Guardian Angel - Naxi
4 Capítulo 4
Notas iniciais
"Todos nós somos um mistério para os outros... e para nós mesmos." — Érico Veríssimo
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POV Naty
Fran: O QUEEE?!
Naty: Pois é... o que eu faço? Já virei tocável.
Fran: Você é Tocável?
Naty: Sim!
Fran: É pelo Maxi que você está apaixonada... né?
Naty: É... quando ele chega perto de mim, minha mão transpira... minha mente pira. Tudo em mim pira! Minha respiração se descompassa...
Fran: AAWWNN! MINHA BFF TÁ ENAMORADA! QUE FOFA.
Naty: Ai Fran, só você, hein... vem cá e o Diego?
Fran: O Didi? Ele me aceitou de boa.
Naty: Didi?!
Fran: É o apelido dele.
Naty: Huuuuuum, sei.
Fran: Não vamos mudar de assunto... o Maxi sabe que você tá apaixonada por ele?
Naty: Claro que não! Qual você acha que vai ser a reação dele quando ele ouvir que o Anjo dele tá apaixonada por ele?!
Fran: Simples... ele vai te pegar e te beijar.
Naty: Ou... ele vai despedaçar meu coração e terei que "colá-lo" novamente, mudando de Humano. Quero evitar isso.
Fran: Nossa, Naty. Você só pensa negativo.
Naty: Claro, quantas histórias desse tipo você já ouviu por aqui? "Oh, um Anjo humanizou por amor"
Fran: Nunca.
Naty: Exatamente! Agora, vamos esquecer disso e vamos falar do León.
Fran: León?
Naty: Sim! Ele humanizou, esqueceu? Quero saber o por que disso. E só temos uma pessoa capaz disso.
Fran: Quem?
Naty: Carlos!
Dito isso, saímos e fomos pra loja dele.
Carlos: MIIGAS! Quanto tempo! — nos deu 4 beijinhos na bochecha... sabe o Carlos é meio... gay. Meio não, totalmente gay — De quem vocês são anjos?
Naty: Maxi.
Fran: Diego.
Carlos: Huuuum e como eles são? Gatos?
Fran: O Diego é estilo badboy, moreno e olhos brilhantes!
Naty: E o Maxi... aahh, o Maxi — suspiro
Fran: O Maxi, usa boné e fones no pescoço e é baixinho.
Naty: O Maxi não é baixinho!
Fran: Comparado à você, não mesmo.
Naty: Haha, que graça.
Carlos: Own, a anãzinha ficou bravinha? — Carlos tem mania de me chamar de anã, já sabem o por quê, né? — Então, precisam de algo?
Naty: Sim! Sabe o casaco dos humanizados?
Carlos: Ah sim, que faz com que eles te vejam... sei, querem?
Naty e Fran: Sim!
Carlos: Tiveram sorte, só sobraram dois. Irei fazer mais.
Naty: Aiin, obrigada Carlos.
Carlos: Ah, não foi nada anã.
Dei um sorriso e nos despedimos com 4 beijinhos. Voltei pro quarto do Maxi e o vi dormindo... tão lindo. Cheguei mais perto e sentei na beira da cama dele. Fiquei fazendo cafuné. Vi ele se mexer e sua mão foi ao encontro da minha outra mão e ele a segurou forte. E lá ficou eu, uma mão fazendo cafuné e a outra, dada com a mão dele.
POV Maxi
Amanheceu e eu acordei por conta própria, milagre. Quando acordei, me deparei com a minha mão agarrada com a de Naty. E ela, estava lá dormindo, eu acho. Me levantei cuidadosamente e fiquei a observando. Vejo ela se remexendo e fingi que tinha acabado de acordar.
Maxi: Bom dia.
Naty: Bom dia... muito tempo acordado?
Maxi: Faz alguns segundos... vou tomar banho.
Naty: Ok.
POV Naty
[...]
Estamos na frente do Colégio e eu lá, com um casaco.
Maxi: Sempre teve esse casaco?
Naty: Não, ele é especial.
Maxi: Por que?
Naty: Já, já vai saber.
Vejo Didi... digo, Diego chegando com Fran. E logo, León. Pisquei pra Fran e colocamos o casaco. Logo, León chega mais perto.
León: Quem são elas?
Maxi: As enxerga?
León: Todo mundo as enxerga.
Maxi: León, ela é meu Anjo da Guarda — disse apontando pra mim
Diego: E ela o meu — e ele disse apontando pra Fran.
