Guardia Angelo... Hold my hand.
1 I will be right here.
Notas iniciais
Espero que gostem dessa singela oneshot!
Fiz ela, há uns bons anos devido um sonho que tive, porém somente atualmente resolvi publicar.
Relevem os erros de gramatica, onegai! Afinal foi a primeira one que escrevi, eu era muito "noob" na época, kkkkkk.
P.s: Espero que apreciem a leitura.
Música para acompanhar a leitura.
Sabe, a vida é bem simples de se entender. Nós nascemos para dar alegria a alguém, vivemos para nos fazer feliz e morremos para que os que nos conheceram fiquem felizes ao se recordarem de nós. Essas palavras podem parecer bem pessimistas para quem as lê, mas só quando se está à beira de um precipício, prestes a pular, é que elas farão algum sentido.
E é lá onde estou agora e é pra mim que elas fazem sentido. A única coisa que realmente tem valor na vida é aquilo que você faz nela, mas as coisas que fiz na minha não são motivos de orgulho para ninguém.
Sempre fui egoísta e mesquinho, nunca fui caridoso e muito menos sou daqueles que se apega a alguém, mas isso foi antes, antes de conhecê-la e ver que tudo que eu fazia até aquele exato momento tinha como único propósito clamar por ela.
Ela era minha delicada boneca de porcelana, objeto raro de qualquer colecionador, seja lá o que quer que ele colecionasse. Ela era única, feita exclusiva e inteiramente sob medida para mim. Pelo menos assim eu pensava...
Havia apenas uma coisa cujo me impedia de tê-la somente ao meu dispor. A menina que eu julgava ser a minha garota era também a garota de meu irmão mais velho. O irmão que eu sempre admirei, venerei e copiei se tornou extremamente repulsivo aos meus olhos. E tudo por culpa dela.
Aos poucos me aproximei como um lobo do pobre cordeiro indefeso, ganhei sua confiança, depois sua amizade e após isso seu coração, porém não ainda por completo. Ela ainda pertencia ao meu irmão quando nos deitamos pela primeira vez. Mas isso não nos abateu, e continuamos com os jogos de mentiras durante três longos meses. Até que a verdade não pode ser mais escondida.
Ela parecia totalmente subjugada a mim e não havia espaço para dúvidas na sua decisão a meu ver, mas quando meu irmão nos jogou contra a parede e a fez escolher, não foi os braços dela que vi virados em minha direção, o que vi foram seus olhos castanhos dando adeus aos meus negros e só o que me restou foram as lembranças.
Anos haviam se passado e o fantasma da minha boneca de porcelana ainda me atormentava. Não havia um momento sequer da minha existência que não fosse devotado as nossas lembranças. Ela, minha doce Konan, estava casada com meu irmão e não somente isso, agora estavam preparando a vinda do mais novo Uchiha da família, sim, pois não bastasse estarem juntos ainda iniciaram uma família... A família que deveria pertencer à mim e somente à mim.
Então o lugar onde estou agora, parado olhando as pedras que caem aos meus pés chocando-se nas rochas, onde ondas arrebentam bruscamente... Parecia-me o melhor do mundo para se estar. Apenas um passo e eu iria de encontro àqueles pontiagudos pedaços de rochas salgadas, apenas um passo... Ergui meu pé lentamente e o movi em direção ao nada, minhas mãos não paravam de tremer.
– Tem certeza de que quer fazer isto? – Perguntou-me uma voz doce, desconhecida.
– Quem é você? O que faz aqui? – Olhei-a aturdiu. Ela era simplesmente linda.
– Sempre venho aqui apreciar a vista, linda não? – Então ela sorriu para mim, o mais belo de todos os sorrisos que já contemplei.
– Não chegue perto de mim, não irá conseguir me impedir! – Ameacei, erguendo a mão em sua direção quando ela se voltou para mim.
– Oh, não irei te impedir! Só quem pode te parar é você mesmo.
– C-como te chamas? – Indaguei curioso.
– Haruno Sakura, e você? – Sorriu voltando a olhar o horizonte alaranjado.
– Uchiha Sasuke. – Olhei para seu belo rosto, ela possuía os mais belos olhos que alguém poderia ter. Doces esmeraldas que me transmitiam paz tremenda. Acabei involuntariamente me afastando da beirada do penhasco.
– Obrigada por se afastar daqui, estava me deixando aflita. – Então ela veio até mim e fez o inesperado. Olhando no fundo dos meus olhos, estendeu sua mão em minha direção. Não pensei em mais nada e apenas a segurei com uma urgência desconhecida.
– Você por acaso é algum tipo de anjo? – Fitei-a intrigado, ela apenas riu e respondeu-me.
– Não. – Me puxa na direção oposta a onde estávamos há pouco, agora não mais víamos o horizonte rajado do pôr do sol. – Sou apenas a pessoa que sempre irá segurar sua mão, quando pensar em cair.
Fim
Notas finais
Domo arigato por lerem! :)
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