Guardian Angel
19 Capítulo 19 - Fade Into Darkness
Notas iniciais
Antes
Música On
" — Acho que chegou a hora de te contar.
– Contar oque?
–O segredo que Ele não contou a você.
– Se você me disser onde está o Livro dos Condenados eu te deixo ir.
–Tem uma coisa muito maior vindo, querida.
–Oque?
–Vocês precisam se proteger.
–Pai, oque está vindo?"
POV. Narrador
Convento Santa Catarina, três anos à frente.
– Meu anjo, obrigada! Você me acompanha desde o dia de meu nascimento, ou talvez desde antes mesmo de eu ter essa forma. Eu te amo, pela tua persistência e o tempo que dedica a mim. Eu lhe agradeço, porque sua vida só tem uma meta: Me amar. Eu a protejo, porque é parte do poder de Deus, expressão de seu amor. Permita que eu olhe o seu rosto para esquecer o passado, confiar no futuro e, por um momento, viver meu presente, esse eterno “agora” que é a forma humana de abordar o infinito. Companheira inseparável, que eu seja capaz de sempre sentir sua presença na minha vida — para compreendê-la e amá-la cada dia mais.- Dean rezava diariamente. As circunstâncias só o permitiam rezar, e é isso que ele iria fazer. Sua oração era especificamente para um anjo, Isael. Ele sabia que onde quer que ela estivesse iria escutá- lo.
– Padre Winchester, tem um senhor querendo falar com o senhor. — disse a Irmã Clara. Dean assentiu.
– Mande- o entrar. — A Irmã saiu e voltou acompanhada de Sam Winchester, um Sam Winchester afetado pelo tempo, e talvez pela crise da melhor idade.
– Olá, irmão. — disse Sam. Ambos os Winchesters estavam com os olhos marejados. As rugas caíam levemente pelo rosto dos dois. Eles não se viam a muito tempo. Eles se abraçaram por um longos minutos. A coluna de Dean dificultou um pouco as coisas.
– Você está bem velho.
– Velho é você. — ambos riram mas sem felicidade. É claro que estavam felizes em se ver, ainda mais depois de tanto tempo. Mas isso só fazia com que as feridas do passado ficassem mais profundas.
– Como está a Charlie e as crianças? -perguntou Dean.
– John e Mary não são mais crianças, Dean. Meus filhos já estão com quarenta anos mas estão todos bem, bom, a Charlie começou no grupo de natação, suas pernas não funcionam mais como antes. — disse Sam com um sorriso no final. Dean assentiu.
– Você sente falta dela? — Sam perguntou ao irmão. — Todos sentimos. — Dean encarou o nada por um tempo num silêncio terrível.
– Você fala como se ela tivesse morrido. — Dean murmurou entredentes.
– Dean...
– Ela não morreu, Sam! — gritou Dean que logo depois começou a tossir freneticamente.
E eu, estou me sentindo tão pequeno
Foi muito pra minha cabeça
Eu não sei absolutamente nada
E eu, vou tropeçar e cair
Eu ainda estou aprendendo a amar
Apenas começando a rastejar
Diga algo, estou desistindo de você
Me desculpe por não conseguir te ter
Em qualquer lugar, eu teria te seguido
Diga algo, eu estou desistindo de você
– Eu tenho uma missa para dar, se me der licença...- Sam assentiu. Sam nunca questinou a decisão do irmão de ser um padre. Ele sabia que era o jeito de Dean se isolar e ficar mais perto de Isael. — Foi bom ver você, se cuida irmãozinho.
– Cuide- se, cara. Qualquer coisa, não pense duas vezes, me liga. -disse Sam e Dean assentiu. — Adeus, Idiota.
– Adeus, Vadia.
Dias atuais
Broken Arrow, Oklahoma
Fred Merlyn verificava pela décima vez às mensagens, provavelmente ele tinha levado um bolo de Susan, a garçonete da única lancheria do bairro, quando ouviu um barulho estridente nas árvores atrás de si e, como todo o bom idiota, ele foi ver oque era. Logo, uma moça saiu dentre as árvores.
– Olá, o que aconteceu? -disse ela.
– Minha namorada não apareceu. — disse Fred, cabisbaixo.
