Guardian Angel

15 Capítulo 15 - Caroline e o Mundo Secreto


Notas iniciais
pequenas tortinhas Mais um capítulo lindo e cheiroso.

POV. Sam

Nós estávamos sem entender nada. Nos afastamos da possível Isa e fomos para o outro lado dos apartamentos, longe da vista de qualquer um.

– CAAAAAS?- eu e Charlie gritamos, nós nos afastamos o bastante da Isa ou sei lá quem e chamamos pelo Cas desesperadamente.

– O que foi, Sam? Eu...- ele parou de falar, tombou a cabeça para o lado e franziu o cenho, ele fez como se estivesse cheirando o ar e arregalou os olhos. Ele me olhou e eu assenti com a mesma cara de surpresa que ele.- Mas...Onde ela está? — ele perguntou e eu o levei até ela.

POV. Caroline

Aqueles agentes estranhos saíram.

– Quem eram ?-perguntei ao Roy.

– do FBI.- ele disse.- Como você está? -ele perguntou e abraçou minha cintura.

–Nada bem .-eu disse, forçando um sorriso. Os agentes vinham na nossa direção, agora acompanhados de um homem moreno, de olhos incrívelmente azuis e um sobretudo. Ele estava me fitando, sorrindo igual um bobo.

– Porque você está me olhando assim, cara? Porque vocês três estão me olhando assim? -eu perguntei, talvez nervosa demais. Eles pareceram ficar com vergonha, o de sobretudo parecia decepcionado. O Roy saiu para falar com o irmão da Crys, Tony.

– Nós podemos falar com você a sós? -eu assenti. Eles me guiaram para longe de todos.

– Se tiver alguma coisa em que eu possa ajudar...- eu estava dizendo mas fui interrompida.

– Isa?- a garota ruiva perguntou. Porque diabos eles estavam me chamando assim, já era a segunda vez.

– Não. Meu nome é Caroline. -eu disse. Eles se entre olharam, se afastaram e começaram a conversar.

POV. Sam

– Como é possível que ela não se lembre?- perguntei.

– Como é possível que ela esteja viva?- foi a vez da Charlie. O Castiel estava tão confuso quanto nós. Ver ela ali parada não nos reconhecendo foi como uma facada nas minhas costas. Nós estávamos pensando em teorias, até que eu me lembrei.

– Hey, Cas...Lembra daquela vez que você ferrou com a minha mente, daí você "morreu"- eu fiz aspas com os dedos.- quando você voltou, não se lembrava de nada. Lembra?-ele me olhava atento.

– Sim, eu me lembro disso. Você é brilhante. Só precisamos que ela mate uns demônios e ela lembra.- ele disse. Eu o olhei incrédulo.

– Não, Cas...Aquela foi a sua forma. A dela deve ser outra, ou melhor, outro.- disse Charlie. Todos nós entendemos. Dean era a maneira de fazer a Isa se lembrar.- Eu vou buscá-lo em Detroit. Vocês ficam aqui e tentem não assusta-la.- disse Charlie. Eu dei as chaves do carro à ela.

– Vocês podem me dizer como essa conversa em grupo vai ajudar a descobrir o que aconteceu com a Crystal? — perguntou Isa. Eu e Cas nos olhamos. Crystal provavelmente era um anjo e foi morta por um demônio, levando em conta o enxofre que encontramos no apartamento. Oque significava que demônios estavam atrás da Isael. Eu resolvi que era mais fácil contar a verdade à ela. O amigo dela, Roy se aproximou e a pegou pelo braço.

– Roy, oque você está fazendo?-ela disse, se soltando da pegada do rapaz.

– Tenho que te tirar daqui, gracinha. -ele disse e seu olhos ficaram pretos. Isael se assustou e ia gritar mas Cas tapou sua boca. Eu retirei uma lâmina angelical do meu casaco e fui para cima dele.

– NÃO! — gritou Isa. Droga, eu não podia ataca-lo. Eu dei um chute na perna dele fazendo-o cair de joelhos no chão,rapidamente o algemei com as algemas do bunker.- O que ele é? -ela perguntou, receosa.

– Ele é um demônio. -disse Cas. Ela rio de deboche.

– Ah, sim, claro e vocês são a galera do Arquivo X?-ela perguntou, sarcasticamente. Ainda era a nossa Isa.

– Bom, eu sou um caçador de coisas sobrenaturais e ele... — apontei para o Castiel.- ele é um anjo.- ela o olhou desconfiada.

– Anjo? Tipo anjo mesmo, com asinhas e auréola? — ela perguntou.

– Eu não tenho auréola. — O Cas disse e eu segurei o riso. O demônio rosnou ao meu lado fazendo a Isa se assustar.

– Tem algum lugar que a gente possa levar ele?-perguntei.

