Guerra Urbana
2 Wanted
Notas iniciais

Nova York, Manhattan, cidade com uma vasta população, cheia de super seres e pessoas famosas. Mas sua grande maioria é composta por pessoas que não são nada, Pessoas que vivem para trabalhar.
Peter Parker trabalha em um jornal, mas não era um simples jornal, era o mais poderoso e famoso da cidade, o Clarim Diário. Ele chega mais uma vez pontualmente como sempre, com passos rápidos entra na sala de seu chefe, John Jonah Jameson, o editor chefe do Clarim e o homem mais influente da cidade.
– Aqui esta as fotos do Homem Aranha, Sr. Jameson. – diz Peter enquanto entrega um envelope marrom.
– Homem Aranha?! Quem quer saber de Homem Aranha?! – diz Jameson gritando – Você não leu as noticias?!
Peter pega um jornal que estava na mesa de JJJ. A noticia principal tinha uma foto de um homem hospitalizado, nela estava escrito: “Aterrorizante, o famoso empresário imobiliário Wilson Fisk, que já foi processado por diversos crimes, porém completamente inocentado de todos, acaba de chocar a cidade. O empresário imobiliário que foi vitima de espancamento acusa o vigilante mascarado, Demolidor. Câmeras de segurança confirmam a acusação. O que mais choca é que o líder do mercado imobiliário colocou uma recompensa sobre a cabeça do vigilante, a quantia é de 2 bilhões de dólares, cartazes de procurado são espalhados pela cidade. A policia afirma que esta atrás de Demolidor, e Wilson Fisk, hospitalizado, diz que não se importa se o pegarem vivo ou morto.”
O fotografo fica boquiaberto e com olhos fixados na noticia, enquanto ouve seu chefe gritar:
– Leu?! É isso mesmo! Ninguém quer mais saber de Homem Aranha! Eu quero fotos do Demolidor!
– Mas as fotos estão muito boas, eu tirei fotos do Homem Aranha capturando o... – Peter foi interrompido por Jameson.
– Ele está espancando alguém?! Ele está matando alguém?! – insatisfeito Peter diz que não com a cabeça – Então essas fotos são um lixo!
– Mas eu preciso do dinheiro!
– Então tire fotos decentes!
Peter encara seu chefe, e se retira da sala. Ele pega uma pilha de jornal que estava em uma mesa com outras pilhas, e inicia a sua segunda profissão que é ser entregador de jornais. Este segundo emprego não era grande coisa, mas o dinheiro era essencial.
Naquele mesmo dia em um final de tarde, Peter volta para sua casa após um dia de trabalho e aula em sua faculdade. Ele morava com sua tia, May, a mulher que o criou.
– Essas são as contas do mês tia? – diz Peter enquanto sentava-se em uma mesa cheia de cartas de cobranças.
– Sim, Peter, e eu já não sei o que fazer. A cada mês fica mais difícil pagar tudo, e neste mês está impossível. Não temos dinheiro suficiente. – diz a Sra. Parker com as mãos na cabeça.
– E infelizmente eu não consegui nenhum dinheiro pelas fotos que eu tirei ontem. Mas não tem problema, eu irei fazer algumas horas extras.
– Meu Deus, Peter, você se sacrifica demais por esta casa, e eu fico muito orgulhosa de você, mas eu não gosto de ver você se arriscando tirando essas fotos.
– Não tem problema, nós precisamos disso. E para conseguir dinheiro para esta casa eu irei fazer de tudo. Farei o possível e o impossível, farei até o que eu nunca pensei em fazer! – diz de maneira rude.
O silêncio tomava conta daquela casa, os dois sentados não se olhavam, em seus pensamentos ocultos Peter dizia: ”Eu consigo salvar milhares de pessoas, mas não consigo salvar a minha casa. Como eu posso ganhar dinheiro sendo o Homem Aranha?”
Simultaneamente, mas em outro lugar.
– Agora eu estou sendo caçado, aposto que diversos mercenários estão por vir. Hum..se eu sair com certeza serei atacado, não irão deixar eu combater o crime como antes. Mas eu não pretendo deixar isso me atingir, vou continuar a fazer o que eu sempre fazia. Não tenho medo.
A lua estava intensa, a noite estava densa, o clima da cidade era pesado, era possível sentir que algo grande estava para acontecer.
E em algum lugar da cidade em um apartamento depredado, estava um homem com o cartaz de procurado do Demolidor em sua mão esquerda e na direita um copo de whisky, calmamente ele falava consigo mesmo:
– Neste caso para mim o dinheiro é apenas uma consequência, esse Demolidor precisa ser punido, ele não pode manchar o nome de todos os vigilantes. Eu vou fazer este cara servir como exemplo, e com o dinheiro irei comprar novas armas e equipamentos.
O homem bebe um gole de seu whisky, coloca o copo em uma mesinha, e nesta mesinha existia vários projeteis de arma de fogo, e eles formavam um símbolo de uma caveira.
– Desta vez não é justiça, desta vez é punição.
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