Guardians Team
2 Perdidos
Notas iniciais
P.O.V Merida
–CADÊ MINHA FLECHA!?- Gritei sozinha, enquanto procurava e corria feito uma doida atrás de minha última flecha pela floresta. Angus estava comigo, mas decidiu dormir feito um preguiçoso e me deixar procurar sozinha.
Minha mãe disse que eu devia chegar logo, pois hoje à noite terá o Festival do Eclipse Lunar e eu não devia me atrasar. Eu ainda tenho aquelas lições chatas de princesa. Pelo menos, ela me deixou viver livre para trilhar meu próprio caminho nesse mundo. Porém, disse que devo seguir meu destino de princesa, pois terei que herdar o trono. Mas isso está muito longe de acontecer, e eu quero viver ao máximo minha vida. E assim, nada de me comprometer a casar com nenhuma pessoa, e somente seguir o meu coração.
Enfim, achei minha flecha, que estava presa em um tronco de uma árvore. Como foi parar lá? Como foi que eu errei? Eu estava mirando na maçã da árvore! Usei todas as minhas flechas para mirar na maçã, e acabei errando! E isso sempre acontece pouco antes de acontecer o eclipse lunar! Por que isso acontece?...
Ouvi vozes, que me tirou dos pensamentos. Tirei minha flecha do tronco e armei no arco. Talvez sejam espiões, inimigos do meu pai, e assim devo me preparar para quem for ameaçar meu clã. Me escondi atrás da mesma árvore, e apenas escutei as vozes.
–Não, Soluço! Aqui não é o lugar!- "Soluço"? É um nome?
–Como sabe, Perna De Peixe?...- "Perna De Peixe"? Como é a perna de um peixe? -...Esses MONSTROS que atacaram nosso vale devem está escondidos em algum lugar perto daqui! Monstros são sempre covardes! Eles nunca mostram a cara deles para lutar!
Escutei algo no meu lado, e me fez gritar e pular de susto. Me virei, e vi Angus do meu lado, e parecia que estava rindo de mim.
–Angus! Pare de rir!- Sussurrei, para que os estranhos não me ouvissem, e Angus se calou.
–QUEM ESTÁ AÍ?- Ouvi um dos estranhos gritou, e parecia que que estava falando de mim.
Me assustei, e fiz o possível para não chamar atenção. Tentei subi em cima de Angus, mas ele levantou as patas e relinchou, como se estivesse tentando chamar minha atenção.
–O que foi, Angus?- Sussurrei novamente, pois não tinha entendido que ele estava fazendo.
–QUEM É VOCÊ?
Virei de costas de deparei com um menino bem a minha frente, que aparentava ter a minha idade. Ele tinha cabelo moreno, como o de minha mãe, e olhos verdes iguais os de meu avô materno, mas usava roupas tão estranhas, as quais eu nunca tinha visto. Me assustei assim que o vi, mas logo armei meu arco e mirei no nariz dele.
–EU QUE FAÇO ESTA PERGUNTA!
Pareceu assustado. Agora ele sabe que não deve mexer com a filha do rei! Espero que ele tenha entendido o recado...
Porém, logo ele mostrou estar zangado.
–Banguela!- "Banguela"? Essas pessoas têm cada nome estranho!
Assim, apareceu uma espécie de dragão preto voando, com olhos bem verdes com os do menino. O dragão pousou ao lado do menino e pareceu rosnar na minha presença. Logo o menino acariciou o dragão.
–Acalme-se, Banguela!
Fiquei completamente assustada.
–U-U-U-U-U-U-U-UM D-D-DR-DR-DR...- Gaguejei sem fim. -...DRA-DRA-DRAGÃO!
Subi em cima de Angus e o mandei sair do local onde estávamos, completamente assustada. Eu posso enfrentar ursos com meu arco e minhas flechas, mas um DRAGÃO é completamente diferente. Preciso chegar até o reino e avisar o meu pai!
P.O.V Soluço
–ESPERA!- Tentei chamar aquela ruiva, mas não adiantou.
