Guardians Of The Night

1 Guardiões da Noite


Notas iniciais
Bom, amores! Eu estava com saudades de fazer uma songfic e aqui está. Feita com muito carinho! Música: Vampire - Xandria Uma canção muito ótima! Leiam leiam!

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As ruas são escuras, sombras rastejam nas paredes

A poeira se movimenta e as luzes de neon chamam

Demônios e tolos e uma dama de preto

Ela é do tipo que não dorme à noite

Ela é do tipo que não faz as unhas, ela jamais usa batom

Ela é a rainha da noite.

Quando todas as criaturas temem,

Ela simplesmente surge no alto de um prédio sob a penumbra da lua escondida

Ela desponta antes da alvorada, desfilando sobre a terra resfriada pelo orvalho, purificando toda a superfície.

Murchando rosas brancas

Tem uma foice nas mãos, ela plana nas trevas

Ela voa em tempo

Evola com a neblina, ela está sangrando um poema, sofrendo a partida do seu amado.

Ao passo que ele se foi, ela veio.

Faminta

Ela é uma vampira

Ela vê a presa e fica atenta

Jamais deixa escapar

Todos os seus sentidos voltados para esse momento, a cobiça de sangue levando as veias à fervura

São tempos difíceis, mas ela não liga

Porque com unhas e presas ela dominou a noite

Ela não tem um trono físico, com suas asas afugenta as diabruras. Suas mãos seguram as vidas frágeis.

Ela é uma vampira

Tem uma princesa morta em seu ventre

Desejo mais escuro que preto

Ela é uma vampira

Tem a chave da desgraça pendendo no colar

Alcança mais alto, não há como escapar

As mãos frias congelam as almas

Suas asas são cortinas da noite

Sua voz já se esvaiu e se perdeu a chamá-lo

Ela desconhece o certo e errado

Ela vem te buscar

Ela ignora todos os pecados, pois sabe que sua alma permanecerá até o fim dos humanos

Ela os vê orando, escondida na capela, mas jamais irá deixar-se ver.

Ela esconde-se entre os sinos com suas vestes de seda branca, sujas nas pontas pela poeira da estrada

Seu poder seduz e corrói, mas o seu amado foi embora

Ela irá aguardá-lo de todo o seu coração, pois não tem mais motivos para viver

A verdadeira luta está em seu interior, ela é uma vampira

Sedenta de sangue.

Mortos são os lugares onde essa deusa esteve

Fria é a pele que essa criatura viu

Seu universo é um oceano de sangue

Sua mesa de jantar é um berço de lama

Sempre divagando na escuridão

Passam os carros e avenidas, seu coração está vazio, seus olhos derramam pranto sem que ela possa perceber.

Adormece em seu caixão escondido junto à terra de catacumba

Ela jamais espera por um dia melhor, é a noite o seu berço e toda a sorte de más notícias

Danação eterna

Ela vê a presa, ela está atenta

Jamais escapará de seus olhos algozes

São tempos difíceis, mas ela não liga

Ela sempre leva a melhor

Ela é uma vampira

Tem uma princesa morta em seu ventre

Desejo mais escuro que preto

Ela é uma vampira

Tem a chave da desgraça pendendo no colar

Alcança mais alto, não há como escapar

As mãos frias congelam as almas

Suas asas são cortinas da noite

Sua voz já se esvaiu e se perdeu a chamá-lo

Ela desconhece o certo e errado

Ela vem te buscar

Ela dança as canções das eras e os sonetos dos poetas mortos

Ela ouve as orações, ela é o vento

Está se escondendo todo o tempo, ela vê o sol através da cortina rubra

Em seus quartos subterrâneos cai ela se prostra e adoece

Mas à noite vem ceifar

A noite é cega, a senhorita está te chamando

Para estar com ela por toda a eternidade

Siga-a até que sua sede seja saciada

Uma mentira imortal, sangue

Para onde foi seu amado?

Por que luas ele viaja?

É o corpo dele uma estrela cadente que toca a terra na madrugada?

O peito dela está sangrando a solidão e a partida

Momentos que sua mente não poderá esquecer

A lágrima azeda toca o lago cristalino, ela tem sentimentos

Mesmo a tristeza das bestas é fiel, sua boca manchada do vermelho pode chamá-lo ainda

Ela cai sobre os joelhos, sem forças para prosseguir

Mas então sente fome novamente...

Não há saída, ela te paralisou

Então você diria adeus ao sol?

Pois o amor dela não tem um fim definido

E daria sua vida para nunca morrer?

Ela já escolheu

Ela é uma vampira

Tem uma princesa morta em seu ventre

Desejo mais escuro que preto

Ela é uma vampira

Tem a chave da desgraça pendendo no colar

Alcança mais alto, não há como escapar

As mãos frias congelam as almas

Suas asas são cortinas da noite

Sua voz já se esvaiu e se perdeu a chamá-lo

Ela desconhece o certo e errado

Ela vem te buscar

Ela é uma vampira

Vampira

- Yuuki? Yuuki? — uma mão tocava meu rosto carinhosamente.

- K-Kaname, já chegou? — despertei do devaneio um tanto entorpecida já recebendo uns três beijos.

- Eu disse que só ia cortar o cabelo – ele disse, vi que as mechas mais curtinhas caiam graciosamente sobre seu rosto bonito.

- Ah, mas você demorou – reclamei, abraçando ele. Quer dizer, fazendo ele perder o equilíbrio – E eu sinto muito medo quando você não está.

- Já voltei, como pode ver – Kaname falou, ele sabia que eu adorava fazer um draminha e também não perdia uma chance de me abraçar – Está escrevendo um poema?

- Ah, não não – fechei o caderno e o segurei com ambas as mãos em torno do meu coração.

- Então o que é? — ele perguntou ainda amistoso.

- Contos eróticos – eu respondi, antes de me dar conta que aquilo só iria piorar a situação – M-mas nada pronto ainda. Pode tirar o cavalinho da chuva se pensa que vai ler!

Kaname se levantou, contradito e uniu as mãos ao tronco, como fazia quando estava prestes a ter uma crise de pelanca.

- Não sabe como me deixou curioso – ele se virou e disse antes de partir – Vou ler esse caderno nem que seja a última coisa que eu faça!

- Pode ter certeza que será! — bradei para ter certeza de que ele ia ouvir.

Observei meu caderno de poesias e enrubesci.

Ah meus sentimentos... quem quer saber?

Sou só uma agulha no espaço...

Uma vampira.

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Notas finais
O que acharam??
Obrigada por lerem!
Bjs bjs flores, cavalheiros, espinhos e amoras! <33
;**
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!