Guardians Rise - Fic Interativa
15 Guardião 8: Ilumine sua história, Samurai.
Notas iniciais
Sakura: http://images2.fanpop.com/images/photos/3300000/Sakura-tsubasa-reservoir-chronicles-3386917-688-960.jpg
Shaoran: http://images5.fanpop.com/image/photos/29100000/Syaoran-Tsubasa-syaoran-li-29179867-422-600.jpg
Kerberos:http://static.zerochan.net/Kerberos.full.923933.jpg
Yukito: http://2.bp.blogspot.com/-5ULrGsvEaTI/TdWl4ZcuX-I/AAAAAAAAB7U/BR2bwNRZzIE/s1600/yukito+2.jpg
Gente, mais um capítulo! Tô muito animada com a Guardians Rise. Agradeço a todos que leem e comentam! Aos que dão força, agradeço as recomendações à tudo!
Essa história dedico a vocês!
Notas do capítulo: Um capítulo falando sobre Samurais. Vocês tem noção do quanto sou louca por samurai? Acho divino a história e a coragem deles. A honra e a beleza da arte com lâminas.
Neste capítulo deixamos Rainny e Ame descancarem e damos a outros personagens a oportunidade de contar-nos suas histórias.
* Essa é meio que uma apresentação mesclada com a história rs. Espero que gostem, beijinhos!
Capítulo dedicado a Ryuuki-san! S2
“Quando um samurai diz que fará algo, é como se já o tivesse feito. Nada nesta terra o deterá de realizar aquilo que disse que fará” – Código Samurai.
ATO I – O Samurai que aceitou o trato com a lua.
Ryuuki POV's.
Minha vida tinha sido honrada e cheia de códigos. Eu tinha respeitado a cada um deles, tinha seguido meu senhor, o meu caminho samurai. Na verdade eu – na maior parte de meu tempo – vagava pelas estradas vazias e pequenos povoados fazendo serviços como caça ou recompensa.
Um dia, em meio a maior guerra no período da era Tokugawa, quando o imperador faleceu e o título xogum foi passado a seu filho, membro de seu clã. Lutei com Miyamoto Mushagi. Um protestante, o melhor samurai de todos os tempos. A paz foi conquistada na marra e o Japão unificado com uma grande ferida. Faleci em um povoado, aonde agora é a cidade de Akita.
Após minha morte vaguei, vaguei e vaguei. Em um espaço de tempo destorcido, um espaço de tempo que acreditei ser o “esquecimento”; Voltei à vida pelas mãos de um poderoso mago, o mago de Hong Kong. Seu nome era Shaoran Li.
Lembro-me de acordar em meio a um círculo de magia chinês. Estava nu e completamente ignorante sobre em qual época estava. Logo após a forte luz, o local apagou-se e o mago de olhos castanhos fitou-me com um sorriso hospitaleiro.
– Bem-vindo ao lado dos vivos, Lóng. — Ele me deu o nome de dragão, em chinês. Afinal Ryuuki Ou era meu verdadeiro nome, ou Ryuuki Ten-nou. Imperador Dragão.
Esse tal feiticeiro ensinou-me yishù yu jiàn – arte de lutar com espada – e a técnica Shandián zhi rèn, o famoso shou-rai. Lâmina do deus relâmpago. Ele se tornou meu melhor amigo, meu mestre.
Quando meu treinamento estava completo, ele entregou-me a minha espada. Coloquei o nome de shiryuu-ha – ou, fúria do dragão.
Lembro-me que naquele dia chovia fortemente em Hong Kong, Sakura-san tinha descoberto sua gravidez e Shaoran-sama estava preocupado e ao mesmo tempo feliz. Preocupado por certos assuntos que deixou a cargo de Yue-san, guardião da lua.
Por falar nesta figura pálida, na noite desse dia, Yue veio me procurar dizendo que meu mestre desejava me ver. Prontamente atendi seu chamado, indo ao dôjo aonde treinávamos. Chegando ao lugar, ajoelhei-me apresentando-me.
– Para quê tanto keigo*, Ryuuki?
– Mestre, no que posso ser útil?
– Sabe, na próxima primavera nascerá minha filha... Tsuki Li. Temo não poder ficar por muito tempo ao seu lado... – sua voz continha uma tristeza implícita. Levantei meus olhos, com preocupação.
– Mestre, o que o senhor quer dizer com isso? – ele trajava suas vestes de mago. A roupa negra, o símbolo do yin-yang e a faixa na cintura, sua capa e o báculo do tempo.
