Guerra Das Sombras

10 Paraíso da Noite.


Notas iniciais
Uhu! to eu aqui de volta com essa minha fic. E falando sério ta me dando um anime incrivel de escrevê-la O.o. Acho que é porque estou pensando em uma séria meio original meio Sonic onde os principais (desde o inicio) são esses meus pequenos heróis que criei para o mundo de Sonic ^^ *ela gostou desse negocio de Série* -unhum, essa superou OPM, tem oito partes!- °animo é outra coisa° *duvido que consigo terminar ela. Mal consegue terminar OPM e essa ¬¬* Espere e verá Akuma, terminarei todas MUAHAHAHAHA!
-te avisei Akuma,quando essa garota ta feliz ela é um perigo.- *oxe!*
Aproveitem a fic ^^

Guerra das Sombras

Olhando para o céu tentava relaxar. Logo sua primeira missão começaria e ficaria um bom tempo longe de todos ali, tendo que arriscar sua vida para achar as esmeraldas caos. Suspirou, pelo menos teria a Racer, Mitsuki e Ramon a seu lado, diferente de quando estava no mundo de Gaia e se encontrava sozinha. Ergueu a mão a levando na direção da lua como se quisesse encostar na mesma. Não sabia exatamente o que fazia, mas sempre pensara que a lua era a única que poderia ajudá-los, como a única que acolhera sua espécie já que o sol não o fez. Desejou então que tudo desse certo e eles voltassem bem de tudo aquilo.

— Yin! – exclamou Racer na janela logo abaixo do telhado onde estava sentada. Ele a procurou por um tempo e logo sorriu quando a viu sentada, a poucos metros de onde estava. – Esta na hora. Já tem suas coisas preparadas?

A garota assentiu e Racer desapareceu janela a dentro. Com um novo suspiro desceu agilmente no telhado colocando as mãos na borda do mesmo quando seu corpo já estava praticamente todo para fora e se impulsionou para dentro de uma das varias janelas que tinha por ali entrando com facilidade. Caiu em pé no chão de um dos corredores do castelo e logo se dirigiu para seu quarto pegar suas coisas. Usava nada mais nada menos que uma calça jeans negra uma blusa azul escura justa e que era praticamente tampada pelo típico casaco negro que usava desde que o ganhara de um dos vampiros que tinham sido mandados para o mundo de Gaia para servir de alimento. Ainda conseguia se recordar daquele dia...

Observava os Dark Chaos se aglomerando perto do portal que se abria lentamente na frente deles mostrando o mundo que antes vivia. Não adiantava tentar passar por ele, o mesmo a repelia sempre que tentava, e podiam acreditar fizera isso varias vezes. Esperou paciente até que um dos Dark Chaos passou pelo portal e empurrou um homem do outro lado para dentro do mesmo, fazendo com que ficasse rodeado por aquelas criaturas sombrias e demoníacas. Elas estavam sedentas e logo o atacariam, mas antes que pudessem fez com que em sua mão aparecesse um chicote de luz e correu até o lugar, eliminando alguns deles e ficando na frente do homem o ajudando a se levantar.

Enquanto os Dark chaos estavam desconcentrados pelo ataque surpresa Yin puxou o vampiro para dentro da floresta, já que não tinha mais chances dele voltar, e ela sabia bem disso. Segurava o pulso do homem, correndo até um esconderijo aparente para logo depois enfrentar os Dark chaos que os seguiam ferozmente, em uma caça pela “comida”. Era algo complicado desviar dos Dark Chaos tendo aquela bagagem extra em suas costas, mas precisava salvá-lo, esse era seu trabalho como Controladora do Caos.

— Pequena cuidado! – disse o homem e, como um alto reflexo, fez seu chicote de luz aparecer em sua mão. Em ágeis movimentos, empurrou o homem para trás de si e ergueu a mão, fazendo seu chicote formar uma onda que foi até a ponta que subiu rapidamente, acertando o Dark Chaos que saltava ao lado deles tentando acertá-los com suas garras. E já tinha confirmado o que seus tios haviam dito, doía e muito uma ferida provocada por aquelas garras.

- Não pare de correr! – exclamou voltando a segurar o pulso do homem e o puxando para mais adentro na floresta negra que rodeava todo aquele mundo que Gaia havia permanecido por milhares de anos. Ainda tinham muitos Dark Chaos atrás deles e usar seu chicote ainda lhe drenava muita energia e era arriscado de mais agora que tinha um vampiro por perto. Mordeu o lábio tentando pensar, mas a única coisa que conseguia só dava para um fazer, o outro seria deixado para trás... – Sobe nas árvores!

O homem não demorou a fazer o que tinha mandando, subindo com a típica agilidade vampiresca na árvore mais próxima que aparecera. Yin parou de correr e se virou para encarar os Dark Chaos que se aproximavam. Tinha que conseguir fazer de novo aquilo para poder salvar a ambos, mas precisava se concentrar, ainda não dominava perfeitamente seus poderes que haviam aumentado de uma maneira incrível logo que fizera um trato com seu outro lado. Então, respirou fundo e fechou os olhos ouvindo os grasnados e sibilos se aproximando rapidamente. Ouvia os passos, ouvia tudo ao seu redor, mas sua mente estava em outro lugar e logo que abria os olhos espinhos de luz saíram do chão, atingindo a todos os Dark Chaos que se aproximavam, acabando com todos.

Com um suspiro Yin relaxou os músculos tensos e subiu na arvore que o homem tinha subido para se esconder e se sentou despreocupadamente ao lado dele. Retirou a bolsa das costas e entregou para o homem ao seu lado um pequeno pacote de sangue e logo pegou um para si. Seus sentidos permanecia alertas a qualquer movimento ao longe e mesmo assim bebia o sangue como se não estivesse preocupada com nada. Deu uma ligeira espiada no homem a seu lado, podendo vê-lo melhor sem a adrenalina de toda aquela confusão. Era um gato negro com algumas partes brancas, seus olhos de um potente dourado que a fez lembrar de Mitsuki e seus pais, fazendo um pesar se apoderar de seu coração por causa da saudade. Era alto e usava um casaco negro longo por cima de uma blusa azul escura e calças jeans também negra com botas da mesma cor. Parecia ser um cara legal, mas por que a estava encarando tanto?