Perna De Peixe estava procurando algo, sem saber o que tinha acabado de acontecer.
–Perna De Peixe...- Chamei, e enfim ouviu. -...Você viu o que acabou de acontecer?
–Desculpe, mas não vi...- Respondeu, tentando se desculpar. -...Eu estava concentrado em achar o mapa da qual leva até aquele lugar que o outro cara tinha dito! Eu ainda acho que não é aqui!- Como ele é insistente!
–Se você tem tanta certeza disso, por que não vai sozinho até lá?...- Disse zangado, mas logo pensei. -... Eu vejo algo aqui, enquanto isso. Nós nos encontramos aqui mesmo depois.
Perna De Peixe pareceu pensar, mas logo balançou a cabeça, concordando. Com seu dragão, ele seguiu até o horizonte, da qual não podia mais vê-lo. Com Banguela, segui até aquela menina ruiva com seu cavalo e tentei chamá-la, mas parecia que não estava ouvindo.
Por fim, ela parou em um local grande, maior que Berk. Era com uma bela construção, e tinha uma grande casa no centro do local, e era onde a menina ruiva estava indo. Ela deixou o cavalo e entrou na grande casa. Eu, é claro, fui até lá junto com Banguela.
Puxei a cauda de Banguela, mas algo em meu corpo me fez errar, e fomos caindo em direção à casa grande.
P.O.V Merida
Preciso avisar a alguém sobre a invasão no clã. Porém, onde estão todos?
–MAUDIE!- Chamei, mas não recebi respostas.
Nunca tinha visto o castelo tão vazio em toda a minha vida. Nem ouvi minha mãe fazendo escândalo sobre onde eu estava. O que está acontecendo? O Festival do Eclipse Lunar é esta noite!
Então ouvi um estrondo, como se alguma coisa estivesse sido derrubada. Andei até o próximo corredor, onde escutei o barulho, e deparei com o mesmo menino montado no dragão, gemendo de dor, e um buraco enorme na parede. Ele me viu.
–Por favor...- Pediu. -...Espere!
Eu não escutei, e corri para longe dele. Parei de correr assim que vi armaduras colocadas em pé na parece para enfeitar o castelo. Peguei uma arma de corte da armadura e me preparei para atacar aonde eu estava, escondida entre as armas, na ponta do corredor. Ouvi o menino novamente.
–Por favor, me escuta! Eu não quero machuca-la...- A voz estava ficando mais alto. Ele estava se aproximando. -...Eu quero saber se existe algum problema!- Parecia que a voz dele estava ao corredor próximo, bem ao meu lado.
–Sim! VOCÊ!- Saí de meu "esconderijo", virei a "esquina" e deparei com ele assustado, sem o seu bicho de estimação. Sem pena, comecei a atacá-lo, mas ele não parava de desviar. Puxa! Como ele é rápido!
–Por favor PARA!- Segurou a minha mão, com a qual estava a arma, para que eu parasse de atacar.
–QUEM É VOCÊ?
–Eu sou Soluço, e quero apenas saber de uma coisa...- Aproximou o rosto para perto do meu. Muito perto! -...Você conhece os MONSTROS que atacaram o meu vale?
Não sei dizer, mas meu corpo tinha começado a tremer, e minha cabeça estava ficando zonza. Está quente aqui ou é impressão minha?
Porém, ainda não perdi minha insanidade mental. Aquele menino continuava sendo um estranho invadindo o reino. Mas... Acho que seria melhor eu conversar com ele. Não parece ser um idiota qualquer, ou invasor. Parece está sendo sincero. E também, consegue domar um DRAGÃO, e eu mal consigo fazer Angus ir sob minhas ordens, apesar de sempre considerá-lo meu grande amigo.
Então, me acalmei, e olhei para os olhos deles, que tinha uma magia estranha, e me deixou nervosa. Que tipo de pessoa consegue fazer isto comigo?
–Eu não sei do que você está falando!
–Eu estou falando de seres do mal que atacaram o meu vale. Você conhece?
–Não!
