Guardian Angel
16 Capítulo 16 - Sometimes loves not enough
Notas iniciais
– Eu acordei num hospital à mais ou menos um ano atrás. Eu não me lembrava de nada.
A Crystal era a minha enfermeira, ela cuidou de mim e eu morei com ela por um tempo, arrumei um emprego no hospital e comprei essa casa, fui promovida e foi quando conheci o Roy...- O Dean me olhou enciumado. — Enfim...Nós namoramos à uns quatro meses. Vendo por outros olhos era bem óbvio que Crystal fosse um anjo.- Terminei a minha história com algumas lágrimas, Crys era uma boa amiga. Ela e a Charlie se dariam bem.
– Eu sinto muito.- sussurrou Dean, no meu ouvido. Ele estava sentado me abraçando por trás. O Roy começou a gritar de novo. Eu suspirei.
– Eu vou lá dar um jeito nesse filho da puta.- me levantei e alguém segurou o meu braço.
– Você não vai lá sozinha. -disse Dean. Eu olhei no fundo dos olhos dele e laçei seu pescoço.
– Hey, você não vai me perder de novo.- falei. Ele aceitou. Eu subi as escadas.- Você podia calar a boca, né.- disse num tom sereno. O demônio me olhou e rosnou.
– Sabe...O Roy tem um segredo bem feio. Quer saber qual é?
– Eu vou exorcisar você e você conta o segredo para o Crowley, ok?- disse sarcasticamente. Ele ficou surpreso.
– Você voltou?- perguntou.
– Nova e melhorada, baby.- respondi.- Agora, eu tenho umas perguntas para você.-falei, pegando uma cadeira e sentando na frente dele.- Porque você está aqui?
– Assuntos particulares, gracinha.-eu tirei uma faca (que eu tinha pego do Sam) e finquei na perna dele.
– NÃO ME CHAMA DE GRACINHA. — falei alto mas calmamente. Ele se contorcia de dor e eu girei a faca.
– O Crowley...O Crowley me mandou capturar você.- ele disse em meio a gritos.- Agora me mata. Me mata.- ele implorou.
– Não. O Fergus vai querer falar com você.-sorri diabolicamente. Comecei o exorcismo.- Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio infernalis adversarii, omnis legio, omnis congregatio et secta diabolica... Ergo, draco maledicte et omnis legio diabolica, adjuramus te ... cessa decipere humanas creaturas, eisque æternæ perditionìs venenum propinare... Vade, satana, inventor et magister omnis fallaciæ, hostis humanæ salutis... Humiliare sub potenti manu Dei; contremisce et effuge, invocato a nobis sancto et terribili nomine... quem inferi tremunt... Ab insidiis diaboli, libera nos, Domine. Ut Ecclesiam tuam secura tibi facias libertate servire, te rogamus...audi nos — Uma fumaça preta saiu da boca do Roy e queimou no ar.
Roy abriu os olhos e gemeu de dor, no mesmo instante eu me arrependi de ter cravado a faca na perna dele. Eu me abaixei e curei sua perna.
– Eu sabia que você era um anjo...- eu franzi o cenho. Como ele sabia disso? Nem eu sabia.- Eu tenho que te contar uma coisa. -ele encarou a porta. Eu segui o seu olhar. Sam e Dean estavam ali. Dean pareceu conhece-lô. -Winchester.-Roy comprimento.
– Vocês se conhecem?- eu e o Sam perguntamos juntos.
– Nós caçamos juntos à um tempo atrás.- disse Roy. Eles caçaram? As lembranças vieram a tona. Roy viajava muito e sempre fazia ligações estranhas, eu achei que fosse pelo trabalho dele. Eu sou tão estúpida. Ele estava comigo só para se proteger? Para me matar? Eu senti raiva dele.
– Some da minha frente. -eu falei, seca. Me levantei e saí do quarto, desci as escadas e Charlie e Cas jogavam algum tipo de jogo.