— Perdeu alguma coisa? – perguntou secamente, não gostava que as pessoas a mirassem, não estava mais acostumada com isso e os únicos olhares que normalmente recebia eram olhares famintos e brilhantes. O homem se sentiu um pouco intimidado e recuou enquanto ela permanecia calma em seu lugar.

— Apenas estava me perguntando se você era a pequena garota que desapareceu. Filha de um dos cinco primários. – a lembrança de seu pai a machucou, a muito tempo não o via e sentia muito a falta dele. Imaginava o que ele estaria fazendo agora. Se encolheu no galho que estava sentada, movendo-se incomoda de uma lado para o outro tentando não pensar muito nas lembranças que tinha, isso apenas machucava mais. – Foi o que pensei. – comentou o homem, parecendo ter descoberto a resposta da pergunta que se fazia. – Seu sumiço deu muito o que falar em nosso mundo. Mas apesar de tudo é bom finalmente conhecer a pequena controladora do caos, pelo menos um deles.

— Como todos estão? – perguntou de repente sem poder conter a curiosidade e ansiedade que sentia. Seu rosto corou fortemente e se chincou mentalmente por ter feito tal pergunta mostrando tudo o que sentia... Não podia mais fazer isso apesar de que toda vez que falava da sua família seu morto coração se inquietava.

-Não se sabe mais deles. De vez em quando saem para derrotar alguns Dark Chaos que aparecem, mas fora isso se isolaram do mundo. Você fez muita falta para eles. – comentou o homem fazendo o peito da garota se apertar. Queria estar lá com eles... – Os controladores do caos então nunca mais se viu um... Bom, na verdade um ainda dá para se ver. Acho que ele foge de casa r vai enfrentar os Dark Chaos, não sei se os boatos são verdadeiros.

Yin apenas murmurou um leve “hum” e então olhou para aquele céu negro sem estrelas nem lua. A saudade lhe comia o peito, mas não poderia fazer nada para voltar, e não podia dizer que não tentara, porque já fizera de tudo para passar por aquele portal de novo e nunca conseguira. De repente seus sentidos lhe alertaram de uma nova presença no lugar, e com sua agilidade aumentada empurrou o homem para fora dos galhos enquanto interceptava o ataque do Dark Chaos, caindo a ambos no chão, com ela recebendo a maior parte do impacto.

Seu corpo ficou dolorido por alguns instantes, mas logo isso passou. A adrenalina voltou a tomar conta de seu sistema e seus olhos reluziram de fúria na direção do Dark Chaos acima de si. Com um chute o empurrou para longe e se levantou, pronta para ir ajudar o homem e sair de lá, mas outro daqueles seres negros apareceu atrás de si e a segurou com força pelos braços enquanto outros quatro se aproximavam do homem, que Yin sabia que não conseguiria se defender. Se contorceu tentando se soltar, mas era impossível, lhe seguravam com muita força.

Quando o primeiro Dark Chaos atravessou o corpo do gato seus poderes e libertaram sozinhos e acabaram com todos os Dark Chaos que tinha ali no momento. Correu até o homem que agora jazia caído no chão, respirando dificultosamente. Um dos motivos pelos quais as feridas de Dark Chaos eram perigosas, era que elas não saravam nos seres da noite. Se ajoelhou ao lado dele, percebendo que aquele ferimento não teria solução e aquele homem logo morreria. Ia dizer alguma coisa quando mais sibilos foram ouvidos ao longe.

— T-tem que s-sair d-daqui pequena. – falou ele já no final de sua vida. Era triste ver isso, Yin imaginava um membro de sua própria família naquele estado, pois mesmo nunca tendo visto aquele homem, ele fazia parte de sua espécie e isso já era o bastante para que o considerasse um amigo. – S-salve-se dessas coisas e volta para o nosso mundo. T-todos podem falar que você pode ir para o lado de Gaia, mas eu creio... E-eu creio que você e seus amigos são os únicos que podem acabar com isso. – com dificuldade ele tirou o casaco negro e o colocara nos ombros de Yin, sorrindo para a mesma. – É m-meu c-casaco f-favorito. U-um p-presente c-como agradecimento p-por t-ter tentado me ajudar até aqui. A-agora, s-salve a todos...

E então o homem morreu, em sua existência como vampiro era a primeira vez que se via uma morte assim, mas ao mesmo tempo era lógica para Yin. Os Dark Chaos não eram considerados predadores dos seres da noite a toa. Com um grande sentimento de culpa Yin se levantou e começou a correr aquela morta floresta, colocando corretamente o casaco que tinha ganhado. O casaco era grande para seu pequeno corpo, mas mesmo assim nunca o tiraria, já que aquela seria a marca de sua promessa para ajudar a todos... Derrotando a Gaia.

Nunca poderia se esquecer daquele dia, e por isso sempre usava aquele casaco, por isso sempre estava com ele e nunca o tiraria. Colocou sua mochila nas costas e caminhou tranquilamente para a porta do quarto até deslumbrar um livre sobre sua escrivaninha. Um livro cujo a capa era verde escura, a qual tinha a ligeira impressão de conhecer. Se aproximou dele, esticando o pescoço para ver se tinha alguma coisa escrita como titulo na capa, mas não tinha nada. Abriu o livro e logo que leu as primeiras partes quis dar um murro em sua própria testa. Como poderia ter esquecido de algo tão importante como aquilo? Era ilógico, mas depois de tudo o que sucedera talvez não devesse se culpar tanto.