– Quero confiar a vida de Tsuki à você, Ryuuki!
–MAS MESTRE! – levantei a voz. Erro que logo após corrigi, abaixando a cabeça.
– Quando se tem poderes extremamente grandes, os problemas vêm rápidos. Sakura e eu decidimos proteger nossa herdeira, a única herdeira de sangue de Clow Reed e Kinomoto. Ela será odiada, mas trará a paz para muitos. Vamos selar seus poderes neste báculo e faremos dele parte de você, de Kerberos , Yue e seu alter ego Yukito. Sumo-sacerdote da lua. Vocês se separaram pelo mundo, apenas Yukito ficará ao lado de Tsuki, aqui em Hong Kong.
– Para selar poderes, só... VOCÊ NÃO PODE ESTAR PENSANDO NISSO, MESTRE! – Gritei, pondo-me de pé.
Shaoran era o único que me tratava como igual. Na época que era samurai, eu cresci na miséria de uma antiga aldeia pesqueira. Depois fui vendido como escravo para o primeiro imperador Tokugawa. Servi-o até poder fugir. Fugi e comecei a utilizar minhas poucas habilidades na espada para caçar e prender procurados. Ia de povoado a povoado até achar Mushagi que me treinou e pôs-me para batalhar. Morri sem honra em uma cidade e quando voltei fui tratado como igual por Shaoran. Meu mestre, ele não podia morrer! E aquela maldita criança, era tudo culpa dela!
– Tudo por culpa daquela criança...
– DOBRE SUA LÍNGUA PARA FALAR DE TSUKI, RYUUKI! – gritou Shaoran. Ele nunca tinha exaltado a voz em minha presença.
Corri para fora do dôjo e em meio à chuva refugiei-me em um bambuzal. Permaneci lá por meses. Voltei e a criança já estava gorda e rechonchuda com seus cinco meses.
Convivi com a pequena até seus 14 anos. O corpo quadradinho e seios amassados como panquecas. Nada de atraente, os cabelos desgrenhados e rebeldes como de Shaoran tinham ganhado a mesma tonalidade de marrom escuro. Os olhos claros como de Sakura e a delicadeza também.
Aos 14 anos, meu mestre pediu que eu fosse acampar com Tsuki nas montanhas e lá a treinasse com a arte das lâminas.
Fiz o que ele me pedira. Ocupamos a casa dos Li na montanha ao norte de Pequim. Ficaríamos ali por alguns meses, dois para ser exato.
Seriam os suficientes para eu enlouquecer pela pequena lua sob minha regência. Tsuki Li.
ATO II – Queda dos céus.
Fomos treinar todos os dias pela manhã na ‘Queda dos céus’. Víamos constantemente pelo bambuzal ursos pandas e ela fazia questão e vê-los de perto. Nos intervalos de nossas lutas ela treinava feitiços que seu pai havia ensinado a ela.
Ela usava um quimono branco naquela manhã. Fazia duas semanas que estávamos lá. Ela dançava com leques na borda da queda da cachoeira. Seus cabelos longos adornavam o quimono molhado e transparente. Tanta graça, beleza e delicadeza não mereciam estar nessa terra.
Observei-a por trás de alguns bambus. Um anjo sob a luz da lua azul. Ao final do espetáculo ela encostou-se a umas pedras e abraçando o ventre sorriu bobamente, dos lábios trêmulos vi um nome escapar. O meu.
– Ryuuki! – gemeu ela, apertando a própria cintura.
Quase quebrei o bambu para me segura no meu lugar. Contive-me, apesar de certas partes de eu estar quase saltado pela minha garganta e mandando-me ir até lá e tomar os lábios virginais. Tão castos puros e imaculados. Ela balançou a cabeça negativamente e falou novamente consigo mesma.
– Mas ele não está nem aí pra mim! – Estou claro que estou! Estou louco! Insano! Se Shaoran soubesse disso matar-me-ia. Mas eu estava insano, tinha me esquecido de todos os códigos samurais e bobeiras que me prendiam a uma realidade morta no período Edo.
– Papai nos mataria também. Ah! Ryuuki se desistisse de meu pai, se deixasse todo esse código samurai besta para trás... Em troca, fica comigo inteira! – Disse ela abraçando-se.
Trinquei os dentes, meu orgulho e minha honra esvaiam-se por minhas mãos. Ri-me da ironia. Eu, um samurai, um japonês apaixonado por ela. A princesa da China. A princesa da família Li.
