Guardiões do Destino
2 Motivos
Notas iniciais
17 anos depois...
Poderia ser uma época comum, apenas poderia.. 17 anos se passaram e as tribulações entre insólitos e simples só fizeram piorar cada vez mais. Com tudo os mais prejudicados com isso eram os insólitos, que eram precários em armamentos, diferente dos simples, que bastante sofisticados nesse aspecto, e além disso estavam dispostos a começar uma guerra com os insólitos à qualquer momento, dizimando-os sem nenhuma pena, os insólitos seguiam querendo apenas igualdade e paz entre os povos, por mais que esse sonho parece-se tão distante.
— Rei Carlos? — Exclama Daniel, logo ao abrir a porta da sala do rei, que está avistando a janela.
— Prossiga Daniel. — Responde o rei.
— Acabou de chegar relatórios da ultima exploração para Chenya, perdemos 3 homens, todos os três mortos. — Informa Daniel.
O Rei então se vira e se senta na cadeira bufando. — Arf! Não sei mais o que fazer, estamos perdemos muita gente. — Exclama o rei mostrando preocupação.
— Entendo senhor, os índices de perdas só aumentam, isso pode ser um desastre lá na frente. — Diz Daniel
— Só existe um jeito, abaixar a idade de alistamento de exploradores. — Diz o rei olhando sério para Daniel que mostra um semblante preocupado.
— Isso não seria precipitado senhor? Colocar jovens lá fora. — Enaltece o Daniel
— Não podemos perder ritmo, se os simples pensarem que estamos enfraquecidos farão de tudo para nos encontrar, vamos ser mais cautelosos a partir de agora, mas parar nem pensar, vá agora mesmo e dê um anuncio. Quero que o alistamento comece amanhã mesmo. — Ordena o rei e Daniel sem contestar, porém bastante intrigado com a decisão se retira da sala e se dirige para da o anúncio.
Na vila de Sicília ninguém nem se quer imagina as conturbações que acontecem lá fora, os exploradores tentam manter calma e harmonia entre o povo, não informando sobre nada que acontece fora do território deles, ou nas áreas dos simples, o povo não sabe de nada muito menos sobre as perdas excessivas, maiores do que os ganhos.
Em meio aquela calmaria na vila de repente ocorre uma convocação para um comunicado importante, e o povo logo se dirigi para os pontos de comunicado. A vila não é muito grande, tem apenas cerca de 5 mil habitantes, mais do que isso já poderia chamar atenção dos simples.
Em um dos pontos da vila uma multidão logo se aglomera, todos querendo saber qual o comunicado. E em meio aquelas pessoas toda se encontram dois jovens, um com cabelo médio, olhos castanhos, 1 metro e 74, era Adam e o outro loiro com cabelos meio longos, olhos azuis e com jeito meio sensato, era Julian, dois amigos em meio aquela multidão em meio a todas aquelas pessoas e não mais importante que nenhuma delas, apenas esperando o comunicado enquanto conversavam. Passam-se alguns minutos e logo um explorador começa a falar em meio aquelas pessoas com um tom sério. — Atenção todos os jovens, estamos diminuindo a idade de alistamento para exploração, a partir de agora jovens de 17 também podem se alistar, além disso amanhã mesmo já começará os alistamentos só para os jovens. Os que tiverem interessem compareçam na sede de exploração. — Termina o homem.
Opiniões se dividiam, alguns pensaram que poderia ser algo mais sério e outros acham estranho, se ouvia apenas varias vozes com opiniões diversificadas.
— É, chegou nossa chance, mas cedo do que esperávamos. — Exclama Adam mostrando empolgação com a notícia.
— É, pode ser. — Diz Julian sem mostrar empolgação, se sentando em pum equeno pedaço de madeira encostado em um chafariz no centro do local.
— Que foi cara, não tá animado, não queria ser explorador? — Questiona Adam se virando para Julian.
— Ser explorador é arriscar a vida lá fora, buscando informações e coisas que possam manter a paz para nossa raça, é algo que eu quero fazer... mas não quer dizer que é algo que me anime, estaremos arriscando nossas vidas lá fora. — Exalta Julian bem sério mas com seu semblante de sensatez.
— É você tem razão, nunca pensei por esse ângulo. — Diz Adam diminuindo a empolgação que acabará de mostrar.
— Além disso acho estranho eles convocarem um alistamento assim do nada, e ainda diminuírem a idade. Algo deve estar fora dos trilhos. — Destaca Julian
— Pode até ser, mas agora tudo que temos que fazer é aproveita essa chance. — Diz Adam já empolgado novamente.
— Você só pensa nas vantagens, como sempre. — Diz Julian num tom de piada.