Pegou o livro e caminhou para fora, andando sem muitas preocupações pelos corredores do castelo, tentando decorar cada detalhe do mesmo, tentando absorver tudo em sua memória para os tempos que ficaria longe, novamente, daquelas paredes tão seguras e familiares. Sentiria falta, mas logo voltaria, ou pelo menos esperava voltar. Quando chegou no hall de entrada se encontrou com todos já se despedindo, preparados para ir naquela missão tão arriscada.

Sua mão se aproximou e lhe abraçou com força. Podia sentir o corpo dela tremer de leve, e sabia que ela continha o choro que estava beirando seus olhos. Retribuiu o abraço sorrindo de leve e fechando os olhos, sentiria muita falta dela, mas logo a veria de novo. Então foi até seu pai, se encararam por um tempo e logo se abraçaram com força. E assim foi com cada membro da família, até mesmo com Scrooge e Fiona que estava presentes no momento.

Os quaro mais jovens ficaram na frente da porta encarando seus protetores e mentores, era como se estivessem se despedindo por uma vida, e não apenas por um curto período de tempo. Era curto não era? A missão não podia demorar tanto não é? Vai saber... Quem poderia determinar o tempo que levaria para achar as esmeraldas caos? Afinal, em quatorze anos ninguém as encontrara, podia ser que eles também não conseguissem. Mas não era hora de pensar nisso, a coisa mais importante nas missões era ter pensamento positivo e era isso que teriam.

Sonia abriu o portal para passarem e um a um desapareceram pelo vórtice negro. Primeiro foi Racer que saltou para dentro com um grande sorriso no rosto apesar de toda a tensão da duvida que pairava no ar, logo depois fora Ramon, suspirando pela atitude imatura do amigo, então Mitsuki que ria silenciosamente como costumava fazer, e então chegou a vez de Yin. Ela se aproximou do portal, mas parou logo que estava a uns dois passos de entrar no mesmo. Seus ombros se contraíram como se estivesse suspirando e a ouriça negra virou olhando para cada um que estava ali.

— Tem algo que esqueci de mostrar a vocês. – ela ergueu os braços mostrando em suas mãos o livro que tinha pego no quarto, o tal livro que se amaldiçoava tanto por tê-lo esquecido. Mephiles o pegou um pouco confuso mirando os dois lados da capa do livro. – Acho que encontraram muitas coisas importantes ai. Desculpe por ter esquecido de algo desse porte.

E então ela entrou no portal deixando a todos um pouco confusos, até que Mephiles arfou de surpresa. Manic se aproximou do irmão e deu uma espiada sobre o ombro do mesmo, tendo a mesma reação. Aquele livro... Como Yin conseguira pegar algo daquela importância? Onde ela o arrumara? Tomou o livro das mãos de Mephiles e o folheou com quase desespero. Então parou em uma pagina e leu um pouco enquanto seus olhos se arregalavam a cada letra a mais que lia.

— Mas que diabos! – exclamou surpreso deixando a todos ainda mais curiosos. O que séria tão impressionante para o rei dos vampiros e o mais velhos dos cinco primários ficassem nesse estado de choque. – Como aquela garota conseguira isso?! Nem mesmo quando procurei por todo mundo consegui achar!

— Manic, o que aconteceu? – perguntou Shadow se aproximando do irmão e colocando a mão no ombro do mesmo.

— Sua filha é mesmo impressionante Shadow. – o ouriço negro ergueu uma sobrancelha sem entender, e Manic se virou mostrando o livro para todos. – Esse é o livro que conta sobre a criação das esmeraldas caos.

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— Bem vindos a Nova York! — exclamou Racer erguendo os braços para o lado como se indicasse todos os prédios e arranha-céus que tinha envolta deles. Era uma cidade iluminada, e bastante já que mesmo meia-noite ainda podia se ver luzes acesas, carros se movimentando pela rua e pessoas caminhando pelos passeios rindo com os amigos ou apenas caminhando sozinho, de maneira rápida. Era uma cidade que eles deviam tomar cuidado, uma cidade que a luz podia estar em qualquer lugar mesmo a noite. – Essa é a cidade dos vampiros desordeiros. Se querem entrar na máfia vampiresca é só vir para cá. Também tem um pouco no Japão.

— E como sabe disso tudo Racer? – perguntou Ramon erguendo uma sobrancelha e mirando o amigo com um olhar acusador. Racer sorriu, um sorriso divertido e enigmático que mostrava que havia muitas coisas sobre ele que seus amigos desconheciam. Ramon estava desconcertado, não queria que seu amigo se metesse em encrenca por isso garantiria descobrir tudo o que Racer guardava.

— Acha mesmo que fiquei perambulando a toa esse tempo todo? Todos precisamos de informantes, e quando se é filho de um dos cinco primários, controlador do caos, e completamente popular no mundo da noite por causa da força e da velocidade, não é muito difícil fazer as pessoas abrirem a boca. – Ramon revirou os olhos pela arrogância de seu amigo e logo caminhou para mais a frente dele. Mitsuki e Yin haviam se adiantado também e como não tinham problemas com a luz não precisavam se preocupar em ter cautela ao andar. De vez em quando as invejava por isso.

— E por onde começamos nessa cidade imensa? – perguntou Ramon voltando-se para Racer que tinha acabado de ficar lado a lado consigo. O garoto tinha um sorriso bobo enquanto olhava alguma coisa. Ramon não precisava seguir o olhar do amigo para saber para onde ele estava olhando para ter esse sorriso bobo, era mais que claro que tinha voltado a dar uma de idiota apaixonado. – Racer!