– Você quer causá- lá dor? -disse a moça. — Sabe, meu filho, Fonos. Ele vai gostar de você.
– O quê? — Fred disse, confuso. A moça olhou para ele e os olhos de ambos brilharam numa luz vermelha quase cegante. Fred olhou em volta e a moça tinha sumido. Mas não importava, ele sabia oque tinha que fazer.
Susan tinha ficado presa num congestionamento, já era tarde, não daria mais tempo de ir encontrar Fred, então ela foi para a sua casa. Ela estava botando a chave na fechadura quando sentiu alguém a observando. Se virou e não viu ninguém. A escuridão da noite deixava tudo mais sombrio. A luz da lua reluzia em seus cabelos loiros. Ela sentiu a mesma coisa novamente e se virou, agora, dando de cara com Fred. A loira soltou um grito de susto.
– Nossa, Fred. Você me assustou. Entra, está frio aqui. — Susan entrou na casa com Fred atrás de si. Ela pendurou a bolsa e tirou os saltos. Fred a acompanhou até a cozinha, onde Susan bebeu um copo d'água.
– Você não apareceu. -murmurou Fred. Seus olhos brilhantes de raiva.
– Oque disse, querido? Oh, sim. Me desculpe. — disse Susan.
– Você não apareceu. — Fred disse num tom alto e cheio de ódio.
Lebanon, Kansas
– Essa cama será um problema. — disse Isa, ao entrar no quarto do Winchester mais velho.
– A gente compra uma de casal. — afirmou Dean. Isa piscou para ele. — E rápido. — acrescentou, cheio de malícia. Isa fez um biquinho. Dean olhou para ela todo bobo.
– Eu senti falta da sua cara estúpida. — disse Isa, abraçando Dean. Eles olhavam um para o outro como se estivéssem prestes a se beijar. O olhar de Isael era diferente. Ela está perdida em sua tristeza. "Diga a ela que você a ama, idiota" sussurrei.
– Eu amo você pra caralho. — disse Dean. Eu sou fantastica.- Você ainda está magoada?
– Oh, querido. Você não pode machucar um coração quebrado. — Isael disse sem expressão alguma. Dean refletiu sobre aquilo. Terá Isael perdido a sua bondade? Sua alma? Não. Ela está mais sombria.
Como é que podemos chamar isso de amor?
Eu tentei fugir mas os seus olhos
Me dizem para ficar um pouco
Por que nós chamamos isso de amor?
Parece que estamos perto de perder o controle
Alguém me diga que não estou sozinho
Quando eu digo
Tudo que eu preciso é um pouco de amor na minha vida
Tudo que eu preciso é um pouco de amor no escuro
Um pouco, mas eu estou esperando o que ele pode começar
Eu e meu coração partido
– Temos um caso. — disse Sam, sentado numa das cadeiras da mesa. Isael se apoiou em seus ombros. — Esse cara, Fred Merlyn, foi até a casa da namorada, cortou as mãos, pernas, e a garganta dela, e depois se matou. -explicou o Winchester mais novo.
– Não tem caso melhor do que os bem estranhos. Lar doce Lar. -disse Isael.
– Não tem nada aí que diga que é um caso. — reclamou Dean.
– Não tem nada aqui que diga que não é um caso.- disse Isael imitando uma bomba explodindo. Sam riu.
– 1, 2, 3, c'mon girls
You're gonna like it
Come on, now, now — Isa saiu cantarolando. — Onde foi que eu ouvi essa música? — perguntou a si mesma. — Que seja. — completou.
POV. Isa
Broken Arrow, Oklahoma
Chegamos na cidade e fomos comer numa lanchonete qualquer. Uma garçonete peituda e loira (o tipo do Dean) veio nos atender.
– Oque vão querer? — ela praticamente come o Dean com os olhos.
– Vocês têm galinha assada? — eu pergunto, se é que me entendem. Ela me olha confusa e eu e Charlie damos risada, Dean me dá uma cotovelada.
– Dois x's bacon, duas cervejas, uma salada, um sanduíche natural e dois sucos. — fala Sam.
– E as tortas, Sammy? -eu e Dean dizemos juntos. Sam solta uma risada nasal.
