Notas iniciais
Voltamos...❤

*Ethan*

Não aguentava mais esperar por aquele beijo. Talvez eu tenha sido um pouco apressado, certo, mas ponha-se no meu lugar, ter de esperar 100 anos para poder beijar a garota que você ama novamente, é um saco!

Peguei sua cintura e a ergui fazendo com que se sentasse no balcão da pia e eu ficasse entre suas pernas. O beijo começou lento e depois disso foi ficando mais intenso, tivemos que nos separar por falta de ar mas nossas testas permaneceram coladas.

– Isso foi... Incrível- ela disse sorrindo e de olhos fechados.

– Não sabe o quanto esperei por esse momento

Nós estávamos ofegantes. Eu sabia que, do mesmo jeito que eu, ela ansiava por isso.

*Ária*

Aquele momento, sem dúvidas, havia sido um dos melhores da minha vida. Eu ainda não podia acreditar que aquilo realmente tinha acontecido. Eu ainda ofegava, sentia sua respiração batendo contra minha pele, meu coração estava acelerado. Olhei nossa posição, ele estava entre minhas pernas.. Espera, ele estava entre minhas pernas!! E eu com aquela camisola curtíssima.

– Ah meu Deus!- fiquei de pé e abaixei o máximo que pude a minha roupa — Me desculpe, eu.. eu não devia... com essa roupa — coloquei as mãos na cabeça

Ao invés de falar qualquer coisa ele simplesmente pegou meu pulso e me puxou de volta para seus braços.

– Eu não me importo — ele analisou meu corpo e sorriu malicioso — Não há do que se envergonhar- e me deu um selinho demorado. Não quero me achar, mas era verdade, eu assim como Ádria éramos bem malhadas e tínhamos ótimas curvas.

– A propósito — ele continuou — Tomei a liberdade de comprar uma roupa para você — ele sorriu e foi o sorriso mais fofo que eu já vi na vida, porém logo comecei a protestar.

– Ethan, você já fez de mais por mim....

– Por favor- imterrompeu-me — Eu insisto.- E então ele deu aquele olhar final, aquele olhar que nenhuma garota jamais poderia recusar.

*Ádria*

Já tínhamos terminado de preparar o café da manhã e estávamos sentados na mesa. Ian não parava de me olhar.

– Quer uma foto? — perguntei

– Não, obrigado. Eu prefiro ao vivo- revirei os olhos e tomei um gole de suco

– Vai começar a bancar a criança de seis anos?

– E se eu quiser bancar a criança de seis anos? Isso não é da sua conta- me irritei

– Ádria meu amor, tudo que diz respeito a você, é da minha conta.

– Eu já tenho um pai.

– Eu sei.

– Eu não preciso de outro.

– Eu sei também, mas você precisa aprender como não ser uma criança.

– Para de agir como se me conhecesse à anos.

– Para mim não é difícil desvendar você.

Me aproximei de seu rosto e apertei meu punho.

– Você não sabe absolutamente nada sobre mim!

– Eu sei mais do que você.

– Não sabe! — gritei

Depois de falar isso recebi uma forte pontada de dor em minha cabeça, bati com a mão na mesa e o copo que estava a poucos centímetros de mim explodiu em pedaços, simplesmente se quebrou do nada!

Ian levou um leve susto também mas logo começou a me fitar incrédulo. Minha cabeça ainda doía muito.

– Como você fez isso?- perguntou

Antes que eu pudesse responder ou dizer qualquer coisa, minha visão embaçou e só me lembro de ouvir Ian gritando meu nome antes de cair no chão inconsciente.

* Ária*

– Muito obrigada Ethan- falei enquanto ele parava seu camaro preto em frente a minha casa

– Foi um prazer Ária

– Mais uma vez, qualquer coisa que eu tenha dito ou feito ontem a noite.. Me desculpe. — eu precisava me desculpar, afinal, eu nem tinha ideia do que eu havia feito.

– Eu já falei Ária, não há o que se desculpar e também não precisa dar explicações, mais uma vez, foi um enorme prazer poder cuidar de você ontem à noite.

Ele sorriu e eu corei na mesma hora.

– Então.. Acho que é hora de ir- falei soltando o cinto de segurança- antes que eu percebesse, ethan pegou meu rosto e me beijou, um beijo calmo e amoroso, um beijo de despedida. Nos separamos mas sua testa ainda estava colada na minha. Ele sorria.

– Gostaria de sair em um encontro comigo amanhã à noite?- perguntou de um jeito tão sedutor que eu seria louca caso não aceitasse.