— Hãn? Ah, tá! Conheço alguém que deve ter uma resposta para isso. – falou Racer logo depois de sair de seus devaneios, sorrindo constrangido para Ramon que apenas suspirou e negou de leve com a cabeça. – Ele não deve estar muito longe, se respirar bem fundo acho que vai conseguir sentir o cheiro dele a quilômetros de distancia.

— Não vou nem perguntar. Então... Nos guie até seu “amigo”. – disse Ramon erguendo os braços para frente como se estivesse dando passagem a Racer. O mesmo sorriu e logo correu rua a dentro sendo seguido pelos outros três vampiros que olhavam tudo a sua volta com certa admiração. Não tinham visitados muitos lugares do mundo e queriam aproveitar bem essa oportunidade que tinham. Racer parecia saber bem para onde estava indo, virava cada curva com confiança e determinação e logo os outros perceberiam como ele fazia isso tão bem.

Minutos se passaram quando puderam sentir um forte cheiro no ar. Não sabiam bem como descrevê-lo, era uma mistura de ovo podre com o de um animal em estado de decomposição com esgoto e uma pitada de lixo velho. Era algo realmente insuportável, principalmente para seus sentidos apurados. Racer parecia não se incomodar nem um pouco, Mitsuki levou as duas mãos ao nariz e o tampou com desespero, Ramon prendeu a respiração no mesmo instante e Yin parecia não estar sendo afetada. Chegaram a um beco e nele puderam ver duas sombras perto de um daqueles latões de lixo.

Racer fez um sinal para que ficassem a onde estavam enquanto se aproximava das duas sombras. Yin pode ver como a menor das figuras que tinha no beco segurava a maior contra a parede parecendo ameaçá-lo, sua aparência parecia ser encurvada ficando ainda menor do que era, seu corpo estava quase todo coberto por uma capa que Yin conseguiu notar, mas o estranho era que nos buracos da roupa onde membros do corpo deveriam passar paricia estar escorrendo algo... O outro era mais robusto, alto e aparentemente forte, devia se tratar de um lobisomem ou um monstro, tinha garras nas mãos e dentes salientes, usava roupas normais apesar de tudo e deveria se passar por qualquer um na rua.

Yin observou cada movimento, cada detalhe de cada pessoa que estava ali no momento, até mesmo quando Racer chegou perto do menor ali e tocou-lhe o ombro coberto fazendo a figura virar o rosto inicialmente irritado, mas ao parecer, ao ver que era Racer, se acalmou ao instante e pareceu sorrir, deixando o outro de lado e insinuando um abraço de cumprimento para Racer, sendo que o mesmo recusara. Não passou despercebido para a garota a tentativa de fuga da segunda sombra e como aquela que estava conversando com seu primo se virou e o parou rapidamente falando mais algumas coisas como se fosse uma ameaça e logo deixando a pessoa ir embora. Seu olhar sério não perdia nada, nem mesmo quando o ouriço azul trouxe aquela figura tão peculiar para mais perto, mostrando que ele era o dono do pútrido cheiro e mostrando também sua aparência.

Não podia dizer que se impressionara ao perceber que ele era um monstro, um dos mais “normais” e mais estranhos que já vira na vida. Sua pele era verde gosmenta, parecia que não tinha carne nem ossos, era apenas gosma. Talvez por isso o enorme casaco de chuva que cobria todo seu corpo. Seus olhos eram de um cinza azulado potente e incrivelmente humanos, a boca era uma parábola voltada para cima, indicando um sorriso.

— Esses são meus amigos: Yin, Ramon e Mitsuki. – anunciou Racer indicando a cada um. As duas garotas sentiram um calafrio quando aquele monstro lhes mirou de cima a baixo com um sorriso agora malicioso. Ele fez uma referencia exagerada e logo se ergueu de novo, ainda com um sorriso.

— Meu nome é Nesck, o verdadeiro lixo do submundo da grande Nova York! – informou ele com orgulho e logo se aproximou de Yin com um sorriso divertido no rosto. A garota afastou um pouco o tronco, o inclinando para trás e cruzando os braços. Seu olhar era um assassino, se aquele palhaço ousasse tocá-la ele nunca mais veria outro brilho da lua. E a mesma coisa pensava Racer, enquanto Mitsuki se sentia aliviada por não ter sido ela. – E você deve ser a pequena que sumiu há quatorze anos não é? Falam muito de você e da sua volta, e agora vejo o porque. Apesar de ter também boatos não muito agradáveis.

— Se não se afastar de mim mostrarei o porque deles. – o monstro de afastou e mirou a Racer um pouco assustado. O ouriço azul apenas sorriu e deu de ombros mostrando que aquilo era normal. Nesck engoliu em seco e se afastou ainda mais, tinha que se lembrar que estava falando com os controladores do caos.

— Agora Nesck, queria saber se você não ficou sabendo se alguma esmeralda caos veio parar nessa cidade. – começou Racer olhando diretamente para o monstro que levou uma mão ao queixo para pensar. – Tivemos uma confirmação bem confiável de que tinha uma aqui, por acaso sabe de alguma coisa?

— Bom, eu ouvi boatos, mas não sei se é verdade. – comentou o monstro mirando seriamente ao ouriço azul que assentiu com a cabeça entendendo que podia estar indo por um caminho errado. Mas valia a pena tentar.

— Já é alguma coisa. Continue.

— Bom... Dizem que a dona daquela boate popular... Sabe? Aquela que te levei da ultima vez que esteve aqui. – o ouriço assentiu compreendendo do que o monstro falava e então o mesmo continuou. – Dizem que ela tem posse de uma das esmeraldas caos. Não tenho certeza de nada, para mim chegaram como boatos, mas se quiserem ir lá dar uma olhada...

— Muito obrigado Nesck, ajudou muito. – falou Racer sorrindo para o monstro que balançou a mão indicando que não precisava de elogios.