Ele pareceu ficar sem jeito, talvez porque invadiu meu reino e me assustou exclusivamente para fazer esta pergunta.
–Bem, me desculpe...- Se desculpou. -...Mas eu pensei que você estivesse relacionada com os monstros.
Mesmo estando assim, sorri.
–Tudo bem!
Então escutamos um barulho de fora, e parecia ser um explosão. Fomos até a janela, no próximo corredor, e lá estava o dragão de estimação do menino estranho. Me assustei.
–UM DRAGÃO!
–Tudo bem...- O "Soluço" tentou me acalmar. Eu ainda acho engraçado o nome dele. -...Ele não fará nenhum mal. Eu garanto!
Confiei nas palavras do menino e fui até a janela, com o "Banguela". Essas pessoas não conseguem arrumar nomes bons não?
Vimos a situação que estava. Era Meio-Dia, mas o chão estava coberto de escuridão, como o eclipse. Me assustei, pois nunca encontrei as Terras Altas da Escócia assim. Estava cobrindo tudo, até mesmo onde Angus devia estar. Cadê ele?
–Angus!...- Chamei, mas não respondeu. -...ANGUS!
Já estava sentindo lágrimas brotando nos meus olhos, e abaixei o rosto. Soluço via tudo, mas não fez nada.
–Eu entendo...- Ele disse. -...Aconteceu o mesmo com o meu vale...- Levantou o meu rosto com as mãos, para que eu pudesse olhar nos olhos verdes dele. -...Eu preciso de alguém que me ajude a salvar minha família também.- Família? MEUS PAIS! OS MENINOS!
–CADÊ ELES!?...- Virei o rosto, ainda deixando lágrimas. -...CADÊ MEUS PAIS? MEUS IRMÃOS?
–Eu...- Pensou. -...Imagino que estejam do mesmo jeito que todos os outros.
Isso não pode estar acontecendo! Sempre que ocorre o Eclipse Lunar, acontece algo errado. Porém, nunca tinha acontecido algo ASSIM!
–Não! NÃO!!- Chorei mais ainda, e abaixei novamente a cabeça.
–Por favor, não chore!...- Levantou minha cabeça novamente. -...Eu irei te ajudar a encontrar seus pais e seus irmãos, mas preciso que me ajude também.
–Como irei saber se está mentindo ou não?- Disse para ele, pois eu não conheço.
–Eu só peço que acredite em mim!
Olhei novamente nos olhos dele, e vi que estava mesmo falando a verdade. O vale dele deve está correndo perigo como o reino.
Olhamos novamente para a janela, e vimos que a escuridão estava cobrindo grande parte do castelo, e que era realmente melhor sair dali.
–Precisamos sair!- Soluço disse, montando no seu dragão de estimação.
Eu apenas encarei o dragão. Soluço já estava irritado.
–Sobe logo!
–Como vou saber se...
–É pela sua vida!- Soluço me interrompeu.
Encarei os olhos dele novamente, e enfim criei coragem para subir em cima dragão, atrás de Soluço. Apesar de assustador, era emocionante estar em cima de um dragão. Nunca imaginei que realmente conseguiria subir em um DRAGÃO!
P.O.V Soluço
Preciso avisar ao Perna De Peixe que este lugar também foi invadido. Tenho certeza que os monstros que atacaram aqui já devem ter fugido. Aqueles covardes!
A menina ruiva, sentada atrás de mim, abraçou meu tronco para se segurar, e isso me fez tirar dos pensamentos. Ela também está aqui! Ela irá me ajudar, e eu não posso machucá-la.
Assim, mandei Banguela levantar voo e seguir até o local onde haveria luz, no meio dessa escuridão. A menina ruiva abraçou mais ainda, e deixou minha cabeça quente.
Assim, deparo com uma espiral colorida na minha frente. Isso não estava lá! Como apareceu?
–Banguela, meia volta!- Ordenei, mas parecia que Banguela não conseguia.
Fiquei assustado, e a menina ruiva abraçou mais ainda por medo. Por fim, nós três fomos sugados pela fonte colorida.
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