já pronta para atacar.
-Ei! Acalme-se, sou eu. – é Angelo, ele sorri me cumprimentando. Charlie nos deixa a só entrando na caminhonete.
-Oi... – não consigo evitar, mas minhas bochechas ficam avermelhadas. Angelo passa a mão em meu rosto.
-Tem uma marca aqui, se machucou?
-Sim... Anteontem...
-Onde estão indo?
-Vamos verificar um tiroteio que ocorreu aqui perto.
-Uau! Você é uma garota, tem mesmo coragem de ir?
-Claro...
-Você é um homem no corpo de mulher hein! Haha. – não sei se foi um elogio... Sorrio constrangida e escuto Charlie me chamar.
Ao me despedir de Angelo subo na caminhonete e Connor vai atrás. Fico no meio de Charlie e Will.
-Leste, temos de ir para o leste. – diz Will. Charlie suspira e Brad abre o portão. Deixamos os prédios ao som do velho motor da caminhonete.
-Porque você veio? Puta que pariu cara. – comenta Connor. Concordo mentalmente com ele.
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A viagem não foi muito longa. Em menos de vinte minutos chegamos a uma delegacia cercada por um numero de oito infectados e vários cadáveres ao chão formando uma pilha. Charlie freia e Connor quase que é lançado.
Will desce com um bastão de baseball em mãos, desço junto a Charlie e Connor que se posicionam um ao lado do outro observando os monstros.
-Oito. – comenta Charlie com o rifle em mãos. Os zumbis estão todos distraídos tentando derrubar o portão da delegacia.
-Olha, tu sabe contar. – Will gira o bastão sorrindo ironicamente.
Charlie não diz nada, ele somente olha de relance friamente. Alguns monstros se viram nos encarando como sacos de carne ambulantes. Connor me afasta com a mão e pega um pé-de-cabra.
-Fica ai, se der merda corre.
-Não vai dar merda, fique parada. – Charlie diz deixando o rifle pendurado pela bandoleira e se armando com um martelo pequeno. Will já parte para cima de um zumbi batendo com o bastão em sua cabeça.
Connor pega sua arma branca e a finca no olho direito de um zumbi, ele puxa com força e parte de seu rosto vem junto jorrando sangue. Charlie faz um movimento rápido e arrebenta o maxilar e nariz de um usando o martelo.
Will tenta golpear um zumbi no estomago, mas é pego e derrubado no chão, ele pede por ajuda. Recuo ao ajuda-lo, Connor simplesmente ignora e segue lutando com bravura.
-Olha quem está pedindo ajuda. – diz Charlie puxando o zumbi que estava encima de Will e o lançando de costas no solo. O mesmo se levanta e começa a espancar a criatura e soltar xingamentos.
Escuto um som suspeito enquanto eles batalham. Viro-me e rapidamente um veículo transita no final da rua a virando. É como se estivesse fugindo... De nós... Que estranho...
Após a matança, eles limpam suas armas na neve e vão até o portão. Sigo Charlie ainda pensando naquele carro.
Evito passar perto da pilha de corpos e logo de cara um homem já surge no portão. Ele usa uma touca, barba rala, branquelo e armado com um fuzil.
-Quem são vocês? – ele questiona perto do portão olhando para Charlie, Connor e Will.
-Vivemos aqui nas proximidades, ouvimos tiros ontem. – diz Charlie amigavelmente. O homem franze sua testa.
-Vivem aqui perto? – ele se apressa para abrir o portão e nos deixa entrar.
Três garotas também surgem como cachorros tímidos. Eles se apresentam Damon, Katie, Alessa e Andrew. Depois de uma curta conversa o homem nos leva para dentro da delegacia. Enquanto isso Charlie conta mais sobe o grupo, desvio-me dos homens e vou conversar com as garotas que estão sentadas em bancos da recepção.
-Olá... Sou Mary.
-Meu nome é Andrew, essa é minha irmã Katie e aquela é Alessa. – diz a mais velha me cumprimentando com um sorriso. As outras ficam quietas, estão assustadas.
-Vocês são da policia? – diz Katie em um tom inocente e me olhando com os olhos úmidos.