— Mas tomem cuidado. Dizem que a mulher que toma conta daquele lugar não é mole não. Já ouvi historias que dizem que os últimos que a irritaram nunca mais foram vistos. – Nesck confessou cauteloso, olhando para todos os lados como se alguém pudesse ouvi-lo e condená-lo em seguida. Yin se perguntava o quão perigoso era essa cidade para os séries da noite. Mesmo tendo uma guerra contra Gaia aqui parecia um mundo a parte, onde eles apenas se preocupavam em manter suas cabeças no lugar, independente para quem trabalhassem. Franziu o cenho, tinha que prestar atenção nas pessoas dali.

— Tomaremos cuidado. – confirmou Racer para logo todos desaparecerem rua a fora. Racer novamente os guiava e parecia ainda mais confiante para onde ia. Yin fechou os olhos se deixando guiar pelo instinto. O cheiro de Racer, Ramon e Mitsuki estavam próximos e podia segui-los com facilidade só com isso, mas isso também era um alerta. Seus dentes ficaram pontiagudos, sua garganta queimou, seus sentidos estavam prontos para a caça.

Rapidamente tirou a mochila das costas e a abriu enquanto ainda corria, se afastando um pouco dos outros e subindo nos prédios ao lado. Pegou uma pequena garrafa que tinha dentro da mochila e a destampou, levando-a desesperadamente a boca. Quando o viscoso e doce liquido desceu por sua garganta tudo voltou ao normal, seus dentes diminuíram e os sentidos ficaram mais tranqüilos. Devia tomar cuidado com isso, seu lado Dark Chaos estava ficando mais forte com a onda negra que Gaia tinha lançado ao mundo, se não prestasse atenção poderia perder o controle e tudo estaria perdido...

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O conselho estava reunido novamente. Era a primeira vez em anos que isso acontecia, desde que Manic saíra do mesmo, a discórdia entre as raças aumentou e os tempos ficaram difíceis. Mas agora era preciso unir para não perder tudo o que conheciam. Os monstros já apoiavam os vampiros desde muito tempo, as bruxas também apesar de terem tido alguns problemas com o decorrer dos anos que só foram resolvidos recentemente, os lobisomens agora teriam um novo líder e talvez pudessem tomar proveito disso, e também havia os demônios.

Estavam todos ali, só faltava o líder dos lobisomens que ainda parecia estar em processo de decisão. Cassandra se sentia incomoda, seu lugar era do outro lado da sala, ficando mais ou menos de frente para Manic. Queria estar do lado dele nesse momento, se sentia incomoda do lado daquele demônio tão calado, ele parecia uma estatua! Não tinha se movido nem um centímetro desde que chegaram e se colocaram em seus lugares. Apesar de todo o medo que sentia dele ainda tinha um ligeiro interesse que não sabia como explicar. Talvez porque era a primeira vez que via um demônio na sua vida, sem contar com o pai de Manic...

De repente as portas foram abertas e por elas entrou Scrooge com uma cara de mal humorado resmungando maldições e mais maldições no ar. Cassandra se ajeitou na mesa, Manic ficou confundido e o demônio apenas encarou o misto de rabo de olho, sem demonstrar muito interesse. Com um suspiro e mais uma maldição Scrooge se colocou no lugar do líder dos lobisomens, cruzando os braços e encarando a todos com muito mal humor.

— Scrooge, você foi escolhido como novo líder dos lobisomens? – perguntou Manic sem poder evitar que um pequeno sorriso surgisse em seu rosto. Com Scrooge na liderança não podia negar que agora tinha aliados em todas as lideranças das raças dos seres da noite. Scrooge bufou e virou o rosto para outro lado.

— Contra minha vontade. – respondeu o misto e logo voltou o rosto para encarar a todos ali. – Agora vamos acabar logo com isso. Tenho coisas a fazer!

— Tenho certeza que isso não tem nada a ver com a papelada que Dairos deixou para trás. – Scrooge resmungou mais uma maldição enquanto Manic sorria, satisfeito. Logo tomou uma expressão séria, sua expressão de rei dos vampiros e começou a falar. – Agora começaremos a reunião. A primeira coisa que temos que discutir é o alinhamento das Galáxias, que está cada vez mais próximo. O que significa que Gaia também logo estará aqui e temos que reunir o máximo de guerreiros que conseguirmos para enfrentá-lo. Quanto mais pessoas tivermos para derrotar os Dark Chaos melhor.

— Mas e Gaia? – perguntou Aquaros, olhando para Manic de uma maneira que indicava que de certo modo já conhecia a resposta. – Não pode estar pensando em...

— Não temos outra escolha. Essa é a única chance que temos de nos livrar definitivamente de Gaia e os únicos que podem fazer isso são eles. – continuou Manic tendo que respirar fundo para continuar pronunciando aquilo. Não tinha outro jeito, era o que repetia a se mesmo várias e várias vezes. O futuro estava selado a muito tempo, Ramon e Knuckles sempre diziam isso e não tinha no que descordar deles. Respirou fundo e continuou. – Temos que deixar os Controladores do Caos fazerem o que devem fazer. Nasceram para controlar o poder do caos e é isso que farão.

— Pensa em mandar crianças para lutar com a maior ameaça que o mundo já enfrentou? Perdeu o juízo vampiro? – questionou o demônio cruzando os braços e mirando a Manic de uma maneira desafiante. Manic fez a mesma coisa franzindo ligeiramente o cenho.

— Eles não são mais crianças. Treinaram desde pequenos para esse momento, se esforçaram e deram tudo o que tinham para ficarem fortes. São eles que tem que fazer isso, não outra pessoa. – respondeu Manic, mas por alguma razão sentia que não era disso que se relacionava o assunto.

