Notas iniciais
E acabou! Esse projeto demorou mais que o previsto, a meta era para ter concluído ele ainda no final de dezembro, mas não deu. Acredito que foi melhor dessa maneira porque tive muito mais tempo para aproveitar essa história. Travei algumas vezes buscando o máximo de fidelidade dos personagens, entretanto, ACHO que consegui. Sinto meu coração aquecer de orgulho de ter concluído essa obra, porque é uma ideia muito antiga que merecia minha atenção. Gostei muito do resultado e dei meu máximo para vocês, e espero que vocês tenham se divertido e gostado tanto quanto. Obrigada a cada um de que comentou (responderei todo muito em breve) e se jogou de cabeça nessa guerra deliciosa pelo coração da nossa Sakura. Vocês são incríveis! P.S. Só eu que termino essa história completamente apaixonada pelo Charasuke e pela Sakura*? Quero mais histórias deles!

Epílogo

por N.C Earnshaw

SAKURA LOGO PERCEBEU que Naruto queria ficar sozinho e sinalizou para que Sasuke e ela saíssem dali. O Uchiha a seguiu sem reclamar, com as mãos no bolso e a postura quase relaxada, aproveitava a satisfação que Charasuke ter ido embora o trazia.

Uma súbita vontade de assobiar tomou conta dele, no entanto, controlou-se. Não era dado a excessos, e não começaria naquele dia.

— Estou feliz pelo Charasuke — comentou Sakura o fitando de canto de olho enquanto caminhava ao seu lado. Ela tinha as duas mãos nas costas e um sorrisinho contente no rosto, fazendo com que as pessoas que passavam perto deles lançassem-na olhares contemplativos. — Ele finalmente conseguiu conquistar a garota que ele ama.

O Uchiha bufou alto e balançou a cabeça para demonstrar o seu desdém.

— Ele não parecia tão apaixonado quando estava correndo atrás de você.

A médica desviou o olhar dele e encarou o horizonte.

— O Sasuke-kun não entende. — E se calou, nada disposta a explicar.

— Então me faça entender. — A irritação de Sasuke era clara, mas não a atingiu. Com um bocejo fingido, ignorou totalmente o pedido do Uchiha e dobrou a esquina que a levaria até sua casa. Encontrava-se exausta demais para ter aquela conversa. Talvez depois que dormisse um pouco, procuraria o ex-nukenin para conversar. — Sakura.

— Sim? — Ela parou de andar logo que ouviu a voz do companheiro de time a chamando. Em seu interior, torcia para que ele a deixasse ir de uma vez.

— Onde está indo?

A kunoichi franziu o cenho, pensando se o cansaço não a tinha deixado maluca, então virou-se para ele.

— Pra casa? — perguntou lentamente, buscando em sua mente se ela tinha marcado algum compromisso e tinha esquecido.

Sasuke mexeu os pés com desconforto e encarou a parede atrás de sua cabeça, fazendo com que a sua confusão apenas aumentasse. Ele estava corando?

— O sono deve ter me deixado doida — queixou-se baixinho, massageando a própria testa. Uma dor de cabeça parecia estar vindo.

— Naruto comprou muita comida. — Ele ignorou o que ela tinha murmurado. — Se alguém não for jantar comigo, ela vai se perder.

— Oh!

— Droga! — xingou Sasuke quando ela continuou sem compreender.

Levado por seus instintos, empurrou Sakura contra a parede e atacou os lábios dela, num beijo sôfrego. Apesar de não terem tido oportunidade de praticar — graças à interrupção de Naruto, já tinham alguma ideia básica do que o outro gostava. Ele agarrou a coxa roliça, exposta pelo short preto e curto, e acariciou a pele delgada, sentindo o quão macia ela era.

Sakura ronronou no seu ouvido quando ele pressionou sua ereção contra a intimidade dela, sentindo o êxtase de estar sendo abraçada daquela maneira pelo seu Sasuke-kun.

A língua pequena logo encontrou a dele, e o Uchiha teve que se segurar para não rosnar feito um animal. Queria Sakura por inteiro, chupar sua pele e fazê-la só sua.

Anos de tensão precisavam ser aliviados, no entanto, Sasuke não se via fazendo aquilo no meio de uma rua aleatória, onde qualquer pessoa poderia vê-los.

Ele mordeu o lábio inferior de Sakura, pedindo forças para conseguir se afastar. O cheiro dela era inebriante e ele queria somente se afogar em tudo que representava a mulher em seus braços.

O ex-vingador enfiou o rosto no pescoço dela, tentando se conter, e aproveitou para apreciar o cheiro de morango que apenas Sakura tinha.

— Sasuke-kun — sussurrou ela sem propósito.

Com um último beijo na linha do pescoço, ele se afastou o bastante para poder olhá-la.

A imagem que tinha diante dele quase o fez desistir do seu súbito cavalheirismo. As pupilas dilatadas de paixão, os lábios vermelhos e entreabertos mostravam que aquela boca gostosa tinha acabado de ser devorada e os cabelos apontavam para várias direções, deixando-a… adorável.

Sasuke quase arregalou os olhos quando a palavra adorável passou por sua cabeça.

— Vamos pra casa — ordenou se afastando.

Sakura não conseguiu se mexer e o fitava embasbacada.

— Não vai vir? — Um dos braços dele foi oferecido de maneira discreta e a Haruno logo deixou o seu se encaixar no dele.

Seu estômago revirava de felicidade e ela sentia uma imensa vontade de gritar, quase não acreditando no que estava acontecendo consigo.

Com um sorriso que lhe rasgava as bochechas, Sakura não resistiu em provocá-lo.

— Você tem uma maneira bem peculiar de flertar, Sasuke-kun.

O Uchiha tentou esconder, mas a médica conseguiu enxergar o sorrisinho de canto que ele dava o máximo para conter. Não queria que ela soubesse que tinha achado o comentário divertido.

— Tsc… Você é irritante.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!