-Não, não somos... Mas podem relaxar, vocês vão vir conosco, lá é seguro, tem comida, energia e todas as pessoas são boas! – elas abrem um sorriso, menos Alessa que permanece abraçada com um urso de pelúcia.
-Vocês tem um lugar? – indaga Andrew entusiasmada.
-Sim, são vários prédios, é um condomínio fechado. Vocês podem ficar no meu apartamento, Charlie é um cara legal, ele cuida da gente.
-Isso é ótimo! Ouviu Katie? Estamos a salvo!
-Sim! – os olhos úmidos de Katie se enchem com um brilho ardente. Sorrio sentindo meu coração leve e recheado de bondade.
-Achei que íamos ficar fugindo para sempre... E tem aqueles caras...
-Que caras? – Andrew fica olhando para baixo evitando contato visual. Confusa questiono novamente, mas nada.
-Nada... – hum...
Charlie passa pela recepção carregando uma caixa de papelão cheia de caixas pequenas de munição. Connor vem em seguida com três rifles nas costas e um na mão. Depois vem Damon com outra caixa com pistolas. Will também o segue carregando mascarás de gás, uma caixa com granadas de efeito moral e sprays. Uau!
Depois de trinta minutos a caminhonete possui oito caixas com equipamentos e poucos mantimentos. Charlie e Damon continuam a conversar.
-Vamos, hora de partir, esse lugar não é seguro. – diz Connor subindo na traseira da caminhonete, ele ajuda Andrew a subir junto. Também vou à traseira enquanto Katie, Will, Charlie e Damon ficam na parte da frente.
-Bota esse cavalo pra correr! – grita Connor, Charlie pisa no acelerador e partimos dali rumo a “casa”.
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Connor não para de olhar para Andrew, ele é descarado e fita os peitos da garota sem medo algum.
-Puta merda, você é linda!
-Obrigada.
-Quantos anos você tem?
-Vinte e você?
-Poucos também... Sou jovem, você pode ver isso não é? Belo também. – ela ri baixo.
-É evidente. Qual seu nome?
-Connor, e o seu bela dama?
-Me chame de Andie.
-Andie, Andie... Belos... – ele diz olhando para os peitos de Andrew, ela sorri.
-É sempre descarado assim?
-Descarado não, sou bem safado, me entende não é? – que idiota...
De repente escuto um alto som e em seguida um flash forte e o barulho aumenta. Sinto meu corpo sendo lançado para longe dali e chamas ao redor, bato minhas costas no asfalto com força e percebo que uma bomba acabou de explodir derrubando a caminhonete. Como estava na traseira fui lançada junto com Connor e Andrew.
-Caralho! Armas! Armas! – escuto a voz de Connor, tento procura-lo jogada no chão, mas a fumaça é tanta...
Estamos no meio da rua com o carro virado e possivelmente todos feridos. Andrew está jogada próxima a mim, ela está inconsciente. Connor está de joelhos com vários ralados e cortes atirando com um rifle que pegou na delegacia.
Faço forças e me levanto mesmo que molejando. Connor dispara contra os zumbis que se aproximam aos arredores, percebo que estão muito próximos. Corro até o corpo de Andrew e começo a arrasta-la para perto da caminhonete.
-Connor! – grito, ele se vira e atira no zumbi que se aproximava. Ao tentar disparar novamente nota que as balas se acabaram.
-Pega uma caixa de munição! Joga! Rápido! – procuro no chão munição para o rifle. Pego a caixinha e lanço para Connor que tenta recarregar o mais rápido possível.
Vou até a parte do volante e Will consegue sair arrebentando a porta. Charlie está recuperando a consciência, Damon está saindo junto a Will e Katie desacordada, ela se feriu.
Escuto vários disparos, vejo aquele carro virando a rua com homens armados atirando contra os infectados. Connor cessa os tiros assistindo a tudo.
-Que merda... – Andrew começa a se levantar fracamente. Will e Damon se põe ao lado de Connor observando os homens descendo com as armas.
-Fodeu, a gente tá morto, é o Muller! – diz Damon. Um homem de cabelos louros compridos, muito alto, barba rasa, olhos negros como a noite e várias tatuagens desce com uma pistola em mãos. Ele está acompanhado de mais quatro homens.
