Guardiões do Olimpo

6 Cap 6- Pesquisas e Perguntas


Notas iniciais
Oie! Desculpa a demora, era pra eu ter postado ontem, mas eu esqueci. Eu tenho algumas coisas planejadas pra essa história kkkk Espero que gostem

POV Hannah

Acordei bem cedo no dia seguinte. Tomei um café rápido e fui para a biblioteca. Ela ocupava os três andares superiores do prédio delta, e era imensa. Subi as escadas e parei na frente das grandes portas de carvalho. Elas tinham o símbolo dos guardiões entalhados um em cada lado: um templo grego antigo com uma espada e uma flecha cruzadas na frente, envolto em uma coroa de louros. Guardiões do Olimpo estava escrito em grego também. Suspirei e entrei.

O pé direito da sala era alto, com mais de quinze metros de altura. No lado esquerdo ficavam os livros. Três andares de estantes que iam do chão ao teto. O resto era uma área única, sem andares, lotada de mesas, cadeiras e poltronas. Na parede direita, grandes janelas de vidro deixavam a luz matinal entrar. As estantes eram de mogno, as paredes de um mármore bege, já desgastado com o tempo e, no chão ficava um carpete vermelho. No momento, o lugar estava vazio.

Geralmente, o lugar ficava cheio de protegidos de Atena e Hécate e de qualquer outro guardião que quisesse passar o tempo. Tinham livros sobre tudo. Magia, mitologia grega, história, monstros, relatos, diários antigos, livros de receitas, manuais e muito mais. Além é claro, de livros mortais comuns de ficção, como Harry Potter e Jogos Vorazes. Era possível se perder no meio das estantes, lendo livro após livro e se esquecendo do resto do mundo. Eu ia pra biblioteca quando precisava fugir, escapar da realidade. Eu tinha um canto no segundo andar onde ficavam meus livros favoritos. Lia e relia cada um deles diversas vezes, até me sentir bem o suficiente para voltar para o mundo lá fora.

Mas, infelizmente hoje eu não podia descansar. Antes da missão com Ayla tinha que pesquisar sobre os oniah e magia, pra ver se encontrava alguma coisa sobre a arma ou que pudesse nos ajudar. Sem enrolar mais comecei a trabalhar.

Minha cabeça girava. Tinha ficado por horas lendo livros e nada. Claro, tinha achado alguns fatos bem interessantes, mas nada relevante pra missão. Bufei e fechei o livro que estava lendo. Grunhi e bati com a cabeça na mesa. Suspirei frustrada. Nada. Tinha ficado o dia todo lendo e nada. Olhei todos os livros de magia, engenharia e monstros na biblioteca, mas não tinha achado nada. Olhei pro céu.

— Por favor. Atena, Hécate, Hefesto, qualquer um, eu preciso de ajuda.

Fui completamente ignorada pelos deuses. Ia voltar a ler quando alguém entrou pela porta. Teria sido algo completamente normal se eu não tivesse sido a única pessoa a pisar na biblioteca o dia todo. Olhei para a porta. Era o Daniel.

— Finalmente te achei. Você não pode ficar sem comer por tanto tempo. Vai sair em uma missão logo.

— Desculpa, eu esqueci.

— Achou alguma coisa?

— Nada- bufei.- Passei o dia aqui e não achei nada. Já li metade dos livros da biblioteca, rezei pra todos os deuses existentes e ainda assim não consegui achar porcaria nenhuma...

— Calma. Vamos dar uma olhada nas prateleiras.

Me levantei e fui olhar os livros com ele. Daniel fez todo o trabalho, eu passei a maior parte do tempo comendo o sanduíche que ele tinha levado pra mim.

— Bem, pelo visto não tem nada…- ele se interrompeu. Uma das estantes se abriu quando passávamos por ela, como uma passagem secreta. Um túnel apareceu na parede, com um caminho que levava para baixo.- ...aqui. O que é isso?

— Não tenho a mínima ideia. Já passei por aqui um zilhão de vezes e nunca tinha reparado nisso. Acho que os protegidos de Atena e Hécate também não sabem desse lugar. Parece que ninguém vem aqui há anos.

