Guardian Angel

4 Capítulo 4 - O Livro dos Condenados


Notas iniciais
xoxo

PVO. Isa

Entrei no banheiro apertando os olhos "Você não vai chorar" "não seja uma fracote". Me olhei no espelho, sorri e sai do banheiro, fui até a geladeira, peguei uma cerveja e dei um enorme gole nela.

– Preciso de ar.-disse saindo para ir até o bar ao lado do hotel.

Li o letreiro cheio de luzes vermelhas "Parada de Alcoólicos" "sutil". Entrei, era um lugar arrumado, algumas mesas nas janelas, cadeiras acolchoadas e muita bebida "o paraíso" pensei. Sentei na frente do balcão, pedi duas doses de whisky.

– Do mais forte.-falei, ele me olhou surpreso mas concordou.

Senti uma mão no meu ombro.

– Dean, eu só quero beber.

– Hm, ok.- disse Sam.

– Sam...- fiz uma careta

– Eu também só quero beber.- disse ele, sorrindo. Ele fitou meu copo e me olhou surpreso "qual o problema de uma mulher querer encher a cara?"

– Olha, Isa...- ele fez uma pausa

– O meu irmão sente muito por ter te beijado.

– Não sente, não.-dei uma risada, ele também.

– Me pegou. Por que você ficou tão chateada?

– Olha, Sam...CASTIEL.- ele apareceu atrás do Sam.

– Isa, me desculpe mas eles queriam conversar com você.

– Foi você que disse onde eu estava?-perguntei "eu já devia saber" "filho da puta". Não me aguentei, a raiva tomou conta de mim, me levantei e dei um soco bem na cara do Cas, me arrependi no mesmo segundo. Tomei meu whisky em um gole só e sai "droga, pra onde eu vou?" "ah foda se". Fui até o meu quarto, Dean me olhou sorrindo, ignorei me joguei na cama e dormi.

PVO. Dean

Tenho que confessar que foi incrível beijá-la mas fiquei realmente mal por seja lá o que deu nela. Sam saiu logo atrás dela, me sentei em uma das camas e fiquei tentando entender o que tinha acontecido. Ela entrou no quarto, eu sorri pra ela, ela se jogou na cama em frente a em que eu estava "ela está bêbada"-ri.

Fiquei olhando para ela por alguns minutos, ela era linda. Os cabelos negros caindo levemente sobre o rosto, a pele branca e aquele corpo, meu deus que corpo. Castiel entrou no quarto, ele estava com a sua típica cara de paisagem. Sam veio logo atrás dele, juro que ele estava quase rindo.

– O que aconteceu? — disse apontando pra Isa.

– Ela bateu no Castiel.- disse Sam que não conseguiu segurar a risada, ficou sem ar até que não saia mais nada só o barulho de uma anta morrendo e ele ficava só batendo na mesa, eu ri muito daquilo.

PVO. Isa

– Dá pra fazer menos barulho, idiotas ?- murmurei. Sam e Dean estavam com uma risada incontrolável.

– Dd-desculpa te acordar.-disse Sam, tentando se recuperar da crise de riso. À essa altura Cas já tinha sumido.

"droga, não consigo mais dormir" "vou ter que me ocupar com alguma coisa" pensei, levantei da cama. Olhei no relógio "03:30"

– Vocês precisam dormir.-disse

Peguei umas roupas e fui ao banheiro, me olhei no espelho "você está péssima". Tirei a roupa e tomei um longo banho. Botei um moletom cinza com estampa floral rosa, calça jeans preta e meu coturno marrom. Quando sai os dois já estavam dormindo, sentei na mesa e peguei meu notebook.

" Jornal de Ohio, 25 de fevereiro de 2014

Já é a quinta vítima encontrada na Zaleski State Forest sem vida só neste mês. Autoridades regionais acham que foi ataque de algum animal selvagem."

"Pode ser uma caçada" "lobisomem, talvez?" "fica só à algumas horas daqui" "vamos lá" pensei. Peguei minhas coisas e deixei um bilhete para eles.

" Achei um caso, foi bom ver vocês.

