Guardiões de Oriohn

1 Onde nós vivemos?


Notas iniciais
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Após os eventos do Ragast, os quatro Guardiões desceram à Oriohn e juntos eles decidiram criar dois templos, um no extremo norte e outro no extremo sul de Oriohn. Esses templos seriam em homenagem à Yan e Oda, para que todo os seres viventes pudessem agradecer pelo tempo e pelo espaço, também pelo dom da vida que lhes fora concedido. O eixo de Oriohn era levemente inclinado em relação à seu Khadji, fazendo com que o templo de Yan fosse dia e o de Oda fosse noite durante o tempo todo, sendo assim, o templo de Oda era sempre muito gelado e nevava com frequência, já o templo de Yan era desértico, pois o excesso de luz e calor da Khadji impedia as plantas de crescerem normalmente

Os quatro também decidiram criar suas moradias, cada um em um ponto da linha do equador de Oriohn, exatamente entre a mesma distância cada um. A casa de Ovath foi construída no alto de uma montanha, acima das nuvens. A Casa de Suihc foi construída no meio de uma densa floresta e não havia trilhas ou estradas que levavam a ela. A casa de Onah foi construída em uma pequena ilha no meio de um oceano. E por fim, a casa de Ekir foi construída encrostada em um vulcão, do qual por muito tempo permaneceu sempre ativo. Mais tarde, a casa de cada um passou a ser visitadas por peregrinos em adoração e agradecimento aos próprios Guardiões, tornando-as pequenos templos, mas por respeito aos Guardiões nenhuma cidade foi erguida muito próximo de suas moradias.

Nenhum Guardião possuía servos, empregados ou escravos em suas moradias, pois a força de vontade deles era imensurável e não era preciso de muito esforço por parte deles para manter a organização do recinto ou quando havia o desejo de alterações, uma vez que apenas com a força de vontade eles conseguiam interagir com os objetos e seres em sua volta. A casa deles, por muito tempo também ficou aberto para acomodar qualquer ser que estivesse com vontade de lá viver, sendo sempre bastante habitados não só pelos seus respectivos elfos, mas também pelos animais que eles haviam criado.

Os Elfos dos céus construíram suas cidades no topo de várias montanhas de Oriohn, porém a maior cidade deles se encontrava flutuando pelos céus de Oriohn, esses elfos alcançaram um nível de magia tão avançado que eles conseguiam encantar a madeira e o mármore de maneira que eles pudessem flutuar como uma nuvem. Por causa de suas asas, os elfos dos céus sempre tiveram o corpo largo e alto, porém eles eram muito magros e seus ossos eram leves como um fino galho de madeira, então, sempre que visto de frente, um elfo dos céus pareceria extremamente robusto de intimador e seus longos cabelos brancos, loiros ou prateados ajudavam a constatar um ar de seriedade que seus rostos transmitiam e a íris de seus olhos era de um branco azulado.

Entre os elfos selvagens, os Elfos das florestas espalharam-se por toda Oriohn, formando aldeias e vilarejos em qualquer lugar que a vegetação tocasse, eles eram altos e suas pernas e braços eram muito comprido, geralmente viviam em casas construídas no topo das árvores ou até mesmo em pequenas tocas construídas nos troncos de árvores mortas, normalmente sua sociedade era pequena e viviam em base do que a própria floresta gerava, com o amor e a proximidade deles com os animais, era comum muitos deles possuírem os mais diversos animais como amigos e eles não comiam suas carnes, se alimentando apenas de frutos, folhas e legumes. Seus cabelos eram sempre loiros, castanho ou ruivos de maneira que eles sempre pareciam jovens e alegres, e a íris de seus olhos era de um caramelo alaranjado.

Os Elfos das montanhas criavam pequenas cidades encostadas nas paredes das montanhas ou precipícios, das quais eram de beleza inigualável, porém nenhuma delas era grandes cidades nem muito movimentadas, eles viviam de caça e de colheita de arbustos naturais, eram fanáticos por chás e por porcelana, seu corpo era um pouco mais baixo do que o dos outros elfos, porém eles eram musculosos e não era difícil encontrar um elfo da montanha com um pouco mais de gordura corporal que outros elfos, entre todos os elfos, os elfos das montanhas eram os únicos que não mantinham seus cabelos cumprido, mesmo entre as mulheres, eles preferiam manter o cabelo curto, mas isso não significa que eles não eram belos, assim como o cabelo de qualquer outro elfo, os elfos das montanhas ostentavam maravilhosos cabelos de cores metálicas como dourado, prateado e bronze que reluziam à luz do sol e brilhavam à luz da lua, e a íris de seus olhos eram amarelos como ouro.