— Não é sobre isso que estou falando também vampiro. É sobre aquela sua sobrinha que acabou de voltar depois de quatorze anos. – Manic congelou, Cassandra suou frio e Scrooge segurou com força a beirada da mesa. Esse era um assunto muito delicado. – Fiquei sabendo dos boatos que rondam sobre ela, dizem que vai ser a nova Gaia, que tem um lado escuro mais poderoso que o dele... Também ouvi um boato que ela se unirá a ele... Se colocarem ela para lutar vocês tem certeza que ela ficará do nosso lado?

— Você não a conhece! – gritou Scrooge esmurrando a mesa com toda sua força. O demônio apenas lhe dedicou uma pequena mirada, nada mais. – Yin não vai nos trair! Ela é mais doce do que as fadas!

— Yin é minha sobrinha, a conheço desde que nasceu e meu irmão, por ser pai dela, sabe de cor como é o caráter dela. Temos mais que certeza que essa traição não vai acontecer. Esses boatos não têm cabimento. – confirmou Manic com os olhos fuzilando de raiva. Como alguém poderia pensar que Yin era má? Depois de tudo o que ela fez... Depois de ter se sacrificado...

— Ela sumiu por quatorze anos, como sabem que ela não mudou até lá? Como sabem que já não esta do lado de Gaia?! – ele ainda insistia e Manic estava começando a perder a paciência. Não só ele, como Scrooge e Cassandra também. Mais algumas palavras e os três explodiriam – Só é uma questão de tempo até revelar tudo...

— Agora chega! Não fiquei ouvindo desaforo no outro conselho e também não vou ficar ouvindo nesse! – exclamou Manic completamente furioso. – Você esta falando da minha família, de um membro da minha família! Não me importo se você é um demônio, não me importo se trabalha para o meu pai ou coisa do tipo! Se voltar a mencionar esse tipo de coisa sobre minha sobrinha, principalmente perto de minha família!

Não demorou muito para os três saírem do lugar, completamente furiosos. O demônio apenas ficou olhando, pensativo... Essa era a reação que esperava? Por que... Todos defendiam essa garota?

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Yin não podia acreditar no lugar que Racer os havia levado, mas o pior não era saber que ele os guiara como se soubesse o caminho de cor, mas sim saber que ele esteve ali! Sério, pensara que seu primo não fosse esse tipo de garoto que procurava diversão em um lugar como esses. As luzes de várias cores não machucavam nenhum ser da noite que dançava descontroladamente no enorme espaço pelo qual agora eles caminhavam cuidadosamente e lentamente. Os corpos estavam muito juntos e se sentia incomoda com aquilo, não conseguia dar um passo sem trombar em alguém, via o momento que seria puxada para longe de seus amigos, sem falar que o cheiro que exalava daquele lugar... Era uma mistura embriagante que fazia seu cérebro detectar mais cores do que deveria.

Encima de sua cabeça havia um segundo piso que dava muito bem já que o chão de lá era de vidro. Seu estomago embrulhou ao ver as roupas super curtas que usavam, dando para ver peças intimas... Isso quando as usavam. A única coisa boa que via naquele lugar era que as raças se misturavam sem confusão, não havia brigas, não havia nada como tinha do lado de fora. Foi então que passou do lado do lado de um casal que se beijava, o único problema? Sim era um casal, mas um casal de duas mulheres se beijando de uma maneira bem... Erg!

O estomago de Yin se embrulhou ainda mais e agradeceu por não fazer parte desse mundo. Então parou de andar, onde estavam todos? Um instante, tinha se distraído por um segundo e os perdera de vista? Ótimo, agora teria que adivinhar onde estava cada um. Voltou a andar despreocupadamente por aquele lugar, tentando desviar das pessoas que não paravam de se mover de acordo com a musica alta que tocava. Recusara vai se saber quantos convites para dançar, empurrara um que outro cara “bêbado” para longe e quando chegou a escada para o segundo andar pensou que finalmente estava livre e poderia procurar seus amigos por cima das várias cabeças que tinha naquele lugar.

— Uma bebida pequena? – perguntou uma voz a seu lado, e talvez se não tivesse segurado bem seus impulsos já teria cortado a cabeça do homem com seu chicote. Era um bruxo, percebeu, um belo ouriço de pelo loiro, olhos azuis, alto e com um sorriso encantador. Yin olhou para a bandeja que segurava e encima dela uns cinco copos, todos eles cheios do liquido viscoso que supôs ser sangue, apesar de ser mais escuro do que sangue normal. Aceitou e pegou um dos copos, enquanto o bruxo se afastava lhe dando uma ligeira piscada.

Olhou para todo o salão, procurando alguém que conhecesse, mas como não viu ninguém outro cheiro passou a ter destaque em sua cabeça. O cheiro de todos ali, o cheiro doce e as vezes amargo ou azedo de todos os seres ali. Sentiu seus caninos aumentarem, seus sentidos voltaram a ficar a flor da pele a obrigando a segurar com força o corrimão da escada. Respirou fundo e se virou de costas prendendo a respiração. Se não pensasse nisso não teria problemas. Claro que o destino estava a seu contra e logo a seu lado estava dois vampiros praticamente se secando.

Os dentes de Yin aumentaram ainda mais e ela percebeu que logo poderia perder o controle. Olhou para o copo que segurava e sabia que se não o bebesse rápido, mesmo não confiando no liquido que tinha dentro, acabaria pulando no pescoço de alguém. Ergueu o copo o levando até a boca, mas quando estava prestes a beber alguém o tirou de sua mão o afastando. Nada mais nada menos que Racer que a mirava de maneira reprovativa.

— Não, não e não. Isso daqui não é bebida que se preze e ainda bem que não chegou a beber. – falou para logo quebrar o copo fazendo o liquido viscoso derramar em sua mão e no chão. – Isso daqui é uma droga que faz até mesmo os sentidos do mais experiente vampiro falhar, faz você ficar tonto, não sabe mais o que faz e talvez nunca mais volta a si. Ou seja, você ficaria presa nesse mundo de diversão e loucura para sempre. Em um estado de êxtase incontrolável.

