Guerra Fria
2 Capítulo 2 - Reencontro agitado
Notas iniciais
Alphonse ainda estava preocupado com o irmão, que estava até um pouco melhor, apesar de ainda sentir dor. Ele ficou ao lado de Edward o tempo todo, porque sabia que Ed precisava de sua companhia naquele momento. Mas alguém teria que ir buscar Winry, e se não fosse Al, quem seria? Uma ideia veio à cabeça dele. Quem seria o ponto de referência MUITO visível, que Winry conseguiria reconhecer mesmo a quilômetros de distância? É claro que esse seria o Major Armstrong. Al deixou o irmão por mais um pequeno período de tempo, só o bastante para ligar para o Major.
– Aguente firme, nii-san, eu já volto. – Disse Al, saindo do quarto.
– T-tá. – Disse o pobre alquimista, sofrendo com aquela dor.
Alphonse saiu correndo do hotel e foi até a cabine telefônica na qual estivera pouco antes, digitando então o número do quartel general. Foi Riza quem atendeu.
– Alô, quartel general central, quem fala?
– Tenente, sou eu, Alphonse! Preciso falar com o major agora mesmo. – Disse Al, inquieto.
– Al, o que aconteceu? E como sabia que era eu? – Perguntou Riza, curiosa.
– Reconheci pela voz – Al respondeu calmamente, e continuou. – É o nii-san! O auto-mail dele está com problemas. Ele está sentindo uma dor terrível, e já chamei a Winry, mas preciso da ajuda do Major Armstrong.
– Pra que precisa dele? – Indagou Riza.
– Preciso que ele vá buscar a Winry enquanto eu fico aqui com o nii-san. Por favor, me deixe falar com ele!
– Claro, só um minuto – Disse Riza, chamando pelo Major, que estava na sala ao lado.
– O que houve primeira-tenente? – Perguntou o Major, curioso.
– É o alquimista de Aço – Ela disse, e explicou-lhe a situação de Ed. Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto do Major.
– Pobre Edward Elric! Sofrendo em um dia maravilhoso desses de neve! E o amor do irmão mais novo, ao ficar para consolá-lo! – Ele retirou a camisa e fez uma pose dramática. Escorreu uma gota da testa de Riza. – Deixe-me falar com ele!
Riza entregou o telefone para o Major, que praticamente arrancou-o da mão da primeira-tenente.
– Alphonse Elric? – Perguntou o Major, em um tom de voz firme.
– Sim, Major, você poderia...
– Não diga mais nenhuma palavra! A primeira-tenente já me explicou tudo. Claro que irei buscar a sua amiga de infância com prazer! – Al ficou feliz.
– Ah, que ótimo. Obrigado, Major. Agora tenho que voltar pra ficar com o nii-san. Ele vai querer companhia. – Lágrimas escorriam pelo rosto do major mais uma vez.
– Mas que lindo o amor fraterno! A união entre vocês! É tudo tão bonito!
– Tu, tu, tu...
Alphonse já havia desligado o telefone. O Major também desligou, e a tenente olhou pra ele.
– Não aconselho o senhor a tirar a farda, Major. Está muito frio hoje – Ela disse, lhe entregando a camisa.
– Claro, perdoe-me, primeira-tenente – Respondeu o major, pegando a camisa e a vestindo. – Agora, se me dá licença, tenho uma mecânica para ir buscar! – Continuou Alex, saindo da sala.
Alphonse, assim que desligou o telefone, voltou correndo pro quarto ao encontro do irmão, e o encontrou sentado mastigando um chocolate que tinha tirado do frigobar. Al suspirou aliviado ao ver que ele já estava um pouco melhor, pelo menos.
– Nii-san, você sabe como essas guloseimas são caras. – Disse Al, brincando. Ed olhou pra ele e sorriu.
– Tudo bem, dinheiro não falta. – Ele sorriu e deu outra mordida no chocolate.
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O Major caminhou sem pressa até a estação de trem, apreciando a paisagem. Ele sorriu ao ver algumas crianças brincando, fazendo bonecos de neve e guerrinhas de bolas de neve. \"Que fofo!\" ele pensou, enquanto passava e ouvia os doces risos dos pequeninos.
Ao chegar à estação, se sentou em um banco, mas rapidamente se levantou, ao sentir que estava congelado.
– Acho melhor ficar em pé... – Ele disse para si mesmo, enquanto batia nas calças para retirar a neve.
O Major ficou esperando por aproximadamente dez minutos até o trem chegar à estação, e quando ele finalmente chegou, vários passageiros desembarcaram, inclusive Winry. Ela começou a procurar Alphonse, porque pensava que ele viria lhe buscar, mas quem encontrou foi o Major, ou melhor, ele a encontrou, abraçando-a fortemente, quase a esmagando entre os seus músculos.
– Senhorita Winry! Que bom que chegou bem!
Winry se assustou com o modo como o Major a abraçou.
– Ma-major, eu não estou... Conseguindo respirar – Disse Winry, sem fôlego.
– Oh, me desculpe, senhorita Winry. – Ele disse, colocando-a no chão. Winry, depois de um longo suspiro, perguntou:
– Onde está o Al?
– Ele ficou cuidando de Edward. Ele parece estar sentindo muita dor – Disse o major, fazendo Winry ficar preocupada.
– Vamos depressa para lá! Tenho que chegar o mais rápido possível! – Ela disse, e o Major foi na frente, guiando-a até o hotel enquanto Winry o seguia.
Eles chegaram ao hotel rapidamente, e Winry estava ficando cada vez mais tensa. Assim que subiram e entraram no quarto, o Major foi até Edward e o abraçou forte, também o esmagando entre os seus músculos.
– Edward Elric! Pobre garoto! Como está se sentindo? – Perguntou o Major, apertando-o como um urso de pelúcia.
– Me sentiria melhor... Se você... Me... Soltasse – Ed falava com dificuldade, porque o abraço do Major apertava os seus pulmões. O major o soltou, vendo que o estava sufocando.
Edward olhou atrás do major e viu Winry, que estava apreensiva. Ele sorriu e tentou andar em direção a ela, mas assim que colocou os pés no chão, sua perna latejou terrivelmente e ele caiu de joelhos, gemendo.
– EDWARD! – Winry gritou desesperada, e então correu ao seu socorro. Al também foi prontamente ajudar o irmão, e o carregou até a cama, deitando-o em seguida.
– Com licença, Al, pode deixar que eu assumo agora! – Disse Winry, pegando a sua maleta e abrindo-a, revelando ferramentas diferenciadas. – Aguente só mais um pouco, Ed! – Ela pediu e deitou-o de bruços. A operação iria começar.
Notas finais
Bom, espero vocês no próximo capítulo!
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