-Damon! – ele grita sorrindo e se aproxima. Connor aponta a arma para o homem. – abaixa essa porra, ou quer que façamos uma chacina aqui?
-Quem é você? – indaga Connor ainda com a arma apontada, os outros homens fazem o mesmo com Connor.
-Atira! Mata ele! Mata! – grita Andrew pegando uma pistola no chão desesperada. O homem louro olha sorrindo para ela.
-Calma ae! Calma! – ele grita, mas é em vão. Andrew atira várias vezes contra o homem, mas como é ruim de pontaria nenhum dos tiros o acerta. Mas ao invés disto ela atinge em cheio um dos “capangas”.
O homem a encara irritado. Connor é desarmado pelo mesmo e lançado de cara no chão. Will levanta a arma para atirar, mas é baleado várias vezes junto a Damon, os dois caem no chão cheio de ferimentos e sangrando muito.
-Matem ele! – Andrew continua apertando o gatilho e chorando, mas as balas acabaram. Estou abaixada atrás da porta da caminhonete caída vendo tudo e tentando acordar Charlie.
-Matem ele? Quem? Esse cara aqui? – o homem louro bota a pistola na cabeça de Connor e nem o deixa falar. Um tiro é disparado bem na cabeça dele. Lágrimas escorrem por meu rosto e seguro os gritos.
-Porque está tão assustada? – o homem diz assoprando o cano de sua arma e limpando os vestígios de sangue nas roupas de Connor.
-Ela matou o Morales. Fode ela chefe, vamos, quero foder ela.
-Eu também, quero foder ela... De novo... – o sorriso malicioso e demoníaco do homem louro nunca irá desaparecer de minha mente. Meu coração está quase parando e continuo a chorar vendo o cadáver de Connor.
Andrew chora encostada na caminhonete. Não posso deixar mais alguém morrer, tenho que fazer algo... Pego a pistola no coldre de Charlie que está meio acordado e me levanto.
-Ei! Tem uma garota ali! Adoro garotas de sua idade! – o homem diz de braços abertos enquanto aponto a arma. – olha, ela tem uma arma! Estou morrendo de medo, sabe usar armas? É assim. – ele aponta a arma para Damon e atira em sua cabeça o matando de vez. – ou assim! – em seguida atira várias vezes em Will já morto. Minhas mãos tremem e seguro as lágrimas de medo.
-V-Vai e-embora! – grito segurando o gatilho com a ponta do dedo.
-Espera, a lição não acabou. Já assistiu filmes de faroeste? Eu simplesmente sou fanático por aqueles duelos. Quer travar um comigo? Hein? – não digo nada, eu quero atirar, mas hesito. Minhas mãos tremem, meu corpo sua frio e meu coração acelera. – então segura esse bang! – o homem gira a pistola e a coloca perto da cintura passando a mão pelo gatilho e atirando. Ele acerta a mão da qual empunho a pistola e a derrubo no chão chorando.
Caio de joelhos e vejo o furo em minha mão, sangra muito e sinto uma dor insuportável. Sinto um chute forte em meu rosto e caio no chão, ele pisa em meus seios e força com a arma apontada em meu rosto.
-Perdeu cowboy!
Notas finais
Escolhas:
Escolha de Nikolai:
Enquanto procura por Alessa, ele acabou escutando vários tiros ali perto.
1- Ir ver do que se trata.
2-Continuar sua busca.
Escolha de Charlie:
1-Tentar lutar contra os homens.
2-Não lutar, mas pedir calma.
3-Fugir e deixar a todos ali.
Escolha de Mary:
1-Suicídio com a arma.
2-Se render.
3-Atirar novamente.
Acontecimentos paralelos:
-Helena transou com Mark em uma das consultas.
-Haruka ajudou Mikayla a lavar as roupas.
-Sven ficou de guarda no terraço junto com Lucy.
-Thomas arrumou o motor da van junto a Tai.
-Viktor, Emma e Angelo ficaram em um apartamento conversando o dia todo. Emma acabou se abrindo para os dois.
Espero que tenham gostado, comentem : )
Até o próximo, flw.
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