– Tem a minha casa...- ela respondeu. Eu assenti. Fomos até o carro dela, discretamente e ela dirigiu até uma casinha comum. Telhas marrons, paredes brancas e grama verde. Eu não pude deixar de sorrir, apesar da situação.

POV. Charlie

Eu ainda estava em choque. Ela está viva. Ela realmente está viva. Eu senti muita falta dela, todos nós sentimos. Eu já devia estar acostumada com esse lance de ressurreição mas é meio difícil de lidar.

O Sam me contou que ele e a Isa se beijaram, eu me lembro de rir. Ele gosta muito dela mas não desse jeito. Eu e ele ficamos cada vez mais próximos, meio brega mas sim. Os Winchesters são como meus irmãos e eu os amo.

...

Estou na frente da casa da Lisa, por algum motivo eu não consigo gostar dela mas sei que ela gosta mesmo do Dean e isso não vai ser nada bom. Batuco a direção pensando se vou ou não, resolvo ir logo. Saio do carro que o Sam alugou e ligo o alarme. Consigo ver o Impala ao lado da casa. Vou até a porta de madeira e toco a campainha.

– Só um minuto...Lisa onde está o dinheiro? — É a voz do Dean, eu solto uma risada com a normalidade da situação. Alguém abre a porta, é Dean.- Charlie...aí meu deus.- ele me abraça forte.- Senti saudades, garota.- ele diz rompendo o abraço. -O que aconteceu?- ele olha em volta.-Cade o Sammy?-ele parece preocupado.

– O Sam não veio. Dean, eu preciso conversar com você. — digo. Ele assenti e Lisa aparece ao seu lado.

– Dean e a pizza?- ela me encara.- Oh, oi Charlie...- sua expressão fica triste.

– Lisa, eu e a Charlie precisamos conversar. — diz Dean. Lisa acenti.

– É um prazer ver você.- ela força um sorriso e sai.

– Entra...- ele diz e me guia. Eu vejo Ben sentado no sofá jogando vídeo game e vejo Lisa na cozinha. Dean me leva até o andar de cima e nós entramos, no que eu penso ser o quarto da Lisa e dele. Ele faz sinal para eu me sentar. — O que aconteceu, Charlie? -ele diz, firme. Eu abro um sorriso enorme.

– Vadia, você vai surtar.-digo.

– Charlie, fala...-ele diz, confuso. Eu recuo um pouco. Será o certo contar? Ele tem uma boa vida aqui...Aí meu deus. O que eu devo fazer? Ah, que se dane. Rainha J. K. Rowling que me ajude.

– A Isa está viva, Dean. — no momento que eu digo isso, ele se senta no chão e começa a chorar. Aquilo quebra o meu coração. Eu me sento ao seu lado e o abraço. Ele levanta o rosto e eu consigo sentir a felicidade transbordar do mesmo. Ele sorri de orelha a orelha.

– Onde ela está, Charlie? — ele pergunta, já se levantando.

– Bom...Ela está viva, mas...-eu procuro as palavras certas.

– Mas oque?- ele parece desesperado.

– Ela não se lembra da gente. Por isso eu vim aqui.- disse. Ele se sentou na cama.- Você se lembra de quando o Cas morreu, os leviatãs...Então, quando ele voltou, não se lembrava de nada. Nós sabemos que você pode fazer ela se lembrar. Afinal, vocês dois tem uma ligação sobrenatural ou algo do tipo.- ele sorriu e concordou com a cabeça.

– Então, vamos logo.-ele se levantou feliz mas parou e sua expressão foi de alegre para decepcionado. Eu entendi. Lisa e Ben, ele sabe que quando sair por aquela porta não vai mais voltar.- Eu vou falar com o Ben, primeiro.- eu concordei.

– Pode ir, eu arrumo as suas coisas. — eu disse e ele saiu do quarto.

POV. Dean

Eu estava feliz, é claro que estava. Meu deus, ela estava de volta. De volta para mim. Mas eu tinha que resolver as coisas antes de ir. Fui até o quarto de Ben, que estava jogando Plants vs. Zombies.

– Isso é ridículo. Plantas não podem matar um zumbi.

– Você vai embora, não vai?-ele me pegou de surpresa. O Ben era muito adulto para a idade, ele sabia das coisas. Quando percebeu minha expressão de surpresa ele falou.- Quando uma garota aparece na porta dizendo que precisa conversar, eu assisto tv, sei oque significa.

– Ben, eu sou adulto. Tenho que tomar decisões difíceis. Essa com certeza é a mais difícil.

– Você pode ficar, fale para a ruiva que não quer ir.- aquilo quebrou meu coração.

–Desculpa mas eu não posso.

–Não pode ou não quer?

