Notas iniciais
GENTE! A fic tá super visitada e eu nem sabia que era tão boa....
Gostaria de agradecer a TODOS vocês que comentam a história, sinceramente, sem vocês leitores nenhuma história encontra futuro.

Gostaria que soubessem que estou sinceramente agradecida!

O corredor parecia cada vez mais sombrio a cada passo que eles davam. Sons estranhos rangiam, gotas de água caíam em pequenas poças de água aos seus pés e a única coisa que iluminava o caminha era a luz do cabelo de Rapunzel, que murmurava sua canção para que eles pudessem enxergar o caminho.

Merida se sentia um tanto culpada por ter dito coisas tão grossas à garota! Afinal de contas, ela nunca saiu de casa, viveu a vida presa e quando o faz está caminhando ao perigo e morte certa.

Banguela os seguia. Merida havia adorado o dragão... tanto quanto havia adorado seu dono...

Mas é claro que ela jamais diria isso em voz alta! Sua vida e seu objetivo movia-se a uma simples e única palavra: liberdade. Jamais quis casar e ainda não quer.

Mas ela não deixava de rir consigo mesma quando estava perto de Soluço.

Merida percebe que os outros pararam de andar. Ela também para, olhando com dúvida. O que os fizera parar?

- O que houve? — ela pergunta.

Rapunzel, que os guiava, virou-se e respondeu:

- Uma bifurcação.

Merida esticou o pescoço para ver. Havia dois túneis há frente. Um para a esquerda e o outro seguia para a direita. Nenhum em linha reta. A vampira tinha avisado com todas as palavras que DEVIAM SEGUIR EM FRENTE.

- E agora? — pergunta Jack apoiando-se no cajado.

Soluço dá de ombros.

- Teremos que separar os grupos. Para acharmos o Flyn Rider o mais rápido possível.

- Má ideia — diz Merida.

Pelo o que a jovem sabia sobre aventuras, se separar nunca dava certo. É bom seguir junto da equipe. Caso algo aconteça todos estão juntos e protegidos! Mas Soluço tinha razão em uma coisa: Flyn Rider precisava ser achado imediatamente.

- Temos que fazer isso — diz Rapunzel.

- Ok — Jack aponta para Merida e Soluço — Espirro, você vai com a ruiva! E o dragão também!

Soluço revira os olhos. Pelo visto já desistira de corrigir seu nome para Jack.

- Eu vou com a Punz.

Merida não sabe se viu direito, mas parece que a loira enrubesceu.

- Se passar de uma hora e não tivermos notícias uns dos outros, nos encontramos no cemitério.

- Feito — os outros dizem em uníssono.

Rapunzel segue com Jack para o corredor da direita. A luz de seu cabelo se afastando aos poucos.

- E agora? — pergunta Merida quando a escuridão se aproxima.

Soluço tira uma lasca de madeira que estava presa na parede e rasga uma parte da camisa. Ele estica para Banguela, que cospe uma pequena bola de fogo. Um tocha bem eficiente.

Merida sorri.

- Muito bem, viking!

Soluço abre um sorriso triunfante e estica a mão para ela.

- Vamos, milady?

Ela finge uma ânsia de vômito com o "milady". Por fim, dá a mão a Soluço e sorri.

- Vamos!

Os dois, junto de Banguela, seguem um pouco assustados até o corredor da esquerda.

.

Ficaram em silêncio enquanto caminhavam pelo escuro corredor. As paredes se tornaram de material diferente. Antes eram de madeira, agora eram de concreto. Merida não sabia se aquilo significava algo em especial.

Para tirar o desconforto que o escuro corredor lhe proporcionava, ela puxa assunto.

- Então... Filho do chefe da Aldeia não é? — pergunta lembrando-se de uma conversa dos dois.

- É — responde Soluço como se não fosse nada demais — mas não tenho esse título. Prefiro ser chamado de: O Ferreiro Supremo de Berk.

Merida franze o cenho.

- Ferreiro?

- Dos melhores!

- Interessante... Eu precisava bem afiar minha espada...

- Será que podemos nos visitar? Depois disso tudo?

- Quer dizer... Eu ir a uma Aldeia Nórdica e você para um reino da Idade Média?

Soluço dá de ombros.

- Por que não?

Merida sabia que era maluquice. Mas ele havia sugerido com tanta convicção... como se viajar no tempo fosse uma coisa insignificante... que ela até aceitou a ideia.

Antes que ela pestanejasse, um pergunta incômoda sai dos próprios lábios.

- Soluço, você tem namorada?

Silêncio. Merida não entendia do assunto então não sabia o porquê do desconforto do viking. Talvez ele não tivesse, ou tivesse e não queria dizer ou não tivesse mais...

- Não — ele responde por fim.

Ela resolve não tocar mais no assunto. Mas então ele lhe explica:

- Já tive. Astrid. Mas não tem mais nada entre a gente.

- Entendo — mente. Ela não entendia NADA sobre isso.

- E você?

- Não.

- Vocês até que se parecem um pouquinho. Na questão: lutar. Mas no geral... São bem diferentes.

Merida não sabia muito bem se aquilo (também!) significava alguma coisa.

Eles passam por alguns livros embutidos nas paredes. Provavelmente outras passagens secretas. Merida não sabia que o Hotel era assim tão grande. Se continuarem assim, parariam na Escócia!

Mais à frente, eles vem uma pequena luz. E um rápido movimento com um barulho de passos apressados. A luz se apaga. Merida e Soluço trocam olhares.

- Seria o Flyn Rider? — pergunta Merida.

- Não sei.

Merida amarra o vestido acima dos joelhos. Pois um pouco a frente havia uma quantidade de água suficiente para impedi-la numa caminhada ou perseguição.

Ela se preparava para correr.

- Espere! — Soluço segura o braço dela.

Ela se vira, confusa. Não sabia o que ele queria, nem o que sua expressão significava. Timidez? A dela era provavelmente de confusão!

- O que foi? — pergunta.

- Eu... Sabe... Se nós não... Voltarmos e tudo o mais... Ele pode fazer alguma coisa louca com a adaga não sei...

- Que, Soluço?

- Eu só queria dizer... Que gostei... gosto muito de você!

Merida não sabia muito o que dizer. Se já não estivessem no subterrâneo ela provavelmente cavaria um buraco na terra e se enfiaria nele o resto de sua vida.

Ela sente as bochechas arderem. As deles estavam igualmente vermelhas. Banguela fez um barulho estranho como se dissesse: ai, esses humanos...

Soluço respira fundo e faz uma coisa que ela literalmente não esperava: ele puxa seu braço devagar e a beija. Tipo, beijo mesmo! Na boca!

Merida arregala os olhos. Seria mesmo possível?

Então se ouvem novamente os passos.

- Temos que ir — diz Soluço.

Ela concorda. Então, com Banguela os seguindo, os dois saem correndo em direção ao barulho dos passos de Flyn Rider.

Notas finais
Eu peço minhas sinceras desculpas às fãs da fic que shippam Jarida.... mas eu acho Merricup muito fofinho... *--*