Notas iniciais
Eu sinceramente gostaria de ter postado mais cedo, ia postar na escola hoje, mas, por causa das manifestações no Rio de Janeiro... A polícia fechou minha escola e mandou todo mundo pra casa, ou seja, sem WiiFi da escola. Aí eu vim pra casa postar e... Acabou a luz.
Muita zica. Mas estamos aí, voltou a luz e eu continuo feliz. Vamos lá!

Percy foi o único a conseguir dormir aquela noite e, portanto, o único que despertou pronto para tudo. Em qualquer lugar que pisava dentro da Fortaleza, percebia-se sozinho, era estranho que não cruzasse com ninguém, mas ele não se importou, até a hora do almoço. Saiu da sala de jantar irritado por não ver ninguém e acabou por achar os três outros crônidas o esperando no Salão de Guerra, com o pior semblante possível.

— Bom dia pra vocês.

— Percy, devemos resgatar minha irmã.

— É? — Sentou, sem reparar, na cadeira do Chefe de Belona Athena. — Você e quem mais?

— O exército da Fortaleza, os soldados de Hermes, da Rainha Silena! — Hazel estava desesperada como a irmã. — Nós podemos, Percy, os subestimamos agora, mas não novamente.

— Não quero atacar, então não vamos atacar. Se alguém burlar minhas ordens, vai perder a cabeça. Acabou.

— Percy, e se eles estiverem vivos? — Bianca questionou.

— Não estão.

— Por que não perguntamos à profetisa? — Percy revirou os olhos, mas suspirou e deu de ombros, indo ao calabouço com apenas um dos crônidas, o que fizera a pergunta, Bianca.

— Mulher, Bianca de Cronos está aqui para lhe fazer questionamentos. Atenda-a ou morrerá. — Neste instante ele decidiu que já deveria ter matado a ruiva assim que voltou, mas deixou pra depois esse assunto.

— Meu irmão Nico, ele vive?

— Com toda a certeza do mundo, eu o sinto no meu coração.

— Então devemos ir resgatá-lo?

— Um crônida não voltará a entrar na Fortaleza do Extremo Sul. — Bianca mordeu o lábio inferior tentando segurar o choro, Percy sorriu satisfeito. — Mas, espere, Lorde Perseus. Sua glória não é absoluta, quando deitar-se com a ariana, ela o matará, porque nem ela aguentará servir assim, você não aquele que ela ama.

— Cale-se, imunda!

— Vai morrer!

— Chega. Vamos, Bianca. — Saiu esperando que a prima estivesse atrás, mas a profetisa chamou pela crônida mais nova e esta ouviu suas palavras, assim como o escondido Lorde que aguardava.

— Você pode salvar Nicolaus, basta que me liberte. — A jovem hesitou, mas no segundo seguinte pegou as chaves e abriu a cela, dizendo que a ruiva deveria esperar até que todos fossem dormir. Percy saiu da porta do calabouço para pegar Bianca de surpresa quando ela saísse.

— Ela mentiu pra você. — A garota quase pulou com o susto, mas sustentou o olhar do primo.

— Então os assuntos dela são com os Deuses, eu fiz o que poderia, na esperança de salvar meu irmão.

— Certa, eu espero que você seja a vencedora quando a guerra acabar. — O rosto de Bianca se iluminou em um sorriso, Percy apostava nela para ganhar Hazel, mas então balançou a cabeça em negativa e saiu andando. Percy gostou de ter feito a confusão na prima mais nova, embora esse não fosse o ponto mais importante, voltou a reunir os crônidas para anunciar que estava de saída, com seu chefe.

— E quem seria? — Jason perguntou.

— Hazel, quero ela comigo. Partimos no anoitecer, viajar no escuro será interessante. — Percy não se incomodou com a raiva no olhar de Jason, nem com o medo no rosto de Hazel, simplesmente decidiu que seria daquele jeito, em sua mente, Hazel seria mais fácil de dominar.

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A Casa de Cronos tinha ótimos cavalos, Arion, o de Hazel, era o mais forte e veloz, Hades o trouxera de fora para presentear a filha. Então os pais de Jason e Percy brigaram para quem teria os outros melhores, agora eram Tempestade e BlackJack, respectivamente, de Jason e Percy, que eram muito bons, mesmos que não se comparassem a Arion. O cavalo de Thalia se chamava Aegis, não era muito rápido, mas era muito forte e era um animal nascido para a guerra, infelizmente, agora estava morto. O de Bianca era uma égua leve, não corria muito, nem era forte, fugiu da guerra, mas era bom para posar nas marchas, pois era cinza e seu nome era Lua de Prata. De todos, o mais arredio era Skie, o cavalo de Nico, era um cavalo preto, enorme, que não deixava que ninguém o tocasse, fora comprado quando Nico não estava presente, para ser dado a Percy, mas ninguém conseguiu montá-lo, e, de repente, Nico veio sem saber do cavalo e apareceu no pátio montando nele, passou a pertence-lo desde então.