Yin apenas assentiu sem dizer que mesmo a distancia entre ambos ser de uns trinta centímetros ela podia ouvir a respiração dele, podia sentir seu cheiro, podia ver a parte do seu pescoço onde mais sairia sangue... Seus dentes quase chegaram a sair da boca, e agradeceu por ter sido tirada de seus pensamentos quando ele a puxou para longe da escada, a enfiando no meio de toda aquela multidão até chegarem em uma área mais isolada. Uma parte que tinha uma porta de metal, vigiada por dois brutamontes lobisomens sérios e concentrados.

Racer fez um pequeno movimento com a mão para eles e a leva para a outra sala, passando pela porta. Parecia mais um escritório, com quadros nas paredes, estantes cheias de livros e papeis, uma mesa com canetas para todos os lados junto com papeis, um sofá e tapete no chão. O som do outro lado não passava as paredes grossas, o lugar era completamente escuro sendo iluminado apenas pela leve luz da lua que passava por uma janela que tinha ali perto.

— E o que te trás de volta ao Paraíso da Noite, Racer? – perguntou uma mulher sentada encima da mesa. Uma morcega, só que diferente de Rouge ela tinha os cabelos negros longos, os olhos perolados o corpo talvez um pouco menos emoldurado que o de Rouge e devia ser do mesmo tamanho ou um pouco menor que Racer. Usava um curto vestido negro bem justo e botas negras que iam até o joelho de salto alto.

— Estou em missão Linda, quero saber sobre uma esmeralda. Uma esmeralda muito poderosa que emite um poder inimaginável. Dizem que você tem uma, por acaso se recorda? – Yin se afastou um pouco de Racer enquanto ela conversava com aquela mulher. Precisava se controlar, tinha que se acalmar. Mas do outro lado do quarto, para onde ia, estavam Ramon e Mitsuki então seria a mesma coisa de ficar perto de Racer.

— Não lembro querido. Tenho várias jóias, sabe? – a mulher sorriu divertida para seu primo, mas agora já não se importava mais, uma energia conhecida ativou outra parte de seus sentidos. Se concentrou apenas nisso, se concentrou em apenas achar essa energia e ao mesmo tempo, fez uma de suas sombras rastejar pelo chão até o caminho que se abria a sua frente pouco a pouco. Tinha certeza agora, estava dentro da gaveta da mesa daquela mulher. – Opa. Isso é invasão de privacidade meu bem!

Duas mãos fortes seguraram seu ombro e a ergueram do chão com facilidade. Perdeu a concentração e sua sombra acabou desaparecendo. Abriu os olhos e percebeu que era um dos enormes guardas lobisomens que a segurava, toda a atenção tinha ido para ela, e agora Yin sabia que teria que se virar para explicar o que estava fazendo. A morcega se aproximou de onde estava e a encarou atentamente, não chegou a demonstrar, mas não gostou do jeito que a mulher a mirou.

— Vejo que é uma garota corajosa, principalmente portentar me roubar uma coisa minha. – falou a mulher ainda encarando atentamente Yin. A mesma sorriu, divertida pelo comentário. – Determinada também, com um olhar ameaçador e assustador. E além disso tudo ainda é bonita. Ficaria ótima como uma de minhas dançarinas.

— Desculpe, mas não quero fazer parte desse seu mundo. – respondeu Yin sorrindo sarcasticamente e inclinando a cabeça para cima de uma maneira que aparentava superioridade. O sorriso de Linda desapareceu de seu rosto enquanto via como os olhos da pequena ouriça reluziam de uma maneira um tanto perigosa e os dentes da garota estavam extremamente grandes. – Apesar de tudo, me questiono como poderia eu roubar algo seu, sendo que o que ia pegar nunca lhe pertenceu.

— O que quer dizer garota? – perguntou a morcega que, em um piscar de olhos, já se encontrava sentada sobre a mesa, com as pernas cruzadas e uma mão apoiando o rosto. Ela realmente parecia interessada no que Yin dizia e Racer se perguntou a onde isso poderia levar. – Como poderia possuir uma coisa que na verdade nunca foi minha?

— Simples, você a achou e pensa que é sua, mas na verdade esse objeto já tem dono. As esmeraldas caos escolhem quem vai ficar com elas e te garanto que não é você, e o que fui pegar era exatamente uma delas que esta dentro da sua gaveta. – continuou a garota sorrindo ainda mais. Sua mente trabalhava de uma maneira que pudesse se igualar ao da mulher que sempre vivera em um mundo onde se manipulava as palavras para sair ganhando. – Mais especificamente dentro da primeira gaveta na parte superior do lado direito de sua mesa. Ela nunca pertenceu a você e sim aos controladores do caos, então se puder fazer o favor de devolver nós agradecemos.

Linda pareceu parar para analisar um pouco a situação. Tinha que admitir que aquela garota era esperta, tinha falado a verdade de uma maneira que não poderia rebater com argumentos lógicos que direcionavam a favor seu. Não havia como escapar daquilo e por alguma razão isso a fez lembrar de alguém. Encarou bem a garota e então notou o porque, as semelhanças eram claras, tanto na aparência quanto na forma de pensar e na atitude.

— Por acaso conhece o vampiro primário Shadow? – perguntou de repente fazendo a garota erguer uma sobrancelha em estado de confusão. Ela mexeu o corpo de maneira meio incomoda e pareceu pensar no que deveria responder.

— Claro que conheço, ele é meu pai. – respondeu voltando a olhar diretamente nos olhos da mulher que sorriu e fez um movimento para o brutamontes que soltou Yin no mesmo instante. Se aproximou da garota ao mesmo tempo que tirava da gaveta (atravessando a mesma como se não fosse de material solido) a esmeralda caos branca e a levando na direção de Yin.