– Isso é ridículo, como o X sempre ganha da bolinha?- perguntou Cas. Eu estava rindo por dentro. Sai da casa e fui para o quintal dos fundos. Eu gostava daquele lugar, eu lia ali, eu gostava de ler, lia qualquer coisa. Eu gostava dos clássicos de Edgar Allan Poe. O cara era brilhante, as histórias dele são incríveis, assustadoras e viciantes.
Senti alguém por a mão no meu ombro enquanto eu encarava o nada. Me virei. Era Charlie, com toda a sua geniosidade.
– O Sam me contou sobre o Roy. Eu sinto muito. — ela disse. Eu apoiei minha cabeça em seu ombro e nós ficamos ali, lado a lado, encarando o nada juntas.
– Está rolando alguma coisa entre você e o Sam?- perguntei. Ela me olhou surpresa. — Vocês estão estranhos. — ela revirou os olhos.
– Eu gosto de mulheres, lembra ?- ela resmungou.
– Ah, qual é. Você também gosta de homens. Lembra aquele cara do bar?- falei maliciosamente. Uma vez eu e a Charlie fomos à um bar, no meio da noite, os rapazes estavam dormindo. Bom, a Charlie já estava um pouco bêbada (Um pouco, muito. Sakas? ) e tinha um cara que chamou ela para dançar e do nada eles estavam se pegando bem ali, no meio do bar. Foi bem inconveniente.
– Eu estava bêbada.- ela se defendeu.
– Eu acredito no que vi, Charlie.- ela revirou os olhos se dando por vencida.
– Que cheiro é esse?- perguntei. Ela franziu o cenho. — Não tá sentindo?- aquele cheiro... Era enxofre. Entramos correndo na casa.
– Olá, garotas. — disse Crowley. Ele se virou para o Sam e o Dean.- Alce, Esquilo, Ruiva. Me deixem a sós com a anjinha, por favor.- ele disse calmamente. Dean me olhou aflito, eu sussurrei: "Vão!". Ele assentiu. Sam estava indeciso.
– Se você tentar alguma coisa...- Sam disse apontando para Crowley.
– Vocês me matam, troca o disco, grande pássaro.- Crowley completou. Sam revirou os olhos e Dean deu um risinho. Os três saíram da casa. Os três? Onde está o menino Castiel.
– É um sempre um prazer ver você, baixinho.- eu disse, sarcástica.
– Esqueça do nosso passado, Lucy. Vamos falar do presente.
– Fala logo o que você quer.- praticamente cuspi as palavras.
– Direta. Adoro isso. OK, vamos aos assuntos pendentes. Quero que você seja o meu braço direito, literalmente. — ele encarou meu braço. O idiota acha que eu ainda tenho a marca. Eu comecei a rir incontrolávelmente. Ele pareceu se ofender.
– Você está falando da marca? Advinha. Eu não tenho mais aquela tatuagem tribal.- ele pareceu desconfiar, eu tirei meu casaco e mostrei meu braço à ele. Ele ficou surpreso.
– Como? Oque você é? -ele estava...assustado?
– Calma, não fica com medo. — disse debochando.
– Você não pode se livrar da marca. Ninguém pode. Então, me diz, qual foi o preço?
– Você sabe de quem eu sou filha? -perguntei irônica. Ele arregalou os olhos.
– Deus está vivo?
– Morto ele não está. — respondi friamente. Ele desapareceu. Demônio idiota. Porque ele ficou tão surpreso? E como assim "oque você é"?
POV. Narrador
Depois de terem saído da casa, Sam e Dean estavam inquietos, Charlie resolveu que seria melhor eles irem até um bar que ficava à poucas quadras da casa. O lugar não era o exemplo da limpeza mas era o suficiente. Sam, Dean e Charlie sentaram lado a lado no balcão. A moça que estava de costas se virou, ela era muito bonita morena e com olhos bem grandes. Mas alguma coisa estava estranha, ao invés dela dar em cima do Dean ela deu em cima da Charlie. Charlie entrou no jogo da garota. Eles estavam saindo do bar juntas quando Sam segurou Charlie pelo braço.
