Sexto Céu,Raqui'a — Bancada da Paz. Segundo dia da Criação. +/- 14 bilhões de anos atrás. Cerca de trezentos anjos cantavam louvores ao Altíssimo, mas um deles no entanto, tinha um anjo especial em mente para dedicar suas canções, ou melhor dizendo, um Arcanjo...

Todos cantavam alegremente, mas os olhos verdes do pequeno anjo estavam voltados para o trono dourado do Arcanjo Rafael, ah, como ele era lindo, não conseguia parar de admirá-lo, seus olhos azuis, seus cabelos loiros compridos, seu corpo esguio e mais alto que o próprio, aquela aparência delicada e tão pura. Outro dia se passava e os Arcanjos iam para seu castelo no Quinto Céu, enquanto tinha que voltar para seu quarto com os outros Ofanins, sentia tanta solidão ao deixar de admirá-lo, se perguntava desde quando se sentia assim. Bem, ao relembrar-se dos seus primeiros dias de existência foi brincar de esconde-esconde com os companheiros e acabou por entrar no Castelo Celestial, onde encontrou jogada no chão uma relíquia dourada: Uma chave, mas como estava jogada achou que não a queriam, pegando o objeto brilhante e a colocava no bolso da túnica branca de seda e algodão, foi quando entrou numa sala proibida, a sala de reuniões dos cinco Arcanjos, onde discutiam sobre as ordens do Pai. Miguel irritou-se e tentou ceifar a vida do pequeno anjo, mas Rafael intercedeu por ele quando ninguém mais o fez, acabando por levar um tapa no rosto de seu irmão mais velho, foi levado no colo por Cura de Deus, onde se conheceram e puderam olhar nos olhos um do outro pela primeira vez. Rafael havia presenciado o nascimento de todos os anjos, mas parecia a primeira vez que realmente via que ele tinha vida, uma vida igual a sua.

Os Ofanins tem várias tarefas, tais como curar feridos, a limpeza do paraíso e as apresentações solenes na Bancada da Paz: danças e canticos de louvor à Deus, além de tocarem vários instrumentos musicais que enchiam o coração de todos com amor e paz. Eles trabalham juntos, dormem juntos e vivem juntos, mesmo no Plano Astral eles ficam próximos para não correrem o risco de se perderem.

Os dias foram passando sem que Caliel visse seu amado Patrono. As semanas se passando, os meses, os anos...Mas aquele sentimento apenas crescia no pequeno anjo, queria mais que tudo continuar a admirar Cura de Deus, estar em seus braços protetores e sentir seus dedos junto a sua bochecha, tais sentimentos o deixavam envergonhado, mas como tanto amor e admiração podiam ser errados? Todos os dias ia diante as estátuas dos cinco arcanjos e orava para a estátua de Rafael, para que ele estivesse bem e feliz. Quem dera a prece chegasse até o Altíssimo, pois ele parecia não intervir no que acontecia e estava para acontecer nos Sete Céus...


Notas finais
É só um pequeno inicio, vou melhorar mais no segundo capítulo ._.