Ao invés de responder com palavras, eu o beijei novamente só que de uma forma mais intensa.

– Pego você amanhã as 7:00 pm — ele sorriu

– Estarei esperando.

Me despedi de Ethan saindo de seu carro e indo em direção a minha casa.

– Pai! Cheguei! — disse assim que entrei, fechando a porta atrás de mim.

– Oi querida, estou aqui em cima!- gritou em resposta do andar de cima. Fui para a cozinha beber um copo d'água, estava morta de sede. Havia um bilhete encima da mesa que me chamou atenção.

" Meninas, fui para a casa de campo com a Marie, estaremos de volta amanhã a noite. Se cuidem.

Beijos, Papai."

Gelei, se meu pai estava na casa de campo, quem estava aqui na casa? O medo tomou conta de mim.

– Pai? — chamei de novo, para ter certeza. Nenhuma resposta.

Peguei uma faca de cortar carne na cozinha, fui em direção as escadas e cautelosamente comecei a subir. Já no topo, de frente para o corredor com má iluminação ouço o barulho de passos vindos do meu quarto. Engoli em seco e posicionei a faca em modo de defesa. Os passos eram pesados e rápidos fazendo bastante barulho quando se chocavam ao chão.

Na metade do corredor, o alto ranger do assoalho sob meus pés fez com que o barulho dos passos cessassem, de repente o silêncio pairava no ar, o único som audível era minha respiração ofegante e as batidas aceleradas do meu coração que parecia querer saltar para fora do meu peito. Parei tentando me acalmar e continuei até parar em frente a porta do meu quarto que estava fechada.

Aproximei meu ouvido da porta para tentar ouvir alguma coisa.Nada. Levei minha mão direita à maçaneta segurando a faca com a mão esquerda, esperei um pouco e abrupdamente abri a porta. Mas não havia nada e nem ninguem, vasculhei com os olhos em busca de algum sinal aparente de que alguem estivera ali.

Da porta até a cabeceira de minha cama, no carpete do chão, havia um enorme rastro preto.

Me abaixei de joelhos e passei a mão na mancha. Era gosmenta e cheirava mal, muito mal.

– Argh, que nojo! — Exclamei fechando o nariz com os dedos. — De onde veio isso?- O cheiro era horrível, parecia carne podre.

Senti o cheiro ficar ainda mais forte, me virei ainda de joelhos e não pude conter o grito. Era a coisa mais horrível que eu já havia visto na vida.

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Sem pensar passei a faca para minha mão direita e cravei-a em seu peito, ou seja lá o que fosse e caí para atrás me arrastando até sentir minhas costas contra minha cama. Esperei que meu golpe surtisse efeito. Eu estava aterrorizada, o medo era tanto que eu nem ao menos conseguia levantar e correr.

O terror aumentou quando aquela criatura retirou a faca com sangue preto e se curou em seguida.

Depois disso tudo aconteceu muito rápido, me lembro dos olhos daquela coisa ficarem completamente pretos e suas garras, com a mesma gosma preta do chão, vindo em minha direção ao mesmo tempo que ouvia passos rápidos vindos do corredor e a figura de Ethan apareceu na porta mas antes que pudesse gritar para que corresse, senti as garras da criatura, que já estava à minha frente, perfurando minha pele abaixo das costelas do lado direito.

A dor foi absurda, a sensação de queimação que se instalou logo após o contato foi insuportável e então, tudo ficou preto.

*Ádria*

Abri meus olhos e mais uma vez estava na cama de Ian com seus olhos cheios de preocupação arregalados para mim.

– O que aconteceu? — perguntei me sentando.

– Você desmaiou.

– Aquele copo- falei me lembrando.

– É sobre isso que eu quero falar com você.

Antes que eu pudesse pensar qualquer coisa a janela do quarto se estilhaçou em um estrondo.

Cobri meus olhos e quando olhei de volta. Ethan estava parado com Ária em seus braços.

– Mas que porra...?- Ian falou ficando bravo.

Ária...

Me aproximei dela quando Ethan a depositou na cama.

– O que você fez?!- perguntei.

– Ela está bem, só desmaiada.

– Por quê?

Ele me ignorou e virou para Ian.

– Tinha um demônio na casa dela. Um maldito demônio! Como isso foi acontecer Ian? Achei que elas estavam seguras!- gritou

Demônio? Seguras? Do que ele estava falando? Mas que porra está acontecendo aqui?!

Notas finais
E no próximo a verdade será revelada... o que acharam?