– Você não vai sair com essa garota, vai?
– Vou, porque?
– Você nem a conhece.
– E daí? — Sam se deu por vencido e largou o braço da ruiva. Dean observava tudo com um sorriso bobo no rosto.
– Cara, oque foi que eu perdi?
– Oque? Nada.- Sam respondeu, Dean deu de ombros.
Há alguns metros da entrada do bar Isael esbarrou em Charlie. Ela entendeu a situação quando viu que a ruiva estava acompanhada. "Não fala nada, vadia" sussurrou Charlie, no ouvido da amiga, que soltou um risinho. Isael entrou no bar e logo avistou os rapazes de costas. Ela olhou em volta e viu que tinha um karaoke. A moça riu de suas próprias intenções. Ela andou até o pequeno palco no canto do bar e escolheu a música.
– I'm searching for something that I can't reach
I don't like them innocent
I don't want no face fresh
Want them wearing leather
Begging, let me be your taste test
I like the sad eyes, bad guys
Mouth full of white lies
Kiss me in the corridor
but quick to tell me goodbye
You say that you're no good for me
Cause I'm always tugging at your sleeve
And I swear I hate you when you leave
But I like it anyway
Ela cantava e se remexia de forma provocante, ela cantava bem, muito bem. Os homens de todo o bar pararam para vê-la e ouvi — la. Os nossos dois irmãos resistiram alguns minutos antes de se virarem para ver a dona da incrível voz.
– My ghost
Where'd you go?
I can't find you in the body sleeping next to me
My ghost
Where'd you go?
What happened to the soul you used to be?
You're a Rolling Stone boy
Never sleep alone boy
Got a million numbers
And they're filling up your phone, boy
I'm off the deep end, sleeping
All night through the weekend
Saying that I love him but
I know I'm gonna leave him
You say that you're no good for me
Cause I'm always tugging at your sleeve
And I swear I hate you when you leave
But I like it anyway
My ghost
Where'd you go?
I can't find you in the body sleeping next to me
My ghost
Where'd you go?
What happened to the soul you used to be?
I'm searching for something that I can't reach.
My ghost
Where'd you go?
I can't find you in the body sleeping next to me
My ghost
Where'd you go?
What happened to the soul you used to be?
Dean ficou com um sorriso malicioso nos lábios durante toda a música. Sam também sorria mas era de admiração. A garota terminou a música e foi aplaudida por todo o bar, inclusive pelos nossos rapazes. Dean se levantou e levantou Isael pela cintura e a girou, ela se apoiou nos ombros do Winchester mais velho e beijou seus lábios, violentamente. Eles ficaram sem ar e então se separaram. Todos do bar bateram palmas, Sam acompanhou. O casal riu e se separou. ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡ ♡
Sam, Dean e Isael estavam, por assim dizer, bêbados. Isael achou melhor que os três voltassem para a casa. Dean Dean e Isael estavam de mãos dadas e Sam estava com a cara grudada no telefone, e assim eles caminhavam pelas ruas. Quando se aproximaram Dean pareceu reconhecer o carro parado em frente a casa da Isa. Lisa saiu de dentro do carro seus olhos passaram por Dean e foram direto para a mão do rapaz que estava junta com a de Isael. Ela encarou Isael com um olhar mortal. Dean soltou rapidamente a mão da amada. Isael estava confusa com aquela situação.
– Lisa, oque você está fazendo aqui? — perguntou Dean, conhecendo Isael como ele conhecia, sabia muito bem que a moça seria capaz de matar Lisa facilmente. Lisa encarou os verdes olhos do Winchester e voltou a encarar Isael.
"Lisa? O Dean passou um ano com ela. Pelo que eu sei ele deu um fora nela. Oque a vadia quer aqui? Porque diabos ela está me olhando assim? Quer morrer? " É oque se passava na cabeça da morena.