Adam gargalha e olha para o relógio, e lembra que tem deveres. — Amanhã a gente se fala, tenho que voltar a arrumar as coisas. — Despede-se Adam correndo rapidamente em direção à sua casa, o mesmo lembra que tem que terminar de alimentar os animais do gado de seu vizinho, para quem o mesmo presta serviços. Já perto de casa ele ouve uma voz.
— Calma! Os gados não vão sair de lá. — Logo ele olha para o lado e reconhece Noah.
— Noah, já chegou? — Questiona Adam.
— Sim, cheguei ontem de uma missão em Sicília, creio que está empolgado com o novo comunicado. — Diz Noah caminhando junto com Adam.
— É claro, achei estranho eles diminuir a idade assim do nada, mas...
— Adam.. — Diz Noah interrompendo o garoto que mostrava empolgação. — Tem certeza que é isso que quer, ser explorador? Sabe que esse é o caminho nada fácil de seguir, um destino sem volta.
— Sim.. — Diz adam, abaixando a cabeça e mostrando um semblante de tristeza em seu rosto. — Você sabe mais do que qualquer um, eu preciso buscar a igualdade entre os povos. Preciso encontrar minha família, saber quem eu sou, de onde eu vim..
— Entendo.. mas se for fazer isso que seja realmente por algo que importa, e não por puro capricho.
Adam fica pensativo mediante as palavras de Noah, ele sente que seu pai de criação quer te passa alguma mensagem que ele ainda não conseguiu compreender, logo Noah se retira do local e ele segue para seus afazeres.
Na casa de Julian também existia questionamentos sobre sua vontade de se alistar, seu pai morreu a alguns anos em uma exploração e sua mãe não aguentaria se acontece-se o mesmo com seu fliho, mas Julian sabe que isso é algo que ele tem que fazer. Ele conversa seriamente com sua mãe na mesa sala de sua casa, sua mãe tenta o convencer a desistir mas ele se mostra sereno quanto a sua decisão.
— Não vou aguentar perder você também Julian, olhe o tamanho de sua irmã, seria legal para ela perder alguém importante tão cedo? — Diz sua mão já exaltada.
— Calma mãe, está deixando a Júlia assustada, eu não vou morrer. Não pense dessa forma. — Diz Julian tentando acalmar sua mãe.
— Se não quer pensar no seu bem, pense no meu bem e de sua irmão, vamos viver juntos e em paz. — Diz a mãe de Julian. — É justamente por vocês que tenho que fazer isso. — Sussura Julian, num tom que sua mãe ouviu e a deixou sem palavras por um breve momento. Julian então se levanta e anda em direção a uma pequena sacada em sua casa, em frente a mesa, com uma vista linda para o céu estrelado da noite e para a vila, com varias luzes das casas, realmente uma bela vista. — Papai iria querer que eu fizesse isso mãe. — Diz o mesmo enquanto andava até a sacada, logo para e fica admirando as estrelas, identificando seu signo, aquário.
— Por paz, essa é uma coisa que eu tenho que fazer. — Exclama Julian para sim mesmo.
Do outro lado da Vila está Adam, assim como Julian admirando as estrelas, sentado na grama do longo campo no fundo de sua casa e pensativo sobre o próximo o dia. Noah está o admirando pela janela, e resolve ir até ele, Adam percebe sua aproximação, e os dois ficam ali, embriagados à beleza das estrelas.
— É lindo né? — Ressalta Noah.
— Sim, muito... Sabe não só nós insólitos temos signos protetores, mas os humanos também. Dizem que o seu signo é uma parte de você, e que quando você morre, sua parte do signo vai compor as estrelas. Quando eu olho para o céu, sinto uma calmaria, uma coisa profunda, parece que algo importante tá me admirando, meu pai ou mãe, não sei, só sei que é bom. — Ressalta Adam, bastante concentrado nas estrelas
— Sei exatamente como é, quando meu pai morreu eu sentia a mesma sensação. — Diz Noah.
De repente Adam bufa, descontraindo-se do momento. — Tomara que amanhã tudo dê certo, tô tão preocupado com aquele alistamento, na verdade nem sei se tô preparado Noah.
— Sabe Adam, ser explorador está muito mais além do que só força, velocidade ou outras habilidades, ser explorador está aqui. — Diz Noah apontando para o peito de Adam. — Ser explorador vem de dentro, não se faz um explorador, se nasce um. Seu signo é o de leão, o signo da força, o signo da autoconfiança, o signo que faz a diferença. — Diz Noah dessa vez apontando para as estrelas, indicando o signo leonino e em seguida se retira vagarosamente, deixando Adam pensativo com o que acaba de ouvir.
— Espere Noah, porque não me falou qual era o meu signo antes? — Questiona Adam.
— Isso é algo importante demais para ser contado por nada, sinto que esse é o momento certo.
Adam flui em seus pensamentos.
— O signo que faz a diferença, Leão.
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