Notas iniciais
Esperam que curtam um novo mundo.

O céu está aberto, um lindo dia lá fora. Eu estava louco para sair, voar.
Faz algum tempo que chegamos aqui na terra, não podemos nos expor por vários motivos, mas um deles é que somos anjos. Guerreiros dos dois mundos, apesar dos humanos nem imaginarem, os protegemos.

No céu são formados os exércitos, a partir do momento que completamos 17 anos somos mandados a terra. Nunca gostei muito de acatar ordens, tenho marcas das punições severas que tive quando entrei para o exército.

Estou na terra a mais ou menos 2 anos, assim que chegamos aqui é preciso ter um parceiro, o meu é o Brenno, ele é meio difícil de se lidar, mas é uma ótima pessoa. Eu e Brenno dividimos uma casa além de trabalhar juntos, ele é um grande amigo, me ensinou muitas coisas.

Brenno é um nefilim, meio anjo meio humano. Quando a guerra começou muitos anjos se rebelaram e desceram a terra para se vingar, e acabaram se relacionando com os humanos. Surgiram então os nefilins, alguns tem poderes como nós "anjos puros", mas não possuem asas. Brenno teve a sorte de nascer com os dois, asas e alguns poderes, no entanto sua aparência não é como a nossa, ele tem os cabelos negros assim como os olhos, isso o ajuda a se camuflar entre os humanos.

Os anjos normalmente são loiros de olhos claros. Aqui na terra existem muitos nefilins, alguns trabalham conosco, outros tiveram a escolha de seguir sua vida normalmente.-Eu queria ter essa escolha, anjos puros como eu não, podem viver como os humanos.- A guerra entre os anjos começou a alguns anos atras quando um anjo chamado Caleb declarou guerra ao nosso rei Téo. A partir daí ele começou a criar um exército para nos derrotar. Desde então temos que proteger o céu e a terra, recebendo treinamento para derrotar o exército negro, seguidores de Caleb.

Eu estava terminando de preparar o café quando Brenno apareceu na porta da cozinha com a cara inchada e os cabelos desgrenhados.

—Bom dia!!!

Ele me olhou meio torto quando acenei.

—Toda essa animação de manhã me irrita sabia? — disse sentando na cadeira.

—Sabia, mas obviamente não vou parar de te dizer "bom dia" só por causa disso — disse rindo de seu mau humor matinal.

—Você já está parecendo um humano de tão irritante.

Brenno nao era muito fã dos humanos, ele foi retirado de sua família muito novo para entrar para o exército, e nunca entendeu porque sua mãe permitiu que o levassem.

—Você precisa de café!

Logo que Brenno bebeu o café seu humor foi melhorando, e eu agradecendo por isso, ele não era assim o tempo todo, só quando ficava sem café, a abstinência de cafeína não fazia muito bem.

Quando terminamos seguimos direto para o escritório. A empresa que trabalhamos é um prédio no centro de thurman lá dentro funciona um escritório que encaminha os anjos e os nefilins a algumas missões chamado de angels in action, isso para nós, para os humanos somos apenas uma agência que entrega mercadorias de grandes empresas, o chefe do lugar é um anjo chamado Uriel.

Uriel é um anjo muito elegante, alto com a barba sempre bem-feita, normalmente penteava os cabelos loiros para o lado. Chegando lá fomos recebidos por Dara, uma das secretarias do lugar.

— Bom dia Dara -cumprimentei

— Bom dia Miguel, bom dia Brenno.

— Bom dia Dara — respondeu Brenno — não temos nenhuma missão hoje?

— O superior está esperando por vocês, disse que é urgente.

Dara nos dirigiu ao corredor que levava a sala do superior. Bati na porta

— Entrem — disse uma voz abafada.

— Bom dia senhor -cumprimentei.

— Sentem-se meninos — disse Uriel.

— Vamos direto ao assunto- começou ele — Fomos avisados de que houve um ataque a alguns quilômetros daqui preciso que os dois vão até lá verificar o ocorrido, claro que sem serem vistos.

— Claro senhor — eu e Brenno respondemos juntos.

Ele nos passou algumas instruções e assim que ele nos dispensou, seguimos para o lugar onde aconteceu o ataque.

No local do ataque havia algumas casas derrubadas e outras pegando fogo. Por trás de alguns escombros podemos ver uma pessoa, com minha visão apurada pude ver que era uma mulher de cabelos brancos e a face muito pálida, foi quando surgiram alguns integrantes do exército negro.

— É claro que isso tinha a ver com o exército negro — falei para Brenno enquanto pegava meu arco e me preparava para lutar.