Já os elfos das planícies construíam belas e enormes cidades, muitas delas tornaram-se centros comerciais e metrópoles, diferente dos outros elfos, os elfos das planícies gostavam de multidões e interagiam muito com os outros seres como os humanos, Minotauros, faunos e centauros, e as grandes cidades dos elfos das planícies serviam de moradia para qualquer ser que ali quisesse morar. Estes elfos também se tornaram grandes artesões e criaram uma forte economia baseado na venda de suas mercadorias produzidas, que sempre se baseavam em madeira, pedra e argila. Estes elfos são os mais baixos entre os elfos, costumeiramente mais baixo até que os humanos, porém eles eram bastante musculosos e atléticos, de maneira que se não fossem suas orelhas, seria fácil confundir um elfo da planície com um humano muito belo, mas seus cabelos sempre transmitiam a majestosidade dos elfos, com cores de todos os seus outros irmãos das florestas e das montanhas, mas a íris de seus olhos eram de um cinza escuro como aço.

Os elfos negros construíram suas sociedades encostadas nas montanhas que um dia haviam sido algum vulcão, suas cidades não eram grandes nem belas, pareciam enormes vilarejos avermelhado, eles gostavam da cor vermelha e todas as suas construções tinham alguns detalhes em vinho ou vermelho entre o cinza escuro das massas vulcânicas que eles escavavam para construir seus edifícios. Suas construções eram encantadas de maneira que eles absorviam a energia do sol e a construção nunca estaria fria por dentro, também não estaria exageradamente quente, suas casas sempre estavam com uma temperatura agradável de maneira que era possível ficar com roupas leves, independente do frio que fazia no exterior do edifício.

Suas comunidades eram os lugares mais aconchegantes de Oriohn, pois eles eram os elfos mais sociáveis de todos, sempre procurando ajudar qualquer um que precisasse, sendo empático, sempre se importando com o próximo e respeitando o máximo possível cada ser que eles conheciam, suas habilidades em artesanato, arquitetura e metalurgia podiam não ser refinadas e geralmente não havia nada considerável belo entre suas artes, mas não havia em Oriohn uma cidade de qualquer outra raça que fosse mais confortável de se viver do que uma cidade dos elfos negros.

Embora suas habilidades sociais fossem fantásticas, a aparência deles seguia o mesmo padrão de suas artes, eles tinham um corpo cadavérico, na mesma altura que os elfos das montanhas, com cabelo compridos, porém com cores não vistas em nenhuma outra raça élfica e variavam entre vermelho, vinho, preto, prata escuro e em casos muito raros azul escuro, e suas íris eram vermelhos como o vinho.

Esse elfos amavam o Khadji acima de tudo e de todos, e em segundo lugar amavam lugares quentes, por isso eles sempre estavam próximos de fontes termais e lugares com atividades vulcânicas. Eles escavavam os vulcões e se sentiam confortáveis com o calor de suas escavações, mas logo sentiam falta do sol e voltavam para a superfície para admirar seu astro favorito.

Os humanos pouco sabem sobre os elfos dos mares, eles viviam afastados da superfície nos tempos mais recentes, mas na primeira grande era eles ensinaram sobre navegação para todos os elfos terrestre e outros seres inteligentes, eles possuíam uma magia que fazia qualquer objeto afundar na água e seus corpos eram adaptados para ambientes submersos de maneira que eles não precisavam deixar a água em nenhuma circunstância.

Todos sabem que os elfos dos mares construíam grande cidades no fundo dos oceanos e são poucos os seres terrestres que conseguiam encontrá-los, mas esses elfos também construíram belas cidades portuárias, das quais haviam partes submersas e partes na superfície onde eles comercializavam seus bens pelos produtos dos povos da superfície.

Os elfos dos mares eram em sua grande maioria brincalhões e amigáveis, sempre com um sorriso no rosto e com uma piada na língua. Foram eles que criaram as bebidas alcoólicas e eles adoravam comprar as ervas de chá dos elfos das montanhas para misturar com suas bebidas e criar novas receitas. Eram um povo festeiro e suas cidades portuárias haviam desfiles dançante e festivais à céu aberto.

Embora a rivalidade com todas as outras raças de elfos, os anões adoravam os elfos dos mares e sempre estavam viajando para seus portos para fazer negócios e festejar juntos. Esses elfos se alimentavam de qualquer coisa que pudesse ser comida, mas a base de sua alimentação era peixes e algas marinhas. Sua pele fora da água eram de uma cor pálida, parecendo que estavam doentes, e tinham olhos mais alongados do que qualquer outro elfo, com íris de cor roxa escura para os homens e violeta para as mulheres, mas quando eles entravam na água, sua pele mudava de textura e cor, ficando escamosa e azulada ou esverdeada, não havia transformação ou magia, qualquer parte do corpo deles que estivesse submerso estaria diferente da parte que estivesse para fora d'água. Seus cabelos eram de cores exuberantes como azul safira, verde esmeralda, amarelo topázio ou ruivo claro, alguns nobres entre sua população possuíam cabelo de uma cor diferente, que estava entre o verde e o azul, e seus cabelos pareciam reluzir em qualquer situação, dando a impressão que sempre estava brilhando.