Daniel iluminou uma de suas mão e entramos no túnel. Ele era estreito e frio, parecia não ter fim. A estante se fechou atrás de nós. De repente o túnel se abriu. O teto ficou mais alto, e chegamos em uma caverna ampla. Algumas tochas estavam espalhadas pelas paredes e a câmara era alguma espécie de biblioteca. Os livros emitiam um leve brilho e o ambiente tinha uma estranha aura de poder. Parecia um escritório. De quem, não tinha ideia. Além de nós, Maia estava sentada em uma poltrona lendo um pergaminho. Ela não pareceu notar nossa presença até que chamamos seu nome.

— O que vocês estão fazendo aqui? Como entraram?

— Viemos por uma passagem na biblioteca. Você sabia desse lugar?

— S-sim, eu sabia. Tem uma porta escondida que leva pra ele na área epsilon. Mas eu não tinha ideia de que dava pra chegar aqui pela biblioteca. Eu achei esse lugar ano passado. Simplesmente se abriu pra mim. Quando perguntava sobre eles pras outras pessoas, ninguém sabia do que eu tava falando. Achei melhor manter segredo. Precisa de ajuda com a sua pesquisa Hannah?

— Sim, por favor. Não achei nada de útil lá em cima.

—Bem, então pode dar uma olhada. Tem algumas coisas bem interessantes. Só não conta pra ninguém daqui ok?

— Pode deixar.

Ficamos algumas horas pesquisando na biblioteca secreta. Tinham livros de tudo lá embaixo, e pareciam antigos. Muito antigos. Achei uma página sobre transferência de poder, não sabia o que era, e não parecia ser o que eu procurava então não prestei muita atenção. Mesmo assim, tive a sensação de que era importante, então tirei uma foto da página só pra garantir. Achei um livro sobre as fraquezas de oniah e outras criaturas, então peguei-o para ler mais tarde. Já estava quase desistindo de novo.

— Bem, isso é interessante.

— O que foi Daniel?- perguntei

— Olha o que eu achei. Fala sobre misturar magia e máquinas. “A implantação de magia em autômatos ou qualquer outro tipo de mecanismo ou arma é extremamente perigosa. Em pequenas quantidades, que é o recomendado, a magia pode fazer armas mudarem de forma e ficarem mais práticas, ou melhorar o funcionamento de máquinas. Essa forma de magia pode ser administrada por qualquer monstro iniciante e pelos legados dos deuses. Porém, em grandes quantidades a magia pode tornar o aparelho indestrutível e imprevisível, dando-o vida própria se não for administrada com cuidado. Em alguns casos a magia pode dar a arma a capacidade de liberar grandes ondas de energia ou de retirar magia de indivíduos, na forma de poderes, almas, sangue mágico, entre outros. A prática de magia e engenharia juntos, para ser bem sucedida, deve ser realizada por um especialista ao longo de um grande período de tempo, para evitar possíveis acidentes.” Eu não sei se isso ajuda, mas pode ser uma boa ideia mostrar isso pro Jacob.

— Pode ser, mas eu não entendi esse trecho: “na forma de poderes, almas, sangue mágico, entre outros.”. Como assim?

Maia suspirou. Ela pareceu um pouco relutante em responder a minha pergunta.

— Bem, a magia pode ser encontrada em diversas formas. Almas tem sua própria forma de magia, assim como os metais utilizados pelos meio-sangues e guardiões, cristais, livros, etc. Encantar objetos e indivíduos é uma coisa que requer muita prática, e em algum momento tudo e todos tiveram contato com magia. Uma parte do meu treinamento é justamente identificar as diferentes formas de magia presentes no mundo. Na maior parte dos casos é possível extrair a magia de alguém sem causar danos colaterais, tornando a pessoa um humano normal. Mas se a criatura tiver sangue mágico fica mais difícil. É muito raro, mas quando isso acontece a magia faz parte do sangue da pessoa, uma parte do que a deixa viva. Com elas tirar a magia pode ser fatal.

— Mas porque alguém ia querer ficar sem magia?- perguntei confusa.

— Às vezes poder demais. Nem consigo contar todos os seres mágicos que tiraram parte de seu poder e o armazenaram em algum objeto porque era muito forte. Muito poder pode ser perigoso e difícil de controlar. Mas também tem os casos involuntários. Alguns venenos ou doenças mágicas só podem ser detidos pela retirada de magia. Não acontece há um tempo, mas não é nada bonito. Não importa o processo, retirar a magia de alguém é muito sério. Se existir alguma arma com esse poder…. Podemos estar com sérios problemas.

Notas finais
O que estão achando? Bjs e até semana que vem.