Guardian Angel

7 Capítulo 7 - Garota Infernal part. 2 - V de Vadia


Notas iniciais
xoxo

POV. Dean
Eu peguei no sono novamente e quando acordei já não estava mais no motel. Estava em uma espécie de cabana que, a julgar pelo cheiro e pelo barulho, ficava numa floresta. Me virei e Jennifer estava ao lado da porta me olhando com um olhar malicioso.
– Até que enfim você acordou.-ela disse, vindo em minha direção e rapidamente veio pra cima de mim tentando tirar minha camiseta. Tentei afasta-lá mas ela insistiu e eu a empurrei com mais força. Ela me olhou sorrindo e me deu um soco bem na cara. Olhei para ela assustado.
– Eu gosto da minha comida bem assustada.-ela disse. Agora tudo fazia sentido. A raiva tomou conta de mim.
– Sua vadia demoníaca.-disse entredentes.

POV. Isa

– Já conseguiu rastrear o celular dele?-perguntei ao Sam, que já estava com a cara colada no notebook à uma meia hora.
– Ainda não.-disse ele. Eu já havia feito a mesma pergunta umas vinte vezes só nos últimos minutos. Eu estava pensando nas coisas terríveis que ela estava fazendo um com ele. Meu estômago embrulhou.
– Ei...-disse Sam, tocando minha mão, ele deve ter percebido a preocupação estampada no meu rosto.-nós vamos achar ele.-Eu assenti.
Sam era como o seu primeiro beijo, estranho e ao mesmo tempo incrível,era um cara meigo, sensível e nerd, totalmente o oposto do irmão. Dean era como um unicórnio, totalmente fascinante, a oitava maravilha do mundo porém, totalmente insensível e mulherengo.
Esses dois juntos podem ser minha salvação ou minha perdição, ainda não esclareci essa questão.
– Eu vou beber.-disse por fim. Sam concordou.- Duas cervejas, por favor.-disse ao garçom.- Ei, você não viu um cara loiro por aqui esta tarde?-perguntei ao mesmo.
– Olha, gata. Eu vi muitos caras loiros aqui esta tarde.-ele disse.
– Ele era mais ou menos metade desse cara...-apontei pro Sam.- e provavelmente estava com uma líder de torcida gata.-eu disse, levantando a sobrancelha.
– Ah, sim. Eu me lembro desse cara, ele tinha um sorriso sarcástico estampado na cara e ela era a Jennifer, ela sempre vem aqui com um cara diferente-ele disse sorrindo.
– Isso. Você sabe pra onde eles foram?-
– Para O Templo. Com certeza.
– "O Templo"?-perguntei assustada.
– É o único motel da cidade.- suspirei de alívio. Olhei para Sam com um olhar de "eu te avisei". Ele bufou. O garçom saiu.
– Mas ela vai atacá — lo. É só questão de tempo. Eu tenho que matá — lá.-eu disse
– Nós vamos achalos. Vamos até o motel?-disse Sam. Eu assenti. O garçom trouxe as cervejas. Eu as peguei, paguei e dei uma nota de 20 pra ele.
– Obrigado pelas informações.-eu pisquei para ele. Ele retribuiu o gesto. Sam revirou os olhos.
...
Bebemos nossas cervejas no carro,que Sam teve que alugar, já que Dean estava com o Impala e eu estava de carona, não foi fácil de deixar minha preciosidade sozinha no bunker mas os garotos disseram que dois carros iam dificultar para achar vagas. ldiotas.
– Você está bem?-Sam perguntou.
– Numa montanha-russa que só vai pra cima.-disse. Ele sabia que tinha algo errado mas eu não queria preocupa — lo com isso.- Você dirige igual uma velhinha.-eu disse, numa tentativa de mudar de assunto. Ele riu.
– Você e o Dean são muito parecidos.- ele disse cautelosamente com medo da minha reação. Eu pensei naquelas palavras talvez por tempo demais. Eu não gostava desse fato.
Meu braço ardia. As coisas estavam ficando difíceis de esconder. Não pude evitar, soltei um gemido de dor.
– O que aconteceu? — perguntou Sam com um olhar preocupado.
– Eu mordi minha língua.-respondi. Foi idiota, eu sei, mas ele pareceu acreditar.
Se passaram mais alguns minutos e então chegamos ao hotel, estacionamos ao lado do Impala. Logo fomos até a recepcionista.
– Oi, nossos amigos vieram aqui esta tarde e nós viemos buscá — los.-disse Sam.
– O que vai ser? Orgia? — ela disse com um olhar safado.
– Não, a gente só veio...
– É isso mesmo. Se você puder ser discreta, né amor?-eu disse, dando um tapinha na bunda do Sam. Ele corou. — Pode nos indicar o quarto deles?
– É claro.- ela disse e piscou para o Sam. Ela nos disse o número do quarto, era no quinto andar. Nós subimos de escada já que não tinha elevador.
– Então ela é um demônio que foi invocado por uma banda que achou que a hospedeira era virgem? Que louco.-eu disse. Ele assentiu.
– Louco foi o tapinha que você me deu. Quero outro.- ele disse sorrindo de orelha a orelha.
– SAM WINCHESTER. Você está flertando comigo?- disse incrédula e rindo. Ele piscou para mim.- Vocês Winchesters e sua incrível mania de ser encantadores.-pisquei para ele.
Nós entramos no quarto indicado. Eles não estavam lá. "droga" pensei.
– As coisas dele ainda estão aqui, o Impala também.-disse Sam. Quando ele falou do Impala eu gelei. O Dean nunca sairia sem sua baby. A janela do quarto estava escancarada e suja de terra. Descemos rapidamente até a recepção. A recepcionista nos olhou desapontada.
– Já acabaram? Achei que você fosse melhor que isso, bonitão.- ela disse se referindo ao Sam. Ele corou. Eu ri.
– Você conhece essa tal de Jennifer?- ele perguntou envergonhado.
– É claro. Ela é nossa cliente vip.
– Você sabe de um lugar afastado da cidade.-eu disse interrompendo aquela conversa.
– Tem um local fora da cidade. Na floresta. É sinistro. Uma lenda local diz que a cabana era usada para rituais satânicos.-eu e Sam nos olhamos. Eu acenei a cabeça num sinal de "vamos lá, baby". Nós saímos as pressas.
– Essa vadia é exatamente o tipo do Dean. -Sam disse vendo a foto de Jennifer que eu achei no Google. Eu olhei pra ele com meu olhar mortal.
– Não tem medo da morte, Winchester?
– Você é um anjo. Não me mataria.-ele disse com um olhar desafiador.
– "Eis que me fiz de santo, quando na verdade era o demônio."- citei. Ele ficou surpreso.
– Desta vez o herói foi capturado, Hammond.