– E duas tortas. -ele completa. A garçonete assenti e sai. Eu batuco a mesa enquanto o pedido não vem. Sam e Charlie esclarecem o caso. Depois de comer, eu e Charlie vamos falar com as famílias e Sam e Dean vão até a delegacia.
�� Ela tem o rosto de um anjo, sorrindo com pecado
Um corpo de Vênus com braços
Lidando com o perigo, acariciando minha pele
Deixe o trovão e os raios começarem��
tocava no rádio da lanchonete.
– Hey. Parem de olhar para a minha namorada. — Dean chamou a atenção de um grupo de garotos que estavam olhando para mim. Me levantei e fui até a mesa deles. Senti o olhar dos meus excelentíssimos companheiros me seguir.
– Eu não sou muito viciada em CSI mas eu sei reconhecer culpados quando vejo. — mostrei o distintivo falso. — Vocês podem me falar o que sabem da noite passada?- os garotos me olharam com medo. — Contem.
– A gente estava saindo de um bar e ele estava conversando com uma mulher e...
– Continue.
– E eu sei que não era a bebida porque todos nós vimos. Uma luz vermelha saiu da mulher e entrou no Fred. Ele era legal, foi a luz que fez aquilo, não ele. — eu ouvi tudo atentamente.
– Ei, deixem isso com a gente e sem mais bebidas, ok?- eles assentiram. Caminhei de volta até a mesa.- Parece que temos uma pista.
POV. Charlie
No dia seguinte, Hotel Pássaro Verde.
Éris, isso mesmo, a deusa da discórdia, resolveu soltar um de seus filhos por aí. Fonos para ser mais exata. Que péssima escolha de nomes. As vítimas só aumentavam.
– Então Elizabeth, a Condessa resolveu soltar os filhinhos do mal por aí? -disse Isa. Todos olhamos para ela.- Oque foi? Eu fiquei um ano offline. Eu assisti algumas séries. — Dean riu.
– Tirando essa péssima referência a AHS, alguém sabe como matar uma deusa fodona? — eu perguntei. Isael levantou o braço e eu revirei os olhos.
– Primeiramente: a minha referência foi muito boa e, eu sei como matar a Condessa. — Todos a olhamos surpresos. — O quê? No Céu tinha livros. Na verdade, é um feitiço. Temos dois ingredientes, sangue de um anjo e a língua de uma cobra, o terceiro é mais complicado...- Sam fez sinal para ela continuar. — Na verdade...- ela fez um biquinho. — Já volto. — ela sumiu no ar.
– Sou eu ou a Isa está estranha. — Sam disse. Eu assenti e olhei para Dean.
– Qual é, gente? Ela passou por uma porrada de coisas. Ela ainda é a mesma Isa, só precisa de um tempo. Ela está norm...- Ele estava falando mas a Isa aparece ao seu lado toda suja de sangue e com um coração nas mãos. Ela não diz nada, só pega uma bandeja e bota o coração, a língua de uma cobra e faz um corte profundo em sua mão, deixando o sangue derramar na bandeja e começa a murmurar o feitiço.
– Eris dea discordie capesse praecipio ostende faciem tuam, et morere — uma luz forte ilumina o quarto e uma mulher aparece diante de Isael.
– Isso é impossível. Como você fez isso? Você é um anjo mas era necessário o sangue de um...- Isael joga a substância da bandeja em cima de Éris e a mesma começa a gritar e explode, jogando sangue e tripas por todo o quarto.
– Legal. — Isael diz rindo e limpando o rosto e as mãos. Eu e Sam olhamos para o Dean, que dá de ombros.
– Chame o Cas.- Sam murmura para Dean enquanto nós olhamos apavorados para uma Isa assustadora.
Sou um trovão motorizado, que cai na chuva
Eu estou chegando como um furacão
Meus relâmpagos clareiam pelos céus
Você é muito jovem, mas vai morrer
Não faço prisioneiros, não poupo vidas
Ninguém vai lutar
Eu tenho meu sino, vou te levar para o inferno
Eu vou te pegar, Satanás vai te pegar
Sinos do inferno
Sinos do inferno, você me faz tocar
Sinos do inferno, minha temperatura é alta
Sinos do inferno
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