Quando ela se levantou para voltar para casa, segui à sua frente e entrei na casa de bambu, esquentando o peixe que almoçaríamos.
– Ryuuki-chan! – ela me abraçou fortemente.
– Tsuki-sama! O que já lhe disse sobre me abraçar?
Ela se afastou com um muxoxo. Ela não sabia como era difícil para eu afastá-la de mim, mas era necessário. Não quebraria meu código de honra. Amaldiçoei-me por ter escolhido esse maldito caminho samurai.
Jantamos e nenhuma palavra foi trocada. Na hora de dormir, ela seguiu para seu quarto e eu permaneci sentado a sua porta, de braços cruzados abraçando minha espada. Ela remexia-se na cama, podia ouvir o barulho dos lençóis.
Após horas ela se entregou a um sono profundo e eu continuei minha vigília. Nada passaria por mim! Nada atrapalharia o sono dela!
Ás meia-noite ela começou a gritar, debater-se, não tive outra escolha a não ser abrir a porta bruscamente e invadir o quarto escuro.
Pesadelos.
Corri até sua cama, sentando-me ao lado dela e pegando-a pelos finos braços. Era apenas uma criança de 14 anos.
Ela abriu os enormes olhos verdes e me encarou por um tempo. Ainda ofegante, ela levantou-se, pôs-se em meu colo e abraçou-me. Tremia como uma criança.
Seu fino corpo estava suado e a blusa do pijama rosado colava-se ao corpo delicado.
– Ryuuki, foi horrível! – choramingava ela.
Fiquei sem ação, fiquei paralisado sentindo o calor do corpo dela sobre o meu.
Não, eu não podia nem me mexer.
Ela se afastou e fitou-me com as enormes esmeraldas. Num movimento rápido ela capturou minha boca em um selinho inocente.
Afastei-a de mim, mas sem tirá-la de meu colo, isso eu não tinha forças pra fazer, eu rezava a Deus que ela mesma quisesse sair.
– Ryuuki, por quê?
Apenas neguei com a cabeça, ela voltou a acariciar meus cabelos.
–Abra a boca... – ordenei rouco.
Ela assim o fez e eu beijei-a. Afundei minha língua na pequena boca quente e molhada. Ela começou a me responder aos poucos, desajeitada e tímida. Sua língua macia tocava-me com cuidado. Seus lábios inexperientes não sabiam como dançar aquela dança libidinosa. Continuei subindo minhas mãos pelas pequenas costas alvas.
Ela roçava os dentes em meus lábios e eu podia jurar que já estava louco. Ela, com as mãos tremulas guiou minhas mãos até seus seios diminutos, apesar de apenas 14 anos ela tinha um corpo bem formado. Como um perfeito imbecil, rompi as barreiras da roupa enfiando minhas mãos por baixo do tecido acariciando-os e deixando-os eriçados.
Eu sou um idiota!
Ela abriu meu quimono e acariciou meu tórax com as pequenas mãos quentes, e eu logo a ensinei a como chegar ao lugar mais sensível de um homem.
As mãos pequeninas acariciaram-me incisivamente. Eu acariciei as coxas torneadas e parei na cintura delgada, apertando-a. Deixei que minha cabeça pendesse para trás, contendo um gemido ou outro, apertando a cintura dela.
Senti que não duraria muito tempo, ela me deixava louco. Mas as coisas só pioraram quando ela descobriu meu membro e acariciou-o livremente. Mordi meu lábio inferior.
Eu sou um idiota!
Tomei os lábios rosados beijando-a, senti meu corpo se retesar e explodir sujando toda a roupa da menina. Suas mãos sujas e o pijama rosado com ursinhos estavam desarrumados em seu corpo.
Eu sou uma anta!
– Ryuuki, eu te amo! – ela me abraçou, foi aí que voltei a algo chamado de ‘realidade’.
– Tsuki, o que eu fiz com você? Tsuki...- Meu corpo estava tremulo e eu toquei a face de marfim. Os olhos confusos, mas já tinham lágrimas.
–O que eu fiz? – Tirei-a do meu colo, ajeitando-me. – Tsuki, o que eu fiz não tem perdão, mas se puder me perdoar um dia...
– Ryuuki pare de falar besteiras! – ela gritou – Eu te amo não me ouviu falar?
– Não, isso que sente deve ser só... Admiração ou... Eu sou repulsivamente velho pra você, vivi muito mais que você. E não falo de 20 ou 30 anos... Falo de 1.200 anos. Sou repulsivo e ...