León: O-ou.
Naty: Leónzinho... sabemos que é Humanizado.
León: Co-como sabem?
Naty: Pesquisei a fundo sobre você, León. Sei que era o Anjo do Maxi.
Maxi: Que?! León era meu Anjo?
Naty: Sim, era.
Maxi: Aee, tinha um anjo legal! — Maxi falou indo em direção ao León.
Naty: E eu não sou legal? — disse fazendo biquinho.
Maxi: Own Naty, claro que é. Muito legal e fofa — argumentou, tocando em minha bochecha. León percebeu que Maxi conseguia me tocar e fez uma cara de confuso.
León: Você...
Naty: Sim... sou — o interrompi, sabia a pergunta que ele ia me fazer, sobre eu ser Tocável e tals — Enfim, o papo agora não é sobre mim e sim sobre você... por que Humanizou?
León: Porque... porque... eu... quis.
Naty: Querer não é poder.
Fran: Filosofou agora, hein.
Naty: Vem comigo, Fran — eu, Fran e León fomos pra um lugar mais afastado do resto do pessoal — Pronto, pode falar.
León: Eu vim... vim... pra tentar colocar alguma coisa na cabeça do Maxi.
Naty: Não veio só por isso, León. Pode falar, somos anjos... não contaremos pra ninguém.
León: Tá, é que... bom, desde que eu era o Anjo do Maxi, eu via uma garota que estudava na mesma classe que ele.
Naty: Aaahh, você desceu pra tentar conquistar ela... certo?
León: Mais ou menos isso.
Fran: OOWWNT, QUE FOFO!
Naty: Quem é?
León: Violetta.
Naty: Hum... essa que acabou de chegar? — vi que a tal da Violetta chegou, sei porque uma uma loira veio gritando o nome dela, logo depois ela ficou sozinha.
León: Sim... ela mesma.
Naty: Já conseguiu alguma coisa?
León: Ela sabe meu nome.
Naty: Só? León, ação meu filho!
León: O que você quer que eu faça? — Não pensei duas vezes e...
Naty: Se joga! — o empurrei na direção da Violetta, kkkk. Ele esbarra nela bem de leve.
León: Desculpa... eu...
Vilu: Tudo bem... León, né?
León: Sim.
Vilu: Prazer, sou...
León: Violetta... é, eu sei — ele sorriu e ela retribuiu.
Naty: Ai, ai... além de Anjo sou Cupido também.
Fran: Olha só, uma história de amor... quem sabe a próxima seja a sua.
Olhei pra ela e neguei com a cabeça. Andamos até o restante do grupo, deixando León e Violetta sozinhos.
Maxi: Por que você fez isso?
Naty: Isso o que?
Maxi: Empurrou o León.
Naty: Eu, empurrar um Humano? Sou Anjo Maxi, ser de Deus, não posso fazer isso.
Maxi: Uhum... sei.
Dei um sorriso e ele retribuiu... ai, que sorriso lindo ele tem. O mais lindo de todos.
[...]
Anoiteceu e Maxi já está dormindo... eu acho. Ele se mexe muito. Chego mais perto dele.
Naty: Maxi?
Maxi: Anh.. oi?
Naty: Tudo bem? Você não tá conseguindo dormir.
Maxi: Eu tô... nervoso.
Naty: Por que?
Maxi: Daqui a dois dias eu tenho uma prova super importante pra esse semestre... de Matemática e eu sou péssimo em Matemática, você sabe né? E eu acho que não vou conseguir...
Naty: Ei, você tem que ser confiante — o interrompi.
Maxi: Confiança não faz prova, Naty.
Naty: Mas inteligência sim... e sei que você é inteligente. É só você se esforçar. Se quiser, eu te ajudo com a matéria.
Maxi: Faria isso?
Naty: Claro que sim... a sua felicidade é a coisa mais importante pra mim.
Maxi: Sério? — assenti — Eu, queria... que você fosse real — disse, passando sua mão de leve na minha bochecha.
Naty: Mas eu sou real.
Maxi: Não, Naty. Queria que você fosse Humana... pra que todos descobrissem a pessoa sensacional e fofa que você é — ficamos nos olhando por alguns segundos, mas que pra mim pareciam anos.
Naty: Éérr... acho melhor você dormir. Tá ficando tarde.
Maxi: É.
Naty: Boa noite. Sonhe com os anjos.
Maxi: No caso você, né? — rimos — Boa noite.
E ele dormiu.
CONTINUA...
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