— Eu e seu pai nos encontramos uma vez, ele era um cara interessante sabe? Sombrio, frio, misterioso, nunca soube muito sobre ele e você é a viva imagem dele. – disse a morcega se levantando da mesa ao mesmo tempo que atravessava a gaveta que tinha quase a seu lado como se a mesma não tivesse matéria e retirou uma esmeralda que ocupava toda sua mão, de uma cor branca reluzente que todos os controladores do caos ali presentes puderam reconhecer. – Ele salvou minha vida no mesmo dia que nos encontramos e nunca achei uma maneira de retribuir por ter me dado a escolha de ter uma nova vida. Acho que, talvez, ajudando vocês eu possa finalmente pagar meu debito. – Yin sorriu e pegou a esmeralda da mão da vampira quando ficou frente a frente com ela. – Como poderei ajudar pequena guerreira?

— Nos ajude a lutar contra Gaia. Você tem uma influencia grande no submundo de um dos maiores centros de concentração de seres da noite. Um exercito de pessoas competentes e fieis seria útil para nós nessa guerra que esta chegando a seu fim. – respondeu Yin ainda com o sorriso genuíno no rosto. Racer se questionava agora como podia ser real, de tão encantadora que era. Mas seu amigo, Ramon, já imaginava que essa atração que ela fazia todos sentirem por ela era algo suspeitoso agora, e muito perigoso... De repente o semblante de Yin mudara e ela se virou para porta. – Sabem que estamos aqui. Droga, não tinha percebido antes.

— Qual o problema? – perguntou Linda estranhando o que a garota mencionara de repente, e então foram ouvidos gritos e nas portas de metal um estrondo fora produzido, enquanto um enorme amassado afundava para dentro da sala, revelando como uma força sobrenatural tentava arrombar a porta fortemente fechada. – Mas que diabos esta acontecendo?!

— Linda, saia daqui o mais rápido que conseguir, deve ter uma saída secreta por aqui em algum lugar como setor de fuga. Logo os Dark Chaos entraram aqui e não creio que vai ser bom você se encontrar com eles. – falou Yin se virando para a porta. Quando viu Racer por sua visão periférica segurou-lhe o braço com força. – Vocês também vão embora, levando a esmeralda caos. São vários Dark Chaos e estão bem alimentados por causa das pessoas lá fora. Tire Ramon e Mitsuki daqui agora!

— Não te deixarei lutar sozinha! – exclamou Racer determinado a fica, mas então a porta fora arrebentada e do outro lado dela viram uma quantidade alarmante de Dark Chaos, todos eles com as bocas manchadas do liquido vermelho do sangue de cada individuo dentro daquele lugar. Yin não teve outra escolha e fez seus olhos ficarem iguais aos de um Dark Chaos, podendo assim ver a todos que estavam mais atrás do pelotão a sua frente. Ainda tendo a energia da esmeralda correndo por seu corpo Yin fez vários espinhos de luz saírem do chão atravessando a vários Dark Chaos de uma só vez.

— Não estou pedindo! Estou mandando você ir embora com os outros! – a ouriça negra colocou a esmeralda nas mãos de Racer enquanto continuava seus ataques seguidos. Ramon e Mitsuki se impressionaram ao ver os olhos de Yin, diferente de Racer eles não conheciam a descendência da garota, nunca a viram usar nenhuma de suas habilidades de Dark Chaos e para eles aquilo era um choque. Linda também estava atordoada apesar de ter ouvido os rumores, rapidamente se aproximou da parede do outro lado da sala e abriu uma porta secreta.

Mitsuki recuou assustada pelo o que descobrira da amiga, suas pernas estavam bambas e seus olhos cheios de lágrimas... Quando sentira o chão debaixo de seu pé esquerdo afundar olhou para baixo vendo que parecia ter pisado em uma espécie de botão disfarçado que abrira um alçapão debaixo de si a fazendo cair em um escorregador de metal. Ramon se assustara com o súbito desaparecimento da amiga e quando se virou para ver a porta do alçapão já tinha se fechado.

— Mi! – exclamou Yin ao perceber o sumiço da amiga, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa sentiu algo escorrer por sua face, tendo assim o impulso de levar uma mão até a mesma para poder ver o que era. Sua mão então se manchara de vermelho e ela soube que tinha usado de mais sua visão especializada. Estava chorando sangue... – Droga...

Sem mais aviso seu corpo caiu na direção do chão e o teria atingido se não fosse os braços velozes de Racer que a seguraram. Preocupado a carregou e puxou o amigo para longe da porta onde os Dark Chaos restantes lutavam para adentrar. Explodiu alguns e logo puxou seus amigos para dentro da passagem secreta pelo qual Linda sumira. E a mesma se fechou, bem a tempo de evitar que um Dark Chaos lhes acertasse com suas garras, que atravessaram o concreto e o metal tendo suas pontas a mostra do outro lado.

Mas faltava uma no grupo... E quando Ramon finalmente saiu do choque percebeu, percebeu o que tinha perdido.

— Temos que voltar! Temos que ir atrás da Mi! – gritou voltando para a porta já fechada da passagem de saída. Racer compreendia o que o amigo sentia e com um olhar triste colocou uma mão no ombro dele.

— Não dá mais amigo. Temos que sair daqui e encontrar um lugar seguro para que Yin recupere suas forças e para nos escondermos do sol. – Ramon mirou o ouriço azul quase desesperado, mas sabia que ele tinha razão, sabia que não poderia fazer nada por enquanto. – A buscaremos depois, te prometo...

E assim foram embora com um triunfo e uma perda.

Notas finais
Bom, finalmente consegui postar esse cap. Agora fiquem espertos para o próximo, ele terá muita surpresas e revelações, sem falar de cenas muito esperadas por todos (não fiquem com falças esperanças de certas coisas ok?). Se preparem, porque no proximo terei uma surpresa que abalará a todos!
Bjsss!