Eles tinham corpo magro e largo, com pernas e braços musculosos, e suas alturas podiam variar entre o anão mais baixo até o Orc mais alto e eles tinham uma voz bela, estando entre os melhores cantores de toda Oriohn. Porém, algumas catástrofes aconteceram e eles abandonaram a interação com toda a vida da superfície, abandonando seus portos e se isolando nas profundidades oceânicas. Acredito que mesmo após o desaparecimento de todas as raças élficas terrestres, os elfos dos mares continuam existindo em suas cidades submarinas.

Os humanos começaram a existência construindo pequenos vilarejos assim como os elfos das florestas, porém esses vilarejos se encontravam nas planícies e sempre próximo à rios, conforme o tempo foi passando esses vilarejos começaram a crescer e se tornaram grandes cidades, nenhum tão grande quanto as metrópoles criadas pelos elfos das planícies, mas várias delas com certa beleza que apenas os humanos conseguiam imaginar. Seus cabelos variavam entre o loiro, o castanho, tanto escuro quanto claro e o ruivo, e os humanos eram os únicos que não tinham olhos de uma cor específica, podendo ser azul, verde, castanho e até amarelo em alguns casos, também com cores nos meios termos entre essas e a maioria dos elfos gostavam de conversar com os humanos encarando-os em seus olhos, pois cada humano parecia ter uma cor de olho diferente.

No início, por conta da inclinação do eixo de Oriohn, não havia verão ou inverno, a parte sul de Oriohn era sempre mais gelada que a parte norte, fazendo com que os elfos negros e suas cidades fossem costumeiramente encontrados no norte de Oriohn. Também existiam vários satélites naturais, ou Khon no idioma de Oriohn, porém a maioria não era muito grande nem muito visível, alguns permaneceram desconhecidos por muito tempo, mas existia um enorme Khon de brilho branco alaranjado que iluminava as noites de Oriohn refletindo a luz que era gerado pela Khondji e por conta da inclinação de Oriohn, esse Khon nunca ficava completamente sem luz, era chamada de Metz pelo povo falante de Oriohn e era sabido que sua gravidade afetava as marés do Khondji.

Metz tinha aproximadamente 20% do tamanho de Oriohn e possuía 2 satélites naturais próprios, dois pequenos asteroides com aproximadamente o mesmo tamanho que ficaram presos em sua gravidade e que não eram vistos pelos olhos dos povos de Oriohn, mas que foram descobertos mais tarde pelos elfos dos céus e foram apelidados de "O dois amantes de Metz", nomeados de Dinus para o menor e Dinas para o maior.

Metz realizava seu movimento de revolução exatamente sobre o equador de Oriohn, passando sempre sobre a mesma parte nos céus, porém, dentre os outros Khon, 4 deles eram facilmente vistos, além de Metz, mas seus brilhos eram diferente e com tamanho semelhantes, todos com aproximadamente 10% do tamanho de Metz, e percorriam os céus de Oriohn em velocidades e locais diferentes, possuindo um movimento mais elíptico em relação à Oriohn. O brilho deles eram sempre bem claros, bastante próximo ao branco, mas cada um com um fraco tom de lilás, verde, azul ou vermelho, e foram nomeados de Ovath, Suihc, Onah e Ekir, respectivamente, conforme suas cores, como uma homenagem aos Guardiões.

A Khadji não possuía um nome próprio, os seres de Oriohn a chamava de "nossa Khadji", mas as outras Khadjin que era possível enxergar a olho nu eles davam nomes como "Khadji de Sali". Apenas os Elfos Negros apelidaram sua Khadji de Ekir, também em homenagem ao seu Guardião, e era bastante difícil de saber se eles estavam se referindo ao Khon de mesmo nome ou à Khadji, mas era possível perceber que sempre que eles falavam sobre a Khadji eles erguiam os braços e a cabeça para o céu, com as palmas das mão voltadas para cima e olhos fechados, como uma forma de reverência.

Os Guardiões tinham ciência dos outros Khondjin e seres que Yan e Oda haviam criado pelo universo, mas a distância entre esses Khondjin era tamanha que apenas o brilho de suas Khadjin chegava à Oriohn como um pequeno ponto brilhante no céu noturno e os Guardiões nunca imaginaram que algum dia os seres de Khondjin diferentes se encontrariam, então eles decidiram que os seres de Oriohn não precisavam saber disto, e durante toda a primeira grande era Oriohn viveu em paz e harmonia, com os Guardiões mantendo o equilíbrio entre as espécies.

Notas finais
Se você encontrar algum erro de português e queira me corrigir, entre em contato comigo pelo e-mail adonay.hmr@gmail.com. Obrigado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.