Percy odiava que Skie pertencesse a Nico e foi procurá-lo para sair com ele, mas o animal não estava lá, e adorou saber que provavelmente teria morrido ao ficar com o dono. Pegou BlackJack em sua baia e esperou Hazel para partir, e saíram antes que todas as luzes do dia se apagassem. Com destino à Casa de Belona Athena, para visitar uma pessoa especial.

Com o caminho mais curto e viajando à noite, os crônidas chegaram à Fortaleza Belotheniense em dois dias, quando ainda era manhã. A Chefe Reyna foi quem os recebeu, dizendo que Lady Annabeth estava em uma reunião, mas que, em breve, estaria livre para atendê-los, e que, enquanto isso, eles poderiam esperar no Salão de Guerra, onde ficariam mais à vontade.

— Se precisarem de algo, podem chamar os criados. Suas armas, por favor. — Hazel entregou a espada de cavalaria que carregava, mas Percy não entregou sua espada longa.

— Percy — a prima chamou, esperando que ele entendesse seu erro.

— O que há, garota? Eu sou o legítimo filho de Poseidon, você é uma bastarda de Hades. Gente como você entrega suas armas, eu não.

— Pois se não entregar, será expulso, Perseus de Cronos. Minha casa, minhas regras. — A voz de Annabeth era como uma revigorante taça de vinho, para ter a absoluta certeza de que estava vivo, Percy só precisava disso, a voz dela. Deixou para trás sua espada e quase correu para ela. — Achei que estava morto.

— Como vê, não estou, Lady Annabeth. Podemos conversar à sós?

— Por que não, importa-se, Reyna, Hazel?

— Não, senhora. — A crônida disse rápido.

— Na verdade, senhorita Hazel, temos uma visita que irá agradá-la, o Chefe Frank de Ares está aqui. — Percy revirou os olhos ao ver as garotas se afastando com assuntos tão fúteis, a porta do Salão se fechou e ele a encarou com seus olhos verdes.

— Pobre, Hazel, tola. Tem esperanças de viver com esse rapaz.

— E não poderia?

— Não, claro que não. — Ele olhou para a loira como se ela soubesse o porquê, então sorriu tocando o rosto dela. — Eu senti sua falta, e medo, mas minhas lembranças com você me salvaram.

— Achei que você estava morto, poderia tomar mais cuidado? — Annabeth o abraçou encostando sua cabeça no ombro dele. — Droga, eu te amo tanto. — Ela sorriu e tentou beijá-lo, mas ele se afastou. — O que foi?

— O Deus Ares, ele me disse... — Ela fechou os olhos respirando fundo. — Disse que eu não posso ficar com você, oficialmente, mas eu vou dar um jeito. Quando o trono for dele, eu vou estar livre do meu juramento e...

— Percy, deixe a Rainha em paz, o que você tem contra ela?

— O que Aphrodite sabe de guerras, esse reinado nem deveria ter começado.

— Então ela não fez a pergunta sem cabimento, quando estivemos com Lady Thalia e Nico.

— Pergunta? Annabeth, esqueça essas coisas, eu vim aqui para aliviar o seu e o meu coração. E eu nunca escondi meu descontentamento com a Rainha.

— Por isso ela soube que era Nico.

— Por que insiste em falar nele? — Percy gritava. — Ele quer realmente roubar tudo o que é e o que deveria ser meu, até você. — Ela estalou um tapa no rosto dele.

— Nunca mais diga isso. Eu amo você, Perseus de Cronos, filho de Poseidon o crônida. Eu amo você. — Recuou três passos. — E eu não admito que duvide de meu amor, mas, se você insiste, prefiro ficar sozinha que com alguém que duvide de mim. Adeus, Percy, meu amado.

— Annie... — Ele tentou chamá-la.

— Retira-te da minha Fortaleza, o mais rápido possível, e, enquanto ficar, evita minha presença. Agora saia do meu Salão.

Percy se arrependeu de ter dito aquelas coisas, e mais ainda se arrependeu de estar servindo ao Deus Ares, que tinha causado a briga com a única mulher que tinha amado na vida. Ele decidiu sair, para não importuná-la, mas também optou por deixar algo que pudesse criar um sutil pedido de desculpas, embora temesse que o Deus pudesse fazer algo contra um dos dois. Escolheu uma carta, pediu os criados para arranjarem papel, pena e tinta e sentou na sacada do pátio, de onde via Hazel e Frank.

Quando terminou, não levou a ninguém que devesse entregar à Annabeth, simplesmente deixou as longas folhas sobre a mesa, assinadas, e partiu, chamando Hazel para ir também. A filha de Hades estranhou a calma com a qual ele reivindicou sua presença, então acatou sem problemas, ambos se despediram do Chefe Frank e foram embora. Percy ainda tinha muito o que pensar sobre como proceder, estando na mira de traidores do Deus Ares, mas rezaria para que a Deusa Aphrodite fosse misericordiosa.

Notas finais
Acho que todo mundo já sabe, mas, não custa frisar, se encontrarem erros, por favor, avisem.
Eu deveria ter feito antes, mas agradeço especialmente à Jenny, única boa alma que está comentando este troço. Obrigada, linda.
Até.