– Os dois...eu preciso ir. Eu quero ir.

– Você odeia a mamãe?

– Oque? Não...

– Então é comigo...

– Ben, para com isso.

– Olha eu não sei oque eu fiz mas me desculpe...- ele não estava fazendo isso comigo. Ah, qual é.

– Escuta aqui, Ben. Você não fez nada. Um dia, você vai sacar isso...- eu não devo falar isso.-quando você crescer...-Merda.

– Não fale como se eu tivesse seis anos.

– Tá legal, Ben mas, presta atenção...Só porque você ama uma pessoa, não significa que você deva ficar por perto e estragar a vida dela. Eu amo você, Ben mas eu não posso ficar aqui.

– Você acha alguma coisa vai tentar matar a gente?

– Não mas o meu trabalho não me permite sentar na mesa com vocês e se eu ficasse você acabaria igual a mim.

– Porque você fala como se fosse mal?

– Confia em mim, Ben. Eu não sou alguém que você queira ser.

– Eu não posso opinar?

– Não.

– Você mentiu, Dean. Disse que família era importante. Do que você chama as pessoas que gostam de você, que amam você mesmo quando você apronta? Sabe que você está largando a sua família, não é? — Não teria jeito. Ele nunca me esqueceria, continuaria me amando mesmo quando eu fosse embora.

– Vocês não são a minha família. A minha família precisa de mim e é por isso que eu vou embora.

Eu sai do quarto dele, antes que eu chorasse. Fazer ele me odiar era a única maneira de poder ir. Eu ainda tenho que falar com a Lisa, seria mais fácil porém ela é bastante persistente. Entrei no quarto e Charlie já estava com as malas prontas.

– Como foi?- ela perguntou, compreensíva.

– Difícil. Eu amo o garoto.- sorri de lado e ela sorriu para mim.- Vamos?- ela concordou. Peguei a mala e desci as escadas. Lisa estava me encarando com os braços cruzados e uma cara de decepção. Charlie saiu da casa e eu larguei a mala no chão.

– Lisa, eu...-eu fui interrompido.

– Eu sabia! Quando essa vadia apareceu na porta eu sabia que ela te arrastaria de volta para aquela vida.- ela me pegou de surpresa, eu nunca vi a Lisa xingar alguém. Bom, ela xingava o Ben mas era diferente.

– Lisa, eu nunca sai dessa vida. Eu sempre tive uma arma em baixo da cama e a cilada do diabo na porta da frente. Eu só me permiti não caçar. Eu sou um caçador, Lisa e sempre vou ser. Eu estou indo embora agora, cuide do Ben e se cuida. Adeus.-eu fui dar um beijo em seu rosto mas ela virou a cara. Eu peguei minhas coisas e sai.

– Dean, espera!- Ben veio correndo e me abraçou. Ele murmurou :"Você não conseguiu fazer eu odiar você". Meu garoto. — Adeus, Ben.- eu disse e rompi o abraço.

POV. Sam

– Então eu sou um anjo?- ela disse entre risos. Ela se virou para o Cas.- e você também? Tá, já chega, isso é demais para mim.-nessa hora o Roy, que estava preso numa cilada do diabo no andar de cima, começou a gritar. — Nós temos que ajudar o Roy.- ela disse e se virou para mim.- Por favor...- ela estava com os olhos cheios de lágrimas.

– Ele vai ficar bem.- Ela me olhou surpresa.

– Ele está sofrendo. — ela disse isso e correu para o andar de cima.

POV. Caroline

– Ele vai ficar bem.- olhei para ele surpresa.

– Ele está sofrendo. — eu disse isso e corri para o andar de cima.

Quando abri a porta do quarto, Roy estava acorrentado numa cadeira. A luz da lua refletia sobre o sangue saindo de seu rosto. Eu comecei a chorar, me abaixei e sussurrei:" Vai ficar tudo bem ". Ele me olhou e começou a rir.

– Você é realmente uma idiota.- mais risos.- Sabe o Roy sempre amou a Crystal, você era só diversão.- ele fez um beicinho.

– Cala a boca, seu filho da puta.- eu disse entredentes.

– Olha a boca.- ele riu. Eu comecei a chorar. Droga eu estava cansada de chorar mas eu estava apavorada. O agente, que descobri que não é agente e que seu nome é Sam, veio e me tirou dali.

– Não escute oque eles dizem, demônios mentem.- ele disse e eu assenti. Sequei meu rosto com a blusa e nós descemos.

– Porque eu não me lembro de vocês?- perguntei ao Sam.

– Você vai se lembra. — O anjo Castiel respondeu. Era estranho falar com um anjo, me fez questionar a existência de Deus, bom, eu nunca tive provas de que Ele existe. É mais fácil acreditar quando se vê. Demônios e Anjos, daria um belo filme. Ri com os meus pensamentos.