– Perdeu alguma coisa na minha cara, querida?- Isael perguntou forçando um sorriso, Isael mostrou suas asas fazendo Lisa recuar.
– Você me largou por um monstro?- Lisa perguntou se dirigindo a Dean. Isael deu um passo a frente fazendo Lisa se encolher, ela iria começar uma briga mas Dean a puxou pelo braço. "Me deixe falar à sós com ela, só preciso de 5 minutos" sussurrou o Winchester mais velho, no ouvido de Isael. A moça olhou para ele indignada. Foi batendo o pé até a casa mas antes de entrar estalou os dedos fazendo Lisa se contorcer de dor, Isael deu um risinho baixo.
– PARA JÁ COM ISSO — Dean gritou ajudando Lisa a se levantar. Aquilo magoou Isael de uma maneira que eu não poderia expressar em palavras. As vezes as palavras não são suficientes. Isael fez a dor de Lisa parar e entrou na casa com Sam logo atrás de si.
– Ei, Isa. Não fica assim...- Sam começou mas foi interrompido.
– Eu vou para o meu quarto. Boa noite, Grandão. — Sam sabia que a garota estava magoada mas resolveu que ela precisava de um tempo. Ele assentiu e deu um beijo na bochecha de Isael. O anjo subiu as escadas rapidamente, entrou em seu quarto, batendo a porta atrás de si e começou a chorar. Ela se sentou na cama e abraçou as pernas. Enquanto isso, no lado de fora da casa. Com a lua já alta, refletindo nas janelas dos carros estacionados, Dean tentava fazer com que Lisa entendesse que eles não iriam ficar juntos.
– Ainda dá para consertar. Volte comigo para casa. — A morena repetia.
– Lisa, minha família está aqui. A mulher que eu amo está aqui.
– Não, eu e Ben somos a sua família. Você disse que eu fazia você feliz. Oque mudou?
– Tudo mudou, Lisa. Você não entende? Eu amo a Isa.
– Ela é uma aberração, Dean. Um monstro. Você devia matar ela e não a amar.
– Cala essa boca. — Dean cuspiu as palavras. Lisa o olhou surpresa.- Ela não é um monstro. Você não sabe de nada. Agora vá embora. Por favor.- Dean se virou e foi em direção a casa. Ele viu Lisa entrar no carro e sair.
No quarto do segundo andar, Isael chorava, agora menos do que antes. Ela pulou de susto quando Crowley apareceu em sua frente. Ele a olhou com uma expressão de pena.
– É muito triste que ele tenha ido embora tão facilmente. — O demônio mentiu.
– Do que você está falando? — Isael perguntou, secando as lágrimas.
– Dean. Ele foi embora com a outra gostosa. — mentiu ele novamente. A moça olhou pela janela e não viu nem Lisa, nem Dean e nem o carro. Ela sentiu seu corpo todo bambear. "Como ele pode ter ido embora?" era só oque ela pensava.
– Venha comigo. Vamos nos divertir. Sumir do radar desses idiotas. Só eu e você. — O Rei do Inferno já havia feito muitas jogadas mas com certeza essa foi a mais brilhante. Isael estava vulnerável e mesmo sem a marca, ela ainda era muito poderosa. O anjo pareceu não confiar no demônio e então ouviu Sam bater na porta.
Alguns minutos antes, no andar de baixo, Dean entra pela porta.
– Onde ela está? -ele pergunta para o irmão que está parado no pé da escada. Sam faz sinal para dizer que ela está no andar de cima. O Winchester mais velho vai em direção às escadas mas é impedido por Sam.
– Olha, cara. Ela estava bem mal. É melhor eu falar com ela primeiro. — explica Sam, Dean concorda. Sam sobe as escadas e bate na porta da moça.
Isael imagina que Sam veio avisar que Dean se foi. A garota cerra os punhos.
– Vamos embora daqui. — Ela diz, com raiva. Crowley dá um sorriso e os dois somem do quarto.
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