Guerra Dos Cogumelos

2 Capítulo 2 - A Bomba


996 anos atrás, data indeterminada

Aqui ainda é Simon Petrikov, a Guerra continuou acontecendo entre os países, e todos os estados, nações e reinos também se envolveram, principalmente, um tipo de vila próxima a minha casa conhecido como Reino da Doçura, ele se chamava assim por todos os seus habitantes serem muito simpáticos e amistosos com visitantes bons.

Eu resolvi, um dia, sair em um tipo de expedição, para esquecer sobre a coroa e todas aquelas visões e, claro, também deixar de pensar em Betty, a minha princesa querida.

Peguei o Enchiridion, a coroa, alguns artefatos de exploração, escalagem e escavação, coloquei tudo isso junto a um pouco de comida em minha mochila e saí em minha jornada.

No caminho, eu vi muitas famílias pobres, famílias ricas, casas vazias em que as famílias haviam se mudado por medo das bombas, pessoas se mudando etc. Quanto mais eu via aquilo, mais o meu humor ia mudando e mais eu ia sentindo poderes de gelo novamente.

Depois de algumas horas, eu me vi no final da cidade.

– Adeus lar, sentirei saudades.

E continuei minha jornada pelo mundo. Em um dos lugares que eu estive foi o próprio Reino da Doçura, aquele que era mais para uma vila, mas seus habitantes estavam diferentes do que eu ouvia as pessoas dizendo. Eles estavam agitados, nervosos, ansiosos. Eu não havia entendido o porquê de tanta euforia até que eu escutei duas pessoas conversando que a Rússia lançou bombardeios para cá, e o governo está querendo enviar uma bomba nuclear de super-potência para o país inimigo e as pessoas estavam com medo de as bombas os afetarem de alguma forma.

Depois, enquanto eu andava pelo Reino-vila, eu vi um beco com muitos vagabundos, todos entrando em um bar mal-feito para ladrões. Eu resolvi entrar, pois não havia encontrado nenhum lugar melhor para comer e estava perdido.

Quando entrei, era um caos só, cadeiras e mesas caídas, pessoas brigando, outras desmaiadas e muitos xingamentos. Vi, então, um balcão com um barman e vários bancos na frente. Me sentei em um dos bancos e pedi algo para beber, depois notei que um dos homens no bar me olhava de modo estranho, até que ele chegou para mim e disse:

– Você não me parece ser tão durão, então o que faz aqui?

Eu não tinha respostas para aquela pergunta, e então o homem disse:

– Se liga, esse bar é só para gente mais barra-pesada, então vai saindo daqui ou vai sofrer as consequências!

Eu comecei a me estressar e disse:

– Eu não saio desse lugar de jeito nenhum!

O homem respondeu:

– Então vamos ter que fazer do jeito difícil!

Ele estava prestes a me socar, quando eu senti minha temperatura baixar mais ainda e quando me dei conta, ele estava congelado.

Saí correndo em pânico do local, quando eu vi, na varanda do castelo da princesa, seu mordomo anunciando algo.

– Atenção súditos da princesa Cotton! Acabamos de receber uma notícia urgente que será transmitida pelo coronel milharal!

–Obrigado Alfred. Bem, povo, parece que a bomba russa acabou caindo em um local inabitado. Mas a bomba que o nosso governo está lançando cairá em alguns minutos na Rússia e, de acordo com nossos cálculos, ela poderá nos afetar.

Então, todos nós entramos em pânico e muitos começaram a rezar, outros a chorar, e outros procuraram os entes mais queridos para abraçarem, já eu tentei achar um local seguro para ficar, até que encontrei um galpão abandonado, onde acabei adormecendo.

Fui acordado por uma fumaça muito forte dentro do galpão e quando saí, só via uma nuvem verde muito grande em formato de cogumelo bem ao fundo. Aí que me dei conta, a bomba havia explodido. Comecei a andar pela cidade à procura de pessoas, mas eu não via ninguém, até que eu vi algo que me deixou boquiaberto até hoje.

Notas finais
NOTA: este capítulo foi editado para fazer mais sentido, ok?