Guerra Universal
10 Libertação
– Ventriconi -
“Meu plano estava indo como o planejado. Porém, o tempo parecia não passar. Estava demorando muito para minhas tropas alienígenas avançarem. Precisava de um impulso para derrotar os heróis e dominar a Terra.
Terra... Só faltava esse ultimo reino. Depois disso tudo estaria pronto. Todos os seres teriam medo, esqueceriam os deuses e depositariam sua fé em mim.”
– E assim você mataria os deuses e se tornaria imortal, né chefe?
– CALADO!
Um dos meus assistentes idiotas havia atrapalhado meu treinamento de discurso. Resolvi então parar de treinar.
O relógio marcava 13 horas no horário local de Tóquio.
O Japão havia sido dominado há uma semana. Era uma fortaleza perfeita já que meu prédio se encontrava no centro da cidade.
– Chefe, está na hora. – O idiota voltou a me incomodar.
– Você não percebe que quero ficar sozinho em minha sala?
Com um movimento rápido com minhas mãos, meu assistente ficou em chamas. Sem misericórdia, ele teve uma morte agonizante.
Acabei saindo da minha sala e fui em direção as nossas masmorras recém-construídas. Lá estava um prisioneiro com quem precisava falar.
Logo na primeira cela, um homem estava acorrentado. Somente com short e uma camiseta azul rasgada, ele olhava para baixo.
– Olá, Dr. Hank Pym.
– O que você quer de mim? — Ele respondeu sem se mover.
– Eu acho que você sabe o que quero, Doutor. — Me aproximei e sentei em um banco a sua frente. — Como devo chamá-lo? Homem Formiga? Gigante? Jaqueta Amarela?
– De nenhum deles. Não sou mais um super-herói.
Minha risada ecoou a cela.
– Ora, você nunca foi. Porém vou te dar uma chance de se redimir. Ajude-me e lhe darei a oportunidade de viver. Não vou te matar, assim como farei com os teus amiguinhos.
– Nunca faria isso. Nunca te ajudaria.
Rapidamente peguei uma faca no meu bolso e cortei o lado esquerdo de seu rosto. O sangue escorria e mesmo assim a cabeça dele continuava abaixada.
– Você vai fazer isso ou vou lhe matar, aqui e agora.
Após alguns segundos sem nenhum movimento ou uma simples palavra, ele ergueu a cabeça e encarou meus olhos, respondendo aquilo que eu já esperava:
– Preciso de um computador, um espelho grande e 24 horas.
– Perfeito.
Esse tempo foi fácil de aguentar passar. Um treinamento básico, assistentes skrulls mortos e uma boa noite de sono. Assim, às 13 horas do dia seguinte, meu portal estava pronto.
O doutor sabia exatamente o que eu queria. Ele me fez um portal para a prisão que ele tinha criado em outra dimensão. Estava na hora de arranjar generais.
Ele estava em uma sala fechada, sem muita iluminação.
– Boa tarde, doutor! Nosso portal já está pronto?
– Está sim. – Ele digitou alguns comandos em seu computador e um portal se formou onde antes era um espelho. – Pronto.
– Ótimo. Pode passar.
– Como... Como assim?
– Desculpe doutor, mas eu não serei burro o suficiente de passar por esse portal sem ter certeza do que acontecerá. Você vai passar com dois de meus assistentes. Se nada acontecer, então eu passarei.
Ele parecia atordoado. Se voltou ao computador e digitou mais algumas teclas. Seu plano de me enganar havia fracassado.
– Você é um cara inteligente, doutor, mas não tanto como eu.
Assim, dois de meus soldados pegaram Hank Pym pelos braços e avançaram até o portal. Como o combinado, esperei um minuto. Exatamente 60 segundos depois, um dos skrulls voltou e fez sinal positivo com sua mão. Estava na hora de avançar.
Ao passar pelo portal, saí direto em uma central de segurança. Vários computadores estavam espalhados pela sala revestida de um metal desconhecido. Meus soldados estavam mortos, Hank Pym estava no canto esquerdo da sala e vários guardas da prisão estavam comigo na mira de suas armas.
– Incrivel como várias coisas acontecem em 5 segundos. Só demorei isso para passar por esse portal e vocês já querem me matar. Triste.
A concentração invadiu minha mente. Com os braços esticados, eu já estava em chamas, antes que qualquer guarda pudesse ter uma reação. Incendiei cada um dos nove seguranças ali reunidos. Deixei o doutor por ultimo.
– Eu lhe dei uma chance, Dr. Hank Pym. Você tentou me trair novamente. – Avancei em sua direção. – É uma pena.
Com minha mão direita, peguei sua garganta e o levantei. Fogo começou a entrar em seu corpo. Seus olhos com chamas laranja estavam em contraste com o sangue vermelho que saia do seu corpo. Em segundos, seu corpo havia sido destruído pelo fogo. Olhando para suas cinzas, deixei minha singela homenagem:
– Ninguém sentirá sua falta.
Já no meu estado normal, sai pela porta da sala e fui até onde estavam as celas. Centenas de prisioneiros perigosos estavam lá. Porém eu precisava de apenas oito. Controlando o ar, enviei uma mensagem para cada cela dos meus generais escolhidos: Thanos, Kang, Coringa, Luthor, Magneto, Doutor Destino, Flash Reverso e Darkseid.
"Ouçam minha mensagem. Cada um de vocês foi pego e preso pelos miseráveis heróis que tanto odiamos. Por isso ofereço uma chance para darem a volta por cima. Estou dando a liberdade para vocês e como troca, peço que se juntem a mim. Sejam meus generais em cada um dos continentes. Juntos seremos fortes. Juntos, vocês voltarão a ser temidos no universo. Assim marcaremos uma nova era mundial. Sem heróis e com os vilões tendo o seu merecido final feliz!"
Após minha mensagem, todas as oito celas se abriram. Todos se dirigiram a mim, com o uniforme laranja que usavam.
– Ventriconi, dono de oito reinos. Mesmo aqui em outra dimensão, sua fama já amedronta os vilões. Estaremos ao seu lado. – Disse o temível Thanos.
– Ótimo, meus amigos. É só passar pelo portal, que vocês encontraram suas melhores armas. E só um aviso. Não tentem me trair, pois não terei misericórdia. Matarei quem se colocar ao meu caminho.
Todos concordaram e mesmo que um pouco desconfiados, foram ao portal. Porém, o Coringa se afastou da turma e me perguntou:
– E você? Não vem com a gente?
– Não. Preciso ter uma conversa com Galactus.
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