Antes que eu terminasse ela acertou-me uma tapa no rosto.
– Baka, baka,baka,baka,baka! – gritou ela, levando as mãos aos ouvidos, chorando ainda mais. Depois disso, correu para fora do quarto.
No outro dia voltamos. Ela não me olhava ou falava comigo. Eu achava melhor assim.
Como a encararia? E meu mestre?
Sua pele branca tomou um tom avermelhado pela força com que esfregou a mesma no banho daquela manhã, provavelmente para “tirar-me” dela.
Ao chegar à mansão Li, entreguei-a aos cuidados de sua mãe e de seu mordomo, Yukito.
Este que a venerava. Encaminhei-me para o dôjo e lá fiquei treinando luta, dia após dia. Não saía para nada. Comia ali, dormia ali e se saía, evitava todos a minha volta.
Um dia ouvi um grito vindo da casa principal, era Sakura-san.
Corri para fora e vi a casa em chamas.
– Ryuuki! – gritou Yue. – Bruxos.
Pequei minha espada e corri para a casa principal. Um homem de cabelos longos e prateados segurava Tsuki pelo pescoço, Sayoran-sama tinha Sakura-san desmaiada em seus braços.
– Venha a mim, deus do relampado. Espada cortante, Shou-rai! – gritei, conjurando a luz que seguiu seu caminho, perfurando o homem. Yue pegou Tsuki no colo, desacordada.
– Esse é o primeiro de muitos! – alertou Yukito.
– Então a descobriram! – Sakura disse rouca.
– Chegou a hora...
Fomos guiados ao subsolo da casa aonde Tsuki foi deitada em uma mesa de pedra. Com Sakura e Shaoran segurando o báculo acima da menina desacordada.
Dizendo palavras em chinês antigo, Shaoran tirou metade do poder de sua filha para dentro do báculo do tempo. Virou-se para nós, os guardiões. Estávamos enfileirados, um ao lado o outro.
Um círculo, como o primeiro que descrevi, surgiu a nossa volta e nossos corpos deixaram o chão.
Nossos corpos tornaram-se trêmulos e sem forma, pude sentir minha vida esvair-se. Recebemos um pedaço do báculo, que foi selado em nosso peito. Tenho o símbolo do sol tatuado no lado esquerdo do peito por conta disso.
Quando me lembro de recuperar minha consciência já estava de dia. Sakura e Shaoran estavam caídos, mortos no chão. Tsuki chorava desesperada sobre eles enquanto Yukito e Kerberos a consolavam. Yue nos deixou cumprir uma missão dada a ele pela Sakura-san.
Eu voltei para o Japão e Yukito e Kerberos ficaram com Tsuki em Hong Kong.
Após alguns anos Yue me procurou e declarou-me guardião do relâmpago.
Voltei para esta estranha cidade norte-americana e agora estou aqui, a passos de ver a pessoa que evitei olhar, a pessoa de quem covardemente fugi. Minha pequena princesa da China.
Vestidos com os trajes de guardião, eu estava na sala dos Colossos, junto a todos os guardiões, exceto Derek e Rainny que faltaram, só pra variar.
As portas se abriram e uma forte luz adentrou o lugar.
O primeiro a tocar no salão foi às patas animalescas de Kerberos, guardião do sol. Logo após Yukito e um homem muito alto e moreno, acho que este era Kurogane. Logo após ela.
Como era bela!
ATO III – Lições.
Rainny estava deitado sobre sua cama quando ouviu alguém bater furiosamente em sua porta. Levantou-se de mau humor e abriu.
Foi pego pela gola da fina blusa branca que usava e arrastado para fora de sua casa por Naruto. Os olhos do loiro estavam vermelhos como sangue.
Os risquinhos de sua bochecha estavam mais reforçados e suas presas sobressalentes.
Rainny foi jogado ao chão, no quintal, bem aos pés de Ame.
– Peça perdão! – exigiu o loiro.
Rainny se levantou, limpando suas vestes.
– Quem você acha que é para mandar em mim?
Um rugido gutural foi ouvido dos pulmões de Naruto e logo a raposa tomou vida. Tinha o tamanho da casa de dois andares; Ela rugia ferozmente enquanto o bater de suas caldas trincavam as paredes de calcificadas da caverna.
– RAINNYYYYYYYYYYY! — gritou o monstro.
Notas finais
*keigo = Tratamento formal, como: ajoelhar-se e usar '-san' ou '-sama' no nome.
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