Guardians Of The Night
1 Guardiões da Noite
Notas iniciais
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As ruas são escuras, sombras rastejam nas paredes
A poeira se movimenta e as luzes de neon chamam
Demônios e tolos e uma dama de preto
Ela é do tipo que não dorme à noite
Ela é do tipo que não faz as unhas, ela jamais usa batom
Ela é a rainha da noite.
Quando todas as criaturas temem,
Ela simplesmente surge no alto de um prédio sob a penumbra da lua escondida
Ela desponta antes da alvorada, desfilando sobre a terra resfriada pelo orvalho, purificando toda a superfície.
Murchando rosas brancas
Tem uma foice nas mãos, ela plana nas trevas
Ela voa em tempo
Evola com a neblina, ela está sangrando um poema, sofrendo a partida do seu amado.
Ao passo que ele se foi, ela veio.
Faminta
Ela é uma vampira
Ela vê a presa e fica atenta
Jamais deixa escapar
Todos os seus sentidos voltados para esse momento, a cobiça de sangue levando as veias à fervura
São tempos difíceis, mas ela não liga
Porque com unhas e presas ela dominou a noite
Ela não tem um trono físico, com suas asas afugenta as diabruras. Suas mãos seguram as vidas frágeis.
Ela é uma vampira
Tem uma princesa morta em seu ventre
Desejo mais escuro que preto
Ela é uma vampira
Tem a chave da desgraça pendendo no colar
Alcança mais alto, não há como escapar
As mãos frias congelam as almas
Suas asas são cortinas da noite
Sua voz já se esvaiu e se perdeu a chamá-lo
Ela desconhece o certo e errado
Ela vem te buscar
Ela ignora todos os pecados, pois sabe que sua alma permanecerá até o fim dos humanos
Ela os vê orando, escondida na capela, mas jamais irá deixar-se ver.
Ela esconde-se entre os sinos com suas vestes de seda branca, sujas nas pontas pela poeira da estrada
Seu poder seduz e corrói, mas o seu amado foi embora
Ela irá aguardá-lo de todo o seu coração, pois não tem mais motivos para viver
A verdadeira luta está em seu interior, ela é uma vampira
Sedenta de sangue.
Mortos são os lugares onde essa deusa esteve
Fria é a pele que essa criatura viu
Seu universo é um oceano de sangue
Sua mesa de jantar é um berço de lama
Sempre divagando na escuridão
Passam os carros e avenidas, seu coração está vazio, seus olhos derramam pranto sem que ela possa perceber.
Adormece em seu caixão escondido junto à terra de catacumba
Ela jamais espera por um dia melhor, é a noite o seu berço e toda a sorte de más notícias
Danação eterna
Ela vê a presa, ela está atenta
Jamais escapará de seus olhos algozes
São tempos difíceis, mas ela não liga
Ela sempre leva a melhor
Ela é uma vampira
Tem uma princesa morta em seu ventre
Desejo mais escuro que preto
Ela é uma vampira
Tem a chave da desgraça pendendo no colar
Alcança mais alto, não há como escapar
As mãos frias congelam as almas
Suas asas são cortinas da noite
Sua voz já se esvaiu e se perdeu a chamá-lo
Ela desconhece o certo e errado
Ela vem te buscar
Ela dança as canções das eras e os sonetos dos poetas mortos
Ela ouve as orações, ela é o vento
Está se escondendo todo o tempo, ela vê o sol através da cortina rubra
Em seus quartos subterrâneos cai ela se prostra e adoece
Mas à noite vem ceifar
A noite é cega, a senhorita está te chamando
Para estar com ela por toda a eternidade
Siga-a até que sua sede seja saciada
Uma mentira imortal, sangue
Para onde foi seu amado?
Por que luas ele viaja?
É o corpo dele uma estrela cadente que toca a terra na madrugada?
O peito dela está sangrando a solidão e a partida
Momentos que sua mente não poderá esquecer
A lágrima azeda toca o lago cristalino, ela tem sentimentos
Mesmo a tristeza das bestas é fiel, sua boca manchada do vermelho pode chamá-lo ainda
Ela cai sobre os joelhos, sem forças para prosseguir
Mas então sente fome novamente...
Não há saída, ela te paralisou
Então você diria adeus ao sol?
Pois o amor dela não tem um fim definido
E daria sua vida para nunca morrer?
Ela já escolheu
Ela é uma vampira
Tem uma princesa morta em seu ventre
Desejo mais escuro que preto
Ela é uma vampira
Tem a chave da desgraça pendendo no colar
Alcança mais alto, não há como escapar
As mãos frias congelam as almas
Suas asas são cortinas da noite
Sua voz já se esvaiu e se perdeu a chamá-lo
Ela desconhece o certo e errado
Ela vem te buscar
Ela é uma vampira
Vampira
- Yuuki? Yuuki? — uma mão tocava meu rosto carinhosamente.
- K-Kaname, já chegou? — despertei do devaneio um tanto entorpecida já recebendo uns três beijos.
- Eu disse que só ia cortar o cabelo – ele disse, vi que as mechas mais curtinhas caiam graciosamente sobre seu rosto bonito.
- Ah, mas você demorou – reclamei, abraçando ele. Quer dizer, fazendo ele perder o equilíbrio – E eu sinto muito medo quando você não está.
- Já voltei, como pode ver – Kaname falou, ele sabia que eu adorava fazer um draminha e também não perdia uma chance de me abraçar – Está escrevendo um poema?
- Ah, não não – fechei o caderno e o segurei com ambas as mãos em torno do meu coração.
- Então o que é? — ele perguntou ainda amistoso.
- Contos eróticos – eu respondi, antes de me dar conta que aquilo só iria piorar a situação – M-mas nada pronto ainda. Pode tirar o cavalinho da chuva se pensa que vai ler!
Kaname se levantou, contradito e uniu as mãos ao tronco, como fazia quando estava prestes a ter uma crise de pelanca.
- Não sabe como me deixou curioso – ele se virou e disse antes de partir – Vou ler esse caderno nem que seja a última coisa que eu faça!
- Pode ter certeza que será! — bradei para ter certeza de que ele ia ouvir.
Observei meu caderno de poesias e enrubesci.
Ah meus sentimentos... quem quer saber?
Sou só uma agulha no espaço...
Uma vampira.
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Notas finais
Obrigada por lerem!
Bjs bjs flores, cavalheiros, espinhos e amoras! <33
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