Guerra Universal
12 O Encontro
– Kratos -
Era noite. Eu estava em algo parecido com uma arena. Essas novas construções me deixavam confuso. No chão, uma área retangular de grama se entendia ao horizonte. Nos dois lado, “postes” brancos pareciam formar um retângulo. Já a minha frente, com cabelo pretos e um olhar de ódio, estava o meu inimigo.
– Então é você? – Ele disse, dando um passo para a frente. – Aquele que foi trazido dos mortos para me derrotar. Devo dizer que estou lisonjeado. É muito medo que vocês sentem de mim. Realmente, eu não esperava.
– Você domina oito reinos e quer o nono. É sensato sentir medo. Porém, eu diria, que o medo vai mudar de lugar. EU VOU TE MATAR!
Sem pensar muito parti para cima dele. Não estava afim de diálogos.
Em uma das minhas conversar com Coulson, fui informado de que ele era Mutante. Aparentemente, seu DNA era diferente, fazendo com que ele tivesse poderes especiais. Só não me pergunte o que é DNA, pois não faço ideia. Phil também me alertou sobre o poder dele. Ventriconi consegue dominar os quatros principais elementos existentes: Água, Terra, Fogo e Ar.
Ao avançar, joguei minhas espadas em sua direção. As correntes em meus braços ardiam e ele percebeu.
Ao desviar do meu ataque, ele se afastou e fez surgir chamas de fogo em suas mãos. Ao dominá-los, jogou as flama em meus braços. As correntes protegeram um pouco. Mesmo assim, a dor dominava.
Ao partir para o ataque, quanto mais eu tentava acertá-lo, mais ele desviava. Com o controle do ar, ele parecia dançar ao invés de lutar. Seus movimentos rápidos, me deixaram em desvantagem.
O campo já estava todo queimado. Placas de terra subiam do chão e me acertavam. Ventriconi ria, enquanto eu era facilmente derrotado.
– Sério? Justo você? — Ele dizia. — Esperava uma disputa mais difícil.
Ele agarrou meus braços com suas mãos ferventes. A minha tatuagem vermelha parecia brilhar de tão quente que eu estava.
– O que devo fazer? Torturar? Matar? Ou só me divertir?
– Deveria rezar! – Ao dizer, usei meu poder recebido de Zeus. Uma onda de raios invadiu o meu redor, assim como na luta armada por Vitor.
Ventriconi não esperava e foi arremessado para sete metros a minha frente. O local em chamas, mal dando espaço para mover, me fez saltar em direção a ele. Meu sangue vindo dos machucados, caiu em sua boca. Os olhos fechados do inimigo abriram segundos antes do meu ataque. Com um sopro forte, fui jogado para trás.
Ele se levantou. Com um olhar zangado, jogou chamas de fogo em mim. Eu rolei para a direita e consegui evitar o ataque. Ao tentar contra-atacar, uma das piores sensações invadiu meu corpo.
O mutante estava em pé, com o abraço afrente, apontando para mim. Eu não consegui mais dominar meus movimentos. Ele estava me controlando.
– O que você está fazendo? – Perguntei com dificuldade.
– Estou fazendo o meu melhor. – Ele debochou. – Estou dominando o seu sangue. Estou te controlando.
A sensação era totalmente diferente, mas me fez lembrar de quando eu recebi as ordens de Ares. Eu era cego no que fazia. Meu desejo por guerra, fez de mim uma marionete. Por causa desse controle, matei aqueles que eu já amei. Minha esposa e minha filha... Suas cinzas estavam em meu corpo, como maldição. E agora, anos depois, me sentia novamente nessa situação.
– Já ouviu falar da maldição “Império”? Creio que não. Tolinho. É exatamente o que estou fazendo com você agora.
Eu queria fazer algo mas não podia. Sua mão que estava aberta, lentamente se fechou. Fui levado para perto dele.
– Juro que queria mais. Até esperava mais de você, filho de Zeus.
– Não me... me chame assim. – Pensei que meus pulmões fossem explodir ao dizer.
– Isso te magoa? Não quer nada com aquele que você matou? NÃO? Pois deveria! – Ventriconi me jogou para longe. Ainda caído, era impossível de me mexer. – Você me ajudou e muito, espartano. Com os gregos mortos, só faltam outros milhares de deuses, que esses humanos inutilmente idolatram, para matar.
Foi então que uma voz surgiu em minha mente.
“Os deuses não te abandonaram” ela dizia.
– Você devia repensar suas ideias. – Com um piscar de olhos, um raio veio do céu, atingindo Ventriconi.
Ele desmaiou e meu poder voltou. Eu podia novamente me mexer sem nada doer (fora os machucados, obviamente). Me adiantei e o encontrei atirado no campo, sem consciência.
– Eu prometi e vou cumprir. Eu vou te matar.
– Eu não teria tanta certeza.
Uma voz do lado me impediu de matá-lo. Um homem forte, vestido com uma roupa azul, branca e vermelha me olhava. Seu capacete tinha um enorme A escrito.
– Quem é você? – Perguntei.
– Eu sou Steve Rogers, o Capitão América e líder dos Vingadores. Sugiro que se afaste dele.
Atrás do Capitão, um avião estava parado. De dentro dele saíram cinco homens e uma mulher.
– Sinto muito, Capitão, mas é meu dever matá-lo. Se não me deixar, terei que te matar também.
– Que assim seja!
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