O exército negro começou a recrutar alguns seres um tanto perigosos, um deles é o banshee. As banshee provêm da família das fadas, e é a forma mais obscura delas. As banshees eram como seres que previam a morte, seu grito poderia ser ouvido a km de distância, e poderia estourar até mesmo um crânio. E aparecem principalmente sob um dos três disfarces: uma jovem, uma mulher ou uma pessoa esfarrapada. Isso representa o aspecto tríplice da deusa Celta da guerra e da morte.

A banshee também pode aparecer de várias outras formas, como um corvo, um arminho, uma lebre ou uma doninha – animais associados, na Irlanda à bruxaria.-
Fomos atacados pelo grito alto da banshee, enquanto anjos negros partiam para cima de nós, suas flechas cortavam o céu, tentamos correr e nos esconder pois estávamos em menor número, havia vários anjos e não conseguiríamos enfrenta-los sozinhos.

— É melhor voar e nos esconder em alguma árvore — Brenno me disse enquanto fazia uma porta de escudo.

— É melhor sua ideia dar certo ou não sairemos dessa vivos.

Assim que alçamos voo o exército negro já estava em nossa cola, foi difícil despista-los. Não poderíamos voltar para a cidade pois seriamos vistos, então resolvemos ir para os campos lá seria mais fácil preparar uma emboscada. Brenno e eu éramos rápidos e muito bons em emboscadas, descemos em um bosque, assim podíamos usar nosso poder de ilusionismo -os anjos tinham o poder do ilusionismo capacidade de acrescentar imagens na visão do oponente por um curto tempo — cada um se escondeu atrás de uma árvore, Brenno era muito bom no ilusionismo, quando os soldados chegaram foram surpreendidos com alguns animais no meio do caminho dificultando a passagem.

Logo eu comecei a criar algumas rochas para me esconder e poder chegar mais perto, Brenno já havia conseguido matar alguns soldados com flechas certeiras na cabeça. Porém eles começaram a prever nossos ataques e revidar criando abismos a nossa frente, usei o poder do vento para jogar alguns anjos para longe. Uma flecha atingiu o braço esquerdo de Brenno que caiu no chão com dor.

Tive que usar o relâmpago — Relâmpago: faz com que um raio vindo das nuvens acerte os oponentes. Poder letal, porém, muito desgastante — o raio atingiu alguns soldados e os outros resolveram fugir.

Eu já não tinha mais forças para lutar, ao ver Brenno no chão, fiz um esforço para levantar, a flechada tinha sido de raspão, precisei leva-lo embora andando pois não tinha forças nem para voar e Brenno muito menos, levamos um tempo para chegar na cidade, assim que passei o braço dele em volta do meu pescoço Brenno me olhou e disse:

— Preciso de café!!!

Quando chegamos ao escritório levei Brenno até a enfermaria que funcionava nos fundos do escritório, e logo depois fui até o escritório do nosso superior. Bati na porta três vezes

— Entre- ouvi de longe uma voz abafada pela porta.

Quando entrei, lá estava Uriel sentado em sua mesa, e Dara a sua frente.

— Desculpe não queria atrapalhar — falei meio envergonhado por ter atrapalhado a conversa.

— Tudo bem, não estávamos conversando sobre nada importante — disse Dara já saindo da sala

— Sente-se Miguel — Uriel falou apontando para a cadeira a sua frente

— Bom senhor, não tivemos muita sorte senhor, fomos atacados pelo exército negro. Eles estão recrutando outros seres, hoje fomos surpreendidos por um banshee.

— Banshee! — Uriel disse socando a mesa — Caleb só pode estar de brincadeira, onde isso vai parar?

— Senhor eles feriram Brenno, e também estávamos em menor número.

— Tudo bem, teremos outras oportunidades de vence-los. Preciso de um relatório do ocorrido Miguel!

— Sim senhor.

— Por enquanto é só.

Saí da sala e fui para a enfermaria onde encontrei Brenno já melhor — os anjos tem o poder da Cura: curam ferimentos não muito graves, como cortes, machucados e queimaduras leves.

— Vamos pra casa Brenno

— Vamos, mas antes preciso passar em um lugar, tudo bem?

— Tudo bem!

Fomos andando pra casa, pois não morávamos muito longe do escritório, a uma quadra de casa tinha um Starbucks, era o lugar favorito de Brenno e onde passávamos metade de nossas tardes.

É claro que nós tínhamos dias normais, só fazendo ronda pela cidade, porém eu gostava dos dias agitados. Queria muito poder encontrar o exército negro novamente.

Notas finais
É isso aí pessoal.