Isa"

Peguei meu Chevy Impala 64 vermelho joguei minhas coisas no banco traseiro, me ajeitei no banco, girei a chave "como eu amo esse carro" e começou a tocar Aero Zeppelin do Nirvana, arranquei feliz por ter me livrado deles, é injusto mas isso não é pra mim.

Eu gostava de caçar, quando vinha para a terra sempre procurava um caso, o Cas ficava louco comigo. Foi ele que me deu esse carro na primeira vez que eu vim pra terra, eu fiquei tão feliz que peguei o carro e dirigi sem rumo, foi incrível -me perdi em pensamentos.

PVO. Dean

Acordei com o Sammy me chamando, esfreguei os olhos e olhei para ele que estava com o seu famoso olhar de cachorro molhado.

– Ela se foi.- disse ele me dando o bilhete.

– Um caso? Onde?

– Não sei.- ele deu de ombros.

Aquilo era previsível, ainda mais depois de ontem

– Quer saber? Que se dane.- disse.

PVO. Sam

Se passaram algumas semanas desde que a Isa foi embora, nem o Castiel tem noticias dela. O Dean não falou sobre ela desde aquele dia.

Nós estávamos bem, entregamos Rowena pro Crowley como uma trégua e ele aceitou. Nós arrumamos o bunker que os Frankensteins tinham arruinado e nesse momento estávamos bebendo cervejas na mesa.

– A Família Buscapé fez uma bela bagunça aqui. Eu estou morto de cansado. — Dean disse. Eu ri.

– Você é uma bela dona de casa- eu disse. Ele riu. Ouvimos uma batida na porta.

– Eu atendo.- disse

PVO. Isa

– Eu vou matá-lo seu maldito verme.-falei entre dentes.

– Não vai não, vadia, porque eu sou o Rei do Inferno. — disse Crowley com um sorriso de deboche. Ele estava me torturando há semanas.

– Se você me disser onde está o Livro dos Condenados eu te deixo ir.

– Eu já disse que não sei que merda é essa, filho da puta.

– Filho da bruxa, na verdade mas ela é isso também. Eu já volto, querida.

É a primeira vez que ele me deixa sozinha nos últimos dois dias. Eu tinha que aproveitar isso. Arranquei as algemas e dois demônios vieram pra cima de mim "iludidos" " tô muito machucada para brigar" mas não tinha jeito, um deles veio pra cima de mim e eu enfiei a faca que estava junto com a minha jaqueta, no chão "um já foi".

– Tá com medo, mocinha.-disse para o outro demônio. Que veio pra cima de mim e me deu um soco no estômago "merda". Peguei a cadeira em que eu estava e joguei contra ele que foi pego de surpresa e caiu, pulei em cima dele.

– Hasta La Vista, baby.

Estava em um galpão caindo ao pedaços "parece que o Rei do Inferno não têm muita grana" pensei.

– Se ele fez alguma coisa com meu precioso eu vou tortura — lo lentamente.-murmurei me referindo ao meu Impala. Mal conseguia caminhar, MY PRECIOUS.

– Ai está você, amor. Senti saudades.

Vi no meu celular, estava perto do bunker do Winchesters "não tem jeito não vou conseguir dirigir mais que isso"

– Vai lá, se cuida dos machucados e depois vai embora.- ditei a meta para mim mesma.

...

Bati na porta do bunker.

– Isa, meu deus, vem, eu te ajudo. -disse Sam botando seu braço em volta da minha cintura, me pegando no colo, estava mais fraca do que pensava, sussurrei um "obrigado" e desabei nos braços dele.

PVO. Dean

– DEAAN -ouvi Sam gritando. "merda" pensei, peguei minha arma e fui até a entrada.

Não acreditei naquela cena, Sam apoiando a Isa no chão, meu deus,quem tinha feito isso com ela?

– Oi, Dean.- ela disse quase num sussurro, ela sorriu, o sorriso dela ainda era o sorriso dela.

– O que aconteceu com você?- disse segurando-a enquanto Sam pegava o necessário para ajudá — lá.

– Crowley. Ele estava me torturando há semanas. Dean, eu ...- ela desmaiou.