– Vocês estão, sabe, com fome?- perguntei. O Sam assentiu. — Você não come?-perguntei ao anjo.

– Tudo tem gosto de moléculas.- ele disse.

– É, sei como é.- fiz que não com a cabeça, Sam riu.

– Vou fazer panquecas. Eu adoro panquecas. — eu disse. Eu realmente amo panquecas, Roy era quem sempre fazia. Afastei os pensamentos e me dirigi para a cozinha. Terminei as panquecas e as levei num prato até a sala. Sam pegou a primeira e deu uma mordida.

– Isso está muito bom.- ele disse de boca cheia. Eu dei um sorrisinho.- Sabe eu nunca pensei que fosse ver você vestida assim.*

– Porque? -perguntei.- Como eu me vestia?-perguntei assustada.

– Como uma caçadora, você sabe, botas, calça jeans e jaqueta. Você não gostava de vestidos. — ele disse e eu franzi o cenho.

– Você está dizendo que eu era uma versão real da Lara Croft? -eu perguntei animada, ele riu.

– Basicamente. -eu sorri. Alguém bateu na porta me fazendo dar um pulo de susto. Eu já era bem medrosa e saber que demônios existem não ajudou muito.- Hora de recuperar a memória. — disse Sam. Ele foi até a porta e a abriu, dando espaço para a ruiva de antes entrar. Sam abraçou a outra pessoa fortemente.

– Eles são um casal?- perguntei ao anjo. O mesmo me olhou confuso.

– Eles são irmãos.- disse ele. Eu assenti e corei. Os dois romperam o abraço e Sam saiu da frente, dando agora para ver o outro cara. Ele era loiro e (gostoso?) um pouco mais baixo que o Sam. Os olhos dele passearam pela casa e pararam em mim. Os olhos dele brilhavam e ele abriu um enorme sorriso, eu sorri de volta, meio envergonhada.

I don't know just how it happened

I let down my guard

Swore I'd never fall in love again

But I fell hard

Guess I should have seen it coming

Caught me by suprise

I wasn't looking where I was going

I fell into your eyes

I'm addicted to you

Hooked on your love

Like a powerful drug

I can't get enough of

Lost in your eyes

Drowning in blue

Outta control

What can I do?

I'm addicted to you

Ele se aproximou e me abraçou como se sua vida dependesse daquilo, eu correspondi o abraço. Então aconteceu uma coisa estranha, eu estava toda envolvida por uma luz branca, como uma armadura. O loiro se afastou e arregalou os olhos, como os outros. Toda a minha vida passou diante dos meus olhos. Quando eu nasci e minha mãe morreu. Quando meu Pai me afastou dos outros anjos. Quando o Castiel me visitou pela primeira vez. Quando eu tinha 6 anos e o Cas dormiu comigo porque eu estava tendo pesadelos. Quando eu pedi para o Cas proteger o Sam de Azazel. Quando ele me deu o meu carro. Quando o meu Pai foi embora. Quando eu pedi para o Cas tirar o Dean do Inferno. Quando o Cas morreu pelos leviatãs e eu fiz com que o Dean achasse. Quando o Cas foi me pedir para ajudar o Dean com a marca. Quando o Dean me beijou. Quando eu e a Charlie ficamos amigas. Quando eu e o Dean quase transamos. Quando o Sam me beijou. Quando eu morri e o Dean falou que me amava. Quando eu morri, antes de voltar, eu falei com o meu pai.

" Pai? Eu morri?

Só por pouco tempo, querida.

Porque você foi embora?

Eu precisava.

Você vai voltar?

Tem uma coisa muito maior vindo, querida.

Oque?

Vocês precisam se proteger.

Pai, oque está vindo?

Você vai descobrir na hora certa. Agora esta na hora de voltar. Eu amo você, filha. Eu tenho orgulho de você. Adeus, meu pequeno anjo."

– Que roupa é essa?!- eu gritei. Estava parecendo uma daquelas mulheres de filmes românticos. Todos começaram a rir.

– É bom ter você de volta.- disse Sam.

– Senti sua falta.-ouvi a voz atrás de mim, aquela voz, a voz que me salvou, a voz do meu amor. Me virei. Ele estava com os olhos cheios de lágrimas.

– Eu também senti sua falta, Deanna.- ele laçou a minha cintura e eu envolvi seu pescoço com os braços. Ele roçou nossos lábios e então os juntou. A sensação do toque dele fez eu me arrepiar. Eu o amava mais que tudo.

Notas finais
Lisa vai voltar. Roy demon OMC Tem o King Fucking Crowley no próximo. * http://www.polyvore.com/fanfic